Paciência
7 Capítulo 7
-Só nos resta arquivar. –A jovem morena disse fazendo todos os olhares da sala de convivência ficarem em sua direção.
-E desistir assim? De jeito nenhum Sara. –Greg lhe respondeu virando seu olhar para seu chefe que não acreditava não sabia o que fazer.
-Então vamos fazer o que? Ficar eu, voce e Grissom um olhando para o outro esperando o milagre aparecer? Acontece que eles não existem Greg. –A perita lhe disse com convicção esperando que Grissom visse que ela tinha razão, ou visse o que ela queria que ele visse.
-O que aconteceu? Por que quer tanto desistir do caso? –Ele perguntou se lembrando do que viu no apartamento dela. Ele sabe que não é a melhor hora para exigir uma explicação, mas o cansaço e a revolta com o trabalho não lhe deixavam mais pensar com tanta certeza.
-Porque não vale a pena continua em algo que ano tem continuação, tem outras mortes esperando ser resolvidas. Mortes que podemos resolver.
-Será que estou interrompendo algo? –Brass perguntou entrando na sala vendo a discussão dos dois e seu amigo calado apenas observando.
-Nada que vale a pena ser mencionando. –Disse o superviso pela primeira vez. –Novidades?
-Na verdade sim. O atirador se entregou ele contou tudo antes mesmo que eu tivesse tempo de chamar vocês.
-E o que ele disse?
-O que vocês querem ouvir Greg. O irmão de Kelly, Peter Roch o mandou atira nelas no hotel, ele sabia a hora certa de entra, sabia que não devia se preocupa com nada já que já estavam mortas. Mas parece que ele ficou culpado vai entender...
-Isso pode nos dar um mandando. –Grissom disse vendo que nada parece tão perdido.
-Já fiz isso, logo o Juiz vai nos dar a resposta. Pedi também um mandado de prisão.
-Milagres não acontecem não é Sara? –Greg provocou, mas ela pareceu nem a ouvir.
-Já volto. –Ela disse saindo da sala deixando todos sem entender nada.
Sara seguiu ate a recepção onde afundou seus pensamentos em uma cadeira vazia. As imagens do que lhe aconteceu a faziam temer, não por ela mais com quem estava a seu redor. Ela sabe que deve contar a verdade, mas teme que algo de errado mais ainda do que já esta dando.
-Sara? –Uma voz lhe tirou dos seus pensamentos, a voz que teme a ouvir em momentos de sua fraqueza, mas a voz que consegue mais demonstra sua fraqueza.
-O que foi? –Ela perguntou tentando parecer fria, mas não conseguiu.
-O que houve com voce? –Grissom lhe perguntou preocupado, já a vira em diversas situações, mas dessa vez ela parecia diferente, com medo. E ele esta certo.
-Não houve nada. Você não devia esta esperando o mandando chegar?
-Não posso o espera com voce? –Suas palavras a surpreenderam assim como sua atitude.
Lá estava ele, o homem que ama que sempre amou ajoelhado a sua frente a olhando nos olhos e com a mão sobre a sua. Como ele queria que tudo fosse mais simples, que ela pudesse contar tudo o que aconteceu e que esta acontecendo, disser todos seus medos e espera que ele a reconforte...Mas ela teme arrisca-lo, arrisca a todos.
-Faça o que quiser. –Respondeu recuado a mão antes sobre o toque macio dele.
-Só estamos preocupados com voce. –Ele disse sentando a seu lado.
-Não pedi para ninguém se preocupar comigo. Eu estou bem.
-Eu sei que não esta. Te conheço.
-Não Grissom, não me conhece. –Ela disse sem ter coragem de o olhar, fazendo um silencio permanecer por alguns minutos ate que ele o quebrou.
-Venha comigo. –Foi apenas o que disse antes de se levantar e sair andando, e ela sem entender nada o seguiu ate sua sala.
-O que voce quer? –Ela perguntou fechando a porta enquanto ele a observava.
-A verdade.
-Que verdade?
-Greg me contou de seus machucados, quero saber como conseguiu e qual a ligação dele no caso. Como eu disse lhe conheço, tem algo a perturbando, lhe fazendo temer e eu quero saber o que é.
-Greg não sabe de nada, e se me conhece tão bem assim por que não impediu meu sofrimento por voce?
-Não mede de assunto Sara.
-Ah claro quando a verdade vai para seu lado temos que muda de assunto agora comigo as coisas são diferentes.
-Não sou eu que estou cheio de hematomas e quero impedir a resolução de um caso.
-Da minha vida cuido eu. –Disse ela voltando para a porta mais foi impedida de abri.
-Você ainda não me disse o que esta acontecendo. –Grissom disse a puxando pelo braço.
-Porque não a nada para contar agora me solte. –Ela pediu reprimindo a dor que sentia sobre seu aperto contra seu braço machucado.
-Sara, por favor...
-Grissom me solte...
-Me diz o que esta acontecendo...
-Você ta me machucando. –Diante dessas palavras ela a soltou, mas entes que ela pudesse recua ele a segurou novamente desta vez com suavidade. E com sua mão começou a levantar a manga da camisa da perita que não tinha mais ação diante do toque e aos poucos os hematomas foram aparecendo e a surpresa do investigador também.
-Quem fez isso com voce? –Ele perguntou e ela escondeu novamente os hematomas.
-Não posso disser.
-Quem fez isso com voce?! –Ele perguntou novamente agora gritando.
-Grissom... –Ela começou, mas desistiu. –Não posso, desculpa.
-Sara, eu lhe imploro, eu sei que lhe fiz sofrer e ainda faço, mas me conte quem fez isso com voce.
-Sim voce tem razão me faz sofrer, só que eu gosto disso, é a forma de lhe ter. E se eu ainda quero lhe ter mesmo não podendo fazer o que eu desejo tenho que sair desta sala agora e fazer o que me resta fazer.
-Mas voce não vai, eu não vou deixa.
-O que vai fazer? Tranca a porta e me manter presa aqui dentro? Deixe disso Grissom...
-Não vou fazer isso.
-O que vai fazer então?
-Isso. –Ele respondeu os aproximando antes que ela percebesse e quando menos esperava ele uniu seus lábios em um beijo desejado há muito tempo por ambos. –Eu te amo Sara, mesmo lhe fazendo sofrer eu lhe amo e pode parecer egoísmo, mas não quero que mais ninguém lhe faça sofrer. Eu não quero te perde então me conte o que esta acontecendo. Por favor...
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