Pandora

9 Pumpkin Juice


Notas iniciais
Olá minhas lindas!! Nem demorei tanto assim nesse capítulo, não? Boa Leitura ;)

Fred! Eu não vou sem você!

— Vá! Fuja e me encontre!

O som de passos.

Eu estava presa dentro de uma cela, apenas esperando. O ar estava abafado e úmido; minhas mãos esfregavam-se no meu braço, numa tentativa inútil de aquecimento. Estava sempre muito frio.

— Bom dia, flor do sol — zombou o homem de preto que me encarava de fora da cela. — Café da manhã na cama.

Um pedaço de bacon e água. Eu não podia bebê-la, mas estava com tanta sede! Assim que terminei, Fred olhou para mim.

— Eu não quero que morra aqui, Carter. Eu vou arranjar uma maneira.

"Fuja. Vá."

"Fuja e me encontre."

"Vá!"

De novo eu tive um pesadelo com ele. Quando eu não sonhava com o ruivo, eu sonhava com o homem que destruiu a casa dos Weasley. Eu não gostava de nenhum dos dois e só queria uma noite de paz.

Eu havia acordado suada com o coração à mil, como sempre. Tomei banho rapidamente e saí. Eram cinco da manhã, por isso Hogwarts ainda estava vazia. Eu queria um pedaço de bacon, mas eu fiquei pensando no pesadelo e acabei pegando uma panqueca. Era terça, então eu já estava preparada para a aula de defesa contra a arte das trevas.

Enquanto o tempo não passava, me afastei do campo de vista de Hogwarts para treinar os meus poderes. Eu conseguia transformar uma pequena plantinha em uma árvore, o que me dizia que meu poder não era tão ruim assim. Podia fazer boas coisas pelo mundo. Eu havia notado que quando fazia um feitiço com a mente, me sentia cansada tanto mentalmente como fisicamente.

Me encostei na árvore, tonta. Eu acreditava que esse cansaço pararia com o tempo, então continuava sempre treinando mais e mais, embora me sentisse cansada duas vezes mais rápido que o último treinamento. Havia notado que também não precisava pensar no feitiço: só precisava pensar no que queria. Se eu quisesse criar uma labareda de fogo, eu só precisava pensar em como a ponta do fogo na minha pele parecia como um beliscão, as cores amareladas, vermelhas, laranjas e azuis misturadas. Mas eu tinha que manter as aparências e usar a varinha na frente das outras pessoas, então às vezes recitava um feitiço em voz alta.

Voltei cambaleante para dentro do castelo e tropecei algumas vezes, mas entrei na classe e dormi até a aula começar.

***

Após as aulas, eu e Nick fomos até a sala precisa e eu treinei um pouco. Ele sabia que isso me fazia ficar tonta, então estava sempre me segurando quando tropeçava. Quando saímos de lá, eu tropecei e quase ia caindo no chão quando James apareceu do nada e me segurou. Me carregou nos braços, já que eu não estava bem o suficiente para ficar de pé. Olhei para o lado e sabia que estava começando a alucinar, pois podia jurar que havia me visto de pé, espiando de longe.

— Carter! — James chamou a minha atenção, pondo cuidadosamente a mão que se apoiava nas minhas costas na minha nuca. — Você está com febre. Vou te levar para a enfermaria.

— James, eu estou ótima... — e apaguei. Simples assim.

Quando acordei, eu estava em uma cama da enfermaria, tinha certeza. Mas não abri os olhos, pois queria ouvir a conversa entre James e Nick:

— Escute, Sullivan. Eu te avisei que se continuasse assim, ela acabaria assim: esgotada, tonta. É seu trabalho como melhor amigo para sempre fazer com que ela se sinta melhor. Mas você continua a apoiando para treinar. Veja como ela está cansada: mal consegue se sustentar nos próprios pés!

— Me escute você, Potter. Ela quer fazer isso e se eu não a apoiasse, Carter faria sem mim e poderia ser bem pior. Pelo menos eu fico ao lado dela, cuidando e protegendo. A única coisa que você está fazendo com ela é machucar! Fica brincando com seus sentimentos e logo em seguida corre para a Dominique!

— Eu...

— Acho bom você ficar bem longe dela até decidir o que você quer.

Um suspiro e passos pesados para fora da ala hospitalar. Eu mal havia processado o que havia acabado de escutar quando Nick se pronunciou:

— Carter, eu sei que você está acordada.

Prendi a respiração e me senti corar. Abri os olhos, observando-o. Ele respirava pesado e eu nunca o tinha visto daquele jeito: parecia até que queria socar alguém. O meu Nick nunca foi assim. Mesmo com raiva, o máximo que fez foi ficar sério. Eu admito que fiquei com um pouco de medo.

— Oi.

— Oi.

— Nick...

— Olha, me desculpa pelo que você ouviu. Mas eu estava certo. A única coisa que Potter está fazendo é te entristecer, eu consigo ver o quão magoada você fica ao vê-lo com aquela vaca loira.

Fiquei em silêncio.

Algumas horas depois, eu tive permissão para ir embora, já que a febre havia passado. Fui jantar e várias pessoas vieram me perguntar se eu estava bem. Eu as acalmei e observei a mesa da Grifinória, mas ele não estava lá. Nem Dominique. Suspirei, perdendo o apetite. Mas mesmo assim eu me forcei a comer um pedaço de bife e purê de batata para não parecer tão destruída. Nick chegou ao meu lado e parecia sério.

Sammy apareceu na minha frente. Suas feições estavam cansadas, derrotadas, e estava com cara de quem queria chorar.

— Com licença, Nick. Eu já volto. Sam, vamos passear um instante?

Ele agarrou a minha mão e fomos para dentro do salão comunal da Sonserina. Ninguém me incomodava lá, então eu podia conversar com ele normalmente.

— Sammy, o que aconteceu?

— Lê comigo?

— C-claro. Em que parte estávamos?

— A Sandy estava deixando o Billy para ir pra casa.

— Tem certeza? Eu achava que estávamos mais atrás...

LEIA! — ele me agarrou, me fazendo perder o fôlego.

— Certo, Sammy. Calma, eu estou aqui. Eu não vou te deixar. Você é o meu irmãozinho.

E eu comecei a ler.

"A tão corajosa Sandy, com seu coração enorme e tão pouco medo estava indo embora. Por quê? Ela dizia que não podia mais fugir de sua casa. Seus pais a amavam demais para a deixarem ir e ela começava a perceber que o mundo girava. Logo, eles ficariam velhinhos e não teriam ninguém. O pequeno Billy ainda não entendia aquilo.

— Eu sei que você não quer ficar sozinho, Billy. E você não está. As estrelas o acompanharão e guiarão até a sua última aventura. Não se preocupe comigo, eu estarei bem."

Sammy dormiu. Ele apagou me abraçando, mas eu consegui me desvencilhar. Beijei sua bochecha e sussurrei um "boa noite". Quase ninguém o conhecia, então os sonserinos provavelmente pensariam que ele é de sua casa. Voltei para o salão principal e terminei a minha refeição. O suco de abóbora estava com um gosto diferente, mas eu tomei aquilo como um sintoma por causa da febre que tive. Eu nunca havia ficado doente. Pelo menos, não depois de acordar no St. Mungos.

Quando saí do Salão, minha cabeça girava. Eu tive dificuldades de focar meu olhar em algum local. A minha vontade era de vomitar ali mesmo, no corredor, mas não queria chamar atenção. As pessoas passavam por mim e eu não conseguia entender o que falavam. Andei cambaleante por alguns metros e não consegui mais continuar.

O corredor estava vazio. Para onde é que eu tinha ido? Tossi e estava começando a respirar pesado. Minhas forças estavam se esgotando inexplicavelmente.

O que estava acontecendo? Eu não havia praticado mais naquela noite e só estaria assim se tivesse sido...

Drogada.

O suco de abóbora!

O mundo estava girando. Me encostei na parede e vi uma sombra vindo na minha direção. Ah meu Deus, eu ia morrer. Eu ia morrer! Eu estava morrendo de frio (que inconveniente!), parecia que todo o calor do meu corpo havia se esvaido.

— Socorro — sussurrei baixinho. Mas eu sabia que não viria socorro. Eu me abaixei e fiquei sentada enquanto a pessoa me agarrava e me levava para fora do castelo. Eu não sentia mais o meu corpo e meus olhos estavam pesados. Com a grande sorte que eu tinha, era pleno Dezembro e a neve cobria cada pedacinho de terra que tentasse escapar. O seu estava nublado, logo nevaria.

— James... — foi a única palavra que pronunciei. Queria que ele estivesse ali comigo.

Entramos dentro da floresta proibida e eu apaguei.

Notas finais
E então, guys? A Carter está bem ferrada agora, não? Quem será que drogou ela? Curiosas(os)? Eu só vou postar o próximo capítulo quando tiver no mínimo TRÊS COMENTÁRIOS! Beijos!!