Pain Of Love

21 Capítulo 21 - Imprevisto


Notas iniciais
Ayo whassuuuuuuuuuuup? q
Bom, agora chegamos mais ou menos até a metade da fanfic lol ~~ou próximo disso~~
Mas, apesar disso, ainda tem muuuuita coisa pra acontecer, aguarde :3
Enfim, boa leitura ^^.

Tom POV

Assim que o dia amanheceu, meu sono sumiu. Talvez tenha sido porque as poucas horas que consegui dormir tenham sido suficientes, talvez porque outra coisa não me saía da mente. Arrependido de não ter ligado eu estava, sim, mas também tinha aprendido a me conformar, seria mais fácil lidar com a saudade do que com a dor de ter quebrado uma promessa.

Era estranho lembrar de Bill tantas vezes ao dia, era estranho sentir meu coração pulsar mais forte todas as vezes que meus ouvidos fantasiavam ouvir o som de sua voz. Algumas vezes minha mente me pregava peças, quase como se eu o visse como mais que um irmão, mas ainda me doía pensar se isso era ou não verdade, eu tinha medo da resposta.

Depois de um longo banho, desci as escadas até a cozinha, minhas pernas fraquejaram alegando o cansaço conseqüente da noite mal dormida. Em frente ao fogão, minha mãe preparava o café da manhã enquanto Gordon folheava o jornal, sentado à mesa.

– Bom dia. – cumprimentei.

– Bom dia. – responderam em uníssono.

Gordon não levantou o olhar ao responder, já Simone, encarou-me com um olhar confuso.

– Acordado a essa hora meu filho? Você sempre dorme até tarde, o que houve?

– Não consegui dormir direito. – respondi puxando uma cadeira para sentar – O que temos para o café hoje?

– Ovos com bacon. – respondeu sorrindo.

Tranqüilo e com um diálogo agradável, após terminarmos de comer, permanecemos à mesa por mais tempo do que esperávamos, até que minha mãe correu apressadamente e com um sorriso no rosto até a sala. Voltou saltitando poucos segundos depois, erguendo um DVD como troféu.

– Que tal um sessão de cinema em família? – ela propôs – Com esse tempo chuvoso e uma pipoca, cairia muito bem.

– Eu apoio. – respondi me animando, fazia tempo que não tínhamos um momento em família, essa era a oportunidade perfeita, apesar da falta de uma pessoa importante.

Jogados no sofá e partilhando um balde de pipoca, nós três prestávamos atenção no filme de ação que minha mãe tinha escolhido. Ou pelo menos eu tentava prestar atenção e conter meu cérebro de imaginar Bill ao meu lado.



Bill POV

– Como estou? – Mia perguntou enquanto dava uma volta para que eu pudesse ver suas roupas.

– Linda!

Ela sorriu sem graça e saltitou em minha direção, imediatamente puxando-me pela mão para o quarto.

– Agora é sua vez de ficar lindo.

– Mia, eu já disse que não vou.

– Você vai mesmo me deixar ir sozinha? Preciso de um homem forte e que me proteja!

– Então falou com a pessoa errada, não acha? – ambos rimos.

– Por favor, Bill, você não sai nunca de casa, precisa se divertir. – ela pediu com a expressão mais fofa que eu já havia a visto fazer.

– Ok ok, você me convenceu! – ergui as mãos em rendição – Espere um pouco que eu vou me vestir. – e caminhei desanimado até o quarto.

Troquei-me completamente desmotivado, arrumei o cabelo como de costume, assim como fiz com a maquiagem. Quando saí do quarto, um sorriso vitorioso se formou no rosto da ruiva enquanto ela me analisava.

– Bem melhor assim. Vamos?

Aonde vamos? – questionei temendo a resposta.

– Em uma boate que abriu aqui perto, você vai gostar. – garantiu.

– Você sabe que eu não gosto desse tipo de lugar, Mia. – falei manhoso – Eu até vou, mas não vou ficar muito tempo, ta?

Ela concordou com certa dificuldade e saímos do apartamento lado a lado, indo até a boate andando mesmo.

Na porta do local alguns pequenos grupos de pessoas conversavam, passamos por elas e entramos no lugar. Como esperado, era escuro e a luz negra doía meus olhos antes que eu me acostumasse com ela, mesinhas e bancos ficavam dispostos ao redor de um bar, no canto do salão, o restante fervia de pessoas dançando ao som da batida eletrônica da música.

Não se encaixava na minha definição de lugar agradável, mas Mia me prometeu que não demoraríamos, então eu poderia agüentar um tempo ali. Ela me puxou pelo pulso até o bar, onde pediu um drink para nós. Logo terminamos as bebidas e fomos para a pista de dança, afinal, era para isso que estávamos ali.

– Aqui não é meio cheio? Acho melhor irmos para casa. – disse em seu ouvido, caso contrário ela não ouviria.

– Ah Bill! Você disse que ficaria um pouco para dançar, daqui a pouco a gente volta, você precisa se divertir.

Relutante, assenti e, de má vontade, comecei a dançar de frente pra Mia no ritmo da música. Parecia que toda minha empolgação havia sido transportada pra ela. Estranhamente, depois de alguns minutos a energia da música pulsante me animou, eu finalmente estava conseguindo me divertir, obviamente, isso deixou Mia realizada.

– Já venho, vou buscar uma bebida para nós. – disse ela antes de sumir em meios às pessoas.

Continuei no ritmo da música, o barulho alto não permitia que meus pensamentos fluíssem livremente, portanto, eu estava apenas disperso. Todas aquelas luzes e a música alta diminuíam a minha noção do tempo passar, quando percebi, apenas senti uma mão feminina trilhar um caminho sinuoso por debaixo da minha camisa, das costas ao abdome. Um arrepio percorreu minha coluna quando os dedos frios tocaram minha pele quente.

Virei-me bruscamente procurando ver quem fora capaz de tal abuso e encontrei uma garota aproximadamente da minha idade, cabelos castanhos e olhos expressivos contornados por uma maquiagem forte, tinha um sorriso de canto nos lábios cheios e rosados. Ficando levemente na ponta dos pés, ela aproximou seu rosto do meu e me olhava fixamente nos olhos, eu estava paralisado.

– Quem é você? O que pensa que está faz...

Minha frase ficou pela metade quando ela selou meus lábios sem aviso prévio e sem a menor delicadeza. Mas meu susto não levou tanto tempo já que, logo em seguida, vi Mia puxar a garota pelo ombro autoritariamente.

– Hey, o que você pensa que está fazendo!? Sai de perto do meu irmão agora antes que eu mude de idéia em ser boazinha com você. – a ruiva ameaçou com a pequena mentira na parte do “irmão”.

– E o que você vai fazer? – a garota rebateu num tom de desprezo.

Imediatamente após que a morena terminou a frase, vi Mia acertar-lhe um soco no rosto forte o bastante para a garota cambalear. Temendo uma violência maior e desnecessária, puxei Mia pelo braço, que tentou evitar, mas por fim desistiu.

A garota xingou meia dúzia de palavras nervosamente e saiu, só então sentia a ruiva ao meu lado respirar fundo e relaxar sua musculatura antes tensa.

– Vamos embora daqui. – eu disse enquanto a puxava em direção á saída.



POV Autora

Era uma monótona manhã de domingo quando Bill e Mia estavam jogados no sofá assistindo a um programa qualquer quando um assunto que o alemão queria evitar veio á tona.

– Já escolheu o que vai querer de presente? – ela quebrou o silêncio.

– Como?

– Não se faça de tonto, seu aniversário é semana que vem e você sabe muito bem disso.

– Ah é verdade, eu tinha me esquecido. Mas não tenho muito o que comemorar, tudo piorou tanto... As coisas só estão começando a melhorar agora.

– Deixa de ser pessimista, nós vamos sim comemorar! – tentou encorajá-lo com um sorriso.

Ele limitou-se a sorrir fraco de volta, algumas lembranças não tão agradáveis lhe pulando automaticamente à mente.

**********


– Tchau, Mia. – despediu-se ao sair.

O final de semana mal tinha durado e já era segunda-feira. Uma segunda-feira diferente, diga-se de passagem.

Era uma das poucas vezes que se atrasara para o emprego, então andou o mais depressa que suas pernas permitiam. Passou rápido pela recepção e logo estava no corredor dos estúdios, procurando por Krystal. Suas esperanças de encontrá-la lá estavam se esgotando quando, num canto de um dos últimos estúdios, um homem curvado mantinha-se sentado no chão em silêncio. Demorou alguns segundos para perceber que era Peter e assim que o fez, imediatamente abaixou-se à sua frente.

– Peter? Está tudo bem? – Bill perguntou atencioso.

Com a voz suave e musical do alemão, Peter ergueu o olhar fazendo com que os orbes verdes inundados por lágrimas pudessem ser vistos.

– Não, não está. – respondeu com dificuldade.

– O que houve? – questionou suavemente, não queria pressioná-lo numa situação daquelas.

– Foi o Chace, nós terminamos. – disse de uma vez enquanto olhava-o nos olhos.

– Sinto muito. – respondeu acariciando-lhe o antebraço – Se precisar conversar com alguém, estou aqui.

– Obrigado, Bill. – respirou fundo enquanto fez uma pausa, e então continuou – Sabe, eu nunca achei que ele fosse ser capaz disso. – começou, já não encarava mais os olhos castanhos de Bill, seu rosto estava virado para o lado – Não achei que fosse um cafajeste.

– Então vocês brigaram por algo que ele fez de errado?

– Sim, eu descobri que ele estava em traindo, aí nós brigamos e eu terminei. O pior é que eu ainda gosto daquele idiota.

– Não fique assim, se ele realmente fez isso, não merece suas lágrimas.

Aproximando-se um pouco mais, Bill abraçou-o e foi igualmente retribuído, o americano precisava de um ombro amigo. Escondeu seu rosto na curva do pescoço do mais novo enquanto suas lágrimas brotavam continuamente, Bill acariciava-lhe os cabelos suavemente. Ficaram ali por alguns minutos, Peter sentia um conforto que há muito tempo havia sido esquecido.

Aos poucos, o alemão desfez o abraço e afastou-se, parando de frente um para o outro, trocando olhares profundos. O silêncio pairava no ambiente, mas não era incômodo, era a simples falta das palavras adequadas para o momento. Bill sorriu de canto ternamente e, como conseqüência, despertou um sorriso singelo também em Peter.

Mas o que o alemão não sabia era que o americano já estava cansado de controlar seus impulsos, e aquela situação era tentadora demais. Sutilmente e com o olhar fixo nos lábios de Bill, ele diminuiu a distância entre os corpos lentamente, até que sentiu a respiração quente e ligeiramente alterada do outro em seu rosto.

O dos orbes verdes capturou os lábios do alemão em um átimo, seus olhos fechados contrastavam com os arregalados e surpresos de Bill. Não tinha força ou violência ali, mas sim atitude. Depois de certa insistência, o mais novo concebeu a passagem para que suas línguas começassem uma suave e harmoniosa dança. Agora Bill também aproveitava o momento, não podia negar as diferentes sensações provenientes do toque daqueles lábios.

Mas tão rápido como começou, o beijo foi interrompido quando um choque de realidade atingiu Bill.

– Eu não deveria estar aqui, preciso trabalhar.

E assim o alemão saiu da sala o mais rápido que pôde, tentando entender a própria mente e o que, de fato, tinha acabado de acontecer.

Notas finais
Não me matem, por favor ç-ç
Gente, vocês tão tão sumidinhos... Poxa, eu queria tanto saber o que vocês tem achado... Mesmo que pequenos, comentários são sempre uma alegria quando sinceros, não tô pedindo muito, só pra vocês se esforçarem pra deixar um review do mesmo jeito que eu me esforço pra estar sempre aqui atualizando, ok? Nem é difícil ç-ç