Paixão Secreta
4 A realização de um sonho
Luffy levou seu convidado pela mão até o quarto, trancando a porta e colocando o rapaz muito mais alto de costas contra ela. Ergueu-se na ponta dos pés e avançou novamente sobre os lábios corados e carnudos. As mãos ligeiras e hábeis se enfiaram por baixo da regata preta, erguendo-a enquanto tateava o abdômen bem definido. Puxou a roupa por cima da cabeça, bagunçando a cabeleira verde, revelando a tatuagem no tórax. Era grande e selvagem como a aparência de seu possuidor, Luffy contornou o desenho com o indicador, até beliscar levemente um dos mamilos róseos e eriçados. Apesar de maior e mais velho, Bartolomeo não sabia muito o que fazer, estava atordoado com o rumo que aquela situação estava tomando, achou que pudesse estar sonhando, mas o calor contra seu corpo era real demais para ser sua simplória imaginação.
— O que foi? — Luffy parou, percebendo a tensão no corpo do outro e a feição meio retorcida. — Algum problema?
— Não, é só que... Não consigo entender o que está acontecendo. A gente nunca tinha se falado até agora, então... Então... — Barto fazia gestos com as mãos, tentando ilustrar a repentina cena. — Do nada sou convidado para uma festa, com pessoas que mal conheço e quando acho que as coisas não poderiam ficar mais estranhas você me beija e agora... Agora estamos no seu quarto prestes a fazer algo com que sonhei diversas vezes.
— Ei... — O moreno olhou no fundo dos olhos castanho avermelhados e, com voz melosa e aveludada, revelou — eu também sonhei com isso diversas vezes. Te observava todas as vezes em que você passava minutos olhando pela janela do segundo piso, sempre tão calmo, até mesmo distante eu diria. Ficava me perguntando sobre o que você tanto pensava, o que imaginava com tamanha concentração que mal ouvia quando o professor chamava seu nome. Estava pensando em mim?
Bartolomeo corou violentamente com a declaração e Luffy sorriu vitorioso, desta vez despiu-se da própria camiseta, abrindo os botões sem pressa alguma, observando o esverdeado salivar como um lobo desejando um pedaço de carne. Depois de jogar a peça de roupa para o lado, colocou os braços ao redor do pescoço de Bartolomeo, afagando os cabelos rebeldes, desmanchando o penteado de estilo punk.
Barto parou de se conter, puxou o menor para seu colo, erguendo-o pelo traseiro pequeno. Luffy enroscou as pernas em torno da cintura do outro, gemendo entre os beijos acalorados, enquanto era carregado até a cama. Caiu de costas sobre o colchão, desabotoou a calça jeans e a puxou para baixo, pela barra, com os dedos dos pés. A protuberância latejando sob a cueca vermelha, a mesma da foto, melando o tecido da peça com a lubrificação.
O mais velho deleitou-se com aquela visão excitante, enquanto o próprio pau começava a escapar pelo cós da calça larga. Levou os lábios ao pescoço de Luffy, traçando uma linha de beijos e chupões até o umbigo, tateando com a ponta dos dedos a cicatriz enorme que o jogador tinha bem no meio do peito. Tirou-lhe a última peça de roupa com os dentes e se pôs a fazer um boquete como nunca na vida.
— Pare... Você não precisa... — Luffy se contorcia sobre o lençol, os nós dos dedos das mãos esbranquiçados com a força que apertava o travesseiro.
Bartolomeu não parou até sentir o gosto do gozo em suas papilas gustativas. Era doce e quente como havia imaginado tantas vezes, pelas madrugadas ou intervalos da faculdade.
O moreno ficou de quatro, fazendo Barto se sentar com as costas apoiadas na cabeceira da cama. Puxou calça e cueca de uma vez só, num movimento rápido e fluído. Empinou o lombo para que o outro vislumbrasse seu traseiro em nova perspectiva, refletido no espelho na porta do meio do guarda-roupa. Agarrou o falo com uma das mãos e abocanhou a glande inchada, chupou-a delicadamente enquanto massageava os testículos com a mão livre. Passou a fazer movimentos circulares com a língua, como um espremedor de laranjas, sentindo o líquido de pré-gozo fluir em resposta ao estímulo intenso.
Bartolomeo soltou um remido gutural, entrelaçou os dedos aos fios sedosos do cabelo daquele que o fazia delirar. Puxou-lhe a cabeça pra cima, fazendo-o largar seu pau com um barulho se sucção, o fio de saliva escorrendo entre os lábios finos e o brilho de satisfação nos orbes negros.
Luffy abriu a gaveta da cômoda e tirou de lá uma bisnaga de lubrificante e uma camisinha extrafina, com a qual vestiu Barto. Colocou o gel nos próprios dedos e começou a preparar-se, enquanto beijava e mordiscava os lábios do punk entre suspiros e gemidos contidos.
Assim que achou ser suficiente, acomodou-se no colo dele e se sentou sobre o pau excitantemente rígido. Ambos gemeram e contraíram seus corpos com o contato abrupto. Luffy começou a rebolar o quadril, com as mãos apoiadas sobre os ombros largos de Barto, enquanto este o ajudava a quicar segurando suas coxas assaz torneadas, devido as inúmeras partidas de futebol.
O suor começou a escorrer pelos corpos em movimento e atrito, a janela do quarto embaçada devido a diferença de temperatura. Luffy começou a cansar, mas Bartolomeo ainda tinha muito o que oferecer. Deitou o menor novamente, começou a investir em um ritmo gostoso contra seu quadril, afundando os dedos nas coxas grossas erguidas, deixando vincos vermelhos na pele bronzeada.
— Mais forte... — O jogador pedia entre as arfadas. — Mais rápido...
Bartolomeu travou os pés na base da cabeceira e ergueu mais os quadris do moreno. E assim como pedido, acelerou as estocadas. Mais fortes, mais fundas... A cama rangeu e o lençol soltou-se. Ambos estavam chegando ao ápice.
— Senpai... Eu vou... Eu vou... — o maior mordeu o próprio lábio com aquele seu canino pontiagudo, fazendo brotar uma gota de sangue vermelho vivo.
— Goza em mim...
— O que?!
— Rápido!
Barto sacou o pau e retirou rapidamente a camisinha, Luffy agarrou-o ao seu, masturbando-os mutualmente. O orgasmo veio e o gozo viscoso jorrou sobre o corpo atlético do moreno. Bartolomeu começou a chorar, assustando Luffy que rapidamente se limpou com alguns lenços umidecidos e se pôs de joelho ao lado do esverdeado.
— O que foi? Está doendo alguma coisa?
— Não...snif... Eu só... snif... — Barto envolveu seu senpai em um abraço forte. — Eu só estou muito feliz.
Luffy suspirou aliviado e retribuiu o abraço. Depois se levantou e pegou duas toalhas grandes e felpudas no armário.
— Quer tomar um banho? As roupas do Ace são maiores, pego alguma coisa pra você vestir.
Bartolomeo meneou a cabeça em um gesto afirmativo e foi para o banheiro, ligou o chuveiro e deixou que a água morna caísse sobre suas costas, relaxando um pouco os músculos tensos com a surpresa sexual que foi aquela noite. Se banhou rapidamente e se secou, vestindo as roupas deixadas sobre o balcão da pia. Saiu com os cabelos úmidos jogados para trás, encontrando Luffy na cozinha pensando com a porta da geladeira aberta.
— Está com fome? — o moreno perguntou, pegando uma bandeja de ovos e queijo.
— Acho que é melhor eu ir — Bartolomeu enrolou suas roupas sujas no casado e caminhou até a saída. — Senpai... — Tentou falar, mas apenas um resmungo saiu entre os lábios retorcidos.
Luffy se aproximou, depositando um beijo doce e suave nos lábios do punk tímido.
— Até segunda Barto. Te vejo no treino.
Os olhos de Bartolomeo brilharam como duas estrelas cadentes, sorriu, segurando o choro e abriu a porta, dando de cara com Ace.
— B-boa noite! — O esverdeado curvou-se ligeiramente e escafedeu-se.
— Ué?! Achei que não ia mais ter festa. — Ace coçou a nuca, entrou e fechou a porta, deixando os sapados de lado. — Aquela roupa não era minha?
— Sim. Tive que emprestar, aconteceu um acidente com o molho de salsa – Luffy justificou, enquanto fazia uma omelete. — Achei que fosse passar a noite fora.
— Eu também... — Ace choramingou. — Mas era um traveco!
O irmão mais velho se debulhava em lágrimas enquanto o mais novo rolava de rir.
— Tenho que contar isso pro Sabo! — Luffy pegou o celular.
— A minha vida é uma desgraça — Ace se jogou no sofá, enxugou o rosto e encontrou a foto do irmão. — Não sabia que estava fazendo propaganda pra Calvin Klein.
— Me dá isso aqui! — Luffy arrancou a foto da mão do irmão e guardou no bolso na calça.
— Hum que suspeito... Nada de salsa, uma foto estranha e aquele cara saindo às pressas daqui com as minhas roupas... — Ace analisou tudo como um detetive numa cena de crime. — Aha! Então houve uma festinha particular aqui. Acho que você teria se dado bem com o travesti.
— Cala essa boca! — Luffy jogou as almofadas no moreno sabichão. — Pelo menos eu notaria a diferença.
Ace colocou a mão sobre o peito e abriu a boca, fingindo estar chocado.
— Boa noite irmãozinho.
— Boa noite Ace.
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