Paciente número 3
6 Capítulo 6
Notas iniciais
—Trouxe uma coisinha para nós comemorarmos a nossa liberdade!
Katniss tira de sua bolsa uma garrafa de bebida caminha até o bebedouro e pega dois copos descartáveis e os enche até a boca.
Peeta caminha e a segura pela cintura
—É inacreditável como você consegue ser tão eficiente dentro dessa espelunca!
Os olhos azuis engolem os copos nas mãos da morena que exibia um sorriso de orelha a orelha.
Tudo estava perfeitamente planejado! Silenciosamente a doutora fez tudo o que Peeta mandou, checou todas as saídas e conseguiu os sedativos que iriam aplicar nos guardas noturnos.
—Estou ansiosa! Não vejo à hora de podermos viver fora dessas grades.
Os olhos azuis a fitam, Peeta se sentia estonteante com tudo que sua mente doentia havia imaginado, ele sabia que seu ato iria marcar Gotham, todos se lembrariam do sádico vilão que conseguiu fugir do temido Asilo Arkhan Segurança máxima, isso era a maior idiotice que havia escutado sobre esse maldito hospício.
Suas mãos seguram os cabelos da morena, Dra. Everdeen podia ser burra, mas tenho que assumir que é uma das mulheres mais lindas que já conheci nessa vida!
Suas mãos seguram o cabelo de Katniss firmemente, um beijo selvagem e apaixonado os envolvem... Seu corpo ardia de desejo! O álcool e a imensa felicidade que sentia por tudo estar saindo como o planejado o deixaram pegando fogo.
Ele tira seu jaleco branco sem delicadeza alguma e amarra suas mãos nas grades, a respiração da morena já estava acelerada, suas mãos agora levantam sua blusa deixando seus seios fartos e firmes a mostra.
—Quero sentir seu gosto! Ele passa sua língua pelo corpo de Katniss até chegar ao cós de sua calça, seus dedos desabotoam a calça jeans branca. A cada beijo em sua barriga ela deixa escapar alguns gemidos enquanto contorce seu corpo em direção aos lábios de Peeta.
Seus dentes encontram sua calcinha de renda rosa, ele a tira lentamente com a boca mantendo os olhos azuis no rosto dela, a sensação de observá-la naquele momento era deliciosa.
Subo novamente e toco seu sexo molhado e quente, coloco dois dedos dentro dela de uma vez só a fazendo gemer alto! Passo a língua em seu ponto mais sensível, sinto seu gosto invadir minha boca.
Katniss se contorce de prazer a cada movimento da língua de Peeta, ele afunda seus dedos intensamente dentro dela fazendo seu corpo pulsar! Não demora muito para ela alcançar o máximo de seu prazer máximo.
Ele sobe ainda beijando todo seu corpo e coloca seus dedos dentro da boca macia de Katniss que os chupou tentando lhe dizer que desejava ter o seu membro dentro de sua boca, mas naquela noite Peeta queria aproveitar seu corpo em todos os sentidos.
Viro-a com força deixando seu traseiro exposto pra mim, lhe dou alguns tapas, adorava ver sua pele vermelha, abaixo minha calça e introduzo meu membro dentro de seu sexo e começo a me movimentar enquanto a seguro pelo seus cabelos macios que exalavam um cheiro hipnotizante.
Os movimentos se tornam mais rápidos, os corpos suados deixavam transparecer tamanho prazer que um causava ao outro, eles continuam até alcançar o êxtase!
Ele solta das grades e se deitam na cama, a garrafa de bebida vazia reluzia uma pequena luz que havia no ambiente, Katniss estava um pouco mais tonta do que de costume devido ao álcool. Ela se sentia em uma daquelas novelas de romance deitada ao lado dele, agora ela entendia o que era amar alguém.
* * *
Katniss abre seus olhos e sente uma dor de cabeça horrível lhe abater, quando consegue perceber onde estava se levanta rapidamente e quase cai de susto com o que vê.
Madge se encontrava petrificada na saída da cela, seu rosto exibia um nojo incomparável com aquela cena. A morena veste sua calça rapidamente e sai correndo em direção a amiga que já deixava a cela com passos acelerados.
—Madge! Espera!
Sua voz sai travada entre seus dentes.
—Katniss você está maluca, preciso comunicar ao Cinna o que está acontecendo entre vocês!
O coração de Katniss pula dentro do peito, o desespero começa a tomar conta dela, não podia ser pega agora! Ela se aproxima de Madge e a segura pelo braço e a arrasta até sua sala, passa à chave na porta e segura a amiga pelos ombros.
—Madge você precisa me escutar, não é o que você está pensando!
Sua voz sai tremula enquanto ela tenta se acalmar.
—Não é o que está pensando? — Você estava transando com seu paciente!
A loira estava furiosa! Madge sempre foi protetora com a amiga, elas tiveram uma amizade mais profunda na época de faculdade, ambas se sentiam pressionadas e sozinhas e tiveram alguns momentos íntimos que não eram comentados desde que Gale entrou em sua vida.
—Madge você precisa me perdoar, eu me sentia sozinha! Gale com suas cobranças me fez sentir como se eu fosse um lixo! — Ele me iludiu e acabei deixando acontecer...
Algumas lágrimas escorrem pelo rosto da morena.
—A quanto tempo você está tendo um caso com ele?
—Não tenho um caso! — Essa foi a primeira vez que isso aconteceu, eu estava fora de mim e não percebi o erro que estava cometendo...
— Eu te avisei Katniss... Você passava horas com aquele paciente, você realmente achou que ninguém iria perceber?
Droga! Não estava adiantando! Maldita Madge que sempre metia o dedo em minha vida
—Foi como na faculdade... Lembra? Não conseguia controlar meu desejo por você
Aproximo meu rosto do dela, fazendo sentir minha respiração em seus lábios.
—Foi diferente Katniss...
Madge podia ser forte! Mas era facilmente dominada pelos seus desejos carnais...
—Acredita em mim, isso não vai acontecer de novo... Sinto-me um lixo!
Levo minhas mãos ao rosto chorando intensamente e sinto suas mãos pequenas e quentes me afagando.
—Está tudo bem, vamos dar um jeito nisso...
Ela se aproxima do meu rosto e me envolve em um beijo suave e delicado, passo as mãos pelo seu cabelo e desço até seus seios.
—Senti sua falta Madge, sinto muito a sua falta.
—Eu também Katniss, eu também...
Madge começa a se empolgar tornando nossos beijos mais intensos, lembro-me dos sedativos que estão no armário do lado da porta, precisava de uma das seringas cheias.
—Madge, preciso trancar a porta, alguém pode nos ver
Dou um sorrisinho tentando parecer um pouco engraçada, ela acena com a cabeça e me solta, vou em direção do armário fingindo pegar a chave e coloco uma das seringas na manga do meu jaleco.
Com passos lentos chego até a porta, finjo tranca — lá, mas tiro a tampa da agulha e me aproximo dando mais um beijo longo em Madge.
Ela se afunda em meu pescoço dando espaço para minhas mãos se encaixarem, preparo a agulha em e quando ela sente a picada aperta sua mão contra a minha droga! Madge me fez aplicar todo o sedativo
—Madge, me perdoa!
A loira começa a ficar paralisada rapidamente, seu corpo amolece e ela cai no chão, algumas lágrimas escorrem de seus olhos e sua boca se abre tentando falar alguma coisa... Não demora muito e consigo ver sua respiração se esvair.
—Mad... Madge! -Droga o que eu fui fazer?
Katniss da alguns tapas em sua própria cabeça, um pranto intenso toma conta dela "Matei minha melhor amiga" ela cai sentada no chão.
—Meu deus! O que vou fazer agora? -Droga! Tenho que tirar Peeta daqui tenho que tirar ele daqui.
Sua razão já não falava mais por si, ela estava descontrolada! Seus olhos mostram uma insanidade que ninguém sabia que a doutora carregava dentro dela.
Sua respiração começa a desacelerar, seus pensamentos começam a trabalhar ao seu favor e então ela tem uma idéia.
Precisava esconder o corpo!
* * *
Seus olhos ainda meio fora de foco observam o corredor por uma pequena fresta, precisava agir rapidamente! Logo o plantão iria acabar... Seu corpo salta para fora da sala e suas mãos tremulam trancam a porta, com passos ágeis ela entra na lavanderia e começa a procurar um lençol. Enfim encontram alguns na secadora ela os enrola rapidamente e os enfia embaixo do jaleco.
Katniss corre até sua sala e destranca a porta, o corpo de Madge estava gelado e seus lábios roxos exibiam uma saliva branca e espessa.
Começo a embrulhar o corpo rígido nos lençóis e começo a arrastar seu corpo, ela parecia pesar uma tonelada! Primeiro encaixo sua cabeça embaixo da mesa, as pernas já um pouco rígidas me dão mais trabalho, mas consigo a esconder ali por algum tempo, encosto a cadeira e saio da sala com o coração tendo espasmos de ansiedade.
Ela tranca tudo direitinho e deixa o asilo como se tudo estivesse normal, passa pelos guardas e entra em seu carro, o som dos portões se abrindo a deixou um pouco mais tranqüila. Ninguém havia notado o que tinha acontecido naquela sala, mas agora ela tinha pouco tempo para agir.
* * *
Sinto a água quente beijar meu rosto e escorrer pelo meu corpo, queria poder aliviar aquela sensação por um tempo, mas tudo que fazia parecia inútil... Os olhos avermelhados estavam parados, observando o nada, Everdeen não havia pregado os olhos desde que chegou a casa. A ansiedade estava tomando conta de si.
A lembrança da amiga morta no chão de sua sala estranhamente não lhe causa sentimento de culpa, se sentia aliviada por não ter estragado a única chance de poder viver ao lado do... E ela entrou no meu caminho, iria afastar ele de mim, eu não iria deixar isso acontecer nunca!
Ela termina seu banho e se esquenta em seu roupão branco, volta até seu quarto e começa a preparar sua mala, roupas, seu documento tira qualquer tipo de vestígio sobre seu paradeiro do apartamento.
Sua atenção se volta para o celular que toca insistentemente em cima da cama, era Gale
—Droga! Preciso sair do apartamento, antes que ele apareça por aqui.
"Katniss isso não vai dar certo!"
—Isso vai dar certo!
Ela discute em voz alta consigo mesma e começa a carregar suas malas até o elevador, seu coração estava quase saindo pela sua boca, mas toda aquela adrenalina era deliciosa!
Ela joga as malas dentro do carro e deixa seu prédio, um por do sol lindo beijava Gotham naquela tarde! Katniss diminui a velocidade e observa por alguns segundos aquele belo momento... Novamente seu celular volta a lhe incomodar, mas dessa era uma mensagem de Finnick,
"Está tudo preparado, nos encontramos a meia noite!"
* * *
Arkham tinha um ar sombrio naquela noite, às enfermeiras em seu posto os guardas paravam de hora em hora tomar café. A sua sala continuava do mesmo jeito, o corpo de Madge estava no mesmo lugar, isso lhe deixou aliviada, mas os funcionários já estavam procurando pela amiga que havia faltado no trabalho.
O relógio marcava 23h50min faltavam alguns minutos para Finnick chegar, seu corpo pulsava de adrenalina, Katniss caminha lentamente até a porta de saída.
O vento frio sopra em seu rosto, com as mãos tremulas a morena passa o cortao deixando o portão liberado... Não demora muito tempo e duas vans brancas entram em Arkham calmamente, paro em frente à porta e observo os guardas conversando e tomando café, Finnick e mais 15 homens vestidos em macacões laranja saem armados e caminham em minha direção.
A sensação que se passava dentro de seu peito era indescritível, adrenalina e medo corriam por todas as veias de seu corpo.
O loiro olha para Katniss que dá apenas um passo para trás e fecha seus olhos, bastaram alguns segundos e os sons de tiros começaram a ecoar pelo asilo.
Gritos aterrorizantes e pancadas violentas podiam ser escutados a quilômetros dali.
Saio do meu devaneio e entro pela porta, diversos corpos de enfermeiros estavam jogados no chão, havia sangue pelas paredes brancas, os homens de laranja continuavam atirando em tudo que se movia. Um dos guardas agonizava no chão estendendo sua mão para mim, Finnick se aproxima e da um golpe com a arma em seu rosto e me segura pelo braço.
—Onde está o Peeta?
Ele grita entre os disparos...
Aponto para o corredor e vou correndo em sua direção.
—Cela número 3!
Ele se vira e me da cobertura, abro a cela e Peeta gargalhava entre as grades com um semblante perturbador.
—Venham para o show caros amigos! Ele se aproxima de mim enquanto destranco as grades.
Finnick entrega uma de suas armas para o loiro que observa a doutora.
—Vamos temos que sair daqui! Katniss lhe abre um sorriso segurando o braço do loiro que se solta de suas mãos e aponta a arma para ela.
—Peeta... -O que está fazendo?
—Você não vai há lugar algum, Dra. Everdeen
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