PanaPaná

3 Capítulo 3 - PanaPaná.


Notas iniciais
Boa leitura

Depois de se acomodarem em seus quartos, eles tomaram banho, jantaram e foram conversar sentados a beira da fogueira. O avô de Alicia deixou para começar as atividades no outro dia, bem cedo.

– Meninos e meninas, eu já vou dormir. Amanhã nós começamos as atividades, boa noite!

''Boa noite''. Disseram todos.

Sr. Campos foi para o quarto deixando os alunos da Escola Mundial a sós.

– Daniel, troca de lugar comigo? — Perguntou Valéria.

– Por quê? — Questionou o mais certinho da classe.

– Porque eu quero ficar perto do Davizinho. — Respondeu Valéria.

Daniel trocou de lugar com a menina e agora ele estava sentado entre MaJo e Margarida, porém nem tudo são flores... ele estava sendo obrigado a suportar Jorge com o braço em volta da patricinha. Margarida que já teve uma quedinha pelo garoto não demorou pra puxar assunto.

– Aqui é muito bonito não é, Dan? — Perguntou a garota.

– É sim! Tô louco pra começar a gincana. — Daniel respondeu simpático.

– Pena que eu não fiquei na sua equipe! — Lamentou-se Margarida.

– Ué, por quê? — Perguntou Daniel sem entender.

– Simples, você é o garoto mais inteligente da turma... e o mais bonito também. — Esclareceu a garota.

– Obrigado Margarida! Eu acho você muito bonita também. — Falou Daniel envergonhado.

Margarida apenas sorriu como resposta.

MaJo escutou a conversa e sentiu uma raivinha gratuita de Daniel e Margarida. As conversas paralelas não conseguiam abafar a melodia que vinha do violão de Jaime.

– O seu avô é muito maneiro, Alicia. — Paulo puxou conversa com a amiga.

– Valeu Paulo! — Falou Alicia.

A menina sentiu raiva ao sentir o coração bater mais forte. Isso sempre acontecia quando ela e Paulo se falavam. A verdade é que ao mesmo tempo que os dois são muito diferentes eles são muito parecidos. É claro que, cabeças-duras como são, nunca iriam aceitar o fato de que nasceram um para o outro.

– MaJo , canta com a gente. — Mário convidou.

Quando você chega na classe
Nem sabe
Quanta diferença que faz
E às vezes
Faço que não vejo e nem ligo
E finjo, ser distraída demais

A menina começou a cantar contagiando a todos com a sua voz angelical. Enquanto cantou esse trecho da musica, MaJo não pôde deixar de olhar pra Daniel.

Quantas vezes te desenhei
Mas não consigo
Ver o teu sorriso no fim
Te sigo
Caminhando pelo recreio
Quem sabe
Você tropeça em mim

Todos se juntaram para cantar o refrão.

Se enamora
Quem vê você chegar com tantas cores
E vê você passar perto das flores
Parece que elas querem te roubar

Se enamora
Quem vê você chegar com tantos sonhos
E os olhos tão ligados nesses sonhos
Tesouros de um amor que vai chegar

A menina voltou a cantar.

Quando toca o despertador
De manhãzinha
Me levanto e vou me arrumar
E vejo
A felicidade no espelho
Sorrindo
Claro que vou te encontrar

Fico só pensando em você
E juro
Que vou te tirar pra dançar
Um dia
Mas uma canção é tão pouco
Nem cabe
Tudo que eu quero falar

Depois todos voltaram a cantar o refrão.

E assim, cantando e conversando eles nem viram o tempo passar...

...

Quando o relógio marcou cinco horas em ponto o Sr. Campos entrou no quarto das meninas e as acordou.

– ACORDANDO MENINADA!

As meninas levantaram apesar do sono e deram bom dia ao avô de Alicia.

– Espero que estejam preparadas para muitas brincadeiras! Enquanto vocês se arrumam eu vou tentar acordar os meninos. — Disse o Sr. Campos.

''NÃO'' — Gritaram as meninas.

– Deixa que a gente faz isso, vô! Não se preocupa. — Disse Alicia.

– Tá bom então! — Disse o Sr. Campos já se retirando do quarto.

– Qual é o plano? — Perguntou Marcelina.

No quarto dos cuecas, todos dormiam tranquilamente.

– Não pode ser nada muito sério! — Valéria falou.

– Não quer machucar o Davizinho. — Debochou MaJo.

Valéria apenas deu língua para a amiga.

– Ninguém mandou os meninos terem sono de pedra. — Alicia falou.

– E é sempre bom aprontar com os meninos. — Marcelina disse com um sorriso no rosto.

As meninas pegaram baldes cheios de água e seguiram para o quarto dos meninos. Ao chegarem lá, abriram a porta com cuidado e cada uma se dirigiu a um dos meninos.

– Foi mal, Davizinho! — Sussurrou Valéria.

Os meninos receberam um balde de água fria, literalmente.
Todos acordaram assustados.

– Vai ter volta! — Prometeu Paulo para Alicia.

– Nossa que medinho! — A garota desdenhou e fez ''biquinho.''

– Continua com esse biquinho e vai receber um beijinho. — Paulo falou em um tom brincalhão.

– Me erra garoto! — Alicia falou e jogou o balde, agora já sem água no garoto que tentou se defender com as mãos.

Notas finais
Espero que tenham gostado, até a próxima!