Para Evitar Uma Inspeção...
7 Esclarecimento
Notas iniciais
Eu sei que o nome "esclarecimento" não tem muito a ver, mas não achei coisa melhor U_U
Espero que gostem e desculpem se houver algum erro, eu fiz isso super apressada (época de provas na escola e-e)
Enfim, chega de falar, boa leitura ♥ Encontro vocês lá embaixo ;*
Raito’s POV
Eu pude ouvir L sussurrar a palavra “Kira” de dentro do banheiro. Ele estava chorando. E lágrimas também... caíam de meus olhos. Saí da porta do banheiro, desistindo de o chamar. Para minha sorte, o quarto de Sayu ficava longe do meu e ela devia estar ouvindo suas bandas no volume máximo dos fones de ouvidos, por isso não ouvira nada do que aconteceu.
Me sentei em minha cama, esperaria o L sair do banheiro. Até agora eu não entendera que merda eu fiz. Simplesmente... não havia porque. Apoiei o rosto nas mãos, frustado.
– E mais uma vez Kira está chorando... Tsck, tsck, tsck. Se era pra ser assim, seria melhor sequer-
– Cale a droga dessa boca Ryuuku. – O cortei, sem conseguir disfarçar a voz embargada esem paciência para ouvir seus comentários inúteis. O shinigami deu uma risada.
– Você sabe que Remu irá-
– Cale a boca. Não me importo com Remu, nem com nada que você for falar. Simplesmente cale essa boca. – Interrompi mais uma vez. Minha voz era baixa, mas o tom era firme.
Por algum milagre, Ryuuku me obedeceu. Acho que até ele entenderia que isso era sério demais para fazer brincadeiras. Fechou a boca, e me deixou pensando. Mais especificamente, chorando.
L’s POV
Raito havia parado de me chamar e eu já havia me recomposto. Abri a porta e saí do banheiro. Raito estava sentado na cama de costas para mim, com a cabeça baixa. O olhei com raiva.
Ele estava tão absorto em seus pensamentos que sequer percebeu quando eu passei pelos cômodos de sua casa e a abandonei. Minha mente pensava em mil hipóteses, o desespero aflorava em mim. Eu avisaria a todos do QG que havia 90% de chances de ele ter descoberto meu nome e então o prenderia em um local, tentaria descobrir como diabos ele mata as pessoas. Na minha cabeça já se formava uma hipótese, mas ela era pouco provável em padrões normais.
No caminho da casa dele para o QG, ocupei minha mente com a morte suspeita de Mello. Nada estava fazendo muito sentido naquela história... Meus instintos indicavam que havia algo por trás disso. Achei melhor focar naquilo do que me torturar pensando no Raito.
Entrei no QG e fui diretamente falar com Watari.
– Você já telefonou pra Wammy’s House? – Indaguei.
– Ainda não, Ryuuzaki. Na verdade, estamos enfrentando um problema com as linhas desde manhã... – Comentou. Pousei o polegar em meus lábios.
– E quando a carta chegou?
– Esta manhã. – Respondeu. Hipóteses começavam a se formar em minha mente. Na carta, Near disse que estava tendo suspeitas de Mello. Me virei, indo em direção à saída, já com ideias em mente. – Ryuuzaki? Aonde está indo?
– À Wammy’s House. Acho que há algo errado com isso.
***
– Você quer dizer que os dois fugiram? – Indaguei ao funcionário da diretoria. Ele assentiu.
– Não avisaram nada, simplesmente desapareceram. Mas nós já mandamos a polícia buscá-los e... – Ele continuou explicando, mas parei de prestar atenção. Eu sabia. Estava acontecendo algo com aqueles dois e não parecia ser algo bom. Provavelmente, Mello forçou Near a escrever aquela carta, por algum motivo, ele queria que eu pensasse que estava morto. Mas, claro, Near deu um jeito de me deixar com a pulga atrás da orelha. Porém ainda havia algo errado. Com toda certeza Mello não acreditara realmente que eu caíria nessa história de morte...
– Você poderia chamar o Matt? Diga que quero conversar com ele na sala de reuniões. – Pedi ao homem, quando este finalmente parou de falar. Ele assentiu com a cabeça e foi chamar o garoto. Provavelmente Matt saberia de algo. Ele era a pessoa mais próxima ao Mello e também era amigo de Near.
Bem, pelo menos essa história toda estava me fazendo esquecer dos meus próprios problemas. Pensar nisso me impedia de pensar em assuntos realmente perturbadores.
– Aconteceu alguma coisa, L? – O ruivo perguntou, me olhando com o mesmo ar entediado de sempre.
– O sumiço do Mello e do Near, você sabe. – Ao ouvir isso Matt mexeu desconfortável na cadeira, mas logo voltou ao semblante inicial. Beberiquei mais um pouco do café que havia pedido. – Near me mandou uma carta falando sobre a morte de Mello. Mas estou achando isso muito estranho, porque nem o Mello seria idiota o suficiente para pensar que eu acreditaria naquilo, nem o Near o faria por vontade própria. Você é amigo dos dois. Sabe algo sobre isso?
– Na verdade não. Mas... isso sobre a morte do Mello, não é verdade, é? – Perguntou ele parecendo preocupado. Mas talvez estivesse simplesmente atuando.
– Não sei, provavelmente não. – Ficamos em silêncio por um instante. – Matt, você viu aqueles dois fazendo coisas estranhas ultimamente?
Matt soltou uma risada.
– Não mais que o habitual. – Comentou. – Quero dizer, os dois se odeiam.
– Eles têm andado juntos ultimamente? – Perguntei. Ele balançou a cabeça negativamente, mas não achei que estivesse sendo sincero. Resolvi deixar a situação bem clara para ele. – Eles podem estar em perigo Matt, e eu sei que você sabe de algo. Não deixarei você sair até que me diga.
Matt suspirou, apoiou os cotovelos nos joelhos e me olhou nos olhos.
– Bem, eu já os vi fazendo coisas estranhas. – Respondeu. Franzi o cenho.
– Que tipo de “coisas estranhas”? – Perguntei. Um sorriso tomou os cantos dos lábios de Matt.
Antes que eu pudesse perceber ele já havia se inclinado em minha direção, selando os lábios aos meus. Fiquei sem reação e então quando fui tentar afastá-lo de mim, mas uma coisa me impediu. As mãos de Matt em meu membro, apertando-o. O que ele estava fazendo?! Seu toque era parecido com o de... Matt estava beijando meu pescoço. Apertou meu membro com força, ao mesmo tempo em que mordeu a pele de meu pescoço. Ele... arrancou um gemido de mim. Mas só porque o modo como fazia me lembrava o de...
Ele beijou meus lábios novamente, os seus eram quentes e úmidos, sua língua explorava toda a minha boca. Finalmente uni forças e o empurrei, já sentindo um formigamento estranho em minhas partes baixas. Encarei seus olhos verdes assustado, ele havia passado de todos os limites. Matt deu uma longa risada.
– Esse tipo de coisas estranhas. – Afirmou sorrindo. Passou a mão por trás dos cabelos. – E se você pensar bem, elas nem são tão estranhas assim. Não dizem que os opostos se atraem?
Fiquei atonito por um tempo. Como Matt podia ser tão pareciso ao Raito? O garoto provavelmente havia percebido minhas reações... Mas eu não podia me mostrar abalado com aquilo.
– Você quer dizer que os dois estão... namorando? – Indaguei confuso. Matt deu de ombros.
– Fizemos isso, mas não que dizer estamos namorando. Certo? – Retrucou. Mas eu não conseguia imaginar Mello e Near juntos... Matt olhava diretamente meu órgão, já se pronunciando sob a calça. Afundei na cadeira, o escondendo.
– Pelo visto você não irá me falar nada mais que isso. – Bebi mais um pouco do café. – Está dispensado.
Matt saiu da sala. Aquele garoto era realmente surpreendente. Ele chegara ao ponto de fazer isso, simplesmente para não denunciar os amigos... Tentei ignorar essa história, pelo menos por enquanto.
Saí da sala em seguida, pronto para voltar ao QG. Mais uma vez eu me deixei guiar pelos sentimentos, cuidei disso simplesmente para não pensar no Raito e me esqueci o perigo que adiar as coisas me causaria.
Eu não estava agindo como o maior detetive do mundo. Tão pouco como um mero detetive.
Raito’s POV
– Você me promete? – Perguntou Misa com um sorriso radiante no rosto.
– É claro, Amane. – Beijei seus lábios. – Finalmente teremos nosso Novo Mundo. E se não acredita em mim...
Puxei o Death Note de cima da mesa, dando-o pra ela. Misa nunca saberia que o motivo de minhas mãos estarem tremendo quando fiz isso, não era a emoção de ter vencido.
– Veja você mesma. – Completei com um sorriso. Ela folheou o caderno até achar o nome nele escrito.
– Mas é só daqui a três dias! – Exclamou decepcionada.
– Você acha muito? – Peguei o caderno de suas mãos, pousando-o sobre a escrivaninha. Eu estava me esforçando para manter o tom de voz carinhoso. – L já avisou a todos que descobri o nome dele e com toda certeza tentará me impedir, se eu o matasse imediatamente acabaria preso, mesmo que eles não tivessem provas.
Os olhos de Misa sorriam, ele pegou minha mão com a sua e beijou minha face.
– Eu sabia que conseguiria, Kira. – Disse.
Dei um sorriso falso, me perguntando porque ela viera para cá. Eu a odiava cada vez mais. Justo nos momentos em que eu estava cansado de atuar, em que poderia ficar sozinho e simplesmente pensar, ela aparecia e me forçava a fingir e fingir mais. E como me irritava sua vozinha fina e seu jeito meloso...
– Misa, eu preciso ir. Devem estar me esperando no QG.
Depois de uns protestos ela finalmente me deixou ir. Escondi o Death Note e saí de casa, indo para rua iluminada pelo Sol. Tentei não pensar em nada durante todo o caminho, fiquei conversando com Ryuuku. Mas sentia algo estranho no peito, como se a qualquer momento eu fosse desmaiar. Havia algo errado comigo. Eu deveria estar feliz, deveria estar gritando de alegria. Afinal, seria finalmente o Deus do Novo Mundo, finalmente, conseguiria fazer disso tudo um lugar melhor. Um lugar perfeito. Era exatamente isso o que eu ficava me repetindo, mais e mais vezes.
Cheguei ao QG e todos pareciam concentrados. Procurei pelas cadeiras, mas L parecia não estar no local. Me perguntei se estava em seu quarto, ainda chorando. Provavelmente não. Mas, quando entrei, ninguém havia feito perguntas estranhas, nem me deixado sobre vigilância, sequer repararam. Então L ainda não contou a eles?
– Algo de novo acontecendo? – Indaguei para ninguém em especial.
– Kira voltou a ação. – Respondeu Aizawa. Não pude evitar a cara de espanto. Não, ele não voltou não. Me sentei em frente à tela de computador. Realmente, muitos criminosos estavam morrendo ao mesmo tempo, todos conhecidos. Será que algum idiota encontrara um Death Note e estava tentando me imitar?
– Onde está o L? – Perguntei.
– Ele saiu. – Respondeu Matsuda.
Que estranho. Ele não deveria ter saído, não quando estava com a vida em risco, não sem avisar aos outros sobre mim. O que se passava pela mente do detetive?
L’s POV
Avistei o Raito sentado em sua cadeira habitual, examinando alguns dados no computador. Assim que me viram os detetives começaram a dizer coisas sobre o caso Kira, alegando que ele voltara a agir e que estava escolhendo criminosos com características diferentes das habituais, mas fiz com que ficassem quietos.
– Eu tenho um comunicado a fazer. – Falei enquanto pegava um dos cubos de açúcar que se encontravam sobre uma bandeja ao meio da sala. – A partir de agora Raito será preso e posto sobre vigilância.
Por um instante todos pareceram surpresos, tentei evitar o olhar de Kira. O primeiro a falar foi Sr. Yagami.
– O que fez com que suas suspeitas aumentassem? – Perguntou.
– Raito descobriu o meu nome. – Respondi com a voz entediada. Todos pareceram surpresos.
– Eu não descobri nada Ryuuzaki! – Ouvi Raito protestar. Nossos olhares se cruzaram e ele parecia estar um tanto desesperado. Meu coração bateu mais forte ao ver seu rosto, mas aposto que isso foi unicamente raiva.
– Existem 90% de chances. Sinto muito Raito-kun. Mas você terá que fazer isso.
Notas finais
Enfim, como nesse não teve lemon eu vou colocar BASTANTE no próximo :D
Kissus ♥
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