Para Sempre Carrossel
36 2° Temp Capitulo 13
Capitulo 13
Jorge olhava atônito a mensagem que Maria Joaquina havia lhe mandado. O garoto ainda tentava entender como a namorada... quer dizer ex-namorada tinha descoberto sua mentira. Na verdade ele sabia que mais cedo ou mais tarde isso aconteceria, afinal, pensando bem, era uma mentira muito fácil de ser descoberta .
— O que eu faço agora? — Se perguntou Jorge ainda na cama.
Na casa ao lado, Maria Joaquina se levantava. Fazia tempo que a patricinha não dormia tão bem. A garota se levantou sorrindo de orelha a orelha e foi para seu banheiro, se olhou no espelho e seu sorriso parecia ainda maior. Lembrou de Daniel e instintivamente soltou um suspiro, estava mais apaixonada do que nunca e queria poder logo demonstrar ao mundo todo o amor que estava preso em seu peito. De repente seu celular anuncia a chegada de uma mensagem.
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Precisamos conversar urgentemente.
Ass: Jorge.
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Logo o sorriso em seu rosto desapareceu, e a garota lembrou que tinha que conversar com Jorge e não adiaria muito essa conversa. Respondeu na mesma hora.
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Conversamos quando chegarmos ao colégio.
Ass: Mj
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Também perto dali, Lana estava pronta para ir para o colégio. A garota Já estava vestida em seu uniforme impecável e já se preparava para sair. Abriu a porta e sentiu seu coração pulsar mais rápido.
— Lana. — Disse Daniel, que estava escorado em um pilar na entrada da casa.
— Daniel? — O que faz aqui? — Perguntou a garota.
— Vim lhe pedir desculpas por ontem. — Respondeu o garoto agora chegando mais próximo.
— Ah... Na verdade, achei que você não ia mesmo por causa da chuva. — Disse ela tentando disfarçar a decepção.
— Bem, eu sei, mas poderia ter te mandado uma mensagem. — Respondeu Daniel. — E ...- Hesitou o garoto.
— O que? — Perguntou Lana.
— Não foi só pela chuva. — Respondeu Daniel. Lana levantou uma das sobrancelhas confusa.
— Queria te contar uma coisa, você tem sido minha melhor amiga há um tempo. — Disse ele se aproximando mais de Lana, fazendo com que a garota sentisse arrepios.
— Con.. conta. — Disse ela.
Daniel pegou a menina pela mão e a puxou, indicando para irem juntos para o colégio. Logo que Lana percebeu, acenou para o motorista, avisando que iria caminhando.
— Bem, pode contar. — Disse ela agora menos nervosa.
— Promete que não vai contar pra ninguém? — Perguntou o garoto olhando Lana profundamente. Lana só acenou com a cabeça.
— Ontem a noite, quando chovia, a pessoa que eu gosto, apareceu na minha porta. — Confidenciou Daniel, fazendo com que Lana tropeçasse. Daniel não teve tempo para segurar a garota que acabou levando um tombo. Lana sabia muito bem o que tinha acontecido, afinal, ela era uma da poucas pessoas que estava a par de toda a situação.
— Você está bem? — Perguntou Daniel ajudando a garota a se levantar.
— Sim. — Disse ela monossilábica ao olhar Daniel. O garoto ajudou a menina a levantar e ambos continuaram sua caminhada.
— Tem certeza que não se machucou? — Perguntou Daniel.
— Tenho. — Disse ela novamente em tom monossilábico.
— Bem, por isso vim aqui cedo. — Daniel parou e mais uma vez pegou no braço da garota. Lana estava se sentindo muito desconfortável com a situação. Cada vez que Daniel a tocava, ela sentia vontade de desmaiar, literalmente. Ondas de choque percorriam todo seu corpo.
— Me perdoa? — Perguntou Daniel
— Que isso Daniel, não precisa disso. — Respondeu ela recuperando o senso.
— Pra mim, a palavra é a coisa mais importante que uma pessoa tem, e eu, quebrei com a minha ao não comparecer ao nosso encontro. — Disse Daniel.
— Tá bom, fica calmo. — Disse Lana que a todo tempo se vigiava.
— Serio mesmo? , promete? — Perguntou mais uma vez o garoto.
— Sim. — Disse Lana com um sorriso, falso mas um sorriso. Ambos seguiram o caminho conversando.
Cirilo era só alegria, o garoto estava confiante que Maria Joaquina já era sua e foi todo contente para o colégio. Lá chegando, reparou que todo mundo olhava para ele. Alguns o parabenizavam enquanto outros cochichavam enquanto ele passava. Logo o garoto viu Davi.
— Davi.... — Disse Cirilo chamando o amigo.
— Fala garanhão. — Respondeu Davi sorrindo.
— Você não contou pra ninguém... contou? — Perguntou Cirilo que notava os alunos do colégio cochichando sobre ele.
— Bem, você sabe, eu tive que contar pra Valéria. — Respondeu Davi. — Prometemos não esconder nada um do outro.
— Mas você me prometeu também. — Disse Cirilo meio decepcionado.
— Desculpa parceiro, olha pelo lado bom, já que todo mundo sabe, vocês dois não precisam ficar ai namorando escondido.
— É verdade. — Disse Cirilo abraçando o amigo.
— CIRILO. — Gritou alguém ali perto. Logo todos os alunos olharam enquanto um garoto se aproximava de Cirilo.
— Então você que é o Don Juan ladrão de namoradas. — Disse Jorge. Davi soltou Cirilo que foi conversar com Jorge, uma roda de alunos se formou em volta dos dois.
— Olha Jorge, eu não quero brigar. — Disse Cirilo com os punhos cerrados.
— Você não quer brigar???? Ahhh vai te catar, desde a terceira serie você corre atrás da minha namorada e você não quer brigar? — Gritou Jorge.
— Se você fosse um bom namorado, ela não terminaria com você. — Disse Cirilo.
— Então isso não tem nada haver com você ficar no pé da Maria desde que se conheceram? — Disse Jorge empurrando Cirilo.
Nesse momento, Jaime, Adriano, Alicia e Marcelina chegavam para ver o que estava acontecendo.
— Olha Jorge, aconteceu, fica na paz e segue seu rumo. — Disse Cirilo se virando. Jorge puxou o garoto pelo ombro e lhe deu um soco em cheio no rosto, fazendo o garoto cair no chão.
— Além de tudo, ainda sai espalhando para os outros, denegrindo a imagem da minha namorada. — Disse Jorge que o olhava com ódio. Cirilo se levantou calmamente, a roda em torno dos dois já gritava louca, incitando os garotos a brigarem.
— Olha Jorge, é a ultima vez que digo, não quero brigar, mas não vou apanhar quieto. — Disse Cirilo cerrando mais uma vez os punhos.
—Quieto ou não, você vai apanhar de qualquer jeito, pra aprender a não furar o olho dos outros. — Disse Jorge partindo pra cima de Cirilo.
Longe da confusão, Alicia conversava com Mario sobre tudo que tinha acontecido.
— Queria te agradecer mais uma vez por ontem. — Disse Alicia.
— Que isso, estava te devendo. — Disse Mario.
— Já tinha me esquecido daquele dia. — Disse Alicia sorrindo.
— Olha, não sei aonde estava com a cabeça aquele dia que tentei de beijar,foi muito rude da minha parte e tudo que eu puder fazer para concertar, eu farei. — Disse ele.
— Tá bom. — Disse ela sorrindo. Mario estava conseguindo fazer tudo que tinha planejado, o garoto estava muito satisfeito e sentia que logo a garota cederia. Nem a ameaça de Paulo que ele recebera pelo e-mail, o intimidaria.
Alguns minutos depois Margarida chegou, seria seu primeiro dia de aula depois de seu retorno. Logo que a garota chegou, notou a confusão e foi ver o que estava acontecendo. A garota viu Cirilo derrubando Jorge em meio a uma multidão enquanto os dois trocavam socos, ambos estavam com machucados nos rostos. Olhou para um lado, e para o outro e enfim, viu Davi.
— Davi, faça alguma coisa. — Disse ela tirando Davi. do transe que estava. Paulo que havia chegado era um dos que agitavam os dois para que brigassem.
— É Davi, aparta a briga. — Disse Valéria ali perto. O garoto correu para separar os amigos. Infelizmente para o garoto acabou levando um chute no saco em meio a luta, fazendo com que ele caísse se contorcendo de dor.
—Mas que palhaçada é essa? — Gritou uma voz que acabava de chegar. Cirilo e Jorge pararam por um momento para ver. Maria Joaquina chegava empurrando as pessoas que estavam na frente até chegar aos dois garotos.
— Mas o que está acontecendo aqui? — Perguntou Maria Joaquina.
[ Continua]
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