Pain Of Love
20 Capítulo 20 - Construindo o próprio futuro
Notas iniciais
Bom, essa fanfic é meu xodó desde sempre e não pretendo jamais pará-la. Mas eu tenho demorado por causa da escola, eu escrevo ela em uma caderno, durante as aulas (é, um exemplo de pessoa estudiosa) mas minhas notas não estão lá muito exemplares e eu to precisando prestar atenção agora KK ):
Com isso, falta um pouco de tempo, as provas também não ajudam. Mas mesmo demorando um pouquinho, espero que vocês não me abandonem, sempre que eu conseguir tem capítulo novo c:
É isso, espero que entendam e chega de falação KK
Boa leitura!
Tom POV
Finalmente o final de semana tinha chegado. Bom, não o fim de semana propriamente dito, mas já era manhã de sexta-feira. Me arrumei e fui para a escola normalmente, as aulas foram, como sempre, tediosas e monótonas.
Depois da aula, Gustav tinha marcado de ir com alguns amigos ao shopping e me chamou para ir junto, como eu precisava me divertir um pouco e ele e Georg pareciam boas pessoas, aceitei o convite de bom grado. Na aula, assim como nos outros dias, John e Damon tentavam se divertir à custa da minha humilhação, mas os ignorei.
Encontrei Gustav, Georg e outros garotos que eu não conhecia no pátio, logo depois da aula, e fomos em grupo até o pequeno shopping que ficava ali perto. Chegando lá, decidimos por ficar em um espaço onde se encontravam vários jogos eletrônicos, por coincidência, o mesmo local onde um tempo atrás fui com John e Damon.
Claro que algumas lembranças me vieram à mente, mas eu precisava esquecê-las se quisesse continuar seguindo em frente. Eu precisava daquele tempo livre, precisava daquelas risadas e dos assuntos que não giravam em torno de sexo e mulheres.
Senti um leve tapa no ombro, virei-me e encontrei Georg sorridente com uma guitarra de vídeo game nas mãos.
– Que tal uma partida? – ele propôs.
– Claro. Veremos se consegue me vencer. – provoquei.
– Digo o mesmo. – ele riu baixo, convencido – Quem perder compra um sorvete.
– Fechado. – posicionei-me de frente para a tela assim como ele.
O jogo começou e eu estava confiante da minha vitória, já que Guitar Hero sempre foi um de meus jogos favoritos. Mas aos poucos essa confiança foi diminuindo, Georg era realmente bom. Por mais que eu me esforçasse, não conseguia pontos suficientes para ultrapassá-lo, e assim deu-se continuidade à partida até que chegasse o fim da mesma. E lá se foi o meu orgulho.
– Yeah, sorvete de graça! – gritou Georg, sorridente, e sendo repreendido por um dos funcionários devido ao seu tom de voz um tanto exagerado.
– É, você é melhor do que eu pensava... – comentei sem saber muito bem o que dizer.
– Obrigado, você também não é um oponente fácil.
Sorri fraco e fomos a outros jogos. Eu mal falava com os demais garotos além de Gustav e Georg, mas estava sendo um lugar agradável. Logo após a diversão, fomos comer algo e Georg me deixava esquecer de seu sorvete.
Já parecia não haver mais o que fazer ou assuntos interessantes a se conversar, então decidimos por irmos embora. Cada um seguiu seu caminho e eu voltei para casa sozinho e mais esperançoso do que pensei que fosse estar. Abri a porta de casa e encontrei a sala vazia, um silêncio ensurdecedor dominava todo o imóvel.
Subi as escadas rapidamente e estiquei-me para procurar por minha mãe em seu quarto sem precisar me aproximar e encontrei a porta fechada. Bom, em casa ela estava, então tudo bem. Fechei a porta de meu quarto ao entrar, na escrivaninha do computador deixei minha mochila que já machucava meus ombros.
– Droga, onde deixei o controle da TV...? – pensei alto enquanto vasculhava os cantos.
Ótimo, eu tinha perdido-o mais uma vez. Não estava em lugar algum visível, em dentro do guarda-roupa, ou debaixo dos lençóis... Virei-me de costas para a cama e meu olhar direcionou-se automaticamente para a gaveta da escrivaninha. É, poderia estar ali.
Abri a promissora gaveta, mas ela se encontrava vazia, ou quase. Peguei um papel levemente amassado e que estava esquecido ali e identifiquei-o rapidamente.
– Bill... – o nome escapou por meus lábiosassim como as lágrimas escapavam por meus olhos.
Um aperto em meu peito lembrou-me da saudade que eu sentia do meu irmão. Aquele papel era apenas o telefone da casa que agora ele chamava de lar, mas trazia tantos sentimentos adormecidos...
Olhei então para meu celular, ali tão perto, tão convidativo, quase parecia implorar para que eu o pegasse e discasse os números escritos no papel em minha mão. Por fim, o aparelho estava em minha mão antes vaga e eu encarava alternadamente minhas duas mãos ocupadas, duvidoso
Meu coração pedia que eu ligasse, mas minha mente dizia que era errado. Eu precisava ouvir a voz dele mais uma vez, saber se estava bem, dizer o quanto me arrependo. Quando me dei conta, metade dos números já tinha sido discada e meu impulso era continuar, mas minha consciência pesou ao lembrar a promessa que fiz a Bill. Dei minha palavra que eu não ligaria mais, e não podia descumpri-la.
Desliguei o celular e deixei-o sobre a escrivaninha novamente, o papel voltou a ficar esquecido no fundo da gaveta e eu joguei-me de bruços sobre a cama e abracei o travesseiro, escondendo o rosto e as lágrimas no mesmo.
Droga, por que esse aperto no peito?
Por que essa vontade tão forte de vê-lo, de abraçá-lo?
POV Autora
Um sorriso sincero iluminava o rosto de Simone, que estava aninhada nos braços de Gordon. Deitados sobre a cama e cobertos apenas pelos lençóis, um assunto voltou à mente de Simone.
– É tão bom ver que Tom está melhorando... – ela suspirou – Mas pó outro lado, eu me sinto apreensiva, sabe? – virou-se para olhá-lo nos olhos – Será que ele realmente mudou tanto em tão pouco tempo?
– Isso nós não temos como ter certeza agora, amor. – respondeu carinhosamente – Tem muito pouco tempo desse “novo Tom” para sabermos se será ou não definitivo.
Pensativa, ela encarava o vazio. Estava esperançosa de que as mudanças de seu filho mais velho fossem reais, realmente queria acreditar nisso, queria ter motivos para acreditar, e para seu alívio, motivos contra ela não tinha mais.
– Mas e Bill... ele não estando aqui me deixa com um aperto no peito, se eu pudesse ao menos interferir...
– Mas não pode. Nós só podemos interferir até certo ponto, depois disso são eles que tem que se resolver, entre si e sem opiniões alheias. – Gordon sorriu afetuosamente para acalmá-la – Tudo vai ficar bem, relaxe. – ele selou seus lábios e apertou o abraço.
**********
Mexendo nos próprios dedos nervosamente, Bill adentrou no prédio que agora era seu novo ambiente de trabalho. O motivo de seu nervosismo era o teste de fotos que seria dali alguns minutos.
“Isso é completamente desnecessário, você vai se sair bem, é só relaxar.” Pensou.
Quando chegou à sala, apenas uma fotógrafa se encontrava.
– Com licença? – disse o alemão timidamente.
– Ah, bom dia. – a garota um pouco mais velha que Bill respondeu desviando os olhos da câmera em suas mãos – Você deve ser o Bill, certo?
– Sim. – respondeu não muito mais relaxado.
– Ótimo, então você quer um tempo ou podemos começar?
– Acho que podemos começar logo. – sorriu fraco.
Ele subiu no tablado que sustentava um cenário simples, completamente branco. Inexperiente, Bill não sabia o que fazer, mas, percebendo sua situação, a fotografa o ajudava e o guiava, paciente.
– Você é novo nisso, certo? – ela perguntou tentando conversar para diminuir a tensão do garoto.
– Sim, é minha primeira vez assim.
– Entendo, conforme eu for tirando as fotos, vou te ajudando, não se preocupe, você vai se sair bem. – sorriu amigável – A propósito, me chamo Krystal.
Algumas fotos depois, aquela parte do teste tinha terminado. Krystal bagunçava o cabelo curto e preto com algumas mechas rosa enquanto dava uma última observada nas fotos recém tiradas.
– Agora as fotos serão com uma modelo. – ela avisou – Alice, por favor.
O alemão nem tinha reparado que a loira entrou no estúdio durante as fotos e tinha ficado quieta e em silêncio no canto da sala. As apresentações foram desnecessárias já que já tinham se encontrado anteriormente.
O teste continuou e, com o tempo, Bill já se sentia confortável para fazer o que sabia, tais circunstâncias só favoreciam o trabalho de Krystal. Durante as fotos, despercebido dos presentes, um par de olhos verdes apreciava a cena. Peter tinha um olhar maravilhado e um sorriso nos lábios, e permaneceu assim por alguns segundos observando Bill. Com a sensação de estar sendo observado, Bill desviou seu olhar para a porta mas Peter já tinha ido embora.
Minutos depois, a sessão acabou e os três se aglomeraram ao redor do notebook onde as fotos recém tiradas preenchiam a tela. Enquanto o silêncio predominava, o garoto tentava conter o nervosismo, mais uma vez, sem muito êxito.
– E então, como me saí? – não evitou perguntar, a curiosidade o estava torturando.
– E você ainda tem dúvidas? Foi ótimo! – Krystal elogiou, sorrindo abertamente – Você é muito fotogênico e, nas fotos com a Alice, vocês combinaram melhor do que eu imaginava.
– Mesmo? – confirmou inseguro.
– E por que ela mentiria? Aliás, nós duas, porque ela tem toda a razão. – Alice observou.
Um pouco mais confiante, Bill sorriu relaxado, feliz por parecer ter chances naquele emprego. Tudo que ele queria era continuar na Califórnia, por mais que a falta de sua família, em especial seu gêmeo, lhe causasse uma ferida no peito que nunca cicatrizaria.
**********
– Até amanhã! – Bill despediu-se dos presentes no estúdio antes de sair.
Tinha sido um dia produtivo e igualmente cansativo, seu primeiro dia de fato trabalhando. Suas fotos foram elogiadas por todos que tiveram acesso às mesmas e ele agradecia mentalmente e repetidas vezes por Peter o ter encontrado no restaurante.
Estava tão distraído digitando uma mensagem para Mia que nem percebeu os passos apressados que se aproximavam. Apenas quando tocou seu ombro é que o alemão percebeu a presença de Peter.
– Hey, já vai indo? – o americano perguntava enquanto acompanhava os passos de Bill.
– Vou, hoje é meu dia de preparar o jantar. – respondeu fazendo uma careta de desaprovação.
– Quer uma carona? Vou passar perto da sua casa mesmo, posso te deixar lá. – ofereceu.
– Quero sim, estou morto de cansaço. – riu baixo.
– Ok, então vamos logo, não posso demorar porque depois vou jantar com meu namorado e ele odeia quando me atraso. – disse rolando os olhos.
– Oi? Namorado? – Bill enfatizou sem saber se tinha escutado certo.
– Sim, namorado. – confirmou sorrindo naturalmente – Por que a surpresa?
– É que eu podia jurar que você era hétero. – ambos riram.
Bom, as vezes as aparências enganam. – comentou ligando o carro.
O rápido caminho até o apartamento de Bill e Mia foi recheado de assuntos aleatórios e risadas. A cada vez que o alemão sorria, os olhos de Peter pareciam ganhar um brilho especial, ficava quase como hipnotizado, nem ele mesmo sabia explicar o porquê daquilo.
– Está entregue. – Peter falou assim que encostou o carro na calçada em frente ao apartamento.
– Obrigado. – agradeceu Bill – Boa noite e bom jantar. – sorriu, fazendo com que o de olhos verdes também sorrisse.
– Boa noite pra você também.
Abrindo a porta de casa, deparou-se com Mia jogada no sofá, uma barra de chocolate em suas mãos.
– Finalmente! – ela disse sem tirar os olhos da TV.
– Está com fome? Espero que não porque estou cansado e nosso jantar será a melhor invenção da indústria alimentícia: comida congelada. – sorriu abertamente.
– Tudo bem, mas ande logo, hoje tem sessão de cinema.
– Qual o filme dessa vez?
– Titanic.
– De novo!? Você sempre escolhe isso, não cansa!?
– Não! – ela fez biquinho.
– Mas eu canso! Bom, não estou com fome, acho que vou dormir. – rumou ao banheiro.
– Hey, meu jantar! – Mia correu atrás dele jogando-lhe uma almofada nas costas.
– Boa sorte com ele. – riu antes de fechar a porta.
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