Para Evitar Uma Inspeção...
5 Fim do segredo
Notas iniciais
Acho que fui meio má com o L U.U Bem, mesmo assim espero que gostem :D
Boa leitura ♥
Raito’s POV
Eu estava abraçado ao L. Meu corpo poderia estar relaxado e minha respiração podia ser serena, mas minha mente bagunçada, como nunca esteve antes. Eu não entendia.
Eu acabara de transar com o detetive, pela segunda vez. E... eu me lembro do que senti fazendo isso. Droga. Eu não era mais virgem a muito tempo, mas, mesmo assim. Que merda, o que eu estava pensando? Passei a mão pelo rosto, tentando me acalmar. Olhei para o rosto calmo de L, ele estava quase dormindo.
Eu nunca pensei que fosse vê-lo assim. Os olhos sempre tão abertos e alertas estavam fechados e relaxados, seus lábios estavam entreabertos e sua mão estava em meu peitoral aberta em palma sobre ele. Olhando-o assim, eu não conseguia sentir uma única gota ódio, nem de raiva, sequer...
– Está admirando sua donzela, Kira? – A voz de Ryuuku me deu um susto, interrompendo meus pensamentos. Olhei para ele irritado, mas não falei nada, ou acabaria acordando L. – É... os humanos são tão interessantes. – Ele deu uma risada. – Quero ver como você vai fazer quando for obrigado a matar sua donzela... – Mais uma risada. – Ou será que você já mudou de ideia? Desistiu do tal Novo Mundo?
Olhei para o L, queria saber se ele já estava dormindo, assim eu poderia mandar aquele desgraçado calar a boca.
– Ryuuzaki? – Perguntei baixinho. Ele não me respondeu, permaneceu quieto, com os olhos fechados, em um dos poucos momentos em que pegava no sono. Me virei então para Ryuuku. – Por que você não cala essa boca?
– Está nervoso, Raito? Sou eu quem deveria estar nervoso, afinal tenho que ficar vendo essa cena patética... – E mais uma risada. Aquele maldito devia estar se divertindo. Devia me achar um otário. Devia ter esquecido de tudo o que eu sou capaz. Desgraçado.
Eu estava louco para esclarecer para ele que toda essa merda faz parte de um plano. Ou melhor, eu poderia dizer que só fiz isso para me vingar do detetive, já que da última vez foi L quem me teve. Espera aí, eu estava inventando uma desculpa para isso? Argh! Ryuuku não parava de falar!
– Cala a porcaria dessa sua boca! – Explodi, olhando o shinigami com raiva. Mas tudo o que ele fez foi olhar para o L. Segui a linha de visão e flagrei o moreno com os olhos abertos, grudados em mim, enquanto franzia o cenho.
– Raito-kun? Com quem você está falando? – Resmungou com a voz baixa. Caralho, eu tinha que arrumar uma desculpa.
– Desculpe é que, bem, eu estava falando sozinho. – Expliquei. Mas L ainda parecia confuso. Dei um longo suspiro. – É que eu estava... tendo uma discussão interna. E – Senti minhas bochechas esquentarem. Eu iria mesmo falar aquilo? – Uma parte de mim estava esfregando na minha cara que eu gostei mais de quando foi você quem... – Minha voz travou. Não, sendo um plano ou a merda que fosse, eu não conseguiria falar isso. Já era demais. Meu rosto estava queimando de vergonha. L deu uma pequena risada, ele havia entendido que eu me referia as duas vezes em que fizemos. E que acabara de dizer que preferira quando ele comandava a situação... Por que diabos eu não arranjei outra desculpa?!
– Não sabia que você costumava falar sozinho, Raito-kun. – Comentou ele enquanto se levantava, ficando sentado ao meu lado. Abaixei a cabeça, escondendo o rosto.
– É... bem, eu estou... com sede. Quer que eu pegue algo pra você? – Perguntei ainda sem olhar nos olhos de L, parecendo envergonhado. Levei um susto ao sentir a mão fria de L em minha cabeça, bagunçando levemente meus cabelos. Olhei para o detetive, ainda de cabeça baixa. Um sorriso brincava no canto dos lábios dele.
– Pegue um bolo pra mim. – Ele pediu com o mesmo sorriso na boca. O detetive nunca havia falado comigo usando esse tom antes. Estava explicitamente claro em seu olhar o carinho e o simples gesto de sua mão em meus cabelos pareceu tão significante... Ele estava caindo em meu plano perfeitamente bem. Foi por ter esse pensamento em mente que aquele sorriso insistiu em sair, mesmo sem minha vontade. Foi pelo prazer de estar vencendo.
– C-claro.
Me levantei da cama e só então percebi que estava completamente nu. Peguei as peças de roupa que estavam jogadas na cama e vesti-as depressa. Saí do quarto a passos apertados, sem olhar uma única vez para Ryuuzaki. Que merda estava acontecendo comigo? Droga, eu não devia estar tão nervoso.
Cheguei à pequena cozinha do detetive e abri a geladeira, pegando o tal bolo que ele queria.
– Veja se tem alguma maçã aí dentro, Raito. – Ryuuku pediu flutuando atrás de mim. Dei uma olhada rápida no interior da geladeira.
– Não tem nenhuma. – Afirmei ríspido. Aquele shinigami desgraçado poderia ter estragado tudo. Direcionei-me ao armário pegando um copo de vidro, coloquei um pouco de água gelada nele. E só então me lembrei de algo.
Coloquei a mão no bolso de minha calça e para minha sorte ainda estava lá. Segurei o frasco em minhas mãos e olhei-o por alguns segundos. Se era pra fazer isso, seria melhor fazer de uma vez, sem ficar pensando nos riscos que estaria correndo.
Abri-o e joguei o liquido transparente no bolo. Joguei o frasco fora, suspirei. Fique calmo, Raito, vai dar tudo certo. Ele não vai perceber nada.
Voltei ao quarto, o bolo espetado com um garfo que peguei de uma hora em uma mão e um copo de água na outra. Entreguei o bolo ao L.
– Obrigado. – Agradeceu antes de tomá-lo em mãos. Agi o mais naturalmente possível, ele não podia desconfiar.
– Você acha que estão sentindo nossa falta na investigação? – Perguntei casualmente enquanto bebericava um pouco da água. Ryuuzaki deu de ombros.
– Se houvesse acontecido algo relevante eles já teriam nos procurado. Kira está em uma espécie de calmaria, provavelmente está querendo que nos concentremos menos no caso, para então voltar com toda a força, pegando-nos de surpresa... – Disse ele. Então comeu mais umas garfadas do bolo. Olhei satisfeito enquanto ele mastigava, sujando os lábios de glacê e os lambendo, sem notar nada de errado com o alimento... – Raito-kun? – Ele chamou minha atenção, parando um pouco de comer. Dei um sorriso nervoso.
– Me desculpe, Ryuuzaki. É que... seus lábios estavam prendendo minha atenção. – Expliquei. E só então percebi o que havia acabado de falar. Enrubesci ferozmente, desviando os olhos do dele, o coração batendo um pouco mais rápido que o normal. Estava se tornando um saco as reações estranhas de meu corpo nos últimos dias. Eu nunca fui assim, o que acontecia agora?
Eu ainda estava com os olhos baixos tentando disfarçar a vergonha quando senti que alguém me abraçava por trás, encaixando a cabeça na curva de meu pescoço e deslizando os braços por meu tórax.
– R-ryuuzaki? – Gaguejei olhando levemente para o lado, dando de cara com o rosto pálido do outro. Senti minha pulsação acelerar novamente. Nossos lábios estavam tão próximos... Mas por que diabos eu estava nervoso com essa simples proximidade? Nós já havíamos transado. Isso não era nada.
Os olhos negros do rapaz me prenderam e eu fiquei sem fala. Ele aproximou o rosto do meu lentamente e então juntou os lábios aos meus. Mas, bem, ele acabara de tomar o bolo embebido com o sonífero, seria certo beijá-lo? Logo concluí que sim. Não haveria quantidade suficiente para surtir efeito em mim.
Então abri os lábios, sentindo a língua de L deslizar de encontro a minha, indo explorar minha boca, no calor de seu beijo. Calma, Raito, poucos minutos e surtirá efeito.
Paramos o beijo por falta de ar e achei que então ele iria voltar para a cama, mas não. L beijou minha nuca demoradamente, dando então um chupão que deixaria mais marcas onde já havia tantas. Senti as mãos do detetive abrindo minha camisa com habilidade, mesmo que ele não estivesse vendo o que fazia.
– Ry-ryuzaki? – Murmurei quando senti as mãos do detetive brincando com meu mamilo, enquanto seus lábios e sua língua arrepiavam minha pele, acariciando meu pescoço. – Ryuuzaki! – Gemi. A mão dele estava sobre meu órgão e, mesmo sobre a calça aquilo era... – Ah! – Gemi ainda mais alto ao sentir as mãos dele por baixo da boxer, massageando o membro já inteiramente rijo. Ele abaixou minhas calças com o meu auxílio e então ficou ajoelhado entre minhas pernas, me olhando com um sorriso. L ficava realmente bonito sorrindo, deveria fazer isso mais vezes...
– Suas bochechas ainda estão vermelhinhas. 30% de chances de que esteja envergonhado... mas, não acho que seja isso. – Disse. Eu já havia perdido parte da tensão quando ela voltou com toda força. Os lábios do detetive estavam em meu membro, lambendo demoradamente sua glande, ele começou a abocanhar, mas parou, voltou a lamber, soltei um gemido, ele então chupou levemente a cabeça, mas parou, voltou a lamber, me provocando mais ainda, finalmente pensei que ele faria, mas o detetive começou a lamber novamente...
– Aaah, L! Por favor! – Gritei quando não aguentava mais de desejo. O detetive soltou uma leve risada.
– Apressado. – Zombou. E então abocanhou o órgão, colocando o máximo que podia na boca. Movimentou a cabeça levemente, fazendo movimentos de sucções. Mas eu queria mais, queria ainda mais, L estava muito lento. Eu estava louco de desejo.
Me abaixei tirando Ryuuzaki de seu posto, ele me olhou surpreso. Dei uma leve risada e então avancei no moreno, fazendo-o deitar na cama. Beijei seu corpo magro e bem definido enquanto o provocava com a mão em seu pênis.
– Aaah, Ra-raito...! – Ele soltou um gemido alto e abafado se contorcendo de prazer com meu simples toque. Meu Deus, havíamos acabado de transar, de onde vinha tanto desejo?! E o pior é que a mesma merda de desejo me atingia... eu realmente amava ouvi-lo gemer meu nome. Nisso eu não menti.
Lambi a barriga do detetive, sentindo meu pênis latejar. Tirei a calça e a boxer de L e comecei a masturbá-lo, mas o detetive estranhamente parou de gemer. Olhei para cima sem entender, ele não estava gostando? Mas então vi que ele estava um pouco zonzo.
– Tudo bem com você, Ryuuzaki? – Indaguei, sínico. Ele me olhou por longos segundos, até me deixar desconcertado. – O que foi, detetive?
– Raito... havia algo no bolo? – Perguntou ele. Senti meu coração afundar no peito. A voz de L mostrava tanta mágoa e aquilo mexeu comigo de tal maneira. Eu tinha que controlar o sentimento horrível que sentia, tinha que me manter atuando...
– No bolo...? Ryuuzaki, é claro que não! – Eu disse me fazendo de magoado. Então botei um olhar preocupado no rosto. – Você não parece bem, L. Quer que eu busque alguma coisa?
– Eu realmente pensei, Raito... Pensei que estivesse falando a verdade. – Murmurou já perdendo a consciência. Lágrimas se formaram nos meus olhos. Não! Ele não podia pensar que fora tudo mentira, não podia simplesmente... Limpei com violência as lágrimas que caíam. Que porra eu estava pensando? Fora tudo mentira sim, ele estava certo em pensar isso. Eu devia estar feliz, afinal venci mais uma vez. Só que não adiantava. O tom que L usou, tão horrivelmente ferido... será que ele estava realmente se entregando a isso? Mais lágrimas caindo.
– Raito? – Ouvi a voz de Ryuuku. – Que merda está fazendo? Você conseguiu apagar o detetive, está esperando o quê para agir? – Tentei o ignorar. Ele deu uma leve risada. – Ah, então está arrependido? É o Raito e o Kira tendo um conflito, aí? – Zombou. Aquele shinigami estava se saindo um verdadeiro saco. Será que não cansava de usar suas ironias de merda?
– Cala essa boca, Ryuuku. – Mandei ríspido. Limpei as lágrimas e soltei o ar, me acalmando. Pois bem, eu estava no quarto de L, com ele fora de circulação.
Me levantei dali e levantei as calças, escondendo meu membro que ainda estava rijo. Caralho, eu não conseguiria procurar nada assim.
– Me dê licença, Ryuuku, ou terá que presenciar uma cena nem um pouco agradável. – Avisei. Então me sentei em uma cadeira.
Abaixei as calças novamente. Olhei para Ryuuku, só que ele não estava mais lá. Coloquei uma mão em redor do órgão e então comecei a movimentá-la velozmente... Estranhamente na minha mente vieram os olhos do detetive, seu abdômen branco e magro, seus lábios sempre adocicados...
Um gemido saiu do âmago de meu ser.
– R-ryuuzaki...!
***
Eu havia procurado por todo o lugar, mas parecia que ele não guardava nada que me fosse útil no quarto. Eu estava cansado de revirar aquele quarto, e o L poderia acordar a qualquer momento.
– Ei, Raito! Acho que você vai achar isso bem interessante. – Ouvi Ryuuku dizer. Fui até ele e vi que o shinigami segurava um pedaço de papel.
– O que é isso? – Perguntei olhando-o nos olhos.
– Uma carta. – Afirmou. Meu semblante se iluminou.
– Me dê isso Ryuuku!
Quem havia escrito a carta fora alguém chamado Nate River, a carta fora escrita para...
L. Lawliet.
Notas finais
Espero que tenham gostado, se acharam algo ruim me avisem :)
Kissus ♥
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