#Paily: One More Chance
6 Nice to meet you, Mariana! Or not...
Notas iniciais
Aquele dia havia sido um dos dias mais longos que Emily se lembrava. Ela havia passado metade da tarde no deposito do café arrastando e empilhando caixas na companhia da calada funcionária Jane Dawson. Quando elas terminaram o gerente as mandou voltar ao trabalho no café. Emily passou o resto de seu expediente andando de uma lado para o outro enquanto servia as mesas. Quando Oliver, seu substituto chegou, a noite já havia caído e a lua tomado o lugar do sol.
No meio do caminho para sua casa Emily ligou para Spencer que estava no meio do jantar com seus pais e Melissa que havia retornado de Londres para uma entrevista de emprego em Nova York.
– Obrigado por me tirar daquela mesa. Eu já estava prestes a vomitar. – agradeceu Spencer subindo a escada rumo a seu quarto. — Eles elogiam demais a Melissa. – resmungou a liar mais velha.
– Esquece a Melissa. Preciso de sua ajuda, Spen. – Emily parou no sinal e focou a luz vermelha. – Prometi que ajudaria Paige em seus estudos e bom... vocês fazem álgebra juntas.
– Quer que eu te ensine álgera?
– Não, Spencer. – Emily bufou baixo e revirou os olhos. – Quero suas anotações. O pai dela conversou com o diretor e ela vai poder fazer todas as provas que ela perdeu.
– Levo pra você amanhã.
– Não. Preciso das suas anotações para hoje a noite. Tipo para daqui a pouco. — Emily deixava sua ansiedade transbordar em sua voz. – Vamos conversar.
– Hmmm...
– O que?
– Nada... – Spencer ficou em silêncio e depois de suspirar fundo voltou a falar. – Vai contar para ela, não é?
– Contar o quê?
– Ah Emily... Para! – Spencer entrou em seu quarto e começou a procurar em suas gavetas as anotações de álgebra de dois meses atrás antes das férias de verão. – Somos suas amigas e te conhecemos. Apesar de não ter contado para nenhuma de nós, sabemos que você dormiu com a Alison. E esse dormir é mais que dividir a cama.
A morena permaneceu em silêncio por alguns segundos até que estacionou o veículo na frente de sua casa. – Eu não posso contar isso para Paige. Ela vai ficar arrasada.
– Se você não contar –A provavelmente contará. – falou Spencer de forma automática. – Você sabe que –A adora acabar com nossos relacionamentos.
– Paige e eu já não somos mais um casal há muito tempo.
– Você pode gostar da Alison, mas é a Paige quem você realmente ama. – Spencer encontrou as folhas e olhou para a porta. – Preciso voltar para o jantar. Passa aqui quando for pra lá.
– Obrigado, Spen. – Emily desligou o celular enquanto as palavras de sua amiga ecoavam sem sua cabeça “Você pode gostar da Alison, mas é a Paige quem você realmente ama”. Aquelas palavras atingiram Emily como uma bola de demolição. Elas não a destruiu, mas causaram grande impacto a fazendo pensar melhor sobre o assunto.
Quando Emily entrou em casa encontrou sua mãe ao telefone. A mulher muito sorridente acenou discretamente para a filha e informou num tom de voz baixo que ela falava com o marido. O homem havia acabado de voltar da base do Texas e estava no aeroporto da Filadélfia esperando um táxi para seguir para Rosewood. Pam havia se oferecido para busca-lo, mas por ser noite Wayne pediu a mulher para que ela não fosse.
– Quer falar com ele, querida? – perguntou à mulher a filha. Emily fez um sinal de positivo e pegou o telefone que lhe era oferecido. Pam que tinha um cozido de legumes no forno seguiu para a cozinha deixando a filha na sala.
Emily e o pai ficaram conversando por um bom tempo até que a morena se deu conta de que horas eram e informou ao pai que precisava desligar.
– Aconteceu algo, Emily? – perguntou o pai preocupado.
– Não. – a morena suspirou. – Paige voltou e prometi ajuda-la com seus estudos. – Wayne fez silêncio do outro lado da linha deixando Emily desconfortável. – E vamos conversar. Precisamos ter essa conversa, Papai.
– Espero que se entendam. Ela é uma boa menina assim como você.
– Eu te amo, papai.
– Também te amo. – Assim que Wayne se despediu da filha, ele desligou o celular e pegou o primeiro taxi que apareceu. Estava ansioso para retornar a sua casa.
Após explicar para sua mãe o motivo que não jantaria em casa e nem esperaria seu pai, Emily foi para a casa de Spencer pegar as anotações da garota. Lá as duas tiveram outra conversa sobre Emily ser verdadeira e sincera com Paige lhe contando toda a verdade desde que a nadadora saiu de Rosewood. Discordando uma da outra, as duas amigas acabaram tendo uma breve discussão. Apesar de Spencer estar certa, para a ex-nadadora, ela não tinha o direito de se intrometer em sua vida e muito menos de lhe julgar por ter transado com Alison.
***
Do jardim dos McCullers era possível ouvir os risos que vinham de dentro da casa. Pulando de um lado para o outro e erguendo suas mãos quando solicitado, Paige e Tyler riam enquanto jogavam “Max Adventure” na frente do kinect do Xbox 360. Numa competição acirrada, ora ou outra um empurrava o outro para poder pegar mais moedinhas. Era obvio que a prima mais velha sempre deixava o mais novo pegar mais moedas, mas sempre fingia estar chateada ou triste por ele ter a empurrado a impedindo de pegar todas aquelas moedas na ultima curva.
– Não vale fazer isso. – ela sempre dizia.
– Você é muito ruim. – respondia ela rindo.
Depois de várias e várias partidas sem descanso, Paige sentou-se no sofá da sala exausta e ofegante. O fato de a nadadora estar com a respiração e batimentos cardíacos alterados lhe preocupou. Ela havia jogado com o primo por apenas uma hora e estava parecendo que havia corrido uma maratona.
– Você está bem? – perguntou Ty se sentando ao lado da prima.
– Claro que estou. – ela riu. – Você que é um bom jogador e acabou comigo. – Paige avançou sobre o primo e lhe cobriu com cócegas. Com sua risada inocente, infantil e fofa, Tyler implorava para que a prima parasse. Paige só parou com a sessão “castigo” quando ouviu a campainha tocar. – Salvo pela campainha... – falou a garota de voz rouca. McCullers se colocou de pé e ajeitando o cabelo num rabo de cavalo bem feito caminhou até a porta. Quando abriu a mesma teve uma surpresa. O sorriso que estampava seus lábios rapidamente desapareceu instantaneamente e seu rosto praticamente não exibia qualquer reação. – Oi... – ela falou num tom quase impossível de ouvir.
– Oi – Emily que trazia em suas mãos a velha pasta de papel de Spencer ficou desconcertada e corou rapidamente.
– Eu pensei que não viesse. – comentou. A garota se olhou e também corou. Ela estava vestida de uma maneira totalmente desleixada e descalça. – É... eu realmente não esperava que viesse.
– Eu disse que viria. Você precisa passar em todas as provas e ir para Stanford. – de maneira tímida a morena sorriu.
Ao ouvir a palavra Stanford, Paige abaixou os olhos e suspirou, mas nada disse. Apenas afastou-se da porta e abriu a mesma completamente deixando Emily entrar. Juntas as duas foram até a sala onde Tyler estava sentado no chão com as pernas cruzadas em um x enquanto revirava os vários jogos que ele havia ganhado de seus tios. Quando o garoto avistou Emily, ele se levantou em um pulo e correu até a morena abraçando sua cintura. Mais uma vez naquele dia o garoto surpreendeu a prima com suas atitudes. – Tudo bem? – Emily se abaixou para ficar da altura dele e sorriu após depositar um beijo em sua testa.
– Estou sim. – ele sorriu deixando as covinhas amostra. – Melhor agora... – ele se aproximou um pouco mais da morena e cobrindo os lábios para que Paige não ouvisse e sim somente Emily ele terminou a frase. – Porque tem gente que não sabe jogar vídeo game. – juntos os dois riram enquanto olhavam a nadadora. Fingindo insatisfação com as palavras do primo, Paige se manifestou.
– Pensei que isso ficaria só entre nós. – Emily e Tyler riram mais.
– Ela sempre fica brava quando perde. – o menino comentou.
– Sempre fica brava. – a morena concordou enquanto se colocava de pé e fitava Paige com um sorriso tímido.
– Ok! Já chega... Por que não sobe e vai brincar no seu quarto? – falou a prima fingindo estar brava. – Você tem mais uma hora até meus pais chegarem. – Tyler a olhou e riu novamente. Sabia que a prima não estava com raiva e aquilo não passava de um joguinho entre eles. Obedecendo Paige, o pequeno se despediu de Emily e correu escada acima fazendo a prima gritar para que ele não corresse.
– Não vou colocar o pijama. – o menino gritou do topo da escada.
– Vai sim! – respondeu Paige desligando o vídeo game.
– Sabe... É interessante o jeito que você cuida dele e a afinidade que vocês têm. – comentou Emily se sentando no sofá da sala dos McCullers.
– Nem sempre foi assim. – falou Paige se sentando ao lado de Emily enquanto a olhava. – Aceita algo para beber ou comer antes de começarmos a conversar? – a morena fez um sinal negativo e Paige começou a lhe contar o que havia ocorrido todo esse tempo que ela ficou fora de Rosewood.
Paige havia sido levada para a casa dos avos em Portland para que ela pudesse ter uma recuperação tranquila. Sem contra tempos ou incômodos, mas algo que ninguém jamais imaginou aconteceu. Dois dias depois da chegada deles a casa dos pais de Nick McCullers, o telefone tocou de madrugada e do outro lado da linha um bombeiro chefe com uma voz calma que nõa sabia muito bem o que falar, mas deu a notícia que eliminou as palavras férias e tranquilidade dos dias que viriam pela frente. O homem de voz calma contou a Nicholas que um acidente havia acontecido com seu irmão e a esposa dele. Os dois estavam indo para uma reunião de negócios em uma cidadezinha próxima a Nova York quando Thomas perdeu o controle do carro e o veículo caiu da ponte. Sem chances de sobreviver o casal acabou morrendo afogado. Mesmo com Paige ainda em recuperação toda a família foi para Nova York onde uma ponta de esperança brotou no meio de uma tragédia tão devastadora. Tyler, o filho do casal não estava com os pais como todos pensavam. O garotinho havia ficado em casa com a jovem baba que cuidava dele. Sem saberem o que fazer com o menino que ninguém tinha tido contato até o momento, a missão de contar a ele o que havia acontecido aos pais foi de Mariana, a baba. Quando soube que seus pais estavam mortos, Tyler se fechou completamente. Parou de falar, de sorrir e brincar. Vendo seu primo entrar em depressão, Paige tomou uma iniciativa. A garota entrava no quarto de Tyler e se sentava num canto perto dele. Ambos ficavam calados só ouvindo a respiração um do outro. Aos poucos o menino foi se abrindo. Primeiro um sorriso, depois devolvendo a bola que Paige rolava para ele e por ultimo as primeiras palavras trocadas. Isso levou semanas mas Paige nunca desistiu dele. No testamento que foi lido dias antes do término das férias de verão, o pai de Tyler havia deixado tudo para o filho, mas o garoto só poderia receber tudo depois que atingisse seus vinte e um anos. No fim da folha, antes da assinatura de Thomas McCullers e da esposa Jane, havia um pedido especial.
“Caro irmão sei que isso é insano, mas prevenir sempre é o melhor a ser feito. Você mesmo diz isso. Se estiver lendo isso é porque o imaginável aconteceu. Jane e eu estamos mortos antes do que esperávamos. Assim como no dia que sua filha nasceu, prometa a mim que cuidara de Tyler. Todo o dinheiro que ele ira precisar até atingir seus vinte e um anos está em uma conta especial no banco. Você poderá dar a ele tudo que ele precisar. Faça dele o seu filho caçula.”
Com esse trecho era explicito a vontade de Thomas e Jane em deixar a guarda do filho para Nick caso algo acontecesse com eles, mas uma das irmãs de Jane queria ficar com Tyler e vai caber a um juiz decidir o que é melhor para o garoto, mas até a audiência o menino ficara com os McCullers em Rosewood. No meio dessa briga toda pela guarda de Tyler, Mariana a baba de dezoito anos foi quem cuidou de Paige e do menino.
– Eu queria ter estado lá, Paige. Queria ter cuidado de você... – sussurrou Emily após enxugar o rosto com suas mãos.
– Eu também queria que estivesse. Eu queria ter lembrado de te ligar...
– Não foi sua culpa. Você passou por um turbilhão de coisas e o Tyler... Ele é só um menino de cinco anos.
– Por isso me surpreendi com ele hoje. Desde que tudo aconteceu, ele só fala comigo. Só brinca comigo... tudo que ele faz é comigo. Mas quando ele te viu... – Paige abriu um sorriso. – Ele fez com você o que ele faz comigo. Ele foi criança.
Emily sorriu satisfeita em saber daquilo. Ela estava se sentindo importante e radiante por Tyler ter se comportado daquele jeito em sua presença. Lentamente a morena se aproximou um pouco mais da nadadora e a focou nos olhos. – É bom saber que esta aqui. – sussurrou enquanto movia uma mecha solta para atrás da orelha de Paige.
– É bom ver que você esta aqui. – a nadadora abriu um sorriso que foi coberto pelos lábios de Emily. Um beijo intenso e cheio de desejos e saudades. Num movimento rápido e quase que automático, a morena sentou-se no colo de Paige deixando os joelhos um de cada lado do corpo da nadadora. Paige segurava a cintura de Emily com firmeza como se a segurasse para que ela não fugisse. Ora ou outra ela apertava a cintura da morena a fazendo soltar leves gemidos que eram abafados pelo beijo ainda intenso. As mãos de Emily que antes seguravam o pescoço de Paige com certa delicadeza agora deslizavam pelos ombros largos da nadadora. Os dedos da morena contornavam os ombros por cima da fina camiseta que a outra usava. Vez ou outra Emily agarrava o tecido em suas mãos e soltava com precisão agarrando ombros de Paige com suas unhas. Sabia que aquilo não a machucaria. Ofegantes ambas insistiam naquele beijo intenso que as deixava mais próximas e intimas a cada segundo. A morena estava prestes a deslizar suas mãos rumo ao colo dos seios de Paige quando foi impedida. McCullers agarrou as mãos de Emily e se afastou de seus lábios. – Não... Por favor, não... – sussurrou ofegante. Sem entender o porque daquilo, Emily ergueu suas mãos até o rosto de Paige e o segurou entre suas mãos num ato carinhoso.
As duas estavam tão envolvidas e focadas uma na outra que o mundo ao redor delas desapareceu completamente. Tanto que elas nem ouviram o barulho do carro que havia sido estacionado na entrada da garagem. As duas só “despertaram” quando trinco da porta fez barulho e ambas ouviram a voz de Nick. Rapidamente Paige jogou Emily para o lado e ficou de pé. A morena que caiu de mais jeito bufou baixo enquanto focava a nadadora que se comportava de forma estranha.
– Oi amor! – falou uma voz feminina não conhecida por Emily. A morena se virou e viu uma garota alta e atlética. Sua pele era morena e os olhos discretamente verdes. A moça correu até Paige ignorando completamente o fato de Emily estar ali e beijou a nadadora num selo demorado. Paige sem qualquer reação parecia uma estátua de gelo. – Eu sei que só tem uma semana, mas senti sua falta. – sussurrou a garota.

– É melhor eu ir. – falou Emily. – As anotações da Spen estão aqui. – a morena colocou a pasta de papel sobre a mesinha de centro e se colocou de pé. Ela tentava a todo custo não olhar Paige.
– Oh meu Deus... – a desconhecida notou Emily. – Quem é essa, amor?
– Emily Fields. Ela é minha...
– Amiga. – a morena completou a frase.
– Você nunca me falou dela. – a desconhecida deu um sorriso para Paige e voltou a olhar Emily. – Sou Marina.
– A baba... – Emily sussurrou para que somente ela ouvisse.
– Como?
– Nada. – a morena sorriu e estendeu a mão direita. – É um prazer conhecer você, Marina.
– O prazer é todo meu em conhecer você.
– Eu vou indo. Nos vemos na escola, Paige. – Emily olhou para a nadadora e lhe deu as costas sentindo seu coração se quebrar em mil pedacinhos.
– Não... Emily espera... – a nadadora seguiu a morena até o lado de fora da casa e quando chegaram no jardim a bomba estourou. Quando Paige alcançou sua amada e a segurou, Emily se virou a fuzilando com os olhos. – Me deixa explicar. Eu estava contando tudo, mas ai nós...
– Nós? – Emily riu ironicamente. – Não existe nós, Paige. Terminamos e somos livres para fazer o que quisermos. Não é?
– Para! Deixa-me explicar...
– Não tem o que explicar Paige. Terminamos e você ficou com outra... assim como eu. – quando deu por si Emily havia falado o que não devia ou o que ela jurou não contar a sua amada.
– Como?
– É isso ai o que você ouviu. Eu me senti um lixo por ter ficado com a Alison e de ter transado com ela, mas a única pessoa que tem que se sentir um lixo aqui é você. – Paige a olhou com enorme decepção nos olhos e a única coisa que saiu de seus lábios foi “Vadia”. Essa palavra foi o bastante para que a morena perdesse o resto do autocontrole e largar a mão no rosto de Paige.
– É melhor a gente não se falar nunca mais. – a nadadora sentia seu rosto pulsar então pousou a mão direita sobre o rosto e fechou os olhos. O ardor que ela sentia em seu rosto não era maior que a dor que ela sentia em seu peito. Não, não era a sua cicatriz que doía e sim seu coração que também havia se partido em milhões de pedaços que talvez jamais fossem achados e colados.
– Você tem toda razão. – Emily olhou para uma das janelas do segundo andar da casa e viu Tyler as observando. Em uma das janelas do andar de baixo a plateia era do contra. O senhor e a senhora McCullers observavam com atenção e sorrisos nos lábios o que acontecia em seu jardim. Já a jovem Marina olhava sem entender nada do que acontecia. – Tenha uma ótima noite com sua namorada.
– E você com o Pinóquio. – falou Paige se referindo a Alison. Aquela briga não era algo sério. Não passava de pura infantilidade e ciúmes. Apesar da troca de tapa e ofensa, as duas se amavam mais do que elas mesmo imaginavam e saber que uma havia ficado com outra pessoa tinha machucado de certa forma, mesmo não estando juntas oficialmente.
O que aconteceu entre Emily e Alison havia acontecido duas noites antes do término das férias de verão. A morena foi tentada pela loira e com seus sentimentos confusos até a data, Emily acabou cedendo. Mas depois daquela noite, a ex-nadadora soube que não sentia nada por Alison além de um carinho enorme. Já Paige beijou Mariana durante um delírio. A nadadora estava sob a consequência de uma febre alta e pensou que Mariana fosse Emily. Depois do episódio Paige tentou explicar várias e várias vezes o que havia acontecido naquela noite, mas a garota se recusava a ouvir e preferiu mergulhar em um mundo que só existia em sua cabeça. Sempre que podia Paige corria de Mariana, mas sempre era pega de surpresa e tinha seus beijos roubados.
Assim que o carro prata desapareceu das vistas de Paige a garota entrou em casa e correu para o quarto ignorando seus pais e Mariana. Tyler que havia assistido tudo de camarote, se arriscou e bateu na porta do quarto da prima e foi mandado embora com ignorância. Ele suspirou e se sentou ao lado da porta enquanto abraçava seus pequenos joelhos.
– Eu não vou embora. — ele sussurrou com uma voz falha beirando ao choro. Minutos depois Paige abriu a porta e Tyler se colocou de pé. O menino a olhou e abraçou sua cintura. — Não chora, prima. Vai dar tudo certo.
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