Notas iniciais
Oiiieeeee Mais um! Espero que gostem. Esse é especial para minhas amigas queridas que me acompanham desde sempre. CISAN, JUSSARA STEFANOS, CABOT, as três tem em comum o tempo que estamos juntas, todas as histórias de zumbis que amamos e dividimos, nosso DIxon que perdeu um pouquinho do seu lugar de destaque para dividir espaço com os Stefanos. Amo vocês, Obrigada pela confiança de me recomendar com a história ainda tão no comecinho. Isso me enche de vontade de fazer sempre mais e melhor. AMO todas vocês meninas, as que recomendam, as que comentam e os fantasminhas lindos, só de saber que existem já fico feliz. OBRIGADA!!!!!!!!!

Pov – Josh

Minha mãe é a primeira a me abraçar, fiquei bem mais alto que ela, mas me curvo para receber seu carinho, ela tem os olhos molhados de lágrimas, lindas lágrimas de orgulho de mãe e eu amo poder deixa-la orgulhosa.

─Meu bebê venceu, estou tão orgulhosa filho, primeiro lugar como o papai. Amo você.

─Obrigado mãe. Não chora!

─Não consigo filho, mas é de felicidade. – Tento secar suas lágrimas, mas novas surgem e sorrio, ela ainda parece uma menina, ainda pode ser confundida com uma colega de classe, e já tive que brigar com um ou dois amigos que fizeram comentários sobre sua aparência por fotos. – Vou dar um beijo na Lizzie, te amo.

Ryan me oferece os braços, ergo ele no colo para um abraço. É a cara do meu pai, mas muito mais alegre e expansivo, uma criança livre de traumas, feliz apenas.

─Que legal em Josh, agora acabou né? Eu gostei daqui, vou estudar aqui também.

─Aposto que sim. – Meu pai me olha orgulhoso, espera paciente sua vez, July se aproxima.

─Parabéns! Agora o papai e a mamãe já tem um filho brilhante formado em Harvard e posso ser só uma garota linda! – Ela brinca me abraçando.

─Nem vem com essa garota, ser linda é bônus, só sei disso.

─Usando minhas falas contra mim irmão? Estou muito orgulhosa, mas nada surpresa, te amo. – Nos abraçamos, ainda somos próximos como sempre e de vez em quando ainda me pego agindo como se fosse eu a cuidar dela.

─Também te amo.

─Então vem fazer uma selfie adoro matar minhas amigas de inveja, ter irmão lindo é ótimo.

─Ter irmã linda nem tanto. – July parece uma boneca de tão bonita, ter mãe e irmã lindas não é nada divertido para um rapaz. Nos juntamos quando ela ergue o celular e bate uma foto. Depois eu a abraço de novo. – Amo você pequena.

─Não sou pequena, eu e a mamãe temos um metro e oitenta quase.

─Agora as duas perderam a dignidade também além da altura. – Ela ri e lá está meu pai, minha garganta aperta quando olho para ele, foi esse olhar orgulhoso que cacei dia e noite me debruçando sobre os livros.

─Parabéns meu filho, é bom te ver aí dentro dessa beca, eu sei como é. Não tinham tantos Stefanos a minha volta, mas agora posso entender o orgulho deles.

─Obrigado pai! – Ele me abraça.

─O número um não é fácil, sei disso, sei das noites em claro e da pressão, mas vai te tornar mais preparado. Tenho orgulho de ser seu pai.

─Queria ser como você, estou tentando ainda, você foi brilhante aqui dentro, mas é brilhante lá fora, vamos ver se consigo isso.

─Não precisa ser brilhante filho, basta ser feliz. E voltar para casa, não dou conta de recolher brinquedos espalhados sozinho. – Rimos, os dois meio chorando, é um grande momento, abrir a carta de Harvard foi especial, ainda me lembro do medo que senti de ser recusado, aqui eu descobri que meu pai era quase uma lenda e que não tinha possibilidade de um filho seu ser recusado.

─Posso abraçar meu sobrinho? – Tio Leon se aproxima, é como um segundo pai, me apoiou todas as vezes que precisei e passamos horas conversando sobre trabalho e a vida, gosto da sua sabedoria.

─Parabéns! – Ele me abraça.

─Obrigado por tudo tio. Tem muito mérito nisso tudo.

─Eu que agradeço Josh. Foi bom participar um pouco da sua vida acadêmica, não fiz muito isso com seu pai, ele tinha lá seus medos e achava que incomodava pedindo ajuda, não frequentei uma universidade, com você eu pude sentir um pouco como é isso.

─Não ia conseguir sem você tio.

─Ia, é com seu pai, determinado, mas me deixe pensar que não. Fico orgulhoso.

Ele me abraça mais uma vez. Amo todos os meus tios, mas ele tem um lugar especial em meu coração, ainda guardo o primeiro celular que tive, um presente dele que me fez me sentir parte da família realmente.

─Fechamos um restaurante e acho que está na hora de dar um porre neles como demos no Nick. – Ulisses diz e todos olhamos para ele. – O que gente? Eles são adultos. Ok, então nada de porre, que gente chata.

Gigi abraça o pai solidária.

─Espera chegar minha vez papai.

─Isso filha, eu, você e a mamãe vamos nos esbaldar em bebidinhas coloridinhas. Mamãe fica ótima com elas. Pensando melhor acho que nada de coloridinhas para você.

─Vai ter sim, eu mesmo faço questão de pagar uma dose. – Meu pai brinca. – Acordei no chão do seu quarto de hotel. Nem para me levar para o meu quarto.

─Aprenda como seus tios são vingativos Giovanna. Vocês não cansam de usar minha família para se vingar de mim?

─Para toda ação existe uma reação de igual proporção e em sentido contrário. – Luka diz a todos de modo tranquilo, agora ele ganha olhares. – Física. Eu gosto.

─Stefanos são tão espertos. – Tia Lissa diz abraçando o filho. – Nada de usar seus conhecimentos para o mal pequeno, eu sei que fica estudando essas coisas só para criar possíveis aventuras, como escaladas e sabe Deus o que mais tem nessa cabecinha vazia que herdou do tio Ulisses.

─Ninguém me defende nessa vida. – Meu tio Ulisses adora uma tragédia, nos dividimos em carros e seguimos para o restaurante que eles simplesmente fecharam para comemorar. No salão principal tem uma enorme mesa que só se iguala a nova mesa de Kirus, em nenhum outro lugar cabem todos de uma vez.

─Lizzie e Josh sentam juntos na ponta, quero muitas fotos. – Tia Sophi diz alegre com sua câmera que parece mais uma extensão de sua mão. – O álbum de formatura vai ficar lindo, todo mundo vai ganhar um. Vai ser a nova tradição dos Stefanos.

Essa família tem muitas tradições. Eu e Lizzie nos olhamos sentados lado a lado, o pai dela a seu lado, ou meu pai do meu. Ficamos perto demais, toda hora minha perna toca a dela, nossos ombros se esbarram, sinto seu perfume suave, sobre a mesa, minha mão descansa ao lado da dela, leves toques de dedos. É incrível como sou consciente de cada simples movimento, cada roçar de tecido, não há modo de me distrair de sua proximidade.

Fica aquela coisa de conversas paralelas a nossa volta, uns fazendo pedidos, outros conversando e crianças correndo em torno da mesa.

─São malucos, mas são perfeitos. – Lizzie me diz baixinho. Eu concordo com um movimento de cabeça. Seus dedos vão para o pingente. Como traí-los? É isso que pensou.

Tem mil brindes, tomamos champanhe para brindar a mim, a Lizzie, aos Stefanos, Depois da refeição vamos todos viajar a noite toda para Kirus, Ariana deve estar maluca preparando tudo para receber esse pequeno batalhão.

─Pai avisaram a senhora Kalais? – Pergunto quando finalmente começamos a comer.

─Sim, ela está a sua espera.

─Quero muito vê-la, nos tempos de escola ela estava sempre me levando sanduiches quando ficava estudando.

─Então foi com ela que aprendeu a comer bobagens? – Lizzie se intromete. – Tio o Josh nunca queria comer comida de gente, passou cinco anos comendo hambúrgueres.

─E só agora me conta Lizzie? – Meu pai me lança um olhar reprovador.

─Feliz fofoqueira? É exagero dela pai, eu me alimentava bem, ou quase isso. – Meus olhos encontram os dele e não sei mentir. – Certo eu não comia direito, mas agora estou de volta.

─E vai comer a comida da mamãe e ficar bem forte né bebê? – Minha mãe nunca vai me deixar crescer. Trocamos olhares, July morde o lábio para não rir, Ryan abre a boca para reclamar mas desiste.

─Estou pensando em fazer medicina então acho que vou voltar para Harvard. – Minha mãe ri. Me atira um pedaço de pão.

─Ingrato! A gente compra comida, ou a July cozinha, seu pai ficou bom também e hoje em dia tem de tudo congelado. – Ela olha para meu pai rindo. – Príncipe você nunca me acusa de cozinhar mal quando uma certa panela de chocolate derretido surge.

─Gatinha as crianças! – Meu pai a envolve, beija seus lábios, os dois ainda parecem um casal de namorados. Olho para Lizzie e ela sorria para os dois.

─Annie agora que vamos ser vizinhas se me sobrar tempo eu te ensino.

─Lizzie sua tia Sophia já tentou. Eu não levo jeito, mas pelo menos ninguém morre de fome.

Não tem mais muita tristeza em torno da mesa como no último jantar que passamos reunidos, só uma nuvem nos olhos do tio Heitor, uma troca de olhares saudosos com Lizzie. Tenho certeza que ele teria trazido Dobby, e estaríamos todos atentos para não sermos roubados pelo cachorro, as crianças Stefanos cresceram assim, cuidando de seus pratos por que ele estava sempre pronto a atacar, tenho vontade de envolver a mão de Lizzie e dizer que tudo está bem.

Quando as coisas se ajeitarem em Nova York talvez eu faça uma surpresa, mesmo perto da família ela ainda vai ter seus momentos de solidão e um cãozinho pode ser um bom amigo.

No aeroporto dois aviões partem para Kirus, eu e Lizzie viajamos separados, nos últimos cinco anos viajamos muito juntos, Londres, Nova York, Kirus, me acostumei a tê-la ao meu lado nos voos, agora July se senta comigo, passa metade da viagem envolvida num romance açucarado.

─Tem final feliz? – Ela ergue o olhar, me sorri.

─Claro que sim, quando é amor verdadeiro sempre tem final feliz.

─Nem sempre July.

─Então é porque não acabou.

Me calo, o amor não acabou, mas se até agora não tivemos coragem não sei quando teríamos. Só de olhar todos os pares de olhos orgulhosos eu já sinto vergonha de pensar em magoá-los.

Às vezes, quando ela está perto, quando reprimo com todas as forças o desejo de abraça-la e beija-la eu penso que talvez eles pudessem aceitar, mas então alguém diz qualquer coisa de como somos primos próximos, que um cuida do outro, nos sorriem complacentes e a esperança se desfaz.

Chegar a Kirus é mesmo uma aventura, tio Ulisses e tia Sophia fazem duas viagens cada um de helicóptero para levar todos, depois o dia amanhece e nos dispersamos, não vejo mais Lizzie.

Aproveito para colocar o sono em dia, não cruzo ninguém no almoço, mas o jantar é em família, é Kirus, são os Stefanos e suas tradições. Lizzie está linda, cabelos soltos, vestido leve, minha nuvem.

─Josh? – Meu pai me desperta, pisco voltando a realidade, será que alguém notou? Fiquei perdido nela e nem me dei conta que estão todos ao redor da mesa. – Sonhando acordado?

─Não. Eu... eu estava pensando no... no trabalho, só isso.

─É sobre isso mesmo que estamos falando. Não pensa em viajar um pouco? Sabe que não precisa correr para o escritório. Pode tirar umas férias, viajar.

─Conhecer garotas novas. – Tio Ulisses comenta. Tia Sophia o belisca. – Ai, ele não eu.

─Só pensa nisso! – Ela reclama, ele a agarra, aperta e beija seu pescoço. Ela se rende num riso despreocupado.

─Não, eu quero começar logo. Estou legal pai, não teria graça viajar sozinho, espero as férias e vamos todos juntos.

─Já eu queria que meu solzinho fosse para casa uns meses, mas como o Josh ela só quer saber de trabalhar. – Tia Liv comenta.

─Acabamos o curso, está tudo fresco, as ideias fervilhando, queremos começar de uma vez, viagens podem ficar para depois. – Lizzie avisa.

─Nem posso reclamar, pensava o mesmo, tinha meus planos bem definidos e corri para o trabalho, nem uma semana de férias eu aceitei, comecei na segunda seguinte. Simon me joga isso na cara até hoje.

Meu pai tinha muita coisa guardada, segredos sobre seu passado, isso produziu seu lado escuro, acontece o mesmo comigo, de algum modo tem algo que guardo e não me deixa ser inteiro para a vida.

Dormir durante o dia foi péssima ideia. Quando a casa cai no silencio e todos se recolheram me sinto desperto como se fosse meio dia. Saio para o jardim, o céu de Kirus estrelado como sempre, a lua brilha cheia e clara.

Me lembro daquela noite sob os ciprestes, meus pés me levam para lá involuntariamente. Sinto o cheiro do mar, a brisa leve. Me encosto no pequeno muro de pedras, o beijo nunca esquecido arde em meus lábios.

─Josh. – Lizzie surge ao meu lado. Sorri um tanto corada. Nenhum dos dois esquece. – Posso?

─Claro. – Ela se junta a mim. Ficamos em silencio, seus olhos passeiam pela paisagem, se demoram um pouco mais na lua. – Ainda se lembra?

Nunca falamos disso, nunca mais em nenhum momento tocamos naquela noite. Ela me olha, a brisa balança seus cabelos, o vestido farfalha de leve. É minha nuvem.

─Ás vezes sinto como se fosse sonho. Outras vezes é tão real. Aconteceu Josh?

─É a única certeza que tenho. – Seus dedos tocam a sapatilha. – Quando toca na sapatilha...

─Toco naquela noite, Ártemis, ela me fez feliz, mas só durou um instante, depois me condenou a viver presa aquele momento sem nunca poder tê-lo de volta.

─É tão linda. – Seu rosto cora. Nunca pude dizer coisas bonitas a ela, contar que é minha nuvem, que amo seus detalhes, o dobrar dos lábios quando sorri, a delicadeza das mãos. A magia de sua dança. – Volto aqui todos as noites, quando estou em Kirus, quando estou em qualquer outro lugar, volto aqui e sinto tudo de novo.

─Acha errado sentir isso?

─O que importa? Não paro de sentir. – Ela concorda.

─Tenho medo do dia que encontrar alguém. – Lizzie reproduz meu medo em palavras.

─Não pode acontecer Lizzie, não encontro espaço. Talvez você encontre. – Ela nega.

─Quando tentei não sentia nada de bom, só ficava meio angustiada, com medo de te machucar como quando eu te via com alguém. O que a gente faz com isso Josh?

─Não sei. Não temos todas as respostas não é mesmo? – Ela afirma.

─E se for só uma lembrança? E se a gente não sente tudo isso e só está confuso com o passado? – Só tem um jeito de sabermos isso, não somos mais dois adolescentes, já vivemos outras coisas, ou tentamos.

─Já me fiz essa pergunta. – Meus dedos buscam os dela, são delicados, ela olha para nossas mãos. Me aproximo, só de chegar tão perto meu coração salta apreensivo. – Quero descobrir. – A mão livre toca seu rosto, afasto seus cabelos que a brisa usa para esconder um pouco seus traços delicados.

Lizzie me olha sem medo, que adianta fugir tanto se acabo sempre perdido em seu olhar? Se pertenço a ela e nada muda isso?

Suas mãos se espalma em meu peito, sei que ela sente as batidas do meu coração, que o dela dança como o meu. Já ouvi tia Sophia dizer que meu tio Ulisses fez seu coração dançar. Acho que era isso que ela queria dizer.

Não espero mais, procuro seus lábios, meus dedos soltam os dela para poder envolver Lizzie quando ela me envolve o pescoço entregue ao beijo. É como da primeira vez, mas também é completamente diferente, tem a pureza do amor inocente misturada ao desejo adulto.

Quero seus lábios, mas quero também a sua pele. Não refreio meu desejo, deixo o beijo se aprofundar sem medo, se nunca mais acontecer então que seja intenso, que conte tudo a ela, como me sinto, como me importo.

Nos afastamos um momento, nos olhamos, eu a amo, isso é tão claro, nada mudou. Não era ilusão, eu amo Lizzie.

─Se pudesse dizer...

─Eu sei Josh, eu sinto. – Balanço a cabeça concordando, ela toca meu rosto, acaricia traçando as linhas da boca e olhos. – Sinto ciúme quando dizem que é bonito. – Ela conta sorrindo.

─Sinto ciúme quando dizem que é um monumento. – Faço careta, seu sorriso se amplia.

─Monumento é?

─É. – Nunca tive Lizzie assim, em meus braços, tão perto, tão minha, tanto tempo.

─Me beija de novo. Vamos fingir que não tem nada entre nós. Essa noite vamos fingir que podemos.

─Só essa noite. – Concordo tomando seus lábios mais uma vez, suas mãos mergulham em meus cabelos, nossos corpos se colam ávidos por ir mais longe.

É pouco apenas beija, é mais do que posso ter, é bastante apenas por hoje. Minhas mãos espalmadas em suas costas trazem Lizzie para mim, suas mãos deixam meus cabelos para caminhar por minhas costas enquanto exploramos nossos sentimentos num beijo sem fim.

Meus lábios deixam os dela por que sedentos querem também sua pele, eles descem por seu pescoço e vou desesperado guardando cada pequena sensação, num relicário de emoções que vou carregar para sempre comigo.

Meu corpo vibra, minha vida acorda e ganha sentido, razão.

─Josh. – Meu nome escapa por seus lábios. Eu os procuro mais uma vez, mergulho de novo nas profundezas de aguas claras.

─Lizzie. – Digo seu nome baixo, em seu ouvido quando precisamos nos afastar um momento para respirar. – É minha nuvem.

Lizzie sorri, busca meu olhar e uma explicação, é tão delicada e feminina, meu coração parece doer de amor.

─Quando te vi dançar, se lembra que me pegou olhando você dançar em frente ao seu espelho? – Ela afirma. – Parecia uma nuvem, tão leve, tão linda. – Seus olhos se enchem de lágrimas. ─Não chora.

Ela pisca e lágrimas escorrem. Ártemis me escuta só uma vez, faz o tempo parar e me deixa aqui eternamente, não quero recobrar o juízo, quero adormecer nesse momento e nunca mais despertar.

─Não quero te perder Josh. Não quero matar esse sentimento, não consigo.

─Nem eu bailarina. – Ela se encosta em meu peito, aspiro o perfume de seus cabelos longos, envolvo seu corpo, ficamos ali, abraçados e silenciosos, guardados pelos ciprestes, observados pela lua.

─Como vamos fingir amanhã?

─Não sei. Temos que tentar, fomos fortes até agora, ficamos perto e resistimos.

─Isso foi antes do meu coração se encher de certezas. – Ela me olha nos olhos. Toco seu rosto mais uma vez, beijo seus lábios longamente, um dia não vamos poder resistir e então eu não sei o que vai ser, se vão atirar nosso amor no limbo como se fosse errado e feio, ou vão abençoar como justo e puro.

─Lizzie! Lizzie! – A voz de Liv ecoa distante, nos afastamos num sobressalto.

─Melhor eu ir. – Afirmo, roubo um tocar de lábios antes que se afaste. – Se esconde até eu leva-la para dentro.

Lizzie desaparece e me mantenho ali. Escondido, a beleza do que sinto se esvanece com a culpa de me sentir um traidor.

─Me perdoa pai, mas eu a amo mais que tudo.

Notas finais
Beijosssssssssssssssssssss Espero que amanhã de tempo, mas juro que não passa de domingo. Comentem, eu estou tentando colocar os comentários em dia, desculpem se demora.