Pandemonium

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Dedico esse capítulo á meus amigos Lorena e Luke. Que me incentivaram á postar essa história.

Era domingo, por volta de 11h, quando a reunião começou. Havia, pelo menos, dez representantes oficiais do exército, que estavam sentados em volta de uma mesa, aguardando a chegada do Presidente Harley. Não demorou muito para que ele chegasse, e se sentasse. O presidente era um homem alto e corpulento. Tinha os cabelos grisalhos, e cicatrizes espalhadas por todo o corpo. A cor dos olhos era difícil de saber, pois ele sempre usava óculos escuros, não importava a hora. Estava fumando seu charuto, e olhando fixamente em um ponto distante.

– Esse ano, iremos selecionar os nossos participantes, da mesma forma que selecionamos todos os anos. Quero que cada representante vá, juntamente com seu exército, para uma escola qualquer. Dez representantes. Dez escolas. Quero que vocês façam os jogos de seleção. – Todos permaneceram em silêncio. – Vocês deixarão armas para os alunos, e darão as respectivas instruções. Quero apenas dois sobreviventes. Vocês sairão daqui, amanhã ás 8 horas. O sinal de aviso toca ás 9 horas. Á partir daí, os alunos poderão começar. Vejo vocês amanhã. Boa noite. – O presidente se retirou da sala, deixando apenas o silêncio e o cheiro de fumaça deixado pelo seu charuto.

No dia seguinte, todos os representantes estavam na base militar principal, junto com seus exércitos, esperando para embarcar nos aviões. Eles deveriam embarcar ás 8 horas. Faltavam apenas 10 minutos. Todos embarcaram nos aviões, e se prepararam para a viagem.

No meio de todos aqueles homens, havia uma mulher. Loretta era uma dos dez representantes oficiais. Era branca como a neve, tinha os cabelos curtos e negros. Era uma mulher totalmente perigosa. Gostava de torturar os homens do seu exército para prepara-los para a guerra. Mas ela se divertia. Ela gostava de torturar. Divertia-se ao matar as pessoas. Ela estava usando uma camiseta branca e um short camuflado. Seus cabelos estavam cobertos por uma touca preta. Se não fosse pela metralhadora que carregava em sua mão, ela seria o tipo de garota pela qual os homens facilmente se apaixonariam.

Em menos de uma hora, o avião já havia chegado na base 9. O avião pousou na escola mais próxima. O exército todo desceu, e enquanto descarregavam as armas do avião, Loren se dirigia á sala da diretoria. Ela entrou rapidamente na sala e disparou uma sequencia de tiros em uma mulher que estava falando no telefone. Tirou-a da cadeira, com um chute, e se sentou no lugar dela. Loretta verificou o relógio. Faltavam exatamente 1 minuto, para que tudo começasse. Pegou o microfone que estava na mesa e começou a falar:

– Bom dia! Como vão as crianças hoje? Bem? Não por muito tempo. O inferno de vocês começará daqui a pouco, então se preparem. Assim que o sinal tocar, vocês deverão se dirigir ao campo de treinamento. Lá haverá diferentes tipos de armas. Escolham qualquer uma, e lutem pelas suas próprias vidas. Só queremos dois sobreviventes. O pandemonium começará em 15 segundos. Boa sorte!

Loretta voltou ao avião, que decolou rapidamente. Olhando pra baixo, ela pôde ver. O pandemonium havia começado.

As primeiras crianças á saírem, fora as menores, que deviam ter por volta de 8 anos e ficavam no andar de baixo, mais próximo do campo de treinamento. Não demorou muito para que elas escolhessem suas armas, afinal, todos já estavam familiarizados. O massacre começou imediatamente, e em poucos segundos, já havia muitas crianças mortas.

Entre as que sobreviveram, estava Tina. Ela tinha 7 anos. Era de origem japonesa. Sua família veio para Pandora, para tentar sobreviver durante o período apocalíptico. Os cabelos eram negros. Os olhos eram grandes, da cor de um pedaço de carvão. Tinha a boca pequena. O cabelo estava partido ao meio, por duas tranças, e na ponta de cada uma, usava uma fita vermelha. Ela já havia treinado para esse momento. Assim que o sinal tocasse, ela devia apenas esperar o “massacre”. Isso geralmente acontecia na escolha das armas, era onde uma grande parte das pessoas morria. Após isso acontecer, ela deveria pegar duas armas carregadas, uma pra ela, e um para seu irmão, Luke. Então correria para os dormitórios, e esperaria que seu irmão chegasse ali, vivo.

Tina fez o que devia fazer. Passou por toda aquela pilha de mortos, e sorrateiramente, pegou duas armas. Foi correndo em direção ao dormitório. O desespero foi tomando conta. Ela já respirava ofegantemente. Seus olhos expressavam espanto. Ela sabia que não deveria chorar, tinha que se mostrar forte. Chegou ao quarto de número 5, e esperou por seu irmão. Após alguns segundos, começou o tiroteio. Tina estava espiando pela greta da janela. Até então, nada. A área de dormitório estava vazia. Não havia ninguém ali, além dela. Acho que ninguém queria tirar um cochilo antes da morte.

Depois de alguns minutos, Tina avistou seu irmão. Ele estava com uma das pernas sangrando. Estava desesperado. Tentava correr, mas não conseguia. Sua perna não deixava. Ela precisava ajuda-lo.

Ela correu para porta e tropeçou em um pequeno degrau. Caída no chão, pôde ver seu irmão tomando dois tiros na cabeça.