Para Sempre Carrossel

35 2° Temp Capitulo 12


Capitulo 12

A garota não dizia uma palavra, simplesmente olhava Daniel. A chuva caia forte e apesar da porta aberta, ela continuava se molhando.



— Mais o que você está fazen... — Disse Daniel quando sentiu Maria Joaquina se aproximar rapidamente e colar seu corpo ao dele. A garota passou as mãos pelo rosto de Daniel lhe fazendo carinho. Daniel ainda estava atordoado com a situação e não sabia o que fazer.



— Maria. — Disse Daniel quando a menina colocou um dedo na boca do garoto o pedindo silencio. A garota se aproximou mais, e agora ambos se olhavam profundamente.



— Esperei muito tempo por isso. — Disse ela enquanto agora, fixava os lábios do garoto.



— Mas e o que aconteceu na festa? — Perguntava Daniel quando Maria Joaquina lhe deu um beijinho estalado, um selinho. Assim que seus lábios se afastaram a garota o olhou nos olhos e sem seguida soltou um pequeno sorriso.



— A única coisa que me importa agora, é você. — Disse ela. A garota se aproximou novamente e beijou Daniel, não um beijinho ou um selinho, mas agora, um beijo de novela... um beijo de paixão que a muito vinha sendo guardado. Daniel segurou na cintura da garota enquanto ela entrelaçava o rosto de Daniel com seus braços.



Naquela hora não havia mundo, não havia chuva nem havia tempo Só havia sentimento, um sentimento tão puro e verdadeiro que de forma alguma poderia ser contido.



Nem Daniel, nem Maria Joaquina tiveram ideia de quando tempo durou aquele beijo, provavelmente uma eternidade para ambos ou apenas alguns minutos para o resto do mundo. E assim que mais uma vez, seus lábios se separaram, os dois se olharam entre sorrisos.



— Pode me explicar isso mocinha? — Perguntou Daniel enquanto levava a garota para dentro de casa. O garoto correu para pegar uma toalha, afinal, Maria Joaquina estava ensopada de água.



— Eu terminei com o Jorge. — Disse ela enquanto tentava se enxugar.



—E a mãe dele? — Perguntou Daniel apreensivo.



— Era tudo mentira, deveria ter suspeitado antes. A mãe dele nunca sofreu acidente. — Disse a garota que só de lembrar ficava nervosa.



— Tenho vontade de estourar a cara daquele palhaço. — Disse Daniel enquanto se aproximava da garota e à ajudava a secar o cabelo.



— Não vale a pena, em todos esses anos, eu tentei ajudar o Jorge, mas ele nunca me ouviu. — Respondeu Maria Joaquina.



— Bem. — Disse Daniel meio relutante.



— O que foi? — Perguntou Maria Joaquina. Daniel deixou que a moça terminasse de enxugar o cabelo e se posicionou na frente dela.



— O que aconteceu entre você e o Cirilo hoje cedo? — Perguntou ele serio.



— Ah então você viu o que o Cirilo fez comigo. — Disse ela mostrando novamente raiva no tom de voz.



— Sim, na verdade eu fiquei muito triste quando vi aquilo. — Respondeu Daniel.A garota jogou a toalha em um canto se aproximou do garoto e novamente lhe beijou.



— Bobo, como você pode pensar que depois de tudo que passamos, eu iria ficar com outro. Fiquei com muita raiva do Cirilo.



— Então você não sente nada por ele? — Perguntou Daniel



— Sinto sim, no momento eu sinto raiva. — Respondeu a garota sorrindo para Daniel. O garoto segurou seu queixo e lhe deu mais um beijo.



Enquanto isso, Lana chegava a sorveteria. A garota olhou de dentro da limousine se via Daniel e sem sucesso resolveu descer. O motorista logo, saiu do carro com um guarda chuva e abriu a porta para a menina, não deixando que nem um pingo caísse sobre ela.



Lana olhou para todos os lados, muitas pessoas se escondiam da chuva dentro da sorveteria. Dentre as pessoas Lana reconheceu uma.



— Iai, tudo bem? — Perguntou Lana.



— Mais ou menos. — Disse Margarida.



— O que aconteceu? — Perguntou Lana fingindo interesse.



— Estava pensando na vida. — Respondeu ela. Lana notou a diferença na atitude da garota, que se mostrava sempre tão confiante.



— Aposto que tem haver com algum garoto. — Disse Lana.



— Não algum.. mas “O” garoto, você sabe de quem eu estou falando. — Revelou Margarida. Lana na mesma hora lembrou de Daniel, lhe provocando uma pontada na barriga, afinal, tinha ido ali encontrar com ele e no fundo estava decepcionada.



— Vamos? — Perguntou Daniel abrindo um enorme guarda chuva.



— Não precisa me levar, eu ligo para meu motorista.- Respondeu Maria Joaquina.



— Eu faço questão. — Disse Daniel estendendo a mão para a garota.



— Ta bom, só por que não resisto a esse seu charme. — Respondeu ela sorrindo. Ambos saíram juntos de baixo do enorme guarda chuva.



Em Casa, Paulo ainda estava inconformado com o que tinha acontecido. Não acreditava que Mario tinha feito aqui afinal a pouco tempo atrás eram amigos.



— Isso não vai ficar assim. Se essa é a imagem que a Alicia tem de mim, está na hora do velho Paulo guerra voltar a ativa. — Disse ele para se mesmo enquanto ligava o computador.



Paulo não perdeu tempo e assim que entrou em seu e-mail, mandou um e-mail para Mario.



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Vai ter volta. É só esperar.



Ass: Paulo Guerra



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— Está na hora de voltar botar o terror naquele colégio.- Disse Paulo



— Então, não quero me intrometer, mas, o que aconteceu entre você e o Daniel? — Perguntou Lana.



— Nunca deveria ter deixado o pais. — Revelou Margarida.



— Por que? — Perguntou Lana, viajar faz bem pra todo mundo, aposto como você aprendeu bastante.



— Trocaria todo esse aprendizado se pudesse voltar atrás para poder ficar com o Daniel.- Respondeu Margarida, provocando uma ponta de ciumes na menina.



— Mas se você sempre o amou assim, por que preferiu ir para outro pais? — Perguntou Lana novamente. Margarida colocou a mão em um anel que estava sendo usado de pingente em seu colar e memorias passaram pelos seus olhos.



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Daniel e Margarida estavam deitados em uma grama. Os dois se olhavam.enquanto faziam brincadeiras. Os dois pareciam muito felizes.



— Então... — Disse Margarida, Daniel simplesmente levantou a sobrancelha.



— Amanha fazemos um ano de namoro. — Disse ela



— Eu sei. — Disse ele sorrindo. — Lembra quando você me pediu em namoro na terceira serie? — Perguntou ele.



— Claro, nunca vou esquecer, fiquei com muita vergonha, e triste também viu. — Disse ela



— Desculpa. — Disse Daniel beijando a testa da garota. Eramos muito novos naquela época, e afinal , três anos depois, nós acabamos namorando mesmo. — Completou sorrindo.



— E posso te dizer que foi o dia mais feliz da minha vida, esperava por isso a tanto tempo. — Disse a garota. Daniel então tirou do bolso dois colares, eram colares de prata e tinham um anel como pingente. Margarida simplesmente olhou enquanto o garoto, carinhosamente colocava o colar em seu pescoço.



— Espero que goste do meu presente. Não aguentaria esperar até amanha. — Disse ele colocando em si o outro colar.



— Que lindo. — Disse ela.



Daniel chegou mais perto da garota e segurou o anel que estava no colar dela.



— Esse presente é pra lembrar que mesmo que nós estivermos longe um do outro, nos corações estarão ligados por essa aliança. — Disse Daniel num tom muito romântico.



— Eu vou me lembrar disso viu. — Disse ela dando um beijo no garoto.



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A garota apertou a aliança e olhou Lana, que a observava.



— Não quero falar sobre isso. — Disse seca.



— Tudo bem então. — Respondeu Lana.



Perto dali, Daniel chegava com Maria Joaquina na casa da garota. Apesar do guarda chuva ser grande, Daniel acabou molhando a calça.



— Bem, está entregue ao castelo... mais uma vez. — Disse ele.



— A princesa agradece o bravo cavalheiro. — Respondeu ela sorrindo.



— Dorme com os anjos. — Disse ele dando um beijo rápido na garota.



Maria Joaquina entrou na casa de costas, para que pudesse ver Daniel até o ultimo segundo e antes de sumir, mandou um beijo para o garoto, que retribuiu na mesma hora.



Daniel se sentia nas nuvens e depois de alguns minutos olhando o nada, andava em direção a sua casa. O garoto fechou a sombrinha, e sentiu os pingos da chuva tocarem seu rosto. Logo ele estava todo molhado e nem por isso estava triste, pelo contrario, era o dia mais feliz de sua vida.



Na sorveteria, Lana e Margarida ainda conversavam quando a garota percebeu que Daniel não viria.



— Escuta Margarida, quer uma carona? — Perguntou Lana.



— Ah.. como não tenho ideia de quando essa chuva vai parar, acho que vou aceitar — Disse Margarida. Logo as duas entraram na limousine acompanhadas do motorista.



A chuva demorou para passar mas logo raiava o sol e com ele o céu limpo.



[Continua]