PanaPaná
4 Capítulo 4 - Beijo roubado.
Notas iniciais
Depois da pegadinha que as meninas armaram para os meninos, todos se arrumaram e foram ao encontro do Sr. Campos.
– Finalmente! Pensei que tinham caído no sono. — Disse ele com um tom de humor. — Agora que vocês já tem as equipes definidas, eu vou dizer a primeira prova.
A prova seria a seguinte: eles teriam que procurar um mapa que estava escondido em algum lugar no enorme acampamento. Quem achar primeiro deve entregar a líder da sua equipe.
Antes mesmo do Sr. Campos dar inicio a prova todos saíram correndo em busca do tal mapa.
O acampamento era enorme, achar aquele mapa realmente não seria fácil.
A equipe laranja, liderada por Paulo, encontrava outra certa dificuldade. MaJo não estava com um sapato apropriado para entrar na mata.
– Querem ir mais devagar! — Pediu a garota.
– Ninguém mandou vir de sandália pro meio do mato, Quiquina! — Falou Paulo com deboche.
– Queridinho, uma Medsen não pode ir pra nenhum lugar desarrumada! Mesmo que seja pro meio do mato. — Retrucou a garota.
– Maria Joaquina, se você quiser alguma coisa é só falar! — Disse Cirilo.
– Queria muito o meu protetor labial que eu esqueci no acampamento. — Falou a garota.
– Partiu! — Gritou Cirilo já ameaçando a voltar pro acampamento.
Porém, Paulo o impediu.
– Fica na sua, chocolate! Vamos nos concentrar porque eu quero ganhar essa prova. Não nasci pra perder! — Disse o garoto com sede de vitória.
– Nisso eu tenho que concordar com você, também não quero perder! — Falou MaJo.
– Então vamos logo! — Davi falou.
Eles seguiram em busca do mapa.
A equipe azul liderada por Daniel também seguia procurando pelo mapa.
– Alicia, você é a que mais conhece esse acampamento. Não desconfia de nenhum lugar que seu avô possa ter escondido o mapa? — Perguntou Daniel.
– Olha, se a gente seguir em frente vamos achar um lago e perto dele tem uma casinha... — Alicia respondeu.
– Pode ser que ele tenham escondido por lá. — Marcelina opinou.
– Pode ser. Disse Daniel. — Mas pra gente não perder muito tempo é melhor nos separarmos.
– Você acha? — Valéria perguntou.
– Sim, pode ser que esteja pra lá e pode ser que não. Vamos nos dividir e nos encontramos aqui mesmo. — Daniel falou.
– Ok. — Todos disseram e cada um foi para um lado.
A equipe laranja parece ter tido a mesma ideia, pois a equipe já estava toda espalhada pela mata.
Com o ''espalhamento'' houve encontros entre laranja e azul.
– Desiste Margarida, quem vai ganhar somos nós. — Disse Jorge com o ar de superior ao encontrar Margarida no meio do caminho.
– Isso é o que nós vamos ver! — Desafiou a garota.
Eles seguiram procurando atentamente cada um de um lado.
Quando a equipe azul decidiu se separar, Alicia resolveu continuar seguindo até a tal ''casinha''.
Maria Joaquina, por sua vez, detestou a ideia de ficar sozinha pela mata a fora. Até Cirilo que sempre ficou atras dela, a deixou pra trás. A menina também sentia dificuldade de andar por conta das sandálias.
– Foi uma péssima ideia.- Disse a garota e depois de sentou num banquinho de madeira improvisado que havia perto das árvores.
– MaJo?
– Oi Dan! — Falou a garota.
– Cansou de procurar pelo mapa? — Perguntou o garoto.
– Essas sandálias não são muita apropriadas pra isso. — Falou a garota rindo timidamente.
– Percebe-se. — O garoto também riu.
– Mas são a ultima moda em Paris. — Disse a menina olhando para as sandálias.
Se ela olhasse pra Daniel, o garoto com certeza iria notar suas bochechas avermelhadas. Sempre foi assim, quando estava conversando com Daniel sua bochechas coravam na hora.
– Eu vou continuar procurando apesar de todo esse calor que tá fazendo. Acho que não demora muito pra chover.
– Vira essa boca pra lá, não basta meus pés que estão doendo ainda ter que aguentar chuva vai ser de mais pra mim! — Falou a garota assustada.
– Apesar de sermos de equipes diferentes, que tal irmos procurar juntos? — Propôs Daniel.
– Tá, mais mesmo se você achar o mapa é meu! — Brincou a garota.
Eles saíram procurando juntos.
Houve outros encontros pelo meio do caminho: Adriano e Laura, Carmem e Jaime... e também, Marcelina e Mário.
– Nem sinal do mapa. — Marcelina falou quando viu o colega de equipe.
– Realmente tá complicado, já sai olhando debaixo de tudo e não encontr...
Mário ia terminar a frase quando Marcelina gritou e o abraçou.
– MOSQUITO, MOSQUITO VENENOSO! SOCORRO, VOU MORRER! — Gritava a menina.
– Marcelina, quer parar de chilique? tá parecendo cosplay da Majo! O mosquito que deve tá com medo de você. — Mário falou.
O garoto tava um pouco nervoso, a menina tava com o rosto ''afundado'' em seu pescoço e ele a abraçou para tentar acalma-lá. Enquanto isso, não pôde deixar de pensar que se o irmão dela, o Paulo, seu melhor amigo, os pegassem naquela situação, ele poderia se considerar morto.
Por falar em Paulo... o garoto também acabou se encontrando com alguém.
– Lilica. — Falou o garoto com um tom malicioso.
A menina que estava de costas se virou rapidamente.
– Que susto, Paulo! E que merda de apelido é esse? — A garota foi ríspida.
– Olha a boca suja, tenho certeza que se o Sr. Campos escutasse a netinha dele falando isso não ia gostar! — O tom malicioso deu lugar ao de deboche.
Seja malicioso ou debochado, Alicia detestava tudo o que vinha de Paulo (ou não,né? haha).
– E quanto ao Lilica, é um apelidinho carinhoso que eu inventei pra você. — Explicou o garoto.
– Quer dizer que o senhor Guerra passa o tempo dele inventando apelido pra mim, é? — Provocou a garota.
– Claro que sim, Lilica.
– Pena que eu tô nem ai. — Alicia deu o fora, empurrou o garoto e saiu andando.
– É de agressividade que eu gosto! — Afirmou o garoto rindo.
– Sadomasoquista! — Disse Alicia sem olhar pra trás.
Já tinha passado pelo menos 30 minutos e nada deles encontrarem o mapa, os unicos que estavam perto dele era o casal Paulo e Lilica (POV Alicia: casal? onde você tá vendo casal? E Lilica é a vovozinha!)...voltando... e Daniel parece que estava prevendo o futuro pois o tempo começou a fechar.
– Daniel, parece que você tem razão. Vai começar a chover e nenhum de nós achou o mapa... — MaJo falou com um tom de voz irritado.
– Verdade, acho melhor a gente voltar. Espero que alguém da minha equipe ache. — Falou Daniel.
– Digo o mesmo pra minha equipe.
Paulo e Lili...digo, Alicia, finalmente avistaram uma casa e perto dela um lago. Eles se olharam e saíram correndo em direção a casa.
Se o Daniel é o mais inteligente da classe, Alicia e Paulo são os mais espertos. Eles tinham a certeza que o mapa estava ali, e é claro que um não ia ceder para o outro.
– Sai daqui, Paulo. — Alicia tentava puxar o garoto.
– Nossa Lilica, como você é fraquinha. — Disse Paulo que não saía do lugar.
A garota não sabia se havia ficado mais irritada pelo apelido ou por ele ter a chamado de fraca.
– Quem manda você ser gordo. — A menina provocou.
– Não é isso que as meninas lá da escola falam. — Provoucou o garoto.
– Ah claro, suas periguetes! — A menina respondeu visivelmente irritada.
– Não precisa ficar com ciumes, você é a unica que tem lugar no meu coração. — Disse Paulo com um tom de brincadeira (porém toda brincadeira tem um toque de verdade. (POV PAULO: não tem nada!) POV Autora: se continuarem se metendo, rebaixo vocês a personagens secundários!)
– Deixa de ser ridiculo, garoto!
Os dois continuaram desvendando a casa atrás do mapa.
A chuva começou a cair. Uma chuva muito forte.
Eles procuravam se abrigar do jeito que podiam. Exceto, Paulo e Alicia que estava dentro da casa.
– Droga! — Reclamou Majo.
Ela e Daniel resolveram correr para procurar abrigo porém não deu muito certo pois MaJo acabou torcendo o pé.
A menina gritava de dor e Daniel ficou sem saber o que fazer.
Na guerra entre Alicia e Paulo, a menina levou a melhor. Ela encontrou o mapa e saiu correndo da casa, sem se importar com a chuva. O irmão de Marcelina que não era bobo, percebeu e saiu correndo atrás da garota.
Pra não molhar o mapa, Alicia o colocou no seu sutiã. Não adiantaria muito porque a chuva tava aumentando e com certeza ela ficaria ensopada.
Não demorou muito pra Paulo alcançá-la. Ele a puxou pela cintura e com a grama molhada acabaram caindo.
– Sai de cima de mim! — Alicia falou.
– Me dá o mapa. — Pediu Paulo.
– Tá louco? Achei primeiro! — A garota dizia tentando sai debaixo dele.
– Se não me der, eu não tenho problema nenhum em pegar! — Outra vez o tom malicioso.
– Safado! — Foi o unico que ela conseguiu falar.
Houve uma pausa. Eles estavam completamente molhados e caídos na grama... os dois se encararam.
– Linda!
Paulo não perdeu tempo e a beijou, com vontade.
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