Para Sempre Carrossel

29 2° Temp Capitulo 06


Capitulo 06

Apesar da chuva ter parado, o tempo continuava nublado, dando aquele aspecto de tristeza no ar. Cirilo se levantou ainda bocejando e foi tomar um banho. Enfim estava livre do fingimento que Valéria tinha lhe pedido e agora poderia correr atrás de sua verdadeira e única paixão, Maria Joaquina.

Enquanto isso Kokimoto terminava de se arrumar. Enquanto calçava o tênis lembrava dos bons momentos que passou com Bibi no dia anterior.Ultimamente os dois passavam muito tempo juntos o que lhe dava coragem para pedi-la em namoro.

Perto dali Jaime coçava a cabeça enquanto escovava os dentes, a noite anterior não tinha sido como ele queria. Não tinha conseguido conversar direito com Carmem e o pior, nem se despediu da garota. Ainda bem que tinham um encontro marcado, pensava ele.

Aos poucos os alunos começavam a chegar ao colégio. Paulo, ao contrario dos outros dias foi um dos primeiros a chegar. Queria conversar com Alicia mais que tudo já que durante a noite, a garota não atendeu suas ligações, nem respondeu as suas mensagens. Paulo pensava que a vida devia estar lhe devolvendo tudo que já tinha feito com os outros, só podia ser isso.

O garoto sentou em um dos bancos enquanto aguardava a menina. Nesse tempo viu Mario chegar, o garoto o olhou nos olhos e deu um sorriso. Paulo sentiu algo diferente, fazia tempo que não andava com Mario mas não achava que o garoto fosse capaz de fazer algo contra ele, afinal eram amigos de longa data.

Não demorou muito para que Alicia chegasse, a garota estava com um fone de ouvidos e escutava musica tão alto que as pessoas perto eram capazes de dizer a canção que ela estava escutando.

Paulo não perdeu tempo, e logo rumou em direção a garota.

— Alicia. — Disse Paulo. A garota assim que o viu parou sua caminhada e tirou os fones do ouvido, parecia bem calma.

— Precisamos conversar, por favor – Disse Paulo.

— Olha Paulo, acho que não precisamos conversar. — Respondeu Alicia.

— Como não, aquilo que aconteceu ontem. — Dizia Paulo quando foi interrompido.

— Não quero lembrar do que aconteceu ontem. Olha Paulo, eu realmente gosto de você. — Disse Alicia. — Ou gostava. — completou ela.

— Deixa eu me explicar, eu nem conheço aquela garota. — Disse Paulo.

— Sim, até quando você vai ficar jogando comigo? — Perguntou ela. — Para, eu não mereço isso não. — Completou mais uma vez.

— Alicia, você não está me escutando, alguém planejou aquilo, eu te prometo. — Disse Paulo que começava a se sentir perdido.

— Olha Paulo, eu te perdoou, mas não quero mais namorar. Chorei muito ontem e acho que nenhum garoto vale meu sofrimento. — Disse ela voltando a andar calmamente. Paulo olhou inconformado enquanto a garota se distanciava.

— O que eu faço agora? — Se perguntou o garoto.

— O que foi Paulo, você parece triste. — Perguntou Laura que chegava.

— Nada não, só tive uma noite ruim. — Disse ele saindo dali, pensaria no que fazer depois pois agora era impossível. Laura permaneceu pensativa, o que tinha acontecido com o garoto?

Logo Maria Joaquina e Jorge chegaram, como de costume os dois saíram da limousine e se sentaram em um dos bancos esperando o sinal bater. Maria Joaquina não conseguia esquecer a imagem de Margarida.

Teve pesadelos horríveis aonde via Daniel dizendo que não teria como esperar por ela e que reataria com Margarida. Passou a maior parte da noite sonhando com Daniel ficando com a antiga namorada e lhe deixando de lado.

— O que foi princesa? Parece que não dormiu bem. — Perguntou Jorge.

— Não consegui dormir direito. — Respondeu ela.

— Dá pra ver. — Disse ele fazendo um carinho em seu rosto. Maria Joaquina apenas deu um sorriso sem graça, quando olhou para o lado e viu que Daniel a estava olhando. Sentiu um arrepio correr todo seu corpo.

Daniel não gostava nem um pouco de ver Maria Joaquina com Jorge, ver o garoto acariciando sua amada o deixava angustiado, ainda mais sem poder fazer nada. Todo dia Daniel orava para que a mãe do garoto melhorasse. Mal sabia ele que a mãe de Jorge estava melhor do que nunca.


Logo todos alunos haviam chegado, todos menos Lana. Valéria foi a primeira a sentir falta da colega e logo saiu perguntando se tinham ideia do por que da garota não ter chegado, já que desde que entrou na escola, sempre era uma das primeiras a chegar.

Daniel sabia muito bem o por que de Lana não ter ido, provavelmente estava descansando ou talvez tivesse ido a um hospital. Lembrou da loucura que foi o dia anterior e não deixou de sorrir depois de tudo que aconteceu, afinal, tudo tinha terminado bem.

— Maria Joaquina, eu vou ao banheiro mas já volto. — Disse Jorge

— Tá bom. — Respondeu ela. Mal Jorge tinha saído, a garota se levantou e foi até Daniel, se não conversasse com o garoto ficaria louca. Quando ia se aproximando de Daniel , alguém tocou seu ombro.

— Oi Maria Joaquina. — Disse Cirilo.

— Ah, oi Cirilo. — Disse Maria Joaquina tentando olhar Daniel.

— Iai, como você está? — Perguntou ele.

— Não muito bem. — Disse ela enquanto tentava caminhar em direção a Daniel.

— O que aconteceu? — Perguntou ele andando junto com a garota.

— Nada demais, só não estou muito bem. — Disse ela que já estava perto de Daniel, quando um senhor muito bem vestido chegou perto dos dois.

— Senhorita. — Disse ele.

— Pois não? — Perguntou Maria Joaquina.

— Poderia me informar aonde encontro Daniel Zapata? — Perguntou ele

— É aquele ali. — Disse Cirilo, o garoto queria conversar com Maria Joaquina e o homem estava atrapalhando.

Ambos olharam enquanto o homem se dirigiu a Daniel.

— Senhor Zapata? — Perguntou ele

— Sim, o que foi? — Perguntou Daniel. O homem abriu a pasta que carregava e tirou um pacote de dentro.

— Isto aqui é para o senhor. — Disse ele entregando e indo embora, Daniel pegou o pacote, era relativamente pequeno e havia um cartão nele. Nesse momento Maria Joaquina se aproximou mais ainda, estava curiosa e queria saber que pacote era aquele. Nesse momento Jorge voltou e estava próximo de Maria Joaquina e Cirilo, Jorge também olhou com curiosidade, que pacote seria aquele?

Daniel abriu o cartão que parecia ser bem refinado.

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Queria pedir desculpas pelo trabalho que dei ontem. Se não fosse você, talvez hoje não estivesse viva. Sei que é pouco mas a única forma que encontrei de mostrar um pouco de gratidão foi comprando este presente. Por favor, aceite pois estou te dando de todo coração. Lhe devo a minha vida e tudo que fizer, será pouco em comparação ao que você fez.
Beijo … Lana

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Daniel sorriu e começou a abrir o pacote.

—Nossa....- Disse Daniel quando viu a caixa com um Iphone novinho.

— Presentes da admiradora? — Perguntou Jorge chegando mais perto com Maria Joaquina e Cirilo, Daniel negou com a cabeça olhando Maria Joaquina.

— Iai Daniel, como você está? — Perguntou Maria Joaquina, sua curiosidade a estava matando, será que Margarida já estava atacando o garoto?

— Tenho um problema que enquanto não resolver, não estarei bem. — Disse ele com um sorriso meio sem graça.

— Vi que a Margarida voltou ontem. — Disse ela jogando verde.

— Pois é, ela voltou ontem. — Respondeu Daniel, o garoto não estava entendendo essa conversa.

— Nossa, nem a vi, como ela está? — Perguntou Cirilo.

— Está bem. — Disse Daniel, o garoto queria tanto ficar com Maria Joaquina, vê-la ali na sua frente e não poder fazer nada o deixava muito triste.

— Você sabe quando ela volta pro colégio? — Perguntou Maria Joaquina.

— Acho que não vai demorar, ela disse que ainda tinha que resolver alguns assuntos- Disse Daniel, o garoto encarava Maria Joaquina muito serio, parecia hipnotizado pelos seus olhos.

— O que você quer aqui Cirilo? — Perguntou Jorge olhando para o garoto. Cirilo não responde, simplesmente saiu dali de perto.

— Vamos princesa? — Perguntou Jorge puxando Maria Joaquina, Daniel olhou enquanto a garota se afastava, apesar de confiar na garota, não deixou de sentir ciumes.

Enquanto isso Jaime conversava com Carmem.

— Desculpa por ontem, quando a chuva começou tudo virou um caos. — Disse Jaime tentando se explicar.

— Tudo bem Jaime, não precisa se preocupar. — Respondeu Carmem sorrindo.

— Nosso encontro ainda está marcado né? — Perguntou ele.

— Claro. — Disse ela.

— Então tá bom. — Disse Jaime todo atrapalhado quando o sinal tocou.

Alicia foi a primeira a entrar na sala, a garota não estava para conversa e nem com as meninas ela falava. Do outro lado, Paulo parecia desolado, o garoto também não soltava um piu, preferiu ficar calado e pensar no que fazer. Mario via a situação com prazer, esperaria um pouco para depois fazer seu lance pra cima de Alicia.

Durante e aula, Maria Joaquina não parou de olhar para Daniel. A cada chance que ela tinha, ela dava uma olhadinha. Sentia uma vontade tão grande de abraçar ele, de beijá-lo, parecia que iria ficar louca.

As aulas passaram rápido e logo todos estavam indo embora. Paulo até pensou em tentar conversar com Alicia novamente, mas acabou desistindo. Esperaria a poeira abaixar e a raiva da garota passar. Só assim teria uma chance de conversarem direito.

Na saída do colégio havia um grande cartaz, muitos alunos se aproximaram.

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Festa Junina

* Comidas tipicas
* Brincadeiras
* Danças

E muita alegria, Esperamos por você.
Sábado a partir das 14:00
Realização Colégio Mundial

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— Legal, quero só ver as comidas tipicas. — Disse Jaime todo animado.

— Credo Jaime, estou mais interessada nas brincadeiras. — Disse Carmem, assustando o garoto.

— É claro, eu também . — Disse ele tentando disfarçar.

— Vai ser nessa festa que irei pedir a Bibi em namoro. — Pensou Kokimoto.

Maria Joaquina acompanhou com os olhos enquanto Daniel saia pelo portão do colégio, queria tanto saber quem tinha mandado aquele presente para o garoto mas ao mesmo tempo não queria parecer ciumenta, até por que ainda não tinham nada oficialmente.

Daniel ficou amarrado no seu novo aparelhinho, apesar de achar que não tinha feito nada mais do que sua obrigação agradeceria Lana depois pela gentileza. O garoto foi direto para casa descansar, afinal mais tarde faria uma corridinha básica para não perder o costume.

O garoto deitou em sua cama e apesar de sua mente ser contra seu coração falou mais alto, pegou o novo celular e começou a digitar.

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“ A distancia pode separar dois olhares, mas nunca dois corações.
Nunca se esqueça do que me prometeu

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Daniel sorriu enquanto via a mensagem ser enviada. Nesse momento, Maria Joaquina sentiu seu celular anunciar que tinha chegado uma mensagem. A garota disfarçou pois Jorge estava próximo a ela.

Assim que Maria Joaquina leu a mensagem sentiu uma felicidade percorrer seu corpo, apesar da situação adversa, teria que confiar em Daniel da mesma forma que ele estava confiando nela.

Logo a tarde chegou. Daniel levantou da cama ainda cambaleando e trocou de roupa, calçou um tênis e ainda bocejando saiu de casa. Chegou na praça e começou a se aquecer. Enquanto se alongava varias garotas que também corriam na praça mexiam com ele, isso já era comum e Daniel nem ligava.

O garoto começou a correr, sentiu o cansaço bater mais rápido, o dia anterior tinha sido muito desgastante. Enquanto corria lembrou dos fatos que antecederam aquele dia, imaginar que por questão de minutos Lana poderia ter morrido o deixavam perplexo. A vida é muito frágil – Pensava ele

Correu por mais uns quinze minutos e então resolveu parar. Sentou em um dos bancos.

— Olha o Picolé. — Dizia um senhor que acabara de chegar na praça com seu carrinho. Daniel acenou com a mão, um picolé naquele calor seria delicioso. O senhor veio andando lentamente até chegar ao garoto.

— Me vê um picolé de morango. — Disse Daniel sendo prontamente atendido pelo senhor. O garoto abriu a embalagem e deu a primeira mordida.

— Achava que você erá mais do tipo que gostava de chocolate. — Disse uma garota que chegava por trás e sentava ao lado de Daniel.

— Me da um de morango também- Disse ela entregando o dinheiro para o senhor.

— Iai, está tudo bem com você Lana? — Perguntou Daniel, a garota sorriu enquanto o olhava.

— Graças a você eu estou. — Respondeu ela

[Continua]