Paixão ou Amor?

3 Fazendo descobertas


Notas iniciais
Hey pudins! Como estão vocês? Aqui está mais um cap, espero que aprecie!

Ouço os passos cautelosos que mamãe sempre fez uso, subindo a escada. Limpo meu rosto que está molhado de lágrimas com uma toalha e sento na cama, os passos cessam na porta.
— Carrie? Já chegou?- ela fala baixo. Me levanto e vou em direção a porta, viro a maçaneta e quando abro a porta mamãe está com uma faca na mão.
— Haaaaa.
— Carrie!!! Você quase me fez te matar!!!
— Pra que a faca? — pergunto com os olhos arregalados.
— Eu ouvi barulhos aqui em cima e não escutei você responder quando chamei...
— Desculpa não ter respondido!
— Conseguiu fazer o trabalho?- estremeci diante do comentário.
— Sim uma página. São muitas e um pouco difíceis.
— Que bom que chegou na hora, você tá com fome?
— Sim mamãe.
— Tome um banho que eu vou preparar nossa janta.
— Tudo bem.
Ela desce a escada e eu vou pro banheiro, retiro aquelas malditas roupas pesadas do corpo magro e desajeitado que possuo e entro na banheira. Uma mistura de sentimentos me invade, raiva, medo, angústia, e tristeza.
De repente gotículas d'água dentro da banheira começa a subir como se tivessem invertido a gravidade, arregalo meus olhos e penso em gritar, mas do que adiantaria? Se mamãe visse me deixaria trancada naquele maldito quarto escuro. Me acalmo um pouco e tomo coragem para me mexer e tento tocar com a ponta dos dedos as gotas de água que incrivelmente subiam acima de mim, mas tenho uma surpresa; ao tentar tocá-las elas se afastavam de mim, balanço a minha mão e elas obedecendo meus movimentos se mexem, como se fossem cortinas se movendo ao comando do vento, repentinamente as gotas param de me obedecer e caem de volta na banheira.
Fico espantada com o que acabei de ver e me pergunto se estou tendo alucinações; não definitivamente isso não foi alucinação, eu senti algo, acho que posso chamar de energia o que fez aquelas gotas se moverem, como uma corrente elétrica passando pelo meu corpo, mas não tenho certeza, amanhã tenho que tentar reproduzir esse feito, se foi realmente eu que fiz isso. Me levanto da banheira e termino o banho, me enxugo com a toalha e visto um vestido bege clarinho que uso para dormi.
Desço e vou em direção a cozinha, mamãe está preparando uma sopa de legumes com carne como de costume, ela sempre gosta de fazer coisas leves para o jantar.
— Oi mamãe!
— Olá garotinha! Estou preparando uma sopa de legumes e carne. Enquanto eu preparo você pode arrumar a mesa por favor!?
— Sim.
Enquanto pego os pratos vejo um papel atrás de uns vidros de tempero, enfio minha mão lá e puxo, olho pro papel amassado que está em minhas mãos e percebo uma coisa: isso não é um papel qualquer e sim uma carta com o papel amarelado e as pontas comidas por traça, dando evidências de ser antigo.
Olho para mamãe e ela continua cuidando da sopa, rapidamente enfio a carta dentro do bolso do meu vestido e imagino o que estaria escrito naquele papel abarrotado.
Arrumo a mesa e me sento. Olho através da janela e o céu está preto como piche, e dá indícios de que uma tempestade está por vir. Olho no meu relógio e já vai dar 21:00, como o tempo voou desde de tarde.
Meus pensamentos voam até o momento onde o improvável e quase beijo aconteceu, me pergunto se aquela coisa que eu sinto pelo Tommy é o que sempre aquelas meninas metidas, populares e mimadas falam com suas amigas: Paixão. Mas isso é impossível! Mamãe diz que essa coisa que nós sentimos é o mal e que temos de nos livrar delas. Assim como esses travesseiroimundo, (*quem leu o livro sabe o que é, mas quem não sabe é seio ou peito) que me faz sentir vergonha.
— Garotinha?
— An? — nem estava percebendo que mamãe sentou na mesa e estava me falando algo.
— Estou falando com você.
— Desculpe, o que a senhora estava falando?
— Falei que se amanhã você pode limpar o quintal para mim?
— Sim mamãe.- Nada melhor do que limpar o quintal num sábado de manhã, pra variar.
Ela se levanta e pega a panela que está em cima do fogão, colocando-a na mesa.
Depois da refeição, subo pro meu quarto e escovo meus dentes depois me enfio debaixo das cobertas. Caía uma forte chuva lá fora e estava um frio congelante pego no sono...pesadelos...acordo
...durmo.
Acordo com o canto dos passarinhos que se alegravam por ter passado a chuva, me levanto da cama e não me alegro nem um pouco com o que terei de fazer. Tiro meu vestido e coloco uma blusa e um macacão por cima, amarro meu cabelo como um rabo de cavalo e desço.
— Vou sair garotinha, tenho que trabalhar hoje, volto só de noite. Vai ficar bem?
— Vou mamãe.
— Tudo bem.
Ela sai e fecha a porta atrás de si.
Vou até a cozinha e tomo café. Depois vou até o porão e pego uns equipamentos para limpar o quintal.
Saio no quintal e começo a puxar as folhas caídas quando sinto uma dor alucinante na cabeça, me sento no chão e olho ao redor tentando encontrar o que me atingiu e vejo que crianças estavam brincando na casa ao lado com baladeiras, tentando acertar passarinhos. Isso me dá tanta raiva, o que os pobres pássaros fizeram pra elas?
Me levanto do chão com raiva e sinto algo familiar, uma energia fluir pelo meu corpo. Tento direcionar essa energia para as pedras que as pestes estão lançando contra os passarinhos, estico minha mão e quando elas vão acertar eles, as pedras dão meia volta e acertam em cheio a cabeça dos moleques. Prendo o riso, mas não consigo, pela cara deles estão tentando entender como aquilo aconteceu, chamam as mães e em meio aos choros eles olham pra cima e apontam, acho que explicando o que aconteceu. Então ontem foi realmente eu que fiz as gotas de água levitarem. Fico feliz por fazer algo diferente, mas se as pessoas descobrissem elas não entenderiam! Se elas já não gostam de mim agora, imagina se descobrem que eu faço isso, são capazes de me matarem. É melhor eu não contar a ninguém.
Volto ao meu monótono trabalho, mas fico rindo lembrando da cena das crianças.
Meus braços doloridos reclamam do esforço de ter puxado tantas folhas. Quando termino de limpar tudo. Entro e vou preparar o almoço já era 12:00, tenho que fazer algo rápido. Lavo as mãos e coloco uns peito de frango para fritar, e também coloco arroz no fogo.
Me sento esperando aprontar. E me lembro que tenho que pesquisar sobre como faço coisas se moverem só com o pensamento.
Tiro tudo do fogo e começo a comer, termino e vou pro meu quarto. Deito na cama e pego o caderno com as folhas de trabalho, ainda bem que terminamos de fazer uma folha.
Droga! Nem lembrava que esse trabalho é em dupla e se eu entregar o trabalho só, o professor pode me dá zero por não fazer o que ele pediu.
E agora? Não sei onde o Tommy mora, para eu ir terminar de uma vez por todas esse maldito trabalho.
Coloco o caderno no chão e pego no sono.
Acordo com o som de algo derrapando e gritos animados.
Malditos! Já voltaram a ter rachas nas ruas.
Me levanto pego meu caderno e livros e vou na cozinha pegar um copo com água, depois vou para o quintal onde tem uma mesa onde eu posso estudar em paz.
Chego no quintal e agradeço mentalmente por não ter ninguém nos quintais vizinhos.
Estou tentando resolver uma conta enorme quando sinto uma pessoa atrás de mim, fico gelada e me viro dando de cara com quem? Tommy!
— Sabia que iria tentar resolver só!
— ...
— Posso sentar?
— Pode.- respondo olhando para o papel na minha mão.
— Como sabia que eu morava aqui?- pergunto desconfiada.
— Bem, não é mistério né!? Só tive de perguntar um pouquinho por aí. Até que encontrei, eu pensei em bater só que eu te vi aqui então... Facilitou mais. Então você ia resolver mesmo, sem mim?- ele pergunta se fazendo de triste.
— Parece que sim.- tento olhá-lo mas ele está com aquele sorriso que me faz arrepiar.
— Você é intrigante, Carrie White!
— Porque?
— Não sei, têm algo em você que faz eu ...- corto ele no meio da frase, não sei o que ele pensa que está falando mais eu não caio nessa.
— Olha vamos resolver esse trabalho logo, ou o que?- digo nervosa.
— Tudo bem. Mais ainda vamos ter essa conversa, ok?
— ... — olho pra ele e maldição! De novo aquele sorriso.
Ele vem se aproximando e imagino o que ele tem em mente, só que eu nervosa e com medo, sinto aquela energia em mim e com o mover sutil de minha mão, viro o copo com água que está perto dele em cima da sua calça.
Ele para na hora e tenta limpar só que já é tarde e está ensopada a parte de cima. Ele olha para o copo e pra mesa tentando ver como seu braço bateu no copo, achando que foi ele.
— Ótimo! — ele exclamou.
— Podemos fazer outra hora o trabalho e...- ele me corta.
— Não mesmo! Podemos terminar agora! Eu sou um desastrado!

Seguro um riso e ele me olha sorrindo.
— Achou engraçado foi?- me pergunta levantando uma sobrancelha.
— Sim.- começo a rir timidamente.
Ele me olha sorrindo e diz:
— Você fica linda sorrindo assim.
Olho para aqueles olhos penetrantes e escuros e vejo que não é encenação, ele está falando o que pensa, a verdade.

Notas finais
E aí gente o que estão achando da minha fic? Me digam aí nos comentários.❤
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.