Para Sempre Carrossel
37 2° Temp Capitulo 14
Capitulo 14
Grande parte dos alunos que rodeavam os dois brigões pararam imediatamente com a gritaria assim que Maria Joaquina chegou. A garota tinha uma expressão de extrema raiva no rosto.
Jorge e Cirilo se empurraram mais uma vez enquanto a garota os encarava. Todos prestavam atenção na cena.
— O circo acabou. — Bradou ela. — Podem voltar a tomar conta de suas vidas. — Completou ela irritada.
— Maria – Disse Cirilo quando foi interrompido.
— Olha Cirilo , não complica a situação mais to que já está. Vocês dois vem comigo. — Disse ela saindo . Os dois garotos se entreolharam, sabiam que viria bronca, mesmo assim seguiram a menina enquanto a plateia se dissipava.
De longe Daniel via a cena ao lado de Lana. O garoto tinha acabado de chegar e sabia parcialmente o que tinha acontecido, já que vira o final da briga entre Cirilo e Jorge. Não estava preocupado com o que aconteceria pois tinha profunda confiança em Maria Joaquina.
— Incomodo? — Perguntou Margarida se aproximando do garoto.
— Nunca. — Disse ele sorrindo enquanto caminhavam.
— Bem, eu vou ali falar com as meninas. — Disse Lana saindo, antes de ir, a garota ainda se virou e olhou profundamente nos olhos de Daniel e sentiu um aperto no peito.
— Nada me tira da cabeça que essa garota gosta de você. — Disse Margarida para Daniel.
— Que isso, ela é só minha amiga. — Respondeu ele.
— E eu? Sou o que? — Perguntou Margarida ficando de frente para o garoto enquanto o olhava diretamente.
— Como assim? — Perguntou ele desviando o olhar. A garota levantou o rosto dele suavemente com a mão para que a olhasse nos olhos.
— Quero saber o que eu sou pra você. — Perguntou ela sem rodeios. A garota olhou o anel que estava no colar do garoto e o segurou com a mão e voltou a olhar o garoto.
—Margarida, eu...- Dizia Daniel quando Davi chegou mancando.
— Aê Daniel, cara eu estou mal. — Disse ele se apoiando ao garoto para a infelicidade da menina.
— O que aconteceu? — Perguntou Daniel.
— Fui tentar separar a briga do Cirilo e do Jorge e acabei levando um chute forte entre as pernas. — Disse ele ainda fazendo caretas.
— Daniel. — Disse Margarida com o rosto serio.
— OI. — Disse ele, Daniel estava tão sem jeito que mal conseguia olhar a garota.
— Depois nós conversamos, pode ser? — Perguntou ela.
— Claro. — Disse ele levantando o rosto para mais uma vez olhar a garota nos olhos. Margarida saiu dali com um semblante meio triste. Daniel sabia que tinha de resolver aquilo. Pegou em seu colar enquanto pensava.
— Ou , volta pra terra. — Disse Davi.
— Que foi? — Perguntou Daniel.
— Ainda tem algo com a Margarida? — Perguntou Davi. Daniel olhou enquanto a garota se afastava.
—Sinceramente? — Respondeu Daniel olhando o garoto. — Eu não sei. — Disse e isso e saiu dali deixando Davi confuso.
Perto dali, Paulo conversava com cerca de cinco garotos bem mais novos. Não dava para saber direito o que estavam fazendo, mas Paulo estava com uma cara de traquinagem enquanto os garotos o olhavam entusiasmados.
— Então, vocês entenderam o que eu disse? — Perguntou Paulo para os garotinhos.
— Claro. — Disse um deles.
— Beleza então, só mais uma coisa. — Disse ele.
— O que? — Perguntou outro.
— Quem é o mestre aqui? — Disse Paulo.
— Você . Disseram em coro.
— Tá certo, então, executar plano “A”. — Disse o manda chuva. Os garotinhos fizeram pose de “sentido” e saíram dali de perto enquanto Paulo sorria.
Enquanto isso Jaime tomava coragem para ir até Carmem. O garoto não queria mais esperar.
— Carmem, posso falar com você? — Perguntou ele logo que se aproximou.
— Claro. — Respondeu a garota.
— Mas, a sós. — Disse ele.
— Nós te esperamos na sala certo? — Disse Bibi e Marcelina que até o momento conversavam com a garota.
— Olha Carmem, já tem um tempo que eu quero te falar isso. — Disse o garoto assim que as meninas se afastaram.
— Sim? — Disse ela, a garota sabia muito bem do que se tratava, mas queria ver o garoto se declarar.
— Eu gosto de você. — Disse ele de uma vez.
— Ah Jaime, eu também gosto de você. — Respondeu ela.
— Mas eu gosto , gosto de você, — Disse ele tentando explicar.
— Eu já sabia bobo. — Disse Carmem.
— Serio? Por que nunca me disse nada? — Perguntou o garoto.
— Estava esperando você me falar. — Disse ela sorridente.
— Mas iai? Eu tenho chances com você? — Perguntou ele.
— Que tal descobrir hoje a tarde na sorveteria? — Disse ela piscando para o garoto e saindo em direção a sala . Jaime olhou a garota, um sorriso estampou seu rosto.
— Ahh muleque. — Disse ele em voz alta , indo também em direção a sala.
Logo que chegaram na quadra de futsal, Maria Joaquina parou. A garota tinha percorrido todo o caminho sem olhar para trás uma vez.
— Agora eu quero uma explicação do que está acontecendo. — Disse ela enfim se virando.
— Esse babaca aqui não aceita que você já não quer mais nada com ele. — Disse Cirilo.
— Hora seu. — Disse Jorge partindo mais uma vez para cima do garoto.
— Paraaaaaaaaa. — Disse Maria Joaquina gritando, fazendo com que Jorge freasse o ataque.
— Vocês estão parecendo crianças. — Disse ela.
— Olha Maria, eu não vou deixar que nosso relacionamento termine assim. — Disse Jorge agora olhando a garota.
— Jorge, nosso relacionamento terminou a partir do momento que você começou a mentir pra mim, quero uma explicação sobre a sua mãe doente disse ela fazendo aspas para o garoto.
— É cara desencana, você já era. — Disse Cirilo com um ar triunfante.
— É eu ainda não terminei. — Disse Maria Joaquina se virando para Cirilo. — Olha, apesar de ser sua amiga, nunca te dei liberdade pra que me beijasse, se eu quisesse namorar você, não teria problemas nenhum em admitir, MAS EU NÃO QUERO, disse ela frisando, fazendo com que Cirilo agora ficasse mais serio.
— Então , pelo amor de Deus, ou você larga do meu pé, ou nem amigos nós poderemos ser, entendido? — Disse Maria Joaquina decidida. O garoto simplesmente abaixou a cabeça e concordou.
— Mas Maria, eu sei que ainda podemos ficar juntos. — Disse Jorge.
— Sim, claro, como amigos... é isso que eu posso oferecer aos dois.- Disse Maria Joaquina. — Não forcem a barra se não nem isso vocês terão.- Completou ela.
— Entendidos? — Perguntou ela, os dois garotos se olharam e concordaram com a cabeça. A garota saiu sem mais uma palavra deixando os dois sozinhos.
— Não fica empolgadinho não palhaço, ela ainda vai voltar pra mim. — Disse Jorge
— Vai sonhando, apesar do que ela disse, eu sei que ela está afim de mim. — Respondeu Cirilo quando uma turma de alunos chegou para fazer aula de educação física.
Enquanto isso, Lana olhava Daniel de longe, a garota não entendia o que estava acontecendo mas de uma coisa ela tinha certeza. Não queria aquele sentimento, e por mais que lutasse acabava pensando no garoto. Sem dar explicações a ninguém a garota resolveu ir embora, não queria mostrar aquele seu lado para ninguém.
— Pra onde será que a Lana vai? — Perguntou Alicia para Mario. A garota tinha visto Lana saindo e estava se perguntando o porque.
— Sei lá, deve ter acontecido alguma emergência na casa dela. — Respondeu Mario.
— É verdade. — Concluiu Alicia.
— Bem, Alicia, queria saber se você topa sair comigo hoje. — Perguntou Mario, Alicia levantou uma sobrancelha pensativa. — Sem compromisso. — Terminou o garoto.
— Eu …. — Ia dizendo Alicia quando um grupo de garotos se aproximou.
— É você que é o Ayala? Perguntaram.
— Sim porque? — Respondeu Mario.
— Ah tá, nós temos um presente pra você. — Disse outro garoto, quando um deles tiraram um balão cheio de algo dentro e arremessou em direção ao garoto.
Mario foi rápido o bastante para desviar, fazendo com que o balão estourasse em Alicia.
— Eca, o que é isso? — Perguntou ela quando a substancia que estava dentro do balão agora estourado escorria por seu corpo.
— Saiam já daqui. — Disse Mario correndo atrás dos garotos sem sucesso. Você está bem? — Perguntou ele se aproximando da garota quando sentiu o enorme fedor que o liquido exalava.
— Não sei o que é isso, mas está fedendo muito. — Disse Alicia.
— Não nem tando. — Disse Mario disfarçando e colocando os dedos no nariz.
— Avisa a diretora que fui pra casa pra me trocar. — Disse Alicia saindo correndo sem dar tempo para Mario dizer nada.
— Mas que droga, quem são esses guris? — Se perguntou o garoto.
Logo a aula passou, Daniel olhava varias vezes Maria Joaquina. Cirilo e Jorge ainda estavam se estranhando e todos se perguntaram por que Lana tinha ido embora.
Daniel ia saindo quando alguém lhe puxou pelo ombro.
— Podemos conversar agora? — Perguntou Margarida.
[Continua]
Fale com o autor