Para Sempre Carrossel
27 2° Temp Capitulo 05
Capitulo 05
Não demorou muito para que Jorge e Maria Joaquina fossem embora,os dois saíram com tanta pressa que quase ninguém notou, afinal o parque era grande e poderiam estar em qualquer lugar.
Apesar de estar acompanhado de Margarida e Lana, Daniel procurou Maria Joaquina com os olhos assim que desceram , não viu a garota, o que acabou lhe deixando triste. Aquela situação estava sendo muito dolorosa. Cada segundo que se passava sem a presença dela lhe causava tremenda tristeza.
— Daniel. ÔÔÔ Daniel. — Dizia Margarida fazendo gestos para que Daniel a olhasse.
— Esse ai está no mundo da lua. — Disse Lana, no fundo a garota sabia muito bem no que Daniel estava pensando.
— Desculpa , o que você disse? — perguntou ele quando Marcelina se juntava a eles.
— Eu aqui te chamando a um tempão e você boiando. — Respondeu Margarida, só ai Marcelina percebeu a presença da amiga. A garota correu para abraçá-la, afinal não se viam há muito tempo.
— Como você chega assim e não avisa ninguém. — Perguntou Marcelina
— Ah , queria fazer uma surpresinha. — Disse ela olhando Daniel.
— Daniel, você pode fazer um favor pra mim? — Perguntou Lana.
— Claro, o que foi? — Respondeu Daniel.
— Queria saber se pode guardar esse dinheiro pra mim. — Disse a garota entregando cerca de quinhentos reais para Daniel.
— Pra que isso tudo? — Perguntou ele meio assustado, as outras garotas não tinham visto já que conversavam entusiasmadas.
— Achei que as coisas aqui seriam um pouco mais caras. — Disse ela, dinheiro nunca tinha sido problema para a menina, e aquilo não passava de uma mixaria.
— Mas pra que você quer que eu guarde? — Perguntou Daniel
— Sei lá, acho mais seguro. — Respondeu ela. Realmente, uma garota carregando uma quantia tão grande seria alvo fácil na mão de trombadinhas. Daniel pegou o dinheiro e colocou em um dos bolsos.
— Tá guardado, só me lembra de te devolver heim. — Disse ele sorrindo
Enquanto os quatro conversavam, Paulo tentava a todo custo achar a namorada. Com o celular na mão, ligava a todo momento para a garota. Paulo tentava desesperadamente falar com Alicia, sem sucesso. Duas coisas dividiam seus pensamentos, Alicia de um lado e o que tinha acontecido do outro. Aquela historia de que foi uma brincadeira ainda ecoava por sua cabeça. Procurando por Alicia , Paulo acabou encontrando Jaime e Carmem.
— Jaime. — Disse ele todo afoito.
— Calma cara, o que foi? — Perguntou Jaime, vendo claramente que Paulo não estava muito bem.
— Você viu a Alicia por ai? — Perguntou ele.
— Não vi não, mas o que aconteceu? — Perguntou Jaime, o garoto viu que o amigo tinha os olhos cheios de lagrimas. — Carmem , eu vou conversar com o Paulo. Você me espera?
— Claro, acabei de ver a Margarida ali com o Daniel e as meninas, vou passar lá para dar um oi. — Respondeu Carmem saindo de perto dos garotos.
— Agora me diz o que aconteceu. — Repediu Jaime.
— Eu estava com a Alicia e uma garota chegou e me beijou. — Disse ele.
— Na bochecha? — Perguntou Jaime.
— Não, na boca. — Disse ele.
— Ué, mas como assim, a menina chegou do nada? — Perguntou Jaime.
— Pior que foi, a Alicia saiu correndo quando viu aquela cena. — Respondeu ele.
— Mas você conhece essa garota? — Perguntou ele.
— Nunca vi mais gorda. A Alicia deve estar me odiando. — Respondeu ele.
— É, a situação é complicada, você terá que conversar com essa garota que te beijou, perguntar o por que dela ter feito isso.
— Eu perguntei, a garota disse que um amigo meu tinha feito uma brincadeira, e dito para ela me beijar. — Respondeu Paulo.
— Como assim? Você ficou satisfeito com essa resposta? — Perguntou Jaime.
— Nem pensei nisso, corri atrás da Alicia e aqui estou eu. — Respondeu Paulo.
— Você tinha que ter perguntado como era esse amigo. — Respondeu Jaime. É meu caro, se precisar da minha ajuda é só dizer. — Disse Jaime abraçando o garoto de lado. Por mais que Paulo estivesse triste e afoito, acabou se acalmando um pouco.
Logo após Alicia sair correndo, Mario seguiu a garota, seu plano tinha dado certo e o garoto não perderia essa oportunidade de detonar com seu “amigo”. Alicia correu o máximo que podia, até ficar sem folego, olhou para os lados para ver se via alguém e depois de confirmar que não tinha ninguém por perto, a garota desabou no meio fio chorando.
—Alicia. — Disse Mario tentando se passar por desentendido e se aproximando da garota.
— Mario, não quero conversar. — Disse ela.
— Eu só quero pedir desculpas por aquele dia na festa da Lana. — Disse ele. — Eu agi como um imbecil e preciso do seu perdão. — Completou ele.
— Eu te perdoo, agora me deixa sozinha. — Disse Alicia. Mario se aproximou ainda mais e acabou sentando do lado da menina. O garoto tentava ao máximo mostrar que estava preocupado com ela,mesmo sabendo que ] tinha causado tudo aquilo.
— O que aconteceu?- Perguntou Mario.
— Não quero falar sobre isso. — Respondeu Alicia.
— Entendo, mas mesmo assim, te farei companhia, não vou deixar você aqui sozinha. — Disse Mario dissimulando.
— Não precisa, realmente quero ficar sozinha. — Disse Alicia incisiva.
— Por mais que você diga, seria incapaz de te deixar assim, vamos te levo pra casa. — Disse ele. Alicia desistiu de argumentar e ainda com os olhos marejados, resolveu levantar.
Mario e Alicia saíram do parque e depois de algum tempo chegaram na casa da garota.
— Desculpa mesmo por aquele dia viu. — Disse Mario mais uma vez.
— Esquece isso. — Disse Alicia enquanto se dirigia a entrada.
— Até amanha. — Disse ele enquanto a garota entrava em casa. Alicia acenou com as mãos.
— Quero só ver a cara do Paulo agora. — Disse Mario sorrindo.
Enquanto isso Davi e Valéria eram só chamegos. Depois de um tempo afastados os dois se aproximaram ainda mais e pareciam estar mais conectados do que antes.
— Valéria. — Chamou Davi.
— O que foi Davizinho. — Disse Valeria. A garota sempre o chamava assim quando estavam sozinhos.
— Eu não quero mais que briguemos. — Disse ele.
— Eu também não. — Respondeu Valéria.
— Então para o nosso relacionamento dar certo, você tem que ser um pouquinho menos ciumenta. — Disse Davi que já esperava uma má resposta.
— Você está certo, eu tenho que confiar em você, e você tem que confiar em mim. — Disse Valéria, surpreendendo Davi. O garoto abraçou a menina ainda mais forte.
— Eu... te... amo. — Disse ele meio engasgado.
— O que? — Perguntou ela se virando para encarar o garoto.
— Eu te amo, tenho certeza disso . — Disse ele em alto e bom som. Valéria deu um leve sorriso e o beijou em seguida.
— Também te amo. — Disse ela olhando Davi, os dois se abraçaram mais uma vez e resolveram ir embora.
Foi então que começou a chover, primeiramente uma chuva fina, apesar de calmo, Paulo percebeu logo que assim como o céu, sua vida passaria por um período atormentado. Logo a chuva engrossou, as meninas logo resolveram ir embora. Os primeiros foram Kokimoto, Bibi, Cirilo, Jaime, Paulo, Adriano e Laura.
Daniel, Margarida, Marcelina, Lana e Carmem permaneciam em uma das barracas, abrigados da chuva. Esperariam um pouco para ver se a bendita diminuiria um pouco.
— Nossa, quem imaginaria que cairia uma chuva tão forte de uma hora para outra. — Disse Margarida.
— É verdade, a cinco minutos atrás. O céu estava totalmente limpo. — Respondeu Marcelina, Lana simplesmente observava a chuva. A garota sempre adorou a chuva, gostava de admirá-la. Racional como era, não sabia o por que de gostar tanto de chuva, era uma coisa que a hipnotizava de tal forma que a deixava em outro mundo.
— Vamos Lana? — Perguntou Marcelina acompanhada de Carmem. A chuva tinha diminuído um pouco permitindo que as garotas caminhassem.
— Podem ir, eu vou ficar mais um pouco. — Disse ela com a cabeça longe.
— Então tá, e vocês? — Perguntaram para Daniel e Margarida.
— Nós vamos com vocês. — Disse logo Daniel, não queria ficar sozinho com Margarida. Não agora. Margarida pareceu meio decepcionada mas não deixou de sorrir.
— Então vamos né, antes que a chuva aperte de novo. — Disse Carmem
— Vai ficar bem sozinha? — Perguntou Daniel para Lana. A garota só deu uma piscada para ele e voltou a admirar a pouca chuva que caia.
Daniel acompanhado de Margarida, Marcelina e Carmem, partiram para suas casas, aproveitariam que a chuva tinha diminuído para molhar menos
Lana permaneceu no parque, viu os colegas saírem e mesmo assim, continuou firme. Andou um pouco e sentiu os primeiros pingos tocarem seu rosto. Era para a garota, uma das melhores sensações do mundo.
Enquanto isso Margarida, Marcelina, Carmem e Daniel conversavam no caminho para casa.
— Então Margarida, quando você volta pra escola? — Perguntou Carmem.
— Ainda falta resolver algumas pendencias mas provavelmente semana que vem. — Disse Margarida.
— Vai ser muito bom ter você de volta. — Disse Marcelina.
— E você Daniel, não vai falar nada? — Perguntou Margarida. O garoto continuava com a cabeça em outro lugar, o que deixava a garota desconfiada.
— O que? Falar o que? — Disse ele meio desnorteado.
— Deixa pra lá. — Disse Margarida dando um leve soco no ombro do garoto.
Logo passaram pela casa da Carmem e em seguida de Marcelina, que apesar de ser amiga da Margarida, não gostou muito da ideia de deixar a garota sozinha com Daniel mas acabou cedendo.
Enfim chegaram a porta da casa de Margarida. Daniel olhou aquele lugar que tanto já tinha visitado e lembrou dos bons momentos que tinha passado com a garota.
— E então Daniel, como nós ficamos? — Perguntou ela olhando seriamente o garoto.
— Como assim? Nós somos amigos. — Disse ele. Margarida chegou um pouco mais perto de Daniel.
— É isso mesmo que você quer? — Perguntou ela com uma voz sedutora se aproximando cada vez mais do garoto. Nesse momento, Daniel sentiu seu celular tocar e quando enfiou a mão no bolso, notou algo diferente. Colocou a mão no outro bolso e atendeu o celular. Margarida fez careta.
— Fala Jaime. — Disse Daniel aliviado.
— Tá aonde Daniel? — Perguntou Jaime.
— De frente a casa da Margarida, por que? — Perguntou Daniel.
— Queria saber da Carmem, acabei indo embora sem ver ela. — Disse Jaime meio preocupado.
— Ela veio com agente, pode ficar calmo que sua donzela já está em casa. — Disse Daniel. Como Jaime falava muito alto, Margarida logo percebeu pela conversa que o garoto gostava de Carmem.
— Beleza então, a gente se vê amanha. — Disse Jaime desligando a ligação. Daniel mais uma vez colocou a mão em seu outro bolso para ter certeza do que se tratava, Margarida apenas o olhou.
Enquanto isso Lana saiu sem rumo, apreciar as gotas caírem em seu corpo fazia com que se sentisse regenerada, limpa. Resolveu seguir até a ponte de um pequeno lago que tinha ali perto. Andando calmamente, a garota fechava os olhos enquanto caminhava.
Chegou na beirada da ponte e visualizou a luz refletir os pingos que caíam na água. Admirou ali por um tempo até resolver sentar na beirada da ponte, apesar de ser um pouco alto, a garota não estava com nem um pingo de medo. Balançou as pernas enquanto permanecia sozinha olhando o pequeno lago lá em baixo.
Tudo estava tão calmo, a chuva caia de modo que apenas acariciava seu rosto. A brisa era leve. Tudo estava tão perfeito para a garota.
Foi quando um barulho estrondoso estourou por ali. Lana se assustou com o barulho e como estava na beirada acabou caindo. A garota sentiu naquela hora terrível medo e nos poucos segundos de queda, viu sua vida passar por seus olhos.
Sentiu sua cabeça bater em algo assim que seu corpo tocou o lago e sua visão logo se escureceu. Percebeu sua consciência desaparecendo aos poucos. Seria esse meu fim? _ perguntou se enquanto tinha noção do que estava acontecendo. Logo a garota desmaiou em meio ao lago.
[Continua]
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