Para Sempre Carrossel
26 2° Temp Capitulo 04
Capitulo 04
Lana ficou meio sem entender no que estava acontecendo. Afinal Daniel largara sua mão para cumprimentar a linda garota que chegara. Quem seria aquela? Se perguntou Lana.
Daniel se aproximou de Margarida e lhe deu um abraço forte, até levantou a garota alguns centímetros. Se ninguém os conhecesse, falaria que formavam um lindo casal e quem sabe realmente não formariam.
— A quanto tempo. — Disse Daniel.
— Realmente. — Disse ela mirando os olhos do garoto.
A presença de Margarida não deixou só Lana intrigada. Um pouco mais atrás Marcelina não parecia nada satisfeita e Maria Joaquina ainda não estava a par da cena, já que estava em uma das cabines com Jorge.
— Vocês vão entrar ou não? — Perguntou o moço que controlava a roda gigante.
— Quer vir com a gente? — Perguntou Daniel.
— Ah se sua amiga não se importar. — Disse Margarida lançando um olhar para Lana.
— Claro que ela não se importa, não é Lana? — Perguntou Daniel.
— Claro que não. — Disse Lana com um sorriso meio forçado, tinha odiado a presença daquela nova garota. Sempre ficava com certa raiva quando as coisas fugiam ao seu controle.
Margarida não se fez de rogada. Logo se aproximou e abraçou Daniel enquanto todos entravam em uma das cabines.
Logo a roda gigante começou a se mover, deixando os garotos lá em cima. Enquanto Daniel e Margarida riam enquanto se olhavam, Lana parecia meio desconfortável.Os dois pareciam crianças quando ganham um brinquedo ou que comem um chocolate.
— Então. — Disse Lana tentando quebrar aquela situação. — Me conta como se conheceram.
— Bem, a Margarida era aluna da escola Mundial. — Disse Daniel que continuava a sorrir para a garota.
— Só isso Daniel? — Perguntou ela com um olhar malicioso em direção ao garoto. Lana logo percebeu.
— E … — Daniel pausou um instante, pareceu meio tímido. — Foi minha primeira namorada. — Concluiu ele para a surpresa de Lana.
— Isso ai ragazza, fuia primeira namorada do famoso Daniel Zapata. — Disse Margarida toda orgulhosa.
— Humm, entendi. — Disse Lana, a garota logo percebeu que Margarida além de ser linda, não lhe transmitia arrogância e sim muita confiança.
— O que aconteceu? — Perguntou Lana, Daniel e Margarida não entenderam muito bem a pergunta e olharam a garota com as sobrancelhas arqueadas.
— Por que terminaram? — Perguntou Lana sem nem um pouco de receio. Nesse momento os dois pararam de rir instantaneamente, Daniel olhou meio sem graça e Margarida assim como uma flor, murchou na mesma hora. Lana percebeu na mesma hora que algo tinha acontecido.
— Melhor deixar o passado no passado. — Disse Margarida meio sem jeito. Daniel apenas concordou com a cabeça. Lana tinha ficado intrigada, o que aconteceu com os dois?
Enquanto isso Alicia e Paulo se divertiam pra lá e para cá. Os dois pareciam muito felizes e faziam questão de demonstrar essa alegria, afinal o casal estava muito bem.
A única pessoa que não estava nada satisfeito com aquilo era Mario. O garoto não parava de espiar os dois e planejava mil e uma coisas para separar o casal.
Tinha em mente uma coisa mas não sabia se daria certo. Estava procurando uma garota mas não via nenhuma que poderia lhe ser útil. Mario olhava por todos os lados, procurando alguém que em sua mente faria seu plano desenrolar.
Depois de um tempo procurando, Mario viu uma garota que se encaixava perfeitamente em seu plano. Era uma garota morena muito bonita, não chegava a ser uma menina linda,mas tinha um jeito sensual de ser, uma famosa piriguete. Mario não demorou a se aproximar da garota.
— Iai? — disse ele. A garota se virou olhando para ele.
— Iai gatinho? O que você manda? — Disse a garota.
— Afim de cinquentinha? — perguntou ele tirando cinquenta reais do bolso. A garota olhou para um lado e para o outro.
— Olha não sou esse tipo de garota não. — Disse ela se aproximando de Mario.
— Só quero um beijo. — Disse ele.
— Por que não disse antes? — Disse ela se aproximando quando Mario a interrompeu.
— O que foi? — Perguntou ela.
— É que o beijo não é em mim. — Respondeu ele.
— E em quem seria? — Perguntou ela curiosa.
— Vem comigo. — Disse ele a puxando pelo braço.
Logo os dois andavam pra lá e pra cá procurando por Paulo e Alicia. Não demorou muito e eles acharam.
— Tá vendo aquele cara ali? — Perguntou ele apontando para Paulo.
— Aquele gatinho? — Perguntou ela.
— É aquele cara lá, você ganha cinquentinha se beijar ele. — Disse ele, a garota pegou a nota e se virou para Mario.
— Esse dinheiro já é meu.
Do outro lado do parque Davi seguia secretamente Cirilo e Valéria. O garoto estava muito desanimado. Apesar de gostar de Valéria, aquilo estava sendo um sacrifício para ele. Queria estar de olho em Maria Joaquina e estava perdendo tempo fingindo algo e de quebra magoando seu amigo Davi.
— Aonde será que está o Davi? — Perguntou Valéria para Cirilo.
— Não sei. — Disse ele secamente.
— Queria ver a cara dele agora. — Disse ela, aquilo foi a gota d'água para o garoto.
— Olha Valéria, eu sou seu amigo e eu levei isso o mais longe que eu pode, mas não quero mais. — Disse ele decidido.
— Mais o que? — Perguntou ela.
— Fingir algo que não existe só pra você dar uma lição no Davi, que no meu ponto de vista, nem merecia essa punição. — Reclamou Cirilo deixando Valéria sem palavras, Davi que os estava seguindo acabou escutando tudo, no fundo o garoto estava feliz. Ele saiu de onde estava e se posicionou atrás da garota. Cirilo viu o amigo.
— Não quer fingir só mais um pouquinho? — Perguntou Valéria sem imaginar que Davi estava atrás dela. Cirilo acenou com a cabeça indicando que alguém estava atrás da garota.
— Acho melhor vocês conversarem. — Disse Cirilo saindo de perto. Só assim Valéria se virou para só assim ver que Davi estava lá. A garota ficou meio sem graça com a situação enquanto Davi esboçava um sorriso.
— Então você estava fingindo. — Disse Davi se aproximando da garota, Valéria abaixou a cabeça quase que admitindo a culpa.
— Olha Davi, ainda estou com muita raiva de você. — Disse Valéria agora olhando nos olhos do garoto. Davi se aproximou mais dela
— Desculpa. — Disse ele enfim deixando o orgulho de lado. Valéria pareceu se impressionar com o pedido do garoto. Não imaginava que Davi faria aquilo, se sentiu um pouco culpada. Pensou no mesmo momento que talvez, mas só talvez, tivesse tornado aquela pequena bola de neve em uma enorme avalanche.
— Desculpa também. — Disse ela em um tom muito baixo, quase que imperceptível.
— O que? — Perguntou ele, apesar de ter escutado, queria ter certeza que enfim Valéria estava lhe pedindo desculpas.
— Desculpa. — Disse ela, agora mais alto, a garota levantou o olhar e encontrou o de Davi.
O garoto não esperou um segundo para abraçar a garota. Apesar do tempo que tinham ficado afastados, naquele momento, pareciam que nunca tinham se desgrudado. Eles se olharam mais uma vez e em meio a toda a algazarra que era produzida no parque, um beijo selou a paz entre os dois jovens. Um beijo apaixonado que a muito, os dois não sentiam. Depois de alguns o beijo se cessou mas o abraço permaneceu.
— Você aceita dar outra chance pra gente? — Perguntou Davi olhando a garota que sempre foi sua paixão. Valéria permaneceu calada por alguns segundos e enfim abriu um sorriso.
— Senti sua falta. — Disse ela voltando a beijar o garoto.
Não muito longe dali, Jaime tentava a todo custo entreter Carmem, queria saber o máximo de informações possíveis afinal queria ter o que conversar quando se encontrassem para valer.
— Então … Carmem.... — Dizia ele sempre sem saber direito o que falar ou o que fazer.
— O que? — Perguntou ela
— Que tipo de comida você gosta? — Perguntou ele.
— Gosto de tudo um pouco. — Revelou a garota.
— Sei. — Disse Jaime meio sem assunto.
O garoto parecia meio perdido ali, estava muito nervoso mas continuava firme tentando saber mais sobre a garota na qual era apaixonado.
Paulo e Alicia estavam conversando, estavam animados quando uma garota se aproximou.
— Enfim te achei gato. — Disse a garota se jogando em cima de Paulo e forçando um grande beijo na boca. Paulo tentou de todas as formas se desvencilhar mas a garota tinha uma técnica que não lhe permitia mexer.
Alicia assistiu aquela cena por alguns segundos com tristeza e espanto, não se segurou e acabou saindo dali o mais depressa possível. Não demorou muito para que Paulo conseguisse enfim se desvencilhar daquela garota estranha.
— Mas que p*** foi essa? — Perguntou ele indignado.
— Q foi gato, não gostou? — Perguntou ela.
— Claro que não, eu estava com a minha namorada. — Dizia ele procurando Alicia por todos os lados.
— Calma gatinho, foi só uma brincadeira do seu amigo. — Disse ela apontando.
— Que amigo? — Perguntou ele.
— Ah não sei, ele estava bem ali. — Disse ela. Paulo não perdeu tempo e saiu dali correndo procurando Alicia por todos os cantos.Estava desesperado e não queria perder ela de novo, já tinha sido tão difícil convencer a garota da inocência dele da ultima vez que só pensava o pior.
Enquanto isso na montanha russa, Maria Joaquina e Jorge pareciam estar em um funeral pois ambos não pronunciavam uma só palavra.
— O que está acontecendo com você? — Perguntou Jorge quebrando o silencio.
— Como assim? — Perguntou Maria Joaquina olhando todo o parque.
— Faz m tempo que você está diferente. — Respondeu ele.
— Diferente? — Perguntou Maria Joaquina, ela sabia do que ele estava falando mas não imaginava que estava tão na cara.
— Você mal conversa comigo, nem me olha nos olhos, faz tempos que você não me da um único beijo. — Disse ele com a voz embargada como se fosse chorar. Maria Joaquina olhou o garoto e sentiu dó, devia mesmo ser uma barra passar pelo que ele estava passando.
— Desculpa ! — Disse ela se aproximando do garoto. Ela não tinha a mínima vontade de beijá-lo, alias, não queria de forma alguma beijar o garoto. Não sabia até quando conseguiria ficar como ele, mesmo sabendo de seus problemas.
Um pouco mais embaixo, Lana se divertia com o que o passeio havia se tornado. Via o constrangimento estampado no rosto dos garotos. Lana via em Margarida uma nova e interessante peça em seu xadrez.
— Então Margarida, pelo que me disse, você passou um tempo na Itália. — Disse ela sorrindo.
— Sim isso mesmo. — Respondeu ela não muito entusiasmada.
— E apareceu algum gatinho por lá? — Perguntou Lana instantaneamente olhando Daniel.
— Nada. — Respondeu ela também olhando Daniel.
— Duvido, sendo bonita como você, ainda mais na Itália aonde os rapazes são conquistadores. Margarida sorriu sem graça enquanto Daniel só prestava atenção.
Lana conseguiu o que queria, Margarida era de longe a menina confiante que tinha conhecido.
— E … você...Daniel – Disse Margarida.
— O que? — Perguntou ele.
— Alguma garota? — Perguntou ela meio sem jeito. O garoto olhou para cima , mirando aonde Maria Joaquina estava.
— To sozinho por enquanto. — Disse ele se voltando novamente para Margarida.
— Achei que fosse a nova namorada dele. — Disse ela para Lana, que imediatamente pareceu surpresa.
— Não, nós somos só amigos. — Disse ele.
— É verdade. — Disse Lana olhando para Daniel.
— É por que pelo que eu conheço o Daniel, você faz bem o tipo dele. — Disse Margarida.
—Margarida... — Disse Daniel.
— Ah é? E qual o tipo dele? — Pergunto Lana, sabia que o garoto estava gostando de Maria Joaquina e vendo Margarida, percebia um certo padrão.
— Ah você vai descobrir, não precisa que eu te conte. — Disse Margarida piscando para a garota. Daniel somente acenava negativamente com a cabeça.
Depois de mais um tempo rodando , a roda gigante finalmente parou e as pessoas começaram a descer. Jorge e Maria Joaquina saíram primeiro e logo algumas cabines depois, Daniel, Lana e Margarida.
Maria Joaquina se negava a ir embora, até que Jorge insistia mas em vão. A garota queria ver Daniel pelo menos mais uma vez antes de ir. Queria muito, mas não gostou de ver com quem Daniel estava.
Maria Joaquina sentiu um frio percorrer toda a sua espinha quando ela viu Margarida. Saber que uma garota como ela, que já foi namorada de Daniel, estava ali novamente, era frustrante, ainda mais por não poder fazer nada no momento.
— Jorge, vamos embora. — Disse Decidida.
— Claro. — Respondeu ele com um sorriso no rosto.
[ Continua]
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