Paixão ou Amor?

2 Tarde de trabalho


Notas iniciais
Espero que apreciem.

Chegamos em casa mamãe vai preparar o almoço e eu subo pro meu quarto, tomo um belo banho demorado e visto um vestido azul clarinho.

Desço e vou pra cozinha e mamãe está preparando o almoço, penso no que falar e lembro da permissão que tenho de pedir a ela para ir fazer o trabalho na escola.

— Vamos comer hoje lasanha! Vou colocar pra esquentar, antes de sair eu deixei pronta! O que acha? Sei que você gosta! — ela diz sorrindo um pouco.

— Sim mamãe eu gosto! — digo dando um sorriso.

— Posso ajudar? — falo olhando a mesa.

— Sim pode, coloque os pratos. — ela fala colocando a travessa no forno.

Pego os pratos e talheres, e os coloco na mesa e vou preparar um suco de cupuaçu, termino de fazer e levo pra mesa.

Sento-me e ela olha para mim e fala:

— Suco!? — ela indaga.

— Sim mamãe é de cupuaçu.

— Tudo bem.

Ela se levanta vai em direção do fogao tira a lasanha e coloca em cima da mesa.

— Prontinho! — ela fala se sentando.

Começamos a comer e eu comecei a comer rápido porque estava morrendo de fome.

Aí me lembro do pedido, tomo um pouco de suco e tento tomar coragem para pedir a permissão.

— Mamãe? — digo baixo.

— Sim garotinha! — ela diz sem tirar os olhos do prato.

— Eu vou ter de ir de tarde na escola fazer uma pesquisa para um trabalho de escola. — digo um pouco rápido e meio enrolado.

Ela para de comer na hora me olha e deixa o garfo no prato, sinto minha mão suar de medo e nervosismo.

— Não! — ela fala me encarando.

— Mas mamãe eu só posso fazer lá, porque é lá que tem computadores para eu pesquisar.

Ela me olha por um bom tempo e diz:

— Tudo bem, que horas você vai lá? — ela recomeça a comer.

Fico impressionada por ela não insistir em não deixar eu ir, acho que fui bem comovente.

— Às 15:00! — respondo dando uma garfada na lasanha.

— Eu levo você lá mas não vou poder ir te pegar vai ter de vir só! Certo?

Me animei com aquelas palavras, ela raramente me deixava sair só.

— Certo!

Termino de comer me levanto e lavo meu prato. Subo pro quarto me deito e começo a ler... Me acordo com a batida da mamãe na porta, nossa peguei no sono tão rápido que o livro ainda estava em cima de mim.

— Carrie são 14:30 você não vai se arrumar? — ela pergunta do outro lado da porta.

— Sim já vou mamãe.

Me alegro com o pensamento que dali a meia hora eu veria o Tommy, que merda por que eu tenho esses pensamentos por ele?Será que estou gostando dele? Me levanto e vou para o banheiro, me olho no espelho e vejo um reflexo nada agradável. Meus cabelos meio arrepiados e minha cara patética com espinhas. Tomo o banho e coloco uma saia verde escuro e uma camisa azul escuro ponho a meia e o tênis, pego a minha mochila e desço a escada olho no relógio e faltava 10 minutos pras três horas, mamãe estava me esperando sentada no sofa.

— Já estou pronta mamãe!

— Vamos então.

Entramos no carro e no caminho vejo como está linda a tarde.

Nem percebi quando chegamos, foi tão rápido.

—Tchau mamãe! — digo saindo do carro.

— Tchau garotinha, tome cuidado e chegue antes de escurecer!

Ela vai embora e eu fico parada olhando e vejo que o carro do Tommy não está aqui, ele ainda não chegou.

Entro rápido na escola e como ele ainda não veio, vou pro meu lugar favorito e livre de qualquer pessoa.

Sento no banco de concreto e ele está frio, pego o trabalho de dentro da mochila e começo a ler as questões...

Estou lendo tranquilamente quando sinto uma mão no meu ombro.

— Haaaaa. — eu grito tão alto que os pássaros que estavam nas árvores vão embora.

— Calma sou eu! — Tommy diz se afastando e levantando a mão.

— Vo-você me assustou! — digo olhando pra ele.

— Desculpe! — ele fala me dando um sorriso.

— Tudo bem. Como me achou?

— Eu perguntei pra umas pessoas se ti viram aqui e elas disseram que sim só que não sabiam onde você estava, então comecei a procurar e vim aqui por que é tipo onde não vem ninguém e você não gosta de muitas pessoas te olhando.- ele fala como se estivesse contando uma piada, sorri e olha pra mim.

Fico observando a expressão do rosto dele e tentando discernir como ele não me olha como se eu fosse um monstro.

— Vamos fazer aqui ou lá dentro? — ele pergunta.

— Pode ser aqui? — eu peço.

— Pode sim. — ele olha ao redor.

— Senta aqui eu trouxe as folhas com os exercícios enormes.

— Ainda bem que hoje é sexta temos tempo de entregar, eu acho.

Fica um silêncio enquanto analiso as folhas em minha mão.

Quando olho para ele, minhas maçãs do rosto coram instantaneamente, o motivo? Ele estava me olhando como se nunca tivessem me visto e pelo seu olhar ele me causava arrepios e meu coração acelerou ainda mais. Tomo coragem e pergunto:

— Por que está me olhando assim?

— Não sei, simplesmente te admirando! — Com aquele comentário eu tive vontade de achar graça, será que eles achavam que eu era tão burra assim? Que cairia nessa? Olhei pra ele e disse:

— Você acha que sou burra?

— Porquê? — ele falou assustado.

— Nenhum garoto jamais falou que me admira e justo você falou isso! — digo com lágrimas nos olhos.

— Olha Carrie não sei do que você está falando! Eu te acho bonita, sempre achei! — ele disse tirando uma mecha de cabelo que insistia em ir para o meu rosto.

Com aquele toque eu senti um algo como um choque, se espalhar pelo meu corpo. E tento assimilar o que ele falou a pouco, ele me achava bonita? Mas e a namorada dele a super bonita e popular Sue Snell? Eu só podia estar sonhando que ele disse isso, olhei para seu rosto que esperava uma reação da minha parte e disse:

— Eu não acredito em você! Por que não diz isso a sua namorada em vez de a mim? Que sempre fui a esquisita a maluca e feia!- digo ríspida.

— A Sue? É verdade ela é bonita, mais ela é como as outras garotas que só pensam em maquiagem, cabelo e essas besteiras! E nós brigamos ontem exatamente por isso!- diz pensativo.

Voltei minha atenção ao trabalho, não acreditava em meus ouvidos ele disse que ela era "igual as outras". Será que Tommy Ross poderia ter algum sentimento por mim? Deixo as especulações de lado e digo:

— Olha acho melhor começarmos a resolver, por que são muitos e meio difíceis.- falo sem olhar pra ele.

— Tudo bem.- responde meio triste.

Fizemos uma página com muito esforço e ele ficou impressionado com minha habilidade com a matemática. Depois de terminarmos de escrever ele disse:

— Olha me desculpa se te chatiei com algo que falei, é que nunca tive uma conversa de verdade com você e muito menos falei pra alguém o que sinto sobre você Carrie! — do nada ele segura meu rosto com as duas mãos e aproxima nossas faces.

Eu não sabia o que fazer mas meu coração ameaçou sair pela boca, seus olhos se fecharam e foi aproximando nossos labios. Mas a centímetros de eles se colarem eu me afasto.

— E-eu.... tenho que ir.- digo gaguejando.

Coloco tudo na minha mochila e saio, quando estou pra entrar na escola sinto uma mão no meu braço.

— Carrie me desculpa eu não sei o que deu em mim!

— Eu tenho que ir. — digo me soltando e saindo.

Estou na rua andando e sinto uma raiva de mim mesma, do Tommy, de tudo. E de repente um hidrante na minha frente explode, jorrando água para todo lado. Olho assustada para o hidrante e penso como diabos isso aconteceu. As pessoas na rua começam a me olhar de um modo como se eu estivesse uma metralhadora apontando para elas. Acelero o passo e finalmente chego em casa era 18:00 e mamãe não estava em casa. Subo pro meu quarto e me jogo na cama e desato a chorar como uma criancinha. Ouço um barulho lá embaixo seguido de uma voz:

— Carrie já chegou?

Notas finais
O que acharam?