Notas iniciais
Desculpa pela demora, mas né... Vida adulta não é fácil pra ninguém q Beijinhos e espero que gostem ^^

Nas duas semanas seguintes Paige e Emily se ignoraram completamente. Nos corredores da escola era como se elas nem se conhecessem. As duas se estranharam depois de um esbarrão na biblioteca e foram parar na sala do diretor. Cumpriram detenção. Nas aulas que tinham juntas, elas começaram a trocar somente o básico sobre as matérias dadas.

No intervalo para o almoço as cinco liars estavam sentadas em uma das mesas no refeitório discutindo num tom quase que impossível de se ouvir sobre o acontecimento da noite anterior. Alison e Emily haviam ido ao cinema e na saída, a loira quase havia sido atropelada no estacionamento. O carro preto havia ido para cima de Alison sem hesitação. Quem quer que seja que estava atrás daquele volante queria a garota morta ou gravemente ferida. Para todas que estavam sentadas naquela mesa não restava dúvida alguma que quem havia tentado contra Alison era –A. Apesar de estar silenciosa em suas mensagens ameaçadoras, -A estava mais presente do que elas imaginavam. Ela estava cansada de digitar textos cheios de ameaças e agora estava disposta a ferir gravemente as meninas e exterminar Alison. Mas para –A tudo deveria ser feito com calma pois é quando o rebanho se desespera que o leão dá o bote. As garotas cessaram a conversa quando a mesa onde elas estavam foi invadida. Mona que exibia um sorriso de quem sempre apronta tirou cinco envelopes do pequeno monte que ela carregava e distribuiu entre as meninas.

– Espero que vocês possam ir. – falou a garota ainda mantendo um sorriso no rosto. Antes que obtivesse resposta a garota seguiu para outra mesa. As cinco mentirosas seguiram Mona com os olhos e quando a mesma entregou mais três envelopes aos jogadores de Lacrosse que estavam em uma mesa próxima, as cinco se entre olharam e Alison bufou baixo.

– O que essa garota esta aprontando? – perguntou Alison.

– Se não abrirmos não vamos saber o que é. – Spencer tomou a frente e abriu o envelope que continha seu nome. A liar mais velha correu os olhos no que estava escrito e olhou suas amigas com uma das sobrancelhas erguida. – É um convite.

– O que pensaram que era? – perguntou Hanna. – Uma bomba? — As liars ignoraram as palavras de Hanna e cada uma abriu o seu envelope.

– Aposto que aquela perdedora esta aprontando alguma coisa. – Pensou Alison em voz alta. As amigas da loira lhe olharam como se não acreditassem no que a garota havia acabado de falar. – O que foi? – a loira revirou os olhos. – Vocês sabem que desde que voltei a Mona ta armando algo para nos pegar. Vocês sabem disso.

– Sabemos que a Mona esta aprontando algo, mas não saímos por ai a chamando de perdedora. – Hanna olhou a amiga com desprezo. – Às vezes acho que você não mudou nada. Ainda acho que você é a mesma Alison de sempre. Só que agora você sabe maquiar as sujeiras que você faz. — Alison abriu a boca para rebater o que a loira havia falado, mas sob os olhares confusos das amigas, Alison preferiu se calar e encher a boca com um bolinho.

– Esse convite não é da Mona. – falou Aria. – Em, você sabia que o aniversário da Paige é no final de semana? – Emily focou o próprio convite e sentiu vergonha. Havia esquecido completamente do aniversário de sua ex-namorada.

– Eu não sei quanto a vocês, mas eu vou. – respondeu Hanna. – A piscina da casa dela é maravilhosa.

– Você já foi lá? – perguntou Aria curiosa.

– Caleb e ela andam se falando bastante e semana passada fomos duas vezes lá. – respondeu empolgada. – Aquele primo dela é um amor. Pena que não fala.

– Eu não sei se quero ir. – Emily jogou o convite sobre a mesa e se afundou na cadeira sentindo seu estomago embrulhar. Seus olhos haviam encontrado Paige do outro lado do refeitório. A garota estava acompanhada por Mariana e na mesa com elas estavam Sydney e uma outra garota do time de natação. As três garotas prestavam atenção em Paige enquanto a mesma falava e gesticulava como se contasse algo que tivesse acontecido com ela fazendo as garotas ao seu redor rirem. Emily sorriu discretamente se lembrando dos vários momentos engraçados que viveu ao lado dela e como era impossível ficar triste com sua presença. Ainda tarde da noite Emily se pergunta o que realmente havia acontecido para elas irem de namoradas a quase rivais.

– Vocês deviam aproveitar a festa e conversar. – sussurrou Hanna colando seu ombro no de Emily e fitando Paige. – É aniversário dela e você poderia fazer uma surpresa... Espartilho vermelho e velas e baunilha... – Hanna suspirou.

– Não sabemos fazer isso. – Emily suspirou pesadamente ignorando as ultimas palavras de Hanna como se ela nem as tivesse falado. – Só sabemos gritar uma com a outra.

– Talvez gritar seja a solução. – Hanna fitou a amiga e logo em seguida deitou a cabeça em seu ombro. – Deixar o que machuca sair e ai recomeçar do zero.

Emily ergueu uma das sobrancelhas com as palavras de Hanna, mas nada disse. A loira que raramente falava algo de correto mas talvez dessa vez tinha dito sábias palavras. – Vou pensar no que disse. – a morena esboçou um sorriso tímido e focou Alison. No mesmo instante o sorriso sumiu. – Preciso ir. Tenho biologia e a senhora Dawson odeia atrasos. – seguida por Spencer e Aria a morena se levantou e saiu da mesa sem se despedir de Alison.

– Você devia ter cuidado com o que fala Hanna. Pode acabar ficando sem sua língua. – a loira olhou a outra e sorriu de canto.

Do outro lado do refeitório Paige contava como havia recebido uma das cicatrizes que tinha em um de seus joelhos fazendo as meninas rirem. – Não sei o que doía mais... – ela riu. – O joelho que sangrava a vida ou minha orelha que minha mãe puxava. Ela ficou realmente brava. – ela continuou rindo até que Mona se aproximou da mesa e lhe entregou um envelope. – O que é isso?

– Uma coisa especial. Chame se quiser de presente de aniversário. – sussurrou a garota. – Já entreguei os convites como me pediu e agora vou pra minha aula de biologia. Sabe como a senhora Dawson é pé no saco. – Mona distribuiu beijinhos e saiu.

Paige nunca quis a ajuda da Mona para nada, mas seu pai, que agora tinha negócios com o senhor Vanderwaal, queria que sua filha e a filha de seu sócio tivessem um certo envolvimento. Para agradar o pai, Paige deu a tarefa de fazer e distribuir os convites a Mona. Assim que a moça sumiu de sua vista, ela analisou o envelope do convite antes de abri-lo e quando o fez teve uma surpresa. Junto com o convite bem feito havia um bilhete minúsculo feito de papel comum “Alison esta de volta e é só uma questão de tempo para nossas vidas virarem um inferno novamente. Ela tirou a Emily de você e vai tirar muito mais se nada for feito. Venha e se junte a nós.” Logo abaixo dessas palavras havia o local de encontro e um aviso. “Caso não queira comparecer fique de bico calado. Mortos não contam histórias”. Paige ergueu os olhos para as garotas presentes e elas estavam animadas com seus convites. O que Mona estava tramando? Teria que esperar até mais tarde para saber o que a Mona tramava.

O soar do apito da treinadora indicava o término do treino de natação. – Ótimo trabalho, meninas. – a mulher falou orgulhosa. – Driscoll se continuar assim McCullers não voltara ao posto de capitã. – a voz da treinadora ecoou pelo ginásio fazendo Sydney ficar orgulhosa de si mesma e ao mesmo tempo se sentir mal. Ela adorava Paige e substituí-la como capitã a deixava de certa forma bastante desconfortável. – Hey Fields... Me ajuda aqui? – pediu a mulher. Emily se aproximou e começou a ajuda-la a pegar os equipamentos que eram usados nos treinos.

Ao ouvir as palavras da treinadora sobre Sydney se tornar a capitã definitiva, Paige que estava na arquibancada observando o treino sentiu seu estomago embrulhar. Já era horrível estar fora do final da temporada e aquilo se tornava pior ainda quando a treinadora não escondia seu entusiasmo pela capitã substituta. A nadadora suspirou e levantou-se de onde estava e seguiu para o vestiário. No recinto as outras nadadoras falavam entusiasmadas sobre a próxima competição e como se sairiam bem com Sydney no comando. – “Ótimo! O que mais falta?” – pensou Paige abrindo seu armário e tirando seus pertences dali e jogando os mesmo dentro de um saco preto.

– Eu nunca te agradeci por ter levado aquele tiro por mim. – falou Alison.

Paige se virou bruscamente para trás e encontrou a loira encostada na parede perto da porta. – “Se arrependimento matasse eu estaria morta”. – pensou a nadadora voltando a esvaziar seu armário. – Se você tivesse ficado naquele túmulo não precisaria ser salva. – falou Paige com um nó em sua garganta.

– Entendo que esteja irritada comigo, mas não tenho culpa se a Emily foi até a minha casa e quase me implorou pra dormir com ela. – Alison sorriu. – Ela gemeu tão gostoso.

Aquelas últimas palavras fez Paige perder a cabeça e numa fração de segundos a nadadora tinha uma de suas mãos contra o pescoço de Alison enquanto a outra trancada estava pronta para quebrar o nariz da loira caso a mesma falasse qualquer coisa. – Cala a maldita da boca! – falou transbordando de raiva e angustia.

– Bate! – Alison sorriu. – Vou adorar contar a Emily como foi que você me bateu.

– Eu não gosto de você e nem você de mim. Você pode ter dormido com a Emily e ela gemido pra você, mas vocês nunca terão o que tivemos. Vocês nunca serão felizes porque você não é uma pessoa feliz, Alison. Fica longe de mim e nunca mais fale comigo. – Paige removeu a mão que tinha contra o pescoço de Alison e a focou nos olhos. – Não tomei aquele tiro por você. Jamais faria isso... – Paige se afastou sem dar as costas para a loira que não deixava o sorrisinho de canto desaparecer dos lábios rosados. – Eu fiz pelas meninas. Somente eu, Caleb, Toby e o Sr. Fitz sabemos o que essas garotas passaram quando você não estava aqui. Por mim eu deixaria –A te enterrar. – McCullers voltou a fazer o que fazia enquanto tentava se acalmar. Seu coração batia acelerado e seus punhos trancados só queriam socar algo ou alguém. – O vestiário é só para atletas e convidas e você não é bem vinda aqui. – falou jogando seus pertences dentro do saco.

Alison estava prestes a sair quando avistou Emily se aproximar. – Oi Em. – a loira forçou um sorriso inocente. – Eu estava pensando se você podia me dar uma carona até em casa. – falou a loira. – Podia me ajudar com o trabalho de literatura.

Emily olhou Alison seriamente e logo em seguida fitou Paige que esvaziava seu armário com raiva. – Aconteceu algo aqui? – o clima era tenso e podia ser sentido por qualquer um que passasse por ali.

– Não aconteceu nada. – Paige fechou a porta de seu armário com força e passou entre as duas como um furacão.

– O que você fez, Alison? – perguntou Emily fitando Paige desaparecer no corredor depois de jogar o saco preto em uma lixeira.

– Eu? Nada. – a loira bufou fingindo estar chateada. – Eu vim agradecer por ela ter levado aquele tiro e salvado minha vida e ela ficou toda furiosa do nada. Acho que ela precisa de um médico. – comentou Alison.

– Eu não vim de carro e literatura é especialidade da Aria. – Emily focou a loira e sem mais saiu de vestiário. Caminhou até a lixeira onde Paige havia jogado o saco que ela carregava e o pegou. Quando abriu ficou surpresa pelo que havia lia dentro. Os óculos de natação e uniforme dos Sharks estavam li junto com outros pertences sem valor. Sem entender muito bem o porque daquilo, Emily pegou os óculos e o uniforme e saiu dali.

Quando a noite caiu, Paige se trocou e foi até o lugar que o bilhete misterioso indicava. Ela não queria fazer parte de nada, mas estava curiosa para saber sobre o que se tratava aquilo. O GPS a levou até o Country Clube e no estacionamento do lugar foi recebida por um homem bem vestido que se identificou como Benjamin. Ele perguntou discretamente o que ela fazia ali e depois de responder que tinha uma reunião, o homem ficou calado por alguns segundos antes de perguntar qual era a senha. Paige gelou, mas antes de falar qualquer coisa ergueu o minúsculo bilhete que havia recebido. Benjamin sorriu e nem mesmo verificou o que estava naquele pedaço de papel amarelo. Com um aceno discreto o homem fez Paige o seguir e a levou até o restaurante do lugar. Talvez por ser noite e ninguém gostar de cavalgar naquele horário, o restaurante estava praticamente vazio. Estaria se não fosse dois senhores muito bem vestido que bebiam whisky caro no bar do restaurante. Eles estavam acompanhados por duas mulheres também vestidas com luxo. Quando Paige as viu ergueu suas sobrancelhas, mas nada disse. Sabia que aquelas mulheres não eram as esposas dos senhores e sim prostitutas de luxo. Elas eram bem comuns em Rosewood e caras também. Benjamin continuou guiar Paige e os dois foram até o elevador que tinha um aviso escrito com letras de forma “Somente funcionários”. A nadadora olhou para o homem bem vestido e o mesmo riu depois de apertar o botão para que o elevador descesse. – Não se preocupe. – assim que o elevador abriu as portas o homem deu uma ultima olhada para Paige e sorriu simpaticamente. – A senhorita Vanderwaal lhe aguarda. Segunda porta a direita. – ele informou. O elevador fechou as portas e levou Paige até o terceiro andar do lugar. McCullers foi até a porta que o homem indicou e bateu. Quando a mesma se abriu estava escuro e ela hesitou em entrar. Depois de respirar fundo como se tomasse coragem, Paige entrou e foi surpreendida. A porta se fechou logo atrás de si e velhas se acenderam quase que automaticamente. Uma risada maléfica ecoou no lugar e Paige pensou que seria seu fim.

– É só uma brincadeira. – Mona riu. – Acendam as luzes. – e assim como mandado as luzes se acenderam e Paige pode ver quem estava ali. Havia vários rostos conhecidos e a maioria ela convivia em seu dia-a-dia na escola.

– Que droga é essa?

– Calma, Paige. – falou Lucas.

– Vou explicar brevemente o que somos. Se quiser pode fazer parte do que somos e caso contrário estará contra nós. – Mona tomou a frente enquanto o resto do grupo se juntava num canto e se apossavam do sofá verde musgo que tinha na sala. Paige correu os olhos pelo lugar e julgou que ali funcionava como sala de reuniões do lugar. Como Mona conseguia essas coisas? – Somos um exercito contra Alison ou se preferir, Exército da Mona. – a garota riu, mas os restantes do grupo não parecia satisfeitos com aquele “apelidinho”. – Você sabe que a Alison não é flor que se cheire e que é só uma questão de tempo pra ela começar a espalhar o veneno dela.

– Acho que estão atrasados. – Paige comentou. – Hoje no vestiário ela conseguiu me tirar do sério e quase que Emily nos pegou numa situação que pareceria eu a culpada e Alison a santa.

– Ela tem feito isso com todos nós, Paige. Ela age como o diabo e depois da uma de anjo.

– O que vão fazer? Mata-la?

– Não. Vamos fazê-la desejar nunca ter saído daquele túmulo. – respondeu Mona com um olhar louco. – Ontem Lucas quase a mandou para o hospital.

– E as meninas?

– Vão sofrer as consequências de terem Alison DiLaurentis como amiga.

Paige olhou para Mona de forma pensativa e cerrou os olhos analisando as feições da moça. Mona exibia um olhar louco e ao mesmo tempo cheio de medo. Medo de voltar a ser como era antes quando Alison mandava na escola e mantinha todos como marionetes. Mona não era e nunca havia sido uma perdedora, mas de tanto a loira bater na mesma tecla a moça acabou acreditando e passou a ser uma. E isso não era só com Mona. O medo era visto nos olhos de todos naquela sala inclusive nos olhos da nadadora. Alison havia feito às pessoas daquele grupo as pessoas mais infelizes que se possa imaginar. Vendo o medo nos olhos de todos, Paige se lembrou do que ela quase havia feito quando não aguentava mais as palavras de Alison. – Estou dentro. – falou. Ela não queria machucar ninguém e nem se tornar um clone barato de Alison, mas não era justo as garotas pagarem pelos erros da amiga. McCullers havia entrado para o grupo para proteger Emily e as outras.

– Ótimo! – Mona sorriu vitoriosa por ter conseguido uma peça grande para seu tabuleiro. – Alison vai desejar nunca ter voltado para essa cidade.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.