Paixão azeda

10 Momo e Koutarou


Notas iniciais
Este é um capítulo filler! [Como assim, autor-san? Por que você pois um filler numa fanfic?!] Bom, como tava todo mundo odiando o Momo e Kou, eu achei justo escrever um capítulo de como eles se conheceram e tals. Explica também a história deles, os simbolos no seu rosto, os pais de Koutarou... e revela seu sobrenome. É filler pois não fala nada sobre Sanji/Zoro/Kuji/Luffy nem nada disso, mas vale a leitura! =P

Idan Shima — 10 anos atrás

Um bote salva-vidas foi visto, todo quebrado, atracando a ilha. Uma multidão de habitantes junto com alguns guardas do Exército Real foram ver quem estava naquele bote.

– Um garoto?! Ei, guardas, tem um garoto naquele bote!

– E tem uma espada perto dele, alguém deve tê-lo ferido!! Salvem ele, por favor!

A multidão começou a gritar para os guardas salvarem o garoto antes que ele fosse atacado por algum Rei dos Mares ou ficasse mais ferido. Ele estava completamente inconsciente e com vários arranhões pelo corpo; em seu bote só estava um pergaminho e uma espada.

Sem pensar duas vezes, levaram o garoto e os objetos para uma aldeia com feiticeiros de cura, onde ele ficou dormindo por 3 dias.

Momonosuke P.O.V

– Hã?! Onde eu estou...?

– Que bom, você está vivo!! — Disse uma das enfermeiras, olhando para o garoto. — Você está em uma ilha no Novo Mundo chamada Idan Shima.

– Idan...? Que bom... eu consegui chegar até aqui. Obrigado.

Pelo menos eu consegui chegar até aqui... deve ter sido muita sorte minha. Eu me sinto meio confuso, meio tonto, provavelmente o meu estado de espírito ainda não se recuperou depois daquilo.

– E-ei... você consegue me dizer seu nome?

– Meu nome? Ah, sim! Perdão! Me chamo Nomura Momonosuke. Sou um samurai do País Wano, eu vim trazer uma mensagem para uma pessoa daqui!

– Mensagem? Hum... no seu bote tinha uma espada e um pergaminho, eles estão guardados no armário e o pergaminho não foi aberto. Para quem é a mensagem? E você se arriscou tanto para vir pra cá... deve ser importante.

– Bom, a mensagem é do meu pai... ele morreu me protegendo e pediu que eu desse o pergaminho para uma pessoa desta ilha chamada "Ogawa Ryou". Eu também não sei o que diz nele.

– Ogawa Ryou? Quer dizer o Comandante do Exército Real, Ogawa D. Ryou?

– "D"? Eu não sei... lá no meu país é proibido falar sobre o clã dos D., mas deve ser este mesmo! Você o conhece? Ele está por aí?

– In-infelizmente ele morreu há seis meses atrás... ele é o grande herói desta ilha, todo mundo daqui o conhece.

– M-Morreu? Então eu vim até aqui pra nada?! Ei... esse foi o último pedido do meu pai em terra...

– M-Mas você pode falar com a esposa dele, Yukina D. Pietra. É ela quem tomava conta dele mesmo!

– E aonde eu posso encontrá-la?

A enfermeira disse que eu podia encontrá-la na montanha à Leste da ilha e me deu um mapa. Ela também me disse que a Yukina-dono parece ser meio brava no começo, e que se ela se recusasse a me ver, bastava dizer que o motivo era o marido dela. É claro, peguei minha espada na enfermaria também.

Essa montanha era alta demais, demorou um bom tempo para que eu conseguisse chegar ao topo. Ah, ali! Tem uma mulher e uma criança, deve ser ela com certeza!

– Mizu genso... Mizu no satsuei! [Elemento água: Tiro d'água]

De repente um garoto lançou algum tipo de bruxaria em forma de tiros de água na minha direção, me fazendo parar de andar, mas ele errou todas.

– Droga...

– Ei, você! O que pensa que está fazendo?! — Gritei indo em direção a ele.

– KOUTAROU!!– De repente uma mulher assustadora bate no menino, fazendo ele cair no chão — Como você consegue errar um alvo desses?! Filho inútil!

"Filho"? Como pensei, é a mãe dele. Mas que tipo de mãe maluca bate no filho por não ter acertado tiros em alguém?! E ele parece ainda mais novo do que eu...

– D-Desculpa, mãe...

– Ah, que seja! Ei, você, garoto com a espada na mão! Quem você pensa que é pra atrapalhar o treinamento do meu filho?!

– Aah... meu nome é Nomura Momonosuke. Eu vim do País de Wano para--

– "Nomura"? Você é filho daquele homem, Kin'nemon? Se veio falar com o Ryou então nem perca tempo. Ele está morto.

Ela falou com uma voz tão rígida, nem parece que o marido tinha morrido há tão pouco tempo... o garoto, por outro lado, pareceu ficar meio depressivo ao ouvir o nome do pai.

– M-Mas, eu preciso que a senhora leia isso! É uma carta do meu pai para o seu marido.

– Não preciso! Diga pro Kin'nemon que se ele quiser falar comigo, ele que venha pessoalmente ao invés de mandar o filho todo cheio de trapos e curativos.

– Eu não posso fazer isso! O meu pai... ele morreu como um guerreiro tentando me proteger.

A Yukina-dono mudou de expressão rapidamente. O garoto também, antes ele estava olhando para mim e agora voltou seu olhar para o chão.

– Morreu? Ei, deixe-me ler essa carta...

"Ryou-dono, quanto tempo não é?
Quando você for ler esta carta, provavelmente meu filho estará aí e eu estarei morto. Algumas coisas aconteceram aqui em Wano e eu deixei este pergaminho para que meu filho lhe entregasse caso algo acontecesse. Pois bem:
Ogawa D. Ryou, eu lhe peço! Por favor ensine meu filho a controlar o elemento fogo para que ele herde a minha Kitsunebi-ryu! [Estilo raposa de fogo] Ele é um jovem esperto e esforçado, garanto que ele não lhe dará muito trabalho! Me desculpe por não ter como lhe pedir isto pessoalmente;
PS: Mande um abraço à sua esposa por mim.
Ass, seu amigo de infância, Kin'nemon."

"Huh, quem aquele homem pensa que é para pedir um favor desse depois de morto?! Francamente...", pensou Yukina.

– Ei, garoto, qual é o seu nome?

– N-Nomura Momonosuke, herdeiro da Kitsunebi-ryu e filho do Lendário Kin'nemon, o raposa de fogo!

– Você sabe o que está escrito nesta carta?

– Não faço ideia...

– De agora em diante você vai morar nesta ilha, mas especificamente nesta montanha, e eu irei te treinar para herdar o estilo do seu pai. Não quero ouvir choros durante o meu treinamento!

– Hai! Muito obrigado por tomar conta de mim, com certeza eu me esforçarei!

– Eeh?! Pera aí, ele vai ficar no meu quarto?

– Não seja idiota, Koutarou! Ele é um samurai, ele deve morar nesta floresta e sobreviver com o que tem aqui. Vê se aprende alguma coisa com ele, filho inútil!

– Tsc...

– Você acabou de fazer... "TSC" PRA MIM?!

– N-N-Não, eu! E-eu... foi sem querer...!

– Que seja... mostre o lugar ao Momonosuke, eu preciso tomar um chá.

"Aquela mulher assustadora tinha saido... ufa... vai ser difícil ficar um tempo aqui. Ccomo esse garoto consegue?!"

Pensando bem, ele era um pouco mais baixo que eu, mas tinha uma cara completamente sínica. Parecia que seu espírito era triste. Seus olhos eram caídos, com olheiras e um olhar morto. Eu também não consigo imaginar esse garoto sorrindo, será que tem algo haver com a morte do pai dele? Provavelmente...

– Ei... seu nome é Momo, certo?

– Meu nome não é Momo, é 'Momonosuke'! Por favor, Koutarou-dono, não me dê apelidinhos.

– É um nome muito difícil de falar, eu vou te chamar de Momo mesmo. Você... ér... conhecia o meu pai?

– O Ryou-dono? Parece que nossos pais eram amigos de infância, mas eu não cheguei a conhecê-lo.

– Hum... faz seis meses que o meu pai morreu. Depois que aquilo aconteceu a minha mãe pega muito mais pesado comigo, ela dá medo agora, mas antes ela era bem carinhosa.

– "Aquilo"?

– Sim... foi quando o papai morreu.

Koutarou contou que seu pai, Comandante do exército real, saiu para uma missão bem perigosa. Ogawa D. Ryou era o feiticeiro mais poderoso da ilha, diziam que seu poder podia se comparar ao de um Younkou, mas ele acabou morrendo em campo de batalha.

Em uma noite, um grupo de piratas realmente poderosos tomou conta da ilha. É claro, Ryou conseguiu dar um jeito neles, porém ele havia caído em uma emboscada. Os piratas tinham capturado seu único filho, Koutarou, e o prenderam em uma gaiola.

Os piratas deram uma condição para o Comandante: ou ele entregava o Reino ou seu filho morreria na frente dele. Foi aí que a sua esposa, Yukina D. Pietra entrou. Ela pegou todos os piratas de surpresa e conseguiu libertar seu filho. Porém, no instante que ela abriu a gaiola, uma bomba-relógio começou a marcar cinco segundos.

Sem pensar duas vezes, Ryou colocou seu querido e amado chapéu branco com listras vermelhas na cabeça do filho, pegou a bomba e pulou pela janela do Palácio Real, indo com a bomba para fora do reino em uma velocidade inacreditável.

Mas não era uma bomba qualquer. Os piratas sabiam que Ryou não morreria em uma explosão, aquela bomba... continha uma enorme quantidade dos venenos mais poderosos e mortais encontrados no planeta Terra. Se Ryou não tivesse levado a bomba para fora da Ilha em menos de cinco segundo, ela teria explodido e acabado com toda vida existente ali.
É claro, Ryou não conseguiu sobreviver aos tóxicos. Por mais que fosse terrivelmente tóxico, ainda era um humano. O medo de perder sua família, seus amigos e seu reino acabou fazendo com que ele baixasse a guarda e não previsse aquilo.

Ryou foi condecorado como Herói da Ilha e sua esposa, Pietra, começou a treinar seu filho com medo de que algo acontecesse com ele e que ela não fosse capaz de protegê-lo. Koutarou ficou com sua última e mais preciosa lembrança: seu chapéu.

– Ele morreu tentando salvar a ilha... mas se eu não tivesse sido pego naquela hora, ele ainda estaria vivo, Momo! Eu fui a razão... do meu pai...

Koutarou começou a chorar, tentando disfarçar para que eu não percebesse, mas estava meio óbvio. Por algum motivo eu senti vontade de protegê-lo aquela hora, fiquei com vontade de estar presente naquele momento e tentar salvá-lo, mesmo sendo só uma criança, talvez eu pudesse fazer algo, mas... mas...

– O meu pai também morreu tentando me salvar... há dez dias atrás...

– S-Sério? Desculpe... eu não deveria estar falando dessas coisas.

–Tudo bem, Koutarou-dono.

Peguei nas mãos de Koutarou, elas estavam tão geladas e pálidas. Seu rosto também estava bem pálido, ele parecia sem vida, totalmente desanimado. Me dava uma vontade louca de proteger esse menino com a minha vida, será que foi isso que o meu pai quis dizer?

"Momonosuke, não importa pelo que você passe, não importa a sua vida... sempre proteja aqueles que são importante para você!"

– Ei, Koutarou-dono!

– Momo? — Diz enxugando as lágrimas.

Fui engatinhando em direção ao Koutarou, que estava sentado no chão, ficando bem pertinho dele, olhando nos seus olhos e voltando a segurar suas mãos.

– Eu vou te proteger, Koutarou-dono! Custe o que custar!

– Momo..? — Seus olhos ficaram arregalados, mostrando uma expressão de surpresa.

Eu dei um selinho em Koutarou, meio sem perceber, mas ele não gostou muito e me empurrou para trás.

–Ai... isso doeu.

– O-O-O-O- O QUE VOCÊ FEZ? I-Idiota!

Koutarou saiu correndo dali, se escondendo em algum canto. Mais tarde, a Yukina-dono nos chamou para treinarmos. Já era de noite, mas um treinamento bom deve ser feito a qualquer hora do dia! Koutarou não me olhou direito depois daquele beijo... eu não sei bem porque fiz aquilo, eu queria passar um pouco de calor pr'aquele corpo pálido dele. Só isso.

Mas a mãe dele me deu uma boa aula sobre magia. Ela me disse que os simbolos que tinham no rosto de Koutarou, uma cruz estranha e uma linguagem que eu não entendi, significavam "Esoterismo e Ocultismo" que tinha a ver com magia negra. Cada feiticeiro tinha dois simbolos, e quando sua aura (força vital) mudava, seus símbolos também mudavam. Parece que ele tinha ganho esses sobre Magia Negra depois da morte de seu pai...

O simbolo do lado direito do rosto de sua mãe significava "Amor materno" e o outro "Paganismo". Na sua faixa ela tinha o simbolo das mulheres, que pertencia à Tribo das Amazonas.

Eu aprendi também que existem dois tipos de feiticeiros: os de cura e os de ataque, e que esses eram separados em várias classes. A Yukina-dono por exemplo, era de Ataque com Classe em Mahou Karatê [Karatê mágico] e a classe do Koutarou era de "Ataque à longa distância".­­ Basicamente isso era decidido no nascimento.

~ X ~

Já faz uns três dias desde que eu estou aqui e até agora Koutarou não fala direito comigo. Ele só ficava com aquela cara de peixe-morto típica dele; mas me irritava ele ficar me ignorando só por causa de um beijo. Lá no meu país era comum cumprimentar os guerreiros com um beijo na bochecha, embora eu tivesse dado na boca dele...

– Koutarou-dono?

– ...

– Koutarou-dono!

– ...

– KOUTAROU-DONO!!

– Aaaaaah o que você quer? Que saco! Irritante...

Nós dois estávamos em horário de lanche, ele comia arroz e eu precisava caçar minha comida.

– Eu quero saber porque você tá me ignorando só por causa de um beijo!

– I-Idiota, não fale isso tão alto... a minha mãe tem boa audição!– Disse sussurrando

– Mas o que tem demais? É algo proibido na cultura de vocês?

– Não é proibido, é só que... aliás porque você fez uma coisa daquelas?

– P-Por que seu rosto estava gelado e eu queria te aquecer...

– Hã?! Que motivo estúpido! Samurais são idiotas!

– O que você disse, maldito?!

– Isso que você ouviu! Idiota! I-di-o-ta! Bléeergh!

Koutarou começou a fazer careta e antes que eu pudesse ver nós dois estávamos brigando, rolando no chão, puxando os cabelos um dos outros, até que ficamos cansados e paramos de com aquilo.

– V-Você até que é bem forte, Koutarou-dono... — Eu estava meio tonto de tanto girar.

– E você não é um samurai tão ruim assim... Momo...

– MAS EU SOU MAIS FORTE! O QUE VOCÊ DISSE?! — Nós dois dissemos juntos, nos encarando.

– Haha, Momo, você é engraçado!

– Koutarou-dono, não acredito! Você... você sorriu!!

– Hã? Ei, Momo, me larga!

Não resisti, abracei Koutarou bem forte. O sorriso dele era lindo, seus olhos brilhavam e sua boca abria bem grande. Ele deveria sorrir assim o tempo todo ♥

– Koutarou-dono, você fica muito melhor sorrindo! Porque você não sorri mais?

– Como assim? Eu não tenho motivo pra sorrir...

– Você não precisa de um motivo pra sorrir, Koutarou-dono.

– Hã? Olha quem fala! Você também não sorri nada, sabia? Você só fica com essa cara emburrada...

– É totalmente diferente! Guerreiros não sorriem, mas também não ficam com essa cara de morto que você tem!

– Cara de morto? Ei, ei... eu não tenho cara de morto!

– Tem sim! Ah, aliás o intervalo tá quase acabando... eu tenho alguns doces, você quer?

– D-D-Doces?

Ele voltou a sorrir, mas dessa vez estava babando... aquilo era um pouco assustador, apesar de ser bonitinho...

– Você quer?

– Queeeeeeeeeeeeeeeeroo!! ♥ Ei, Momo, onde você conseguiu isso?!

– Como assim? Sua mãe me deu um pouco e ---

– Minha mãe?! Mentirosa... ela disse que a Big Mom tinha comido todos os doces da vila. Ela só quis me enganar?!

– Não fale assim dela! Mas se quiser eu posso te dar uns, e... você já comeu todos?!

– Doce, eu quero doce! Ei, Momo, tem mais doce aí?!

Agora ele não parava de sorrir, seus olhos frios começaram a ficar vibrantes, seu cabelo ficar mais arrepiadinho e seu sorriso ia de orelha a orelha.

– Então você sorri quando tem doce? Beleza, eu tive uma ideia!

Eu peguei umas folhas e fui pra casa da Yukina-dono, na cozinha comecei a ferver as folhas que formaram um líquido negro.

– O que é isso? — Koutarou me perguntou — É algum tipo de doce especial? Não parece bom...

– Isso é tinta. Tinta de henna.

Eu peguei outra folha, com caule mais fino, e desenhei a palavra "doce" na pálpebra do olho do Koutarou.

– O que você fez?

– Olha no espelho! Você tem umas tatuagens meio sinistras que te fazem ficar com essa cara de morto, então eu desenhei o que você mais gosta pra você ficar feliz!

– Momo... você fez isso por mim...

Começaram a sair algumas lágrimas do olho de Koutarou, ele me olhava com aquele rostinho fofo... mas espera, os símbolos da sua cara estavam saindo?! E no lugar deles apareceram outros... um losango e um cadeado?

– O que significa... um losango e um cadeado?

Uma mulher apareceu atrás da gente

– O losango significa proteção espiritual. É ele que afasta os espíritos ruins. — Era a voz da Yukina-dono, quando ela havia chegado ali?! — E o cadeado... é para que os espíritos ruins nunca mais voltem. Eu não acredito que você conseguiu salvar essa criança da escuridão só com três dias, você é realmente um garoto especial, Momonosuke.

– Mãe... Momo...!

Koutarou começou a chorar bastante, abraçando a mim e à mãe dele. É a primeira vez que eu vejo esse garoto dessa maneira, mesmo ele chorando ele parecia feliz, sabe? É como se um enorme peso tivesse desaparecido pra ele.

~ X ~

De volta ao presente

Aquilo faz tanto tempo... porque eu tô me lembrando disso agora?! Será que tem alguma coisa a ver com a história do Sanji em querer voltar para os companheiros dele? Nós dois somos os vilões, será?

– Ei, Momo! Porque você tá tão pensativo?! Pensei que "guerreiros" não dormissem em pé.

Koutarou surgiu já tentando me tirar a paciência como sempre...

– Hã? Eu não tô dormindo em pé! Eu só tava pensando na gente quando éramos pirralhos e você ficava chorando por causa de doce! Ah não, pera, isso acontece até hoje! Hahahahaha

– Idiota, eu não fico chorando por doce, tá? Você é que é um besta. Morre logo.

– Você não mudou nada, Koutarou-dono.

– Mas você mudou! Ficou mais irritante! Hum! — Ele falava fazendo biquinho que nem um crianção fazendo birra.

– É?

Andei até Koutarou e dei um beijo nele, como fazíamos quando criança.

– I-Idiota! Isso num tem mais graça...

– Eu te amo, Koutarou-dono.

Eu sorri pra ele dizendo aquelas palavras, não importa quantas vezes eu diga ele sempre fica vermelho que nem um tomate. É muito engraçado!

– I-I-I-Idi... aaaahhh! Você me irrita! Droga, eu vou voltar pra montanha antes que a minha mãe brigue comigo por sua culpa! Idiota! Idiota! Idiota!

– Hahaha, você nunca muda mesmo...

Notas finais
Curiosidades: - O aniversário do Kou eu puis no mesmo dia do meu ex, pq eu queria ele de Libra. E o do Momo eu puis com o meu aniversário, pq eu queria ele de escorpião.