Notas iniciais
Yoo Minna-sama! Mais um capítulo aqui o/
Espero que gostem do L narrando :S
Gomenasai se ficou estranho T^T
Tentei compensar a falta de lemon do outro nesse :3 kkk
Enfim, boa leitura ^^

L’s POV


Cheguei ao QG, após voltar da casa de Raito. Como esperado, eu não havia encontrado nada. Provavelmente o Raito já havia tirado o que quer que fosse o incriminar na noite anterior, quando seu pai interrompeu o showzinho que estava fazendo.

Passei por todos do QG, indo direto ao meu quarto, sem falar com ninguém.

Eu não podia dizer que possuía 100% de certeza em relação a ele. Havia também a possibilidade de que o Raito tenha me desejado esse tempo todo, de alguma maneira. Abri a porta de meu quarto, fechando-a em seguida. Sentei-me na cama forrada com lençóis brancos e fiquei pensando.

Repassei em minha mente tudo o que passara com Raito, procurando por algo suspeito. Ele ficou vermelho e poucas pessoas conseguem ficar ruborizadas de propósito. No entanto ele iniciou essas atitudes estranhas justamente no dia em que resolvi revistar seu quarto – coisa que ele provavelmente havia percebido, diferentemente do que diz. E eu não podia me esquecer da Amane. Ele sempre pareceu tão amoroso com aquela garota, chegou a me ignorar várias vezes só para dar atenção à ela.

Porém havia um “mas”.

Raito havia se entregado a mim, ele permitiu que eu o penetrasse de bom grado e gemeu de uma forma que nem o melhor dos atores conseguiria imitar... Droga. Eu estava excitado. Comecei a abrir minha calça jeans vagarosamente. Nenhum homem faria aquilo simplesmente para convencer um detetive de que não esteve com medo de uma inspeção, não é? Comecei a me masturbar lentamente com as mãos, o rosto de Raito em minha mente, fechei os olhos, indo com mais força.

Por quê? Por que diabos ele escolheu justo esse momento para se declarar? Eu já havia parado de observá-lo secretamente, já havia parado de odiar a Misa, já havia parado de ter os sonhos estranhos e já havia aceitado que éramos somente detetive e suspeito. E então ele traz tudo à tona, escolhe o método da sedução. Justo o método que me atormentaria. E o que me dava mais raiva era que...

Eu realmente queria acreditar que ele estava falando a verdade. Mais do que qualquer coisa.

***

– Bom dia, Raito-kun. – Eu fui o único a falar com ele quando o garoto chegou. A expressão de Raito era sombria e ele tinha um machucado na cabeça coberto por algumas faixas brancas. – O que aconteceu?

– Um... acidente. – Respondeu se recusando a me olhar nos olhos, com a voz meio rouca. Estava óbvio que Raito havia mentido, mas resolvi não forçar. Voltei minha atenção à tela do computador.

Eu estava ficando entediado com o caso Kira... Nos dois últimos dias ele não tem agido, somente alguns bandidos veem morrendo, nada extraordinário. Pousei o dedo indicador nos meus lábios e peguei um dos morangos que Watari deixou ao meu lado.

Senti alguém me observando. Olhei para o lado pelo canto do olho e flagrei os olhos de Raito em mim. Virei o rosto em direção a ele de propósito, vi o rosto do garoto enrubescer. Ele fingiu estar olhando para os meus morangos e então se voltou para o computador novamente, envergonhado. Não pude evitar um sorriso no canto dos lábios.

A partir daí, não fui eu, o L, quem agiu. Quem se levantou da mesa e pousou uma mão sobre o ombro de Raito, foi o Lawliet.

– Me siga Yagami. Iremos ter uma conversa. – Eu disse fazendo minha voz soar cortante.

– Aconteceu alguma coisa? – Indagou sem se mexer, ainda evitando meu olhar, com a voz hesitante.

– Ora, Raito, se eu pudesse falar em público não o chamaria para uma conversa particular. – Usei meu tom entediado. Então retirei a mão do ombro dele, vendo-o se levantar. Raito olhou para mim, estava sério e o rubor havia desaparecido por completo.

– Vamos. – Disse ele.

Chegamos ao segundo andar e ele se virou para mim.

– Iremos à mesma sala da última vez? – Perguntou ele, os cabelos castanhos estavam levemente bagunçados, principalmente devido às faixas do machucado que sabe-se lá onde ele havia conseguido.

– Não. Iremos a um lugar mais reservado, Raito-kun. – Respondi com um olhar penetrante. Raito pareceu hesitante, me olhou assustado. Deixei um sorriso escapar. – Venha, me siga.

Comecei a andar, mas não ouvi os passos do estudante atrás de mim. Parei e olhei para ele por sobre o ombro, a expressão em seu rosto era a mesma de uns segundos atrás: susto. Que diabos eu estava fazendo, afinal?

– Você vai ficar aí? – Perguntei com a mesma expressão sombria de antes. Eu estava sendo no mínimo estúpido. Mesmo que ele não fosse o Kira, aquilo que fez pode ter sido somente uma fantasia adolescente que ele queria realizar. Havia boas chances de ter sido isso, foi como um desafio para ele conquistar um detetive tão solitário. Uma brincadeira.

Uma nuvem negra pareceu se formar acima de minha cabeça. Eu era um detetive, talvez o maior do mundo. E isso se devia, principalmente, a minha solidão. Certo que Raito era inteligente e um tanto isolado, mas não se comparava. Eu era anormal. E as pessoas tendem a se afastar de seres assim. E eu sempre aceitei isso. Qual era o problema agora?

– Esqueça a conversa, Raito-kun. Não acho que seja realmente importante. – Eu disse com meu tom solitário, olhei para frente a direção oposta ao Raito. – Volte à sala, eu irei em poucos minutos.

– M-me desculpe, mas eu não quero fazer isso. – Raito falou. Me virei para olhá-lo e desviando os olho dos meus, ele deu um sorriso, ficou tentando escondê-lo sem sucesso e apressou o passo, vindo ao meu lado. Quando chegou, ele roçou o braço no meu. – Vamos. Sendo importante ou não, teremos essa conversa.

Eu senti um sentimento curioso quando ele disse isso, algo que eu nunca havia sentido antes. Um calor estranho no coração, uma sensação esquisita no estomago...

Ignorei a sensação e nós dois andamos juntos até o meu quarto, eu estava me sentido ridículo fazendo aquilo, mas a coisa toda tinha uma adrenalina curiosa. Balancei a cabeça levemente com esse pensamento. Que droga, Lawliet, não aja como uma garotinha.

Entramos no quarto e eu fechei a porta, estava tudo organizado. Mas em cima do criado mudo havia alguns biscoitos de chocolate que eu não havia acabado de comer. Raito se sentou na beirada de minha cama.

– O que você queria me falar, Ryuuzaki? – Perguntou ele. Andei até a frente do garoto, me agachando próximo a ele. Encarei-o por alguns segundos e ele deu uma leve risada, sem graça. Desviou o olhar. – Bonito quarto. – Disse ao encarar o cenário ao seu redor, dei um pequeno sorriso. Era a mesma coisa que eu falara a ele.

– Eu vim dar dois avisos sérios, Raito-kun. – Falei o olhando de baixo pra cima. – Primeiro: você não conseguirá se livrar de minhas suspeitas, mesmo depois do que irei fazer. Segundo: eu não me responsabilizo por meus próximos atos.

Raito me olhou surpreso.

– Mas o quê...? – Sua frase foi cortada por meus lábios nos dele. Eu senti uma corrente de eletricidade atravessar meu corpo magro. Me inclinei ainda mais em direção a ele e o deitei na cama, ficando sobre seu corpo.

Na verdade devem ter se passado somente poucos segundos, mas para mim pareceu demorar uma eternidade até que ele finalmente me correspondeu, beijando-me intensamente. O que eu estava fazendo? Eu sabia que isso poderia me causar problemas... Mas estava rendido ao ritmo em que nossas línguas se moviam, travando uma luta sensual e silenciosa.

Senti uma das mãos de Raito deslizando por baixo de minha camisa, seus dedos eram quentes e ele arranhava levemente minha pele, me causando arrepios... Por que seu toque me deixava louco? Por que eu não conseguia respirar?

– Ra... raito...! – Murmurei enquanto sentia os lábios do menor em meu pescoço, beijando gentilmente e de forma provocante, dando leves chupões.

– Amo quando geme meu nome. – Ele disse com a voz rouca, roçando os lábios em minha orelha. Meu corpo todo se arrepiou. Ele levou a mão ao meu órgão, soltei um gemido abafado, fechando os olhos. Por que ele me fazia perder o controle? – Você gosta disso, detetive? – Provocou com uma leve risada. – Não faça essa cara, Ryuuzaki... assim eu não vou resistir.

Abri os olhos relutantemente, vendo o rosto de Raito perto do meu, sua respiração em minha pele, nossos hálitos se misturando. Vi um sorriso puxar o canto dos lábios do garoto.

– Eu realmente pensei que você estava brincado comigo. – Deu uma risada seca, daquele mesmo jeito que sempre fazia.

Eu não disse nada à ele, simplesmente beijei seus lábios mais uma vez. Nos entregamos e depois de poucos segundos, senti a coxa de Raito em meio as minhas pernas apertando meu membro. Soltei um alto gemido, eu desejava o corpo dele ainda mais perto.

Raito começou a tirar minha roupa, começando pela camisa. Ele estava sorrindo. Raito se abaixou dando beijos quentes em meu pescoço, fazendo eu me contorcer. Então ele tocou minha pele com a língua, descendo-a e me causando arrepios, ele chegou a um de meus mamilos e começou a chupá-lo de uma forma sensual, me arrancando gemidos, me excitando.

Raito estava ofegando quando abriu as minhas calças agilmente, tirando minha boxer em seguida. Ele me lançou um olhar devorador.

– R-raito! – Eu gemi quando senti a mão dele brincando com meu pênis, o apertando e o massageando, fazendo dos meus pensamentos um grande borrão.

Raito começou a me masturbar com rapidez, indo e vindo de uma forma sensual, parecendo gostar das minhas reações. Droga, eu o amava. Eu amava seu toque e amava me entregar tão irresponsavelmente, isso estava fora de meu controle. E eu simplesmente odiava estar fora do controle.

E, no entanto, ele me fazia gostar.

– A-ah... Raito... E-eu vou... – Quando avisei ele parou de me masturbar e se abaixou, abocanhando meu membro. Me lembrei do dia em sua casa, mas de alguma forma dessa vez era ainda melhor. Era menos agressivo. E tão enlouquecedor quanto... – Aaa...

E o liquido saiu dentro da boca do menor, ele o sorveu com um sorriso. Inclinou-se em minha direção.

– Agora eu posso me divertir um pouco detetive? – Indagou com a voz provocante. Passou a mão em meus cabelos. – Ryuuzaki, por favor. Deixe-me te ter. Ao menos uma vez. – Sussurrou. E sua voz parecia suplicante.

Como resposta eu desabotoei sua calça e abaixei sua cueca, vendo o órgão enorme em meio às suas pernas. Raito me olhou com um desejo que chegava a ser desesperado, como se a qualquer momento eu fosse desaparecer.

Assenti para ele, dizendo que sim somente com o olhar. Eu faria.

Raito se posicionou em meio às minhas pernas e então colocou os dedos em frente a minha boca, para que eu os lambesse. Fiz isso com ânimo, sugando os dedos cumpridos do menor.

Raito então recolheu os dedos e beijou meus lábios, colocando um dos dedos em minha entrada. Estranhei aquilo, mas fiz de tudo para não demonstrar. Assim como ele fez quando estava comigo no dia anterior, mantive o beijo. Poucos segundos e senti o outro dedo, entrando, causando dor. Raito começou a fazer movimentos de tesoura e aquilo doía demais...

– V-você está bem? – Ele perguntou preocupado. Assenti.

– Vá de uma vez Raito. – Mandei com um gemido. Ele assentiu e então me virou de costas para ele.

– Posso ir? – Perguntou. Fiz que sim. – Eu serei cuidadoso. – E então beijou minha nuca, seus lábios eram úmidos.

Raito colocou só a cabeça, assim como eu fizera com ele. A respiração do garoto era urgente. Eu sabia bem o que ele sentia. Minha entrada devia ser tão quente e apertada quanto a dele, assim como eu ele devia estar fazendo um esforço enorme pra não ir de uma vez, cada vez mais fundo... As lembranças daquilo me fizeram ficar excitado.

– Vou ir mais um pouco, L. – Ouvi Raito dizer. – Isso vai ajudar. – Senti suas mãos em meu pênis, masturbando-o ao mesmo tempo em que enfiou mais de seu membro rijo em mim. Meus olhos lacrimejaram e eu gritei de dor.

Eu não imaginei que doesse tanto, Raito não demonstrara o quanto é horrível...

O garoto de cabelos castanhos passou a dar estocadas. No começo doeu, realmente. Mas suas mãos em meu órgão faziam melhorar um pouco... Seu toque realmente me excitava, mesmo com a dor. Na verdade eu começava a gostar da dor...

– Vou ir até... o fim... – Raito mais gemeu do que falou. Assenti. E então senti. Raito tocou em algo, em algo que arrancou de meus lábios o gemido de prazer mais alto que eu já dera. Ele tocara minha... próstata?

Ao ouvir o gemido Raito deu uma risada e então começou a ir cada vez mais fundo, com mais força sempre tocando em meu ponto. Eu também ia para trás, louco de desejo, fazendo nossos corpos se chocarem...

– Ryuu... za... ki... – Ele gemeu com força, estávamos suados, eu já havia gozado em sua mão e parecia que ele iria fazer o mesmo dentro de mim. E eu queria aquilo, gostava da sensação de seu órgão me penetrando, invadindo o lugar apertado e úmido, me deixando louco... – Ryuuzaki eu... vou...

Senti o liquido finalmente sair, invadindo meu interior. Raito caiu cansado ao meu lado, tirando com cuidado o pênis de mim. Ficamos um tempo simplesmente deitados, encarando o teto. Nos recuperando. Ao final, senti Raito me puxar para perto de si, me fazendo deitar ao seu lado. Ele puxou o lençol sobre nós. Beijou o topo de minha cabeça.

– Eu te amo detetive. – Ele disse.

Aconcheguei minha cabeça no peitoral musculoso do garoto e deixei meus músculos relaxarem, sentindo seu corpo encostado ao meu, sua mão em minhas costas e sua respiração em meus cabelos.

Eu me lembrava dos dias em que havia câmeras na casa dele. Me lembrava de todas as coisas, de todos os fatos. E, mesmo assim, eu o amava. E o condenaria sem a menor hesitação, se ele fosse o Kira, eu o odiaria e gostaria de me vangloriar por tê-lo vencido.

Mas, mesmo sabendo de tudo isso, eu tinha de deixar o Lawliet sair.

– R-raito? – Murmurei. Ele passou a mão nos meus cabelos, a parte de mim que nunca recebeu carinhos estava amando aquilo de uma maneira inexplicável.– Eu... eu... – Mas a frase não saía.

– “Eu” o quê, Ryuuzaki? – Raito perguntou curioso. Eu simplesmente o abracei com força.

– Não é nada, Raito-kun. Esqueça isso. – Pedi. Era o certo a se fazer, sem sombra de dúvidas. Eu deveria me manter alerta quando se tratava dele ou dos meus sentimentos.

Mas juro que eu quase falei a palavra. Eu quase me condenei. Porque depois de dizer eu estaria para sempre...

Entregue ao Raito. E, consequentemente... ao Kira.

Mal sabia eu que, a partir do momento em que cruzei um olhar com o garoto de cabelos castanhos, passei a depender desse olhar... Da forma mais desesperada que qualquer um poderia imaginar.


Notas finais
Gostaram do capítulo?
Ficou meio grande, espero não ter deixado vocês com tédio asokasok :S
Desculpem se cometi algum erro de ortografia, gramática ou o que for >< aoskaosk
Bem, espero mesmo que tenham gostado *x* Até o próximo capítulo, vou tentar deixá-lo menos kawaii que esse (é que nesse não resisti, eu amo LxRaito e_e)
Kissus ♥