Pain Of Love
7 Capítulo 7 - Aparentemente diferente
Notas iniciais
Espero que gostem, boa leitura (:
Tom POV
As lágrimas desciam por meus rosto mas eu não fiz esforço para contê-las. Apenas deixei-as livres para saírem e levarem tudo aquilo que estava preso em meu peito. Sinto-me abafado, sufocado com a dor latente do arrependimento. Agora, olhando pra trás depois de tudo, vejo o quão precipitado eu fui. Continuo achando que ele merecia apanhar por ser gay, mas não daquela forma. Errei em descarregar toda minha raiva em Bill, talvez se eu tivesse e controlado um pouco mais, tudo isso não estaria acontecendo, pelo menos não nessas proporções.
Jogado na cama, encarando o teto, absorto em pensamentos. A realidade não parecia se encaixar, parecia errada, simplesmente não se encaixava. Eu nunca havia visto minha mãe daquele jeito; nervosa, irritada, desequilibrada. Obviamente não concordo com as punições que ela me aplicou, mas não pretendo desobedecê-las. Não quero que ela tenha ainda mais motivos para não confiar em mim.
Meu irmão sumiu no mundo, minha mãe estava fora de si, Gordon havia se trancado no quarto, provavelmente para não fazer algo sem pensar, e tudo por minha culpa. Isso me fez pensar em onde e como meu irmão estaria. Seria ele mais feliz longe de mim? Ele estaria bem? Qual seria seu novo lar?
Sinceramente espero que ele esteja bem. Tenho leves suspeitas que ele esteja, covardemente, escondendo-se na casa de Andreas. Não posso ficar aqui esperando que as coisas se resolvam sozinhas, se eu quiser que algo aconteça, tenho que correr atrás. Repentinamente, levantei da cama e saí do quarto à procura de minha mãe. Achei-a em seu quarto, como esperado.
- Mãe, vou procurar Bill. – anunciei, sem pedir permissão.
- Você o que? Ta maluco, moleque? Você não vai sair de casa.
- Vou sim, vou procurar meu irmão.
- Agora ele é seu irmão? Acho que não foi bem isso que se passou pela sua cabeça quando você bateu nele. – ele falava, séria.
- Eu não disse que estava certo em ter feito aquilo, mas me arrependo, quero meu irmão de volta, estou preocupado...
Ela suspirou. Também estava preocupada, e então seu instinto materno falou mais alto.
- Não demore, senão seu castigo piora.
Agradeci e saí, antes que ela pudesse mudar de ideia. Andei até a casa de Andreas e hesitei um pouco antes de bater à porta. Se meu irmão estivesse lá, será que ele deixaria eu me desculpar? Será que Andreas aceitaria me ver? Se eu não arriscar, não irei descobrir.
Bati à porta, que logo foi aberta pelo amigo de meu irmão.
- Tom, o que você está fazendo aqui? – ele questionou sério.
- Estou procurando o Bill, ele está aí?
- Como você pode achar que está tudo bem assim e que ele voltaria pra casa com você? Você tem noção do que fez? Os danos físicos e psicológicos que você causou são imperdoáveis! – ele estava indignado.
- Poupe-me do seu esporro de mãe, ela já se adiantou nisso. Mas ele está aí ou não?
- Não. Ele não ficou por muito tempo por aqui, já saiu há algum tempo.
- Pra onde ele foi? – pressionei.
- Eu não sei! Ele não me disse nada!
- Mas ele te conta tudo, tem que ter dito!
- Mas dessa vez não disse, ok? As pessoas mudam quando são forçadas, Tom. Você devia ter pensado nisso antes de ter se tornado um monstro.
- Droga. – eu disse por fim e saí.
Tudo aquilo estava me estressando demais, me irritando. Eu preciso de algo que me acalme, que me distraia, algo interessante.
Mulher. Talvez isso clareasse minha mente.
Lembro-me que Kelly não mora muito longe de Andreas, então acho que não há nada demais em passar em sua casa e convidá-la pra sair. Cinco minutos de caminhada e eu estava na porta da casa da garota. Toquei a campainha e ela atendeu.
- Oi, Kelly. – sorri.
- Olá, Tom. – ela sorriu de volta. – O que o traz aqui?
- Bom... queria saber se você gostaria de sair comigo, mas tem que ser agora.
- Sabe o que é... é que eu não estou muito afim de sair de casa hoje. Mas meus pais não estão em casa, se você quiser me fazer companhia... – ela falou manhosa.
- Eu não me importaria. – Sorri malicioso e ela fez o mesmo.
Eu já saí com Kelly algumas vezes, sabia que ela era fácil, mas isso foi um golpe de sorte. Ela abriu a porta e eu entrei.
POV Autora
A garota fechou a porta assim que Tom passou. Ela usava um short curto, camiseta e o cabelo castanho preso em um elástico. O de dreads sentou-se no sofá, sem se preocupar muito com sua péssima postura. Não parecia entretido olhando a televisão, estava interessado em outra coisa. A garota sentou-se ao lado dele e também parecia olhar absorta o programa de clipes que passava.
- Que tal um refri? – ela sugeriu.
- Por mim tudo bem.
Kelly foi até a cozinha e não demorou a voltar com os copos. Colocou os refrigerantes em uma pequena mesa ao seu lado, um pouco longe de Tom.
- Você só vai ganhar se pagar um preço. – ela propôs.
- Ah é? Que preço?
- Bom... Tente adivinhar.
- E se eu te disser que não vou pagar preço nenhum?
Ele disse e se debruçou sobre a garota, fazendo-a deitar no sofá. Tom estava por cima de Kelly, e estavam tão próximos que podiam sentir o calor de seus corpos. Seus rostos estavam separados por uma distância minúscula, tanto que podiam sentir a respiração um do outro. Os olhares se atraiam, não se desviavam, nem mesmo quando Tom alcançou o copo e sorriu.
- Eu disse que não ia pagar preço nenhum. – ele se gabou.
A morena se limitou a sorrir e voltar a olhar para a televisão. Poucos minutos se passaram, e Tom pôs um dos braços em torno do ombro de Kelly.
- Você não me convidou pra entrar só pra assistir televisão, não é? – ele cochichou no ouvido dela, falando suavemente.
Antes que ela pudesse pensar em responder, ele pôs a mão livre no queixo da qual ele abraçava e virou seu rosto para si, beijando-a. Sua língua passava nos lábios macios da garota, pedindo passagem. Ela cedeu e um beijo acelerado deixava-os envolvidos um no outro, ignorando completamente a televisão. Novamente, ele debruçou-se sobre ela, dessa vez com intenções mais ousadas. Sem separar os lábios, Tom tirou a camiseta justa de Kelly, jogando-a na mesa.
- Hey, calma ai. Estamos na sala, no sofá! Vamos para o meu quarto, lá é mais reservado e confortável. – ela sorriu maliciosa.
De mãos dadas, andaram até o quarto. Ela o guiava, e seu olhar não negava o interesse.
Ela empurrou o garoto na cama e fechou a porta. Voltou e, com calma, deitou-se sobre Tom. Beijou-o e ele passava as mãos por todo o corpo da garota e, com um movimento rápido, o garoto inverteu as posições. Agora ele a dominava. Ela tirou a blusa larga de Tom, deixando a mostra o abdômen definido do rapaz. Ele tirou as próprias calças, ficando de cuecas boxer pretas, e ela também tirou o próprio short, ficando apenas de roupas íntimas.
Com uma mão ele se apoiava para não cair sobre Kelly, e com a outra acariciava as curvas da garota. Sua mão percorria o elástico da calcinha, também passando pela cintura e quadril. Com a boca, Tom tirou o sutiã da garota de cabelos castanhos. Passou a língua pelos seios dela, mordiscando o bico de leve. Ela estava gostando, e também corria as mãos pelo corpo dele. Já se podia notar a ereção de Tom começando.
Ele ergueu a cabeça e levou a boca até o pescoço dela, puxando a pele com os lábios. Ela colocava a mão em sua nuca, incentivando-o a continuar. Kelly desceu a mão até o elástico da cueca do de dreads e não hesitou em ultrapassá-lo. Com movimentos suaves, ela masturbava o garoto, que emitia baixos sons de prazer. Voltaram a se beijar, mas dessa vez era muito mais acelerado. Tinham pressa, sede, desejo um do outro.
Aquilo não durou muito, e logo a cueca já estava apertada demais. Ela fez o favor de tirá-la, enquanto Tom também arrancava sua última peça de roupa. Ele começou a beijar o corpo da morena, passando por seus seios, ultrapassando o umbigo e parando na virilha. Ela não se importaria que ele continuasse descendo, mas Tom mudou de idéia. Novamente, ela passou por cima dele e agora era o loiro quem estava deitado. Ela também queria brincar e desceu a língua pela barriga definida, descendo até a virilha e parando ao lado do membro ereto.
Kelly pôs na boca tudo aquilo que cabia e começou um movimento de vai e vem, fazendo Tom morder o próprio lábio de prazer. Ela continuava, e ele queria mais. A garota parou com o ato assim que percebeu que Tom já se controlava para não gozar.
Mais uma vez, ele ficou por cima dela e agora afastava as pernas da morena delicadamente. Ele a penetrou e fazia movimentos suaves, também mordiscava a orelha dela. Formavam um casal jovem, cada um com 17 anos, mas não pensaram duas vezes antes de fazer tudo aquilo, aliás, não era a primeira vez de nenhum dos dois.
Tom acelerou os movimentos, ambos estavam envolvidos. Na beira do ápice, o loiro já não controlava mais os gemidos. Em poucos segundos, tiveram seus orgasmos ao mesmo tempo, e Kelly não impediu um alto som que escapou de sua garganta.
Cansados, satisfeitos e suados, deitaram lado a lado. Ela mantinha a cabeça apoiada no peito de Tom, que acariciava seus cabelos. Não demoraram a cair no sono e dormiram ali, abraçados, depois de todos aqueles atos e provocações.
~~~
O barulho da porta da frente da casa sendo aberta acordou Kelly. Assustada, ela também acordou Tom, para que ele pudesse fugir. Seus pais nunca poderiam saber do que aconteceu. O desespero tomou conta de sua mente e ela se vestiu apressadamente.
- Tom, meus pai chegaram! Eles não podem saber que você esteve aqui! Por favor, vista-se e saia! – ela falava aceleradamente.
Sem pensar duas vezes, o de dreads colocou suas roupas e conferiu se não tinha esquecido nada.
- Mas... Como eu vou sair daqui? – ele estava nervoso, também não queria ser pego.
- Pula a janela, aí é só sair pelo jardim!
Assim que a garota terminou a frase, passos no corredor e a maçaneta sendo girada atraíram suas atenções. Entreolharam-se, a mesma dúvida em suas cabeças: seria esse o fim?
Notas finais
E então, gostaram? O que acharam dos momentos mais hot, hein? Reviews? :3
Fale com o autor