Pain, without love
2 Capítulo II
Notas iniciais
Capítulo II
POV Darien
Luíze sorrio simpática, Marcus a acompanhou e eu dei meu melhor sorriso cafajeste. Ela nos olhou de cima a baixo com desprezo, mas Quíron não pareceu notar e antes de sair disse:
– Se comportem, crianças. Façam a Beatriz se sentir em casa.
Luíze começou a se apresentar:
– Sou Luíze, filha de Hades. Este é Marcus, meu namorado, filho de Poseidon e aquele ali_ disse apontando para mim_ é Darien, filho de Zeus.
– Não venha com essa formalidade, logo, logo eu vou embora, eu odeio esse lugar e todos os que habitam aqui também, e isso inclui vocês. Mas agora tô afim de ir para o meu chalé, não me sigam. _ Beatriz disse, virou as costas e sumiu por uma das portas da sala, ficamos em choque, geralmente as pessoas nos tratavam como reis por sermos filhos dos três grandes, mas ela parecia não se importar.
– Quem ela pensa que é? _ perguntei _ ela tem que nos tratar com respeito, nós estamos acolhendo-a e é assim que ela retribui? Já não gosto dessa garota.
– Você não é o único que não gosta dessa garota _ concordou Marcus
– Calma garotos. Vamos dar um tempo a ela. Vamos? Depois conversaremos com Quíron.
O Acampamento Meio-Sangue tinha seguido o exemplo romano, tinha construído uma cidade. Agora os semideuses podiam ser guerreiros até os vinte e cinco anos e enquanto isso estudar em uma universidade. Depois do jantar (no qual a Beatriz não apareceu), fomos para a fogueira. Sentei ao lado de um amigo mais velho, Felipe, filho de Ares. Quando ele comentou:
– Você viu quem voltou? _ ele não deu tempo para mim responder e continuou_ Beatriz, a filha de Nyx. Essa garota é um monstro.
– Porque você diz isso_ perguntei realmente confuso. Ela pode ser estranha e mal-educada, mas não ao ponto de chama-la de monstro.
– Uma vez, quando ela era menor e passou um tempo no acampamento, ela devia ter uns oito ou nove anos, ganhamos uma missão juntos. Eu tinha dezoito, e a primeira coisa que eu pensei foi ”sério que eu vou ser acompanhado por uma criança? ”. Pensei que teria que protegê-la a missão inteira, mas não foi bem assim.
“ A Beatriz matava como se gostasse daquilo, matava mortais e monstros. Matava como se aquilo fosse a coisa mais legal do mundo, sempre com um sorriso no rosto. Pra falar a verdade ela sempre está com aquele sorrisinho cínico no rosto, chega a dar raiva. Mas desde a missão, excluem a Beatriz de tudo. Os semideuses, sátiros e ninfas tem medo dela. Quando ela foi embora, umas semanas depois da missão ela disse: “é bom mesmo que tenham medo de mim, pois se for preciso mato qualquer um de vocês”, então ela abriu suas asas e nunca mais foi vista até ontem.
– Calma, ela tem asas? Como eu não vi? E aonde ela passou todos esses anos? É impossível um semideus igual a ela viver entre os mortais. _ eu disse tudo em um fôlego só
– Sim, ela tem asas. E as asas dela ficam em cicatrizes nas costas, só saem quando ela precisa. E ninguém sabe aonde ela passou todos esses anos, muitos disseram que ela estava morta, mas parece que não. _ ao terminar de dizer isso se levantou e foi embora me deixando sozinho com meus pensamentos. Ela é realmente tão cruel?
Me levantei e fui em direção ao meu chalé, precisava dormir um pouco.
Se passou uma semana. Não vi Beatriz nesse tempo. Mas em uma tarde enquanto eu estava na floresta com uma “amiga”, Marcus chegou e disse que tínhamos reunião. Dispensei a filha de Afrodite, me levantei e segui Marcus, o caminho foi silencioso.
Entramos e fomos direto para a “sala de reunião”. Encontramos a Luíze, Beatriz e Cris, um filho de Apolo que se não me engano tem uns vinte e dois anos, ele era um dos únicos que não tinha medo dela e nessa semana ele tinham se tornado amigos. Estavam todos sentados na mesa, junto deles estavam também Quíron e o Sr.D, eles não estavam com caras muito boas.
– Me chamaram? _ pedi e vi Beatriz revirar os olhos, mas fica em silencio
– Sim, te chamamos. _ Quíron respondeu _ pode começar Beatriz _ disse se virando para ela
– Bom, hoje mais cedo tive uma visão_ ela declarou
– Visão? _Luíze indagou surpresa
– Nyx é deusa da profecia também _respondeu ela, por incrível que parece, calmamente _Como eu ia dizendo, tive uma visão. Tenho quase certeza que a grande profecia se realizará em breve e nós cinco estamos envolvidos_ ela disse apontando para os semideuses presentes. O silencio incomodo reinou.
– Quando vocês vão sair? _ Perguntou Quíron olhando diretamente para Beatriz
– Em duas semanas, no fim da tarde. Iremos navegando. _ ela respondeu sem nenhuma emoção na voz
– Durante essas duas semanas vocês passarão todos os dias juntos. Terão o mesmo horário e isso é uma ordem _Quíron ordenou, e nem Beatriz se opôs
Debatemos por mais uma meia hora, estava decidido, iremos para a missão que pode acabar com o mundo. Quando saímos já estava de noite, todos estávamos em silencio. E o silencio reinou também no jantar, nem um de nós cinco teve animo para ir na fogueira. Nós seguimos juntos até os chalés, o primeiro foi o de Apolo, depois o de Hades e o de Poseidon, sobramos somente eu e a Beatriz. Fiz questão de levá-la até a porta do seu chalé. Quando chegamos reparei pela primeira vez no Chalé 28. Ele era preto, mas já o vira azul escuro. Acima da porta tinha um pentagrama prata, cada ponta de uma cor, azul, branco, vermelho, verde e roxa.
– Ahm... Boa Noite? _disse/perguntei, tenho a leve impressão que vi, rapidamente, um sorriso passar por sua boca. Uma boca muito bonita, vermelha e ... eu preciso parar com esses pensamentos.
– Boa Noite, filho do Céu_ disse e logo depois entrou no chalé.
Mais tarde, em meu chalé notei que ela tinha dito “filho do Céu” com certo desgosto. Fiquei pensando no porquê disso até que enfim caí na inconsciência.
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