Para Sempre Carrossel

25 2° Temp Capitulo 03


Capitulo 03

— Pois não ? — Peguntou Joana ao abrir a porta.

— Queria ver a Maria Joaquina, ela está? — Perguntou Daniel, o garoto não tinha visto a menina ir embora e por isso estava preocupada.

— Espera só um pouquinho que vou chama -la, pode entrar e se sinta em casa — Respondeu Joana.

— Eu espero. — Disse Daniel enquanto entrava na casa, foram poucas vezes que esteve na casa da garota, mas provavelmente nunca se esqueceria da ultima.

Joana subiu as escadas e bateu na porta do quarto de Maria Joaquina e depois de alguns segundos a porta se abriu. Apesar de disfarçar, era aparente que Maria Joaquina estava chorando, e Joana, que a criara desde criança, sabia muito bem disso.

— Por que estava chorando? — Perguntou Joana com um tom doce na voz.

— Não é nada não. — Respondeu Maria Joaquina.

— Se não fosse nada, não estaria chorando. — Disse Joana.

— Não se preocupa, vai passar. — Disse Maria Joaquina.

— Você tem visita. — Disse Joana.

— Ah, eu não estou com paciência para ninguém hoje, inventa alguma desculpa pra mim, por favor. — Pediu Maria Joaquina.

— Tudo bem então, eu digo para o Daniel que você está com um pouco de dor de cabeça. — Disse Joana quando começou a andar.

— Espera ai, é o Daniel que está lá embaixo? — Perguntou a garota.

— É sim, aquele garoto é tão lindo, pelo que me contam, ele deve ser o orgulho da família. — Disse Joana.

— Fala para ele esperar cinco minutos que eu irei descer. — Disse Maria Joaquina, Joana sorriu e desceu para dar o recado da garota.

Maria Joaquina se olhou no espelho e se ajeitar um pouco, queria disfarçar que tinha chorado e ao mesmo tempo queria saber o por que da mensagem enviada por Daniel.

Lá embaixo, Joana deu o recado ao garoto, que esperava pacientemente a donzela.Não demorou muito e a garota apontou na escada, sentiu seu coração pulsar mais rápido quando viu Daniel, o garoto causava essa sensação nela, sentia-se sem chão.

Daniel se levantou enquanto Maria Joaquina se aproximava, reparou que a garota tinha uma feição de tristeza no rosto.

— O que aconteceu? — Perguntou Daniel, Maria Joaquina ficou meio sem entender, afinal a mensagem era mais do que motivo para que ela ficasse triste.

— Como assim? — Perguntou Maria Joaquina.

— Você parece triste, quer dizer, eu também estou triste com a nossa situação mas você me parece mais pra baixo.- Disse Daniel.

— Como você achou que eu ficaria depois daquela mensagem que você me enviou? — Perguntou ela.

— Que mensagem? — Perguntou Daniel.

— Essa aqui? — Disse tirando o celular do bolso e mostrando ao garoto.

— O numero é meu, mas a mensagem não é minha, eu perdi meu celular hoje. — Respondeu Daniel.

Ao ouvir essas palavras, Maria Joaquina sentiu um raio de esperança iluminar toda a escuridão que ela sentia naquele momento.A garota lançou todo seu peso em direção a Daniel em um abraço forte.

— Você realmente acreditou que eu faria isso? — Perguntou Daniel abraçando a garota.

— Eu fiquei com tanto medo. — Disse ela chorando, não de tristeza, mas de alivio.

— Eu te fiz uma promessa, e eu sempre cumpro com o que eu digo. — Disse ele acariciando o cabelo da garota enquanto ela continuava chorando.

— Desculpa. — Disse ela.

— Só quero saber quem fez isso, não entendo o que alguém pode ganhar fazendo isso. — Respondeu Daniel que só agora, via uma ponta de felicidade no rosto da garota.

— Queria tanto ficar com você. — Disse ela, Daniel se aproximou e a beijou na testa.

— Nosso tempo vai chegar. — Disse ele sorrindo. — Bom, tenho que ir, vim só pra ver como você estava. A garota deu um leve sorriso , estava se sentindo tão aliviada com a vinda do garoto que nem lembrava que não poderia ficar com ele. Os dois se abraçaram mais uma vez e enfim Maria Joaquina deixou o garoto partir. Antes de sair ele se virou e deu uma piscada arrancando mais um sorriso da garota.

Enquanto saia, Daniel sentiu que estava sendo observado. Olhou para um lado, olhou para o outro e não viu ninguém, decidiu ir embora. De longe Jorge o observava, o garoto iria visitar Maria Joaquina e antes de chegar, viu Daniel saindo da casa.

— O que será que aquele mané tava fazendo lá, será que ele não tem um pingo de consideração com a minha mãe. — Disse ele para si mesmo, a frase saiu de uma forma tão tosca que até ele mesmo riu.

— Será que o plano não está dando certo? Acho melhor eu conversar com a Lana amanha. — Disse ele voltando para sua casa.

O dia passou rápido e logo a noite. Mais um dia se foi. Na manha do outro dia, Jorge chegava cedo, queria falar com Lana antes que Maria Joaquina chegasse, sabia que Lana chegava cedo então tentaria se encontrar com ela. Sentou em um dos bancos e esperou enquanto pensava em toda a situação em que se encontrava. Logo Lana chegava e Jorge não perdeu tempo.

— Lana. — Gritou ele, a garota revirou os olhos assim que o viu. Achava Jorge um mimado egocêntrico que não acrescentava nada a ninguém mas nem por isso deixava de conversar com o garoto, afinal ele era só mais uma peça em seu tabuleiro.

— Oi, iai o que deu em você para chegar tão cedo? — Perguntou a garota.

— Precisamos conversar. — Disse ele.

— Não poderia ter me ligado? — Perguntou ela.

— Era importante demais para ser dito ao telefone. — Respondeu ele.

— Então diga. — Disse ela meio sem paciência. Jorge puxou a garota para um canto, assim ninguém ouviria a conversa.

— Ontem estava indo na casa da Maria Joaquina e... — Dizia ele.

— E o que? — Perguntou Lana.

— Vi o Daniel saindo de lá, acho que o plano não está funcionando. — Respondeu ele, Lana sorriu. A garota não imaginava que o probleminha da mensagem se resolveria tão fácil, achava que Maria Joaquina ficaria com raiva e destrataria Daniel, mas pelo visto, esse plano deu errado.

— Calma, pelo pouco que conheço do Daniel, ele não tentaria nada com sua Maria Joaquina enquanto dua mãe estiver na UTI. — Disse Lana fazendo aspas com a mão.

— Tomara que você esteja certa. — Disse Jorge.

— Você deveria ser mais confiante, afinal esse plano é seu. — Disse Lana. — Claro, se fosse um plano meu, com certeza não teria sido algo tão infantil. — Pensou ela.

— Tá bom, agora eu vou ficar lá fora esperando a Maria Joaquina . — Disse ele se afastando. Lana apenas acenou com a mão.

Não demorou muito e todos já haviam chegado, o sinal bateu e com ela o inicio da aula. No intervalo, a turma estava toda reunida, dessa vez não haviam grupos separados e sim um único grupo. Até Jorge dessa vez estava perto dos demais. Davi continuava olhando a todo momento Valéria, que percebendo isso, se aproximava de Cirilo. Já Cirilo estava completamente desconfortável com a situação, não queria aquilo, mas já que aceitara aquele papel, não poderia deixar Valéria na mão.

Agora uma pessoa que não estava muito bem era Mario, desde que Alicia lhe deu um toco e ficou com Paulo, o garoto era outra pessoa, vivia com raiva e sempre estava com a cara fechada.

Vendo que todos estavam reunidos, Kokimoto decidiu chamar a atenção. O garoto subiu em um dos bancos, para que ficasse a vista de todos.

— Galera. — Disse Kokimoto em vós alta. Todos pararam as conversas paralelas e prestaram atenção no garoto.

— Olha , chegou um parque bem legal aqui perto, queria saber se a turma não está afim de ir lá hoje? — Perguntou ele.

Na mesma hora a maioria dos colegas já se entusiasmaram, já começavam a fazer planos. Kokimoto desceu do banco e foi falar com Bibi.

— Você vem? — Perguntou ele.

— Claro que sim. — Disse ela sorrindo.

Os únicos que não pareciam muito animados eram Daniel e Maria Joaquina. Daniel pensava como seria difícil ver Maria Joaquina a noite inteira sem poder ficar com ela, e ainda pior, aguentar ver ela perto do Jorge lhe fazia revirar o estomago.

Enquanto conversavam, a diretora Helena viu a animação toda e resolveu se aproximar.

— Mas que algazarra é essa. — Perguntou ela sorrindo.

— É que combinamos de sair, todos juntos hoje. — Disse Jaime.

— Que bom. — Disse ela. — Ah, antes que eu me esqueça, Daniel, eu tenho uma coisa para você.

—Pra mim? O que é? — Perguntou o garoto

— Venha até a minha sala. — Disse Helena se afastando, Daniel acompanhou a professora.

Chegando a sala, Helena se sentou e abriu uma gaveta, tirou de lá um objeto.

— Creio que isso seja seu. — Disse ela lhe entregando o celular.

— Mas... Como??? — Disse ele.

Alguém deixou na caixa de achados e perdidos na minha sala hoje cedo, depois de verificar, constatei que era seu pelo numero. — Respondeu ela, Daniel ficou surpreso, quem quer que tenha devolvido o celular, tinha mandado a mensagem falsa para Maria Joaquina. Mas quem?

— Obrigado Professora, quer dizer diretora. — Disse ele sorrindo.

A aula passou rápido, e logo todos se reunião para irem ao parque. Apesar de ficar triste vendo Maria Joaquina com Jorge, Daniel resolveu ir.

Logo que chegaram, viram que era um parque muito completo, com vários e vários brinquedos, roda gigante, kami-kaze, barca, montanha russa, trem fantasma , carrossel entre outros. Havia também varias barracas de lanches e atividades.

Davi não sabe o que fazer para reconquistar Valéria e a cada vez que via a garota com Cirilo, lhe partia o coração.Depois conversaria serio com Cirilo.

Logo os garotos de dispersaram, afinal, tinha muitos brinquedos. Marcelina ficou perto de Daniel e apesar de ainda gostar dele, parecia conformada com a amizade do garoto. No fundo, ela ainda tinha esperanças . Os dois juntamente com Lana, Kokimoto e Bibi estavam em uma barraca de tiro ao alvo.

Kokimoto tentou acertar um dos alvos, queria ganhar um premio para dar a Bibi. Infelizmente sua mira não era das melhores. Lana também tentou sem sucesso.

— Não quer tentar? — Perguntou Lana para Daniel, o garoto pegou a espingarda.

— Vocês já ouviram falar em Bily the kid? — Perguntou Daniel, os colegas sorriram. O garoto se colocou em posição de atirar e mirou. Incrível, foi o que todos pensaram. A cada tiro disparado, era um alvo caído, o garoto tinha uma enorme habilidade.

Apos os três tiros, o garoto recebeu um urso muito bonitinho como recompensa. Na hora o garoto pensou em presentear Maria Joaquina, mas lembrou que não poderia. Se virou e deu o urso para Marcelina.

— Ahh, Obrigada. — Disse ela abraçando o urso e em seguida abraçando Daniel, tinha ficado muito feliz com o ato do colega, mesmo sabendo que ele não sentia o mesmo, aquilo lhe deixara muito contente.

— Bibi, tá afim de ir na roda gigante? — Perguntou Kokimoto, a garota pensou por alguns segundos.

— Só se for agora. — Respondeu ela sorrindo.

— Vamos também? — Perguntou Lana para Daniel e Marcelina.

— Eu topo. — Disse Marcelina esperando a resposta de Daniel.

— Então, vamos senhoritas. — Respondeu ele com um sorriso no rosto.

Logo quando chegaram, seu sorriso se desfez pois lá estavam Jorge e Maria Joaquina esperando para subirem no brinquedo. Enquanto isso Jorge percebia que a garota estava distante, seu corpo estava ali, mas sua mente poderia estar em qualquer lugar.

— Quer ir embora? — Perguntou Jorge.

— Não, prefiro ficar, não queria estar aqui, mas isso pode ser bom para fazer você esquecer seu problema. — Disse ela, mesmo não podendo ficar com Daniel, só de vê-lo já deixava a garota feliz.

Logo Maria Joaquina e Jorge subiram em uma das cabines da roda gigante. Daniel ficou olhando enquanto os dois entravam, sentiu um aperto no peito.

— Vamos? — perguntou Kokimoto.

— Sim. — Disse Bibi enquanto Kokimoto a puxava para entrarem em outra cabine.

Nesse momento Marcelina sentiu que poderia ficar sozinha com Daniel e ia se aproximando do garoto quando ouviu Lana.

— Vamos nós dois? — Perguntou Lana.

— Pode ser. — Respondeu Daniel olhando par trás. — Não quer vir Marcelina?

— Não pode deixar. — Disse ela meio triste.

— Então vamos. — Disse Lana puxando Daniel.

Quando se aproximavam da cabine, Lana sentiu alguém tocar sem ombro. Quando se virou, viu que lá estava uma linda moça. Quem será essa? Si perguntou.

— Margarida!! — Disse Daniel indo em direção a garota.

[Continua]