#Paily: One More Chance

3 Stable: Everything will be alright


Notas iniciais
Oie gente... Desculpa a demora, mas é que tive problemas com o notebook e ele acabou de voltar do técnico. Hunf! Bom... bora pra fic. Ps: Não sou médica e nada sei sobre o assunto. Sou dramática e acho que heróis precisam ser feridos e a Paige é a heroína da minha história... ;) Assisto Grey's Anatomy e só. (Quem nunca se sentiu médico depois de assistir Grey's Anatomy que atire o primeiro bisturi)

No hospital os médicos corriam contra o tempo. Paige havia tido duas paradas cardíacas enquanto estava na ambulância. A cirurgiã de trauma, a doutora Madson, examinou Paige ali mesmo na entrada de emergência e pediu que preparassem uma sala e que convocassem o melhor cirurgião cardíaco que estivesse de plantão. Precisavam retirar aquele projétil que estava centímetros do coração da nadadora e reparar os danos que ele havia causado ou a vida de Paige seria perdida.

Caleb que estava mais perdido do que cego em tiroteio recusou qualquer atendimento até que tivesse notícias da amiga.

– Mas o senhor esta com o nariz quebrado e precisa de cuidados... – falou uma enfermeira muito simpática e preocupada com o rapaz.

– Não estou nem ai se meu nariz está ou não quebrado. Não posso sair daqui. – Caleb olhou a mulher e bufou baixo. – Eu prometi que não ia abandona-la. – Cansada de insistir com o garoto teimoso, a enfermeira saiu o deixando sozinho. Nervoso, Caleb andava de um lado para o outro na sala de espera sem se dar conta que sua camisa estava manchada com seu próprio sangue e que suas mãos ainda tinham o sangue de Paige. Ele não queria perder mais ninguém. Ainda tinha pesadelos nada agradáveis com Miranda. O rapaz continuou de um lado para o outro até que avistou dois rostos conhecidos e nada felizes entrarem pela porta da sala de espera. O senhor e a senhora McCullers tinham os rostos tristes e preocupados. A mulher parecia mais abatida. Pálida, ela tinha lágrimas nos olhos. Quando o casal avistou Caleb, os mesmos foram até o rapaz e Victoria o abraçou de maneira forte.

– Como ela está? – a mulher perguntou segurando o choro.

– Eu não sei. – Caleb evitou olhar para a mãe de Paige. Ele se sentia culpado de certa forma. – Estão lá dentro a quase uma hora.

– Não se preocupe. Ela é uma garota forte. – falou o pai escondendo o medo atrás de suas palavras positivas. – Você precisa de cuidados rapaz. – Nicholas se aproximou do rapaz e segurou seu queixo observando de perto o estrago feito em seu nariz. – Vamos procurar um médico. — juntos, ele e o rapaz seguiram para fora da sala de espera deixando ali a triste senhora McCullers à espera de notícias de sua amada e única filha.

Na sala de cirurgia os dois cirurgiões trabalhavam juntos na tentativa de salvar a vida da nadadora. A bala havia penetrado um palmo abaixo da clavícula, passando entre a quarta e a quinta costela lacerando as mesmas e perfurado o pulmão direito. O projétil havia ficado alojado centímetros do coração e qualquer erro ou movimento brusco durante a cirurgia podia tirar de vez a vida de Paige.

Totalmente anestesiada e com os batimentos cardíacos sem alteração, a nadadora teve o esterno dividido ao meio e a cavidade torácica invadida pelas mãos emborrachadas da doutora Madson. Quando o projétil foi finalmente retirado, Paige teve novamente uma parada cardíaca. O cardiologista que assistia a cirurgia de perto tomou a frente e empunhou as pás do desfibrilador. 1, 2, 3 vezes... Foi necessário três ondas de forte choque para trazer a garota a vida. – Precisamos reparar e fechar logo. – falou o homem deixando as pás de lado.

Depois de suturar cada estrago que a bala havia feito por onde passou, a médica mandou Paige para um quarto na UTI. Ela precisava de descanso e mais do que tudo se recuperar. Tudo era recente e nada estava garantido. Os pais dela foram informados sobre seu estado clínico e cada um reagiu de uma maneira. Nick parecia uma fortaleza impossível de ser atingida enquanto a mulher se desmanchou em lágrimas desesperada.

– Vocês podem vê-la amanhã. – informou a médica.

– Mas eu sou mãe e preciso ver a minha menininha... – choramingou a mulher.

– O estado dela é estável e não queremos que mude. É melhor deixa-la descansar. – num tom gentil e compreensivo a Dra. Madson falou com a mãe desesperada. – Vão para casa e descansem. Amanhã ela estará acordada e vocês poderão vê-la e falar com ela. – depois de mais algumas palavras a médica convenceu os pais da garota a irem para casa. Eles mais atrapalhariam do que ajudariam se ficassem ali. Assim o casal se despediu da médica e levando Caleb com eles, o casal saiu do hospital em busca de um hotel para não só passar a noite, mas também os dias que viriam pela frente até a completa recuperação de Paige.

***

Graças às exigências e a severidade da Sra. Hastings, nenhuma das meninas foi interrogada. A mãe de Spencer alegou que as garotas estavam assustadas e traumatizadas pelo o que havia acontecido e elas deveriam descansar. As autoridades não gostaram nada da ideia, mas não tinham muito o que fazer já que os pais exigiam o mesmo que a advogada/mãe.

Na recepção da delegacia houve uma cena muito bonita de se ver e que emocionou muitos que conheciam o caso DiLaurentis. Ao ver a filha, a senhora D. correu e a abraçou forte. As duas ficaram ali abraçadas como se o mundo fosse acabar nos próximos minutos. A mulher não acreditava que a filha estava diante de seus olhos e que podia toca-la. Quando o senhor DiLaurentis chegou a emoção foi a mesma. Ele pegou a filha no colo e um sorriso largo se desenhou em seu rosto. “Vai ficar tudo bem” foi tudo que o homem disse. Alison pareceu gostar de toda aquela atenção, mas também parecia enojada com tudo aquilo.

Quando Pam e Emily chegaram em casa, a mulher ligou para o marido para contar o que havia acontecido e Emily que fingiu subir para tomar banho e se livrar daquele sangue que ainda manchava parte de suas mãos, ficou escutando toda a conversa no alto da escada. A morena ouviu sua mãe chorar de preocupação. Em prantos, Emily correu para o banheiro e se enfiou debaixo do chuveiro. Ficou ali longos minutos até o vapor que vinha da água quente invadir e embaçar todo banheiro. Depois do banho ela se trocou e deitou em sua cama, mas toda vez que fechava a morena fechava os olhos sua mente era invadida pelo mesmo pesadelo. Paige estirada no chão daquele telhado. O chão estava inundado por sangue e a garota pedia, implorava por socorro. Ninguém podia ajuda-la. Emily tentava, corria, mas toda vez que se aproximava Paige ia para longe e tudo começava novamente. Os gritos eram tão reais. Um pesadelo horrível que fazia Em acordar assustada e trêmula. Sentia enorme vontade de chorar, tinha um aperto no peito e um nó em sua garganta lhe sufocava. Quando o ultimo e mesmo pesadelo lhe invadiu a mente, a garota se sentou em sua cama e abriu a gaveta do criado mudo que tinha do lado de sua cama e pegou o porta-retratos que Aria havia lhe dado no ultimo aniversário. Na foto Emily e Paige estavam vestidas com seus maiôs azul da equipe de natação da escola, os Sharks. Ambas com um sorriso no rosto e os cabelos úmidos, mas bem penteados. Pareciam felizes. A morena fungou e dedilhou seu dedo indicador pela foto, sobre a imagem de Paige e sussurrou para si num tom de choro que tudo ficaria bem.