Notas iniciais
Yoo Minna-sama! Mais um capítulo aqui :)
Eu não tive muito tempo de revisar direitinho, então qualquer erro me perdoem U_U
Espero que gostem, encontro vocês lá embaixo
Boa leitura ♥

L’s POV


Estávamos todos entediados, observando há dois dias um garoto que não fazia nada a não ser encarar as câmeras, comer, dormir e ficar entediado. Olhando as imagens de Raito sentado no chão estavam Aizawa e eu. Mas Aizawa parecia entediado, era quase de noite e, de qualquer maneira, nada acontecia.

– Pode ir para casa se quiser, você está sonolento. Eu vou ficar aqui o vigiando até que chegue a manhã. – Falei inexpressivo. Aizawa me encarou e fez que sim com a cabeça.

– Acho que ele não fará nada demais... você ficará bem se eu for, certo? – Perguntou. Simplesmente assenti. – Te vejo amanhã Ryuuzaki.

Não disse nada, simplesmente ouvi os passos dele se afastando de mim, me deixando sozinho naquela sala. Mirei a tela que mostrava o garoto de cabelos castanhos, pele clara e semblante entristecido, fitando o nada. Pousei a cabeça em uma das mãos, suspirando. Eu já não suportava aquilo, aquela angústia. E se eu estivesse errado? E se, no final, ele for só mais um universitário?

Encarei a tela novamente. Kira. O que poderia estar escondido por trás do lindo sorriso e do olhar intenso? Kira. Antes era mais fácil pensar que ele era Kira... mas agora, eu já conheço o Raito. E isso só torna as coisas mais difíceis...


Raito’s POV


Ouvi o barulho da porta se abrindo, levei um susto. Eles haviam desistido de me vigiar? A porta se abriu e por ela, vagarosamente, Ryuuzaki entrou. Meu coração pareceu afundar no peito, olhei para ele confuso. Que merda ele iria fazer? Será que planejava me persuadir com torturas ou algo do tipo? Mas os olhos negros de L não diziam que ele iria me torturar, eles eram, simplesmente... tristes.

– O que faz aqui? – Perguntei. Minha voz saiu esganiçada, típica de quem está há muito tempo sem falar. L não me respondeu, simplesmente veio até mim e se agachou à minha frente. Senti meus batimentos ficarem mais fortes quando seus olhos negros como a ônix capturaram os meus. – O que foi? – Gaguejei. Um leve sorriso brilhou no canto dos lábios de L, deixando minha respiração tensa com a visão.

– Você é realmente muito estranho, Raito-kun... – Disse ele. Seu tom de voz era vazio. Era como se soubesse que morreria às duas da manhã em ponto do dia seguinte. L... morreria. Isso parecia tão irreal. Era como se não fosse realmente acontecer. Mas ia acontecer. Ia. Desviei os olhos dos dele, não podia o encarar, não sabendo disso. Não sabendo que aqueles olhos que me encaravam iriam se fechar, para sempre, em poucas horas. – É o primeiro psicopata que consegue sentir algo, e pior ainda, algo por seu próprio inimigo. – Deu uma risada baixinha e rápida, sem humor. – O que não tira o título de assassino, claro.

Olhei para ele.

– Eu não sou um psicopata. Tão pouco um assassino. – Protestei. Mas, na verdade, não foram essas afirmações que me surpreenderam. Fora o fato de ele ter admitido que eu sinto algo por ele, mesmo depois de ter o apagado há uns dias. Ele realmente acredita que eu o amo. Mesmo depois disso. Algo me dizia para dar uma risada e pensar em como ele era burro por isso, só que, eu não conseguia.

– No que está pensando? – Ouvi-o perguntar. Levantei os olhos, forcei um leve sorriso.

– Nada demais. – Respondi. Mas, estranhamente, uma lágrima caiu de meu olho esquerdo e quando eu estava levantando a mão para limpá-la, senti o dedo frio de L fazendo isso por mim. O encarei intensamente. O que ele estaria pensando? Ou melhor, no que eu estou pensando? Isso iria dar merda, eu tinha que parar de ser tão bonzinho, continuar esse showzinho somente por dó não era o melhor a se fazer...

– Fique calmo. Eu ainda não tenho provas suficientes para te odiar com todas as minhas forças... – Deu um riso sem humor que acabou tão rápido quanto começou. Soltei o ar com força.

– Pensei que já me odiasse. – Falei.

– Eu sei. Eu também pensei. – Retrucou. Me surpreendi, levantei o rosto e imediatamente senti os lábios dele nos meus. Abri a boca, o envolvendo em um beijo doce. Começamos a movimentar nossas línguas e meu corpo parecia ansiar pelo toque dele... Por que eu gostava tanto do toque dele? Por que era tão difícil respirar? Ele se afastou de mim. Passou a mão por meus cabelos.

Eu não conseguia falar nada, somente olhar seu rosto, pensar no porque de ser tão doloroso pensar em perder essa imagem, pensar no que poderia ser essa dor no peito. E meu corpo pareceu ser atraído ao dele como o ferro é atraído a um imã.

O beijei da maneira mais intensa do que nunca beijei ninguém. Senti seu corpo sob minhas mãos, passei as mãos sobre seus cabelos e ele também estava se entregando. Nossas respirações eram urgentes, tirei os lábios dos dele e cheguei ao seu pescoço, saboreando sua pele, seu cheiro... Que inferno! Por quê? Por que eu o desejava tanto?!

Eu não queria que ele morresse, simplesmente não queria... Um desespero estranho surgiu dentro de mim. O segurei com força, sabendo que a qualquer momento ele poderia desaparecer, sabendo que eu poderia não tê-lo nos braços... era como se eu não estivesse agindo racionalmente.

– Ra-raito... – Ele soltou um gemido calmo e arrastado, num prazer apaixonado que eu nunca ouvira antes. E como eu gostava de ouvi-lo dizer aquilo... já não ligava para mais nada. Não me policiaria. Não me privaria. Eu não podia pensar se era certo ou errado. Porque...

– Ryuuzaki...! – Ele estava beijando meu pescoço agora, mordendo levemente, chupando-o. E eu não podia o afastar, simplesmente não podia...

Avancei em direção à ele, tirando sua camisa, beijando sua pele. L soltou gemidos baixinhos. Eu estava excitado. E, dessa vez, não era nada agressivo. Nem desesperado. E eu não podia dizer que era uma vingança, não podia fazer o forçando, como da última vez.

– Rai... hm... Raito! – Ele gemia alto enquanto eu mexia em seu pênis, um leve sorriso surgiu em meu rosto ao ver sua reação, as bochechas vermelhinhas, os olhos fechados. Eu amava vê-lo assim, tão tímido e entregue...


L’s POV

– Rai... – Eu não pude completar a palavra, sentindo suas mãos deslizarem vagarosamente sob a cueca que ele acabara de abaixar. Ele estava sendo diferente, estava, me enlouquecendo. – hm... Raito! – Suas mãos mexiam em meu membro rijo, fazendo eu me contorcer de desejo. Senti as bochechas vermelhas, fechei os olhos, ainda mais envergonhado. Ouvi uma risada baixinha de Raito.

– Não aja como uma garotinha, L. – Zombou. Mas sua voz era carinhosa. O que acontecia com Raito? Era como... em meus sonhos.

Então Raito começou a me masturbar, vagarosamente, me deixando ainda mais louco... Não precisei pedir. No momento em que ia fazer isso ele parou com o que fazia e desceu os lábios até o membro. Lambeu-o vagarosamente, chupou só sua ponta, os lábios quentes e úmidos. Soltei um gemido arrastado.

– Ra-raito... – Ele começara a fazer sucções, indo e vindo com a cabeça, a boca escorregadia o apertando, me dando prazer. Com as mãos ele começou a massagear meus testículos enquanto fazia aquilo. Tão... carinhoso. – Raito! – Gemi estupefato, sentindo ele aumentar a velocidade, sugar com mais força. Comecei a gritar de prazer, sentindo que logo chegaria ao ápice. – Raito, eu... p-pare...

Ele me ignorou. Continuou com ainda mais vontade. Sugava com toda a força, fez eu me curvar quando senti o gozo sair em sua boca. Raito o engoliu com um sorriso.

– Acho que sou o único a saber o gosto do maior detetive do mundo. – Provocou com aquele mesmo tom de voz. Eu sorri.


Raito’s POV


Ele sorriu quando o provoquei. Amava vê-lo sorrindo, quando fazia isso parecia simplesmente... humano.

Ele tirou minhas roupas, me abraçou com força e beijou meu pescoço. Soltei um sorriso, mas ele logo desapareceu. Voltei a mim. Eu causara sua futura morte, como podia estar fazendo isso? Mas eu não podia me parar. Simplesmente não podia...

Beijei seus lábios mais uma vez, brincando com um de seus mamilos enquanto fazia isso. L deu um leve gemido. Passei a mão por suas costas, deslizando-a por sua pele. Os gemidos de L me deixavam excitado.

– Detetive... eu posso me divertir um pouco? – Perguntei. L sorriu.

– Quando diz “me divertir”, você está pedindo para me ter ou para que eu te tenha? – Perguntou ele, me provocando. Soltei uma leve risada, me lembrava do dia em que confessara que gostava mais de ser possuído. Ele deve ter achado que era verdade... Foi só para não parecer suspeito que eu pedi o que pedi.

– Me tenha, detetive. – Sussurrei com a voz provocante em seu ouvido. Mordisquei seu lóbulo. – Quero senti-lo dentro de mim.

Sem esperar mais nada levei a mão ao órgão dele, o incitando. Eu sabia que não precisava dessa humilhação que era ser possuído, mas eu precisava fazer isso. Seria como um pedido de desculpas silencioso, eu precisava fazer. Precisava porque... eu...

Eu o amava.

Senti L se posicionar atrás de mim, deslizando um dos dedos úmidos por minha entrada. Gemi com seu simples toque, já prevendo o prazer. Mas lágrimas que ele não pode ver caíram...

Eu o amava!

Após segundos me provocando com os dedos, finalmente senti a cabeça adentrando meu corpo.

– Raito-kun...! – Gemeu ele, louco para iniciar as estocadas. Soltei um gemido alto de dor, quando ele entrou por completo. – E-eu... eu... – Era como se ele tentasse falar algo, mas não conseguisse. O que o impedia era o prazer?


L’s POV


– Raito-kun...! – Gemi louco de desejo, meu corpo implorando para ter logo prazer, achando uma provocação a entrada apertada do garoto. E então não aguentei mais. Entrei por completo, o ouvindo gritar de dor, mas logo passaria, eu faria passar e ele gemeria de prazer para mim. Só para mim, novamente... ali, dando estocadas leves, o ouvindo gemer, tive uma certeza. E... precisava falar. – E-eu... eu... – Era tão difícil falar. Eu nunca havia dito antes e nunca pensara em dizer... Raito soltou um alto gemido de prazer e só então percebi que atingi seu ponto sensível. Dei mais e mais estocadas, nossos corpos se chocando com Raito também auxiliando nos movimentos. Eu amava seus gemidos de prazer se misturando aos meus... – Ra-raito! – Nós dois estávamos suados e eu senti que chegaria ao meu ápice.

– E-eu também vou... – E então me desfiz dentro dele, enquanto ele também se desfazia no chão frio. Nós dois caímos cansados, o chão em contraste com nossa temperatura. Saí de dentro dele cautelosamente. Ele me abraçou, fazendo eu me aconchegar em seu peito. Fiquei sentindo seu cheiro...

– Raito?

– Sim? – Perguntou com a voz baixa e calma. Um leve sorriso pintou minha face.

– Eu... amo você. – Confessei. Senti seu corpo se enrijecer sob mim, olhei para seu rosto. Ele estava chorando. Por que estava chorando? Deveria ser emoção...

– Eu também amo você. – Afirmou. Senti algo quente tomar conta de mim, e, me senti ridículo, porque naquele momento eu não ligava se ele era ou não o Kira, não me importava mais nada. Porque eu sabia que estava sendo sincero. Dei um beijo em seus lábios, me aconchegando nele em seguida.


Raito’s POV


– Eu... amo você. – Disse ele. Meu corpo se enrijeceu e foi como se meu coração parasse de bater. Ao ouvir aquilo, algo se quebrou dentro de mim. Ele me amava. Eu também... finalmente amara alguém. E L iria morrer em poucas horas. Não teríamos uma história, não teríamos nada... Lágrimas caíam de meus olhos quando ele olhou para mim.

– Eu também amo você. – Eu disse. E era verdade. Era a mais pura verdade. Eu nunca mais poderia negar isso. L beijou meus lábios e, algo me dizia que esse seria nosso último beijo, tentei guardar a sensação dentro de mim.

Ele se aconchegou em mim novamente, parecia calmo. Pouco a pouco fomos adormecendo, ignorando o frio, um com o calor do outro.

No meu sonho a frase “se atirará de um prédio” era apagada do Death Note. Meu eu do sonho ficava tão aliviado, voltava ao estágio de tentar se enganar e então logo desistia, se entregando ao detetive solitário...

Acordei de madrugada. Com frio. E sozinho.

– Ryuuzaki... – Chamei confuso. Olhei ao meu redor, não havia ninguém no quarto, as roupas dele haviam sumido. E só então me lembrei de algo. – Ryuuzaki?!

Levantei desesperado, coloquei as roupas sem jeito e saí correndo dali. Por sorte, a porta estava aberta. Eram duas da manhã? Já havia passado da hora? Ele já se matara? Eu subia as escadas com a respiração urgente, o coração batendo louco no peito, as mãos tremendo e uma mente angustiada...

– Ryuuzaki! – Gritei desesperado, chegando ao topo do prédio, recebendo uma corrente de alívio ao ver L ainda lá em cima. Mas ele não estava sozinho. Havia um garoto loiro ao seu lado. E ele... tinha um Death Note nas mãos.



Notas finais
E então? Me digam se o lemon ficou bom porque eu achei esse meio sem graça comparado aos outros, sei lá.
Se fui dramática demais, gomenasai.
Comentem e façam alguém feliz na Terra *--*
Até o próximo capítulo,
Kissus ♥