Notas iniciais
Desculpa a demora, estudo em tempo integral e não tive tempo de escrever. Boa Leitura!!

Capítulo III

POV Beatriz

Estava frio e chovia muito. A garotinha gritava pedindo socorro, ela chamava por sua mãe, por seu pai e seu irmão, mas ninguém a escutava, ela rezou para Nyx, para Zeus, para todos os deuses que lembrou o nome no momento, porém não recebeu resposta.

Então, com muito esforço, a menininha se levantou e correu, correu muito, correu para longe do carro em direção a sua casa. Quando ela chegou lá, um terrível monstro a esperava. Um leão, um leão gigantesco, que, depois descobriu ser o leão de Neméia. O leão pulou em cima dela e fez um corte imenso no seu abdômen, quando o leão ia matá-la...

–Droga_ murmurou _ de novo esse pesadelo!

Acordei assustada, tenho esse mesmo pesadelo desde quando posso me lembra. Sei que estou com os olhos cheios de lágrimas, sei que meu coração estava acelerado e odeio isso, odeio não saber o que acontecia depois e também odeio o jeito que esse pesadelo me deixa. Só me lembrava de ser atacada pelo leão e desmaiar, depois acordei no acampamento das caçadoras de Ártemis. Elas disseram que me encontraram no chão de minha casa, mas o leão estava morto e minha ferida estava curada, mas não encontraram ninguém no local. Entretanto ainda descobrirei o que aconteceu. Para tentar me acalmar digo a mim mesma em pensamento “respire, isso aconteceu a muito tempo, dez anos já se passaram, você tem que se acalmar”.

Olho o relógio, são oito horas da manhã, faz muito tempo que não durmo tanto. Me levanto, tomo um banho rápido e faço minha higiene pessoal. Me visto como de costume, meus coturnos, calça jeans preta, camiseta do “AC/DC” e um casaco, também preto, por cima. Finalmente vou para o refeitório. Quando chego lá todos ficam em silêncio. Sei que eles têm medo de mim, mas assim é melhor, para a minha segurança e a deles. Vou direto até minha mesa, sento e como uma pera.

Tenho que esperar os outros quatro semideuses terminarem suas refeições, para podermos treinar juntos. Não gostei quando Quíron declarou isso, mas fazer o que, né? Minha mesa era a mais escondida, ficava no local mais escuro do refeitório e a mesa mais próxima a minha era a mesa de Luíze, a mesa de Hades. Procurei com os olhos os semideuses que fui obrigada a passar o dia inteiro junta. Luíze na mesa de Hades, OK. Marcus na mesa de Poseidon, OK. Cris na mesa de Apolo, OK. Darien na mesa de Zeus, OPA, cadê o Darien?

Nesse momento Darien entra no refeitório, com cara de sono e parece estar de ressaca. O meu sangue sobe, uma raiva incomum me invade, ele é idiota? O mundo está prestes a acabar e ele fica indo em festinhas para encher a cara? Me levanto e sigo para a área de treinamento antes que eu faça alguma merda e me arrependa depois. Ao sair bato meu ombro no braço dele, ele me manda um olhar mortal e eu apenas o devolvo, arg... como eu odeio esse garoto.

****

– Vamos treinar o que hoje? _pergunta Luíze para Quíron

Todos já estavam na área de treinamento. Eu e Darien nem nos olhávamos. Ele realmente tinha ido a festa, e pelo que me contaram, ele bebeu até não poder mais. Eu estava furiosa, mas transparecia indiferença.

– Vocês treinarão esgrima, as duplas serão: Luíze e Cris, Marcus, você luta com quem perder _ respondeu Quíron_ Beatriz e Darien, vocês lutarão entre si.

Sem falar nada entrei na arena.

– Preparada para perder _ indagou Darien

– Cale a boca e lute _ respondo, Darien puxa uma espada da bainha, ela é de bronze celestial, o cabo de couro azulado com um raio desenhado.

– Aonde está sua espada?

Encosto o dedo em meu anel e minhas espadas aparecem, suas lâminas são negras, seus cabos de couro escuro e abaixo do cabo a duas argolas de couro que facilitam o manuseio. Nas lâminas tem uma lua desenhada.

Darien estava surpreso, mas não dei tempo para ele pensar e ataquei. Ele estava meio lerdo por causa da ressaca, então o desarmei com facilidade, virei de costas e fui embora. Ele estava desorientado, sua boca estava aberta e, por dentro, eu estava sorrindo.

****

Muitos dias se passaram, amanhã iriamos para a missão, nós estávamos nervosos, por isso fomos dispensados das atividades. Passei o dia inteiro no meu chalé. Ele era imenso, dois andares, um no sub solo. O andar no sub solo era uma sala de treino, mas ela era diferente de qualquer sala. Nela eu poderia soltar todo o meu poder que ninguém sentiria. Eu tinha ganhado ela a uns anos atrás, quando ainda era uma criança.

As sete horas da noite fui chamada para uma última reunião antes da missão. Quem veio e chamar foi meu único amigo do acampamento, o único que não sentia medo, raiva ou repulsa por mim, Cris, o filho de Apolo. Fomos conversando, quando chegamos lá Quíron e os outros já estavam lá.

– Vamos começar. _ disse Quíron _ Mais alguma visão, Beatriz?

– Somente frações, Quíron

– Certo, amanhã quero todos prontos as seis e meia no pinheiro de Thalia. Alguma dúvida sobre a missão?

– Vamos para uma missão sem uma profecia? _ perguntou Luíze

– Exatamente, isso é muito difícil de acontecer, mas acontece.

– Para onde vamos então? _ indagou Darien

– Las Vegas, a terra do deus renegado_ respondi sem mais delongas

– Que é o deus renegado? _ pediu Cris

– É isso que vamos descobrir _ digo _ se me derem licença vou me retirar

Marcus e Quíron assentiram, Luíze e Darien ignoraram e Cris disse que me acompanharia.

Quando chegamos na frente de meu chalé nos despedimos e então entrei e tentei dormir, minhas tentativas foram em vão e mais uma vez eu vi ao longe Apolo surgir com seu carro e Ártemis dizer adeus, vi as estrelas se apagarem e a Aurora aparecer. Mas uma noite sem dormir por causa dos malditos pesadelos.

Hoje começaria a missão que poderia salvar ou destruir o mundo, e essa responsabilidade está em nossas mãos, um grupo de adolescentes que se acham os donos do mundo, os imortais, mas eles não têm ideia do que os esperam.

Notas finais
Comentem!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.