Para Sempre Carrossel
24 2° Temp Capitulo 02
Capitulo 02
— Oi linda,como você está? — Perguntou Jorge
— Estou bem na medida do possível, e sua mãe, melhorou? — Perguntou a garota na esperança que a resposta fosse positiva.
— Infelizmente não, apesar dos médicos estarem otimistas, o quadro ainda é gravíssimo. Ela continua na UTI em coma induzido. — Respondeu o garoto com um tom triste na voz.
— Que pena, estou pedindo a Deus que ajude sua mãe. — Disse Maria Joaquina.
— Eu sei, você é a namorada mais perfeita desse mundo. — Disse Jorge, fazendo com que Maria Joaquina ficasse mal por dentro. Não queria enganar os sentimentos do garoto, mas também não queria deixá-lo nesse momento em que estava passando.
— Bem, qualquer coisa me liga. — Disse a garota.
— Tudo bem princesa. Até. — Disse Jorge desligando . Maria joaquina apertou seu celular contra o peito enquanto olhava Daniel conversando com Jaime. Não queria dizer que a vida é injusta, pois estaria sendo hipócrita, mas poderia dizer com certeza que a vida pode lhe pregar grandes peças.
A tarde, Daniel resolve fazer sua corrida, estava desanimado, mas não seria esse o motivo para não se exercitar. Colocou uma roupa mais leve , calçou o tênis e foi rumo a praça que sempre lhe rendia uma boa corrida.
Não demorou para chegar lá, o garoto começou se alongando. Pensava o tempo todo em Maria Joaquina, quando poderiam ficar juntos. Sentiu alguém por traz colocar as mãos em seus olhos. Um sorriso invadiu a sua face.
— Maria ? — Perguntou Daniel muito alegre. O garoto se virou e seu largo sorriso se dissipo, se tornando apenas um sorriso sem graça.
— Credo, só a Maria Joaquina merece um sorriso daqueles? — Perguntou Lana. Daniel viu a mancada que tinha dado. Como poderia ter se enganado.
— Ah... é que... eu chamei a Maria Joaquina para correr um dia... e ela disse... que qualquer hora apareceria.- Disse Daniel tentando explicar, Lana sorriu e deu uma piscada para o garoto.
— Pode deixar, eu já entendi. — Disse ela.
— Tá afim de correr comigo? — Perguntou Daniel tentando disfarçar a mancada de antes. Marcelina que ia a sorveteria naquele momento viu os dois juntos, ficou parada para ver o que Daniel estava fazendo com Lana.
— Claro, é sempre ótimo correr com você. — Disse ela se aproximando e pegando no braço do garoto. Marcelina fechou a cara quando viu a cena, Se fosse com qualquer outro garoto, ela não veria nada demais. Mas como era com Daniel, Marcelina imaginou mil situações.Sentiu seu estomago revirar, apesar de não ter nada com Daniel, estava sentindo muito ciume dele, decidiu ir embora.
Os dois correram por um bom tempo, e a garota o fazia rir. Até esqueceu, mesmo que por alguns minutos, pela situação que estava passando.
— Afim de um sorvete? — Perguntou a menina.
— Não to afim no momento. — Disse ele.
— Tudo bem então, nos vemos amanha? — Perguntou a garota.
— Claro. — Respondeu Daniel. Lana se aproximou , ficou na pontinha dos pés e deu um beijo na bochecha do garoto, pegando Daniel de surpresa. Deu uma piscada e saiu rumo a sorveteria.
— Doidinha. — Gritou ele, Lana olhou para traz e sorriu. Logo que chegou na sorveteria, ordenou o garçom uma banana split, de repente seu celular toca. A garota olha o visor e vê que é Jorge, revira os olhos de tédio e atende.
— Alô. — Diz ela.
— Tudo bem Lana? — Perguntou o garoto.
— Na mesma. — Respondeu a garota secamente.
— Tem alguma informação pra mim? — Perguntou o garoto.
— Acho que esse planinho seu de dizer que sua mãe sofreu um acidente não está funcionando não viu. — Disse ela na maior naturalidade.
— Como assim? O que aconteceu? — Perguntou ele.
— Não sei ao certo, mas hoje, fiz uma brincadeira com o Daniel, e ele me confundiu com a Maria Joaquina. — Disse ela botando lenha na fogueira.
— Aquele miserável não cansa, nem nessa situação. — Disse Jorge.
— Que situação? — Perguntou Lana se fazendo de inocente.
— Para todos efeitos, minha mãe está acidentada e na UTI. Como ela viajou para a França, não tem como a Maria Joaquina saber. — Disse ele.
— Sei, acho melhor você voltar logo viu. — Disse Lana dando uma colherada na banana split.
— Sim, eu irei fazer uma surpresa pra ela amanha. — Respondeu ele.
— Beleza então. — Respondeu ela.
— Até. — Disse ele desligando o celular. A garota acenou negativamente com a cabeça.
— É um otário mesmo. — Disse ela sorrindo.
Enquanto isso Maria Joaquina sente sua orelha esquentar. A garota se aproxima de sua cama e se joga nela. Olha a aliança em seus dedos, a garota não para de pensar em Daniel.
— Quem será que está falando de mim? — Se pergunta ela sorrindo. Levemente a garota tira a aliança de prata que Jorge lhe dera e coloca no criado mudo ao lado de sua cama. Mais uma vez a imagem de seu beijo com Daniel vem a sua mente. A garota sente uma felicidade tremenda, tão grande que adormece.
Enquanto isso, Jaime tenta criar coragem. O garoto estava sentado no sofá com o telefone na mão. Queria convidar Carmem pra sair mas não sabia se devia. O medo da rejeição o impedia de tentar.
— Vamos Jaime, você é tão corajoso pra todas outras coisas. — Disse ele para si mesmo. Pegou o telefone olhando fixamente, discou os números um por um. Escutou chamar, e enfim uma voz do outro lado da linha atendeu.
— Alô. — Disse Carmem. Jaime permaneceu calado.
— Alguém ai? — Perguntou Carmem. Jaime até tentava falar mas nada saia de sua boca.
— Jaime é você? — Perguntou Carmem.
— Ah.. é... Oi... Oi Carmem. — Disse ele muito nervoso.
— Iai o que conta de bom? — Perguntou a garota.
—É que... eu .. queria... saber.. se. — Dizia Jaime tão lentamente que faria qualquer pessoa dormir.
— Fala Jaime. — Disse Carmem.
— Queria saber se quer sair comigo. — Perguntou ele, só que dessa vez tão rápido que Carmem não entendeu.
— Agora você falou rápido demais. — Disse ela. Jaime respirou fundo
— Queria saber se tá afim de sair comigo. — Disse ele agora de maneira que não tinha duvidas.
— Hummm, deixa eu pensar. — Respondeu ela.
— Olha se tiver algo pra fazer, e não possa sair eu vou compreend... — Dizia ele quando foi interrompido.
— Claro que aceito Jaime. Só que vai ter que ser semana que vem. Tudo bem pra você? — Perguntou ela.
— Claro que sim, quando você quiser. — Disse ele, o garoto estava muito feliz por dentro, quase explodindo.
A tarde passou e o festival gastronômico também. Por incrível que pareca, a dupla vencedora foi a formada por Bibi e Kokimoto que fizeram cupckaes de chocolate, os dois pareciam cada vez mais próximos, não era difícil supor que os dois estavam em um relacionamento.
Logo a noite passou e o dia raiva forte. Os alunos começavam a chegar. Todos se assustaram quando Jorge apareceu, cercaram o garoto lhe fazendo perguntas. Por mais que o garoto fosse esnobe e metido, todos na sala era solidários e sempre ajudavam os colegas no que podiam.
— Sua mãe melhorou? — Perguntou Jaime.
— Ela saiu da UTI? — Perguntou Bibi.
— Calma gente, deixa o garoto respirar. — Disse Valéria. E com uma atuação digna de um óscar, Jorge deixou algumas lagrimas caírem, olhou para os lados e assim que viu Maria Joaquina, correu até a garota e lhe deu uma braço muito apertado, começando a chorar copiosamente.
Todos olharam comovidos enquanto o garoto se debulhava em lagrimas, todos menos Lana que de longe sorria. Como pode ser tão pilantra. — Dizia ela para si mesma.
— Calma Jorge, tudo vai ficar bem. — Disse Maria Joaquina, se Maria Joaquina tinha alguma duvida quanto a terminar seu namoro com Jorge mesmo com a mãe acidentada, essa duvida de desfez nesse momento. Ele precisava dela, não somente como namorada, mas como amiga.
— Ainda bem que tenho você. — Disse ele chorando. Daniel observava a cena com um enorme aperto no peito. Doía ver a garota que ele estava apaixonado naquela situação. Abaixou a cabeça pensativo quando sentiu uma mão tocar seu ombro.
— Triste não? — Disse Lana .
— Demais. — Respondeu ele, os dois continuaram olhando a cena. Enquanto isso Davi que também observava o que estava acontecendo, se aproximou de Valéria.
— Valéria. — Chamou ele. A garota fingiu que não escutou.
— Valéria. — Insistiu ele.
— O que foi Davi? — Perguntou Valéria.
— Queria conversar com você. — Disse ele.
— E já não está conversando? — Perguntou ela.
— A sós. — Disse ele. A garota esperou um pouco e enfim resolveu atender ao pedido de Davi.
— Fala. — Disse ela.
— Você e o Cirilo estão mesmo juntos? — Perguntou ele sem rodeios. Valéria olhou para Cirilo e o garoto não tirava os olhos de Maria Joaquina. Mesmo assim ela resolveu confirmar, ainda estava muito sentida com Davi e queria fazê-lo sofrer mais um pouco.
— Nós estamos nos conhecendo. — Mentiu ela.
— Para com isso Valéria, todo mundo sabe que o Cirilo gosta da Maria Joaquina. — Disse ele.
— Gostava. — Respondeu Valéria.
— Você vai continuar assim até quando? — Perguntou Davi
— Por que não vai perguntar isso para suas amiguinhas. — Disse ela deixando o garoto sozinho. Ela gostava de Davi, mas esperava pelo menos uma desculpa do garoto e Davi não pediria desculpa por algo que ele achava não ter feito.
O sinal estava para tocar quando Daniel recebeu uma mensagem
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Por favor, não desiste de mim.
Pode parecer egoista mas
ME ESPERA.
M.J.
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Daniel sentiu uma ponta de felicidade invadir seu coração. Pelo menos, sabia que Maria Joaquina gostava dele. Tão distraído pela mensagem, quando foi enfiar o celular no bolso, acabou deixando cair.
Lana que observava o garoto, olhou para um lado, olhou para o outro e pegou o celular. No mesmo instante foi para o banheiro, lá ela entrou em um dos box e vasculhou o celular do garoto.
Acabou confirmando tudo o que já estava quase certo. Daniel e Maria Joaquina estavam se gostando, e mais pelo que a garota viu, estiveram a ponto de começar um relacionamento. A garota sorriu para si mesma.
O dia letivo passou rápido sem acontecer muita coisa. Jorge permaneceu junto de Maria Joaquina quase que o tempo todo. Paulo e Alicia continuavam em lua de mel e Jaime estava todo feliz pelo encontro que teria com Carmem.
Quando todos iam embora, Lana pegou o celular de Daniel.
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Não quero saber de você se não for agora.
Você vai ter que fazer uma escolha, ou eu ou ele.
Daniel.
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— Pronto, agora vamos ver o que vai acontecer. — Disse ela para si mesma.
Maria Joaquina que conversava com Jorge recebeu a mensagem, o garoto não entendeu quando de repente ao ler uma mensagem começou a chorar.
— O que aconteceu? — Perguntou Jorge sem saber. Mal ele sabia o que estava acontecendo, a única pessoa exceto ela que sabia era Lana.
A garota se levantou e pediu par que fossem embora, pedido prontamente aceito por Jorge.
— Parte um, pronta. — Disse Lana indo em direção a Cirilo.
A garota chegou no colega como quem não quer nada e o abraçou.
— Meu coleguinha Cirilo, como vai você? — Disse ela colocando o celular de Daniel na mochila do garoto.
— To bem, o que deu em você? — Perguntou ele.
— Nada. — Disse ela sorrindo, a garota acenou para Cirilo e saiu.
— Parte dois, completa. — Disse ela sorrindo para si mesma. Cirilo não entendeu nada mas como sabia que a colega era doidinha, deixou por isso mesmo.
— Você vai ficar bem? — Perguntou Jorge preocupado com a namorada enquanto se despediam.Apesar do percurso pequeno, a garota não tinha dado um piu enquanto voltavam para casa.
— Não se preocupa comigo, você tem mais coisas com o que se preocupar. — Disse ela saindo do carro.
A garota logo que entrou em casa soltou o choro. Sentia muita tristeza, não acreditava que Daniel mudara tão rápido de opinião.Correu para seu quarto e lá se trancou.
De Repente a campainha da casa toca.
[Continua]
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