Paciente número 3
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Um breve filme passa diante de seus olhos, o coração batia forte dentro do peito, lágrimas razas começavam a se formar em seus olhos. Uma sensação de decepção imensa brotava dentro dela, porém algo que não podia ser entendido naquele momento... Ela sentia medo, mas não por perder sua vida, mais por correr o risco de perder ele.
–Peeta o que está fazendo? — Estou do seu lado, lembra?
Os olhos azuis estavam fitando a morena com uma frieza inexplicável!
Alguns segundos de silêncio tomou conta do ambiente e logo foi quebrado por uma gargalhada insana de Peeta, os três dentes cobertos por capa de ferro brilharam sutilmente.
– Dra. Everdeen, a sua burrice realmente me impressiona! -O que você esperava?
Katniss continua paralisada! O observando simplesmente catatonica, tudo parecia tão surrealdiante de seus olhos.
–Mais... Nos... É...
Suas palavras tropicam e não conseguem sair de sua boca.
–Ela realmente acreditou!
Ele troca olhares com finnick, enquanto coca a cabeça com o bico do revólver.
–Sabe doutora, você realmente me faz acreditar que eu estou no ramo errado... -E o Oscar de melhor ator vai para Peeta Mellarck!
Katniss se encolhe um pouco ao ouvir os berros do loiro que anda de um lado para o outro.
–Você era apenas uma peça no meu jogo, eu te fiz acreditar em minha infância traumática... — E você acreditou.
Peeta da passos lentos e se aproxima de Katniss que deixava escapar algumas lágrimas pelo rosto, mas em seu peito uma raiva intensa se intensifica.
–O que o seu noivinho iria dizer hein? — Enquanto ele arrisca sua vida por Gotham, sua namoradinha estava aqui, chupando meu pau.
A morena leva o olhar ao chão constrangida...
–Você está mentindo! Sua respiração se torna acelerada, me aproximo e o encaro. -Não foi apenas isso, algo diferente aconteceu entre nos, você sabe disso.
O tom de sua voz soa um pouco ameaçador.
–Diferente? Peeta ri e se vira de costas.
Katniss em um impulso pula em suas costas e começa a distrubuir alguns golpes desajeitados com seu cotovelo em Peeta que em apenas alguns segundos a joga no chão e acerta sua cabeça com um golpe de sua arma. A morena perde os sentidos rapidamente, os olhos azuis observam a cena. Uma fina linha de sangue escorre do lado direito de sua testa, ele sabia que aquela seria sua chance de acabar com sua vida. Novamente ele levanta a arma e aponta para o rosto de Katniss, mas algo o faz travar por alguns minutos... Suas mãos começam a estremecer, ele queria fazer aquilo! Mas seu corpo não respondia seus comandos.
O loiro se afasta enfurecido e grita com um de seus capachos
–Tirem ela daqui!
* * *
Arkham estava destruído! Corpos espalhados pelo chão, as paredes brancas estavam marcadas com jorros de sangue e furos de bala. Os homens de macacao laranja amarravam e colovam fita na boca de todos que estavam ali.
Peeta observa tudo atentamente, todos ajoelhados com um pânico no olhar indescritivel! O loiro reconhece um dos rostos que estavam ali, uma das enfermeiras que lhe aplicava os sedativos. Os olhos verdes como esmeraldas estavam vermelhos, lágrimas escorriam pelo seu rosto fino e cheio de sardas. Os cabelos loiro pérola estavam presos em um coque formal que estava totalmente desalinhados, o pânico que ela exalava podia ser sentido a quilômetros de distância. Ele caminha um pouco a frente e ergue a sua mão direita, estica seu polegar pra cima. A enfermeira apenas o observa totalmente petreficada! Seu punho se vira lentamente até seu polegar ficar para baixo.
–Vocês perderam! Ele pensa em voz alta.
Finnick se aproxima e o tira de seu transe.
–Achamos quem você estava procurando!
–Onde ele está? Seus olhos azuis ainda continuam grudados na loira.
–Em sua sala, parece que o chefão não estava muito afim de receber a gente.
Os lábios finos de Finnick se abrem em um sorriso largo.
–Acho que ele vai adorar a nossa festinha.
* * *
Cinna estava sentado em sua cadeira, dois homens bem armados o observavam. Seu rosto exibia um semblante calmo enquanto observa a porta se abrir, uma silhueta conhecida se aproxima, um pequeno sorriso lhe brota no canto na boca. Ele já devia ter imaginado quem tinha planejado aquela barbaridade.
–Cinna!
Ele abre seus braços enquanto entra na sala.
–Está gostando da noite especial que preparei para você?
–Isso não vai durar muito tempo Peeta! -Você sabe disso!
Cinna não demonstrava medo algum! E isso deixava o loiro enfurecido.
Peeta segura sua cadeira e vira em sua direção, fazendo o encarar nos olhos.
–Isso irá durar o tempo necessário Cinna... — Todos vão saber que seus.métodos patéticos não chegam a lugar algum!
Sua voz sai ameacadora, fazendo o coração de Cinna acelerar.
–Eu fiz tudo o que era possível para te aju...
Suas palavras são interrompidas pelos berros que iriam fazer seus timpanos sangrarem a qualquer momento
–Fez de tudo pra que? -Tentar enfiar na minha cabeça que sou uma aberração da natureza?
Ele soca a mesa fazendo diversos papéis saírem voando pelo ar.
–Eu não sou a merda dos seus pacientes Cinna!
–Você é um monstro Peeta Mellark!
Cinna se altera um pouco, fazendo o loiro rir.
–Todos nós somos Dr. Cinna
Em um impulso Peeta distribui vários socos no rosto do moreno que parece perder os sentidos por alguns minutos.
Peeta o segura pelo jaleco que exibia alguns pingos de sangue que escorria de seu rosto.
–Preste bem atenção Dr. Pedaço de lixo, todos seus funcionários agora são meus reféns! — Quero a atenção de toda a mídia de Gotham, então mecha seus pauzinhos rápido antes que eu mate todos e exploda esse lugar nojento.
Peeta aponta para o telefone na mesa.
* * *
Uma chuva forte caia sobre Gotham naquela noite, a delegacia estava agitada e uma mulher de voz fina vomitava milhões de palavras no ouvido de Gale fazendo sua cabeça latejar! Uma pancada forte faz a mulher pular na cadeira.
–Gale, precisamos de você agora!
Um homem de face redonda e olhos negros o chama ofegante.
Gale se levanta e segue o homem que parecia assustado.
–O que está acontecendo Matt? O homem continua andando apressado.
–Arkham, foi invadido! — Uma jornalista amiga do diretor acabou de nós ligar e explicar a situação.
O coração de Gale pulsa dentro do peito! Katniss estava de plantão, ele precisava agir rápido.
Eles entram em uma sala cheia de computadores, um rapaz de óculos se levanta e o comprimenta.
Seu pensamento ainda estava em Katniss e seu peito parecia ainda mais apertado, mas ele sabia que precisava se manter calmo naquelê momento.
–Boa noite delegado! — Recebemos a informação que Arkham foi invadido, os funcionários estão presos e foi exigido que toda a mídia fosse chamada até o local.
Ele digita algumas coisas no computador e volta a olhar para Gale
–Uma mensagem em vídeo foi enviada para essa jornalista.
Ele aponta para a tela, uma fúria imensa brota dentro dele! Ele reconhece a figura no vídeo, maldito! O cabelo loiro penteado para trás, as tatuagens e aquela gargalhada que fazia seu estômago revirar. Peeta não falava nada no vídeo, apenas exibia uma moça de cabelos loiros e olhos bem verdes ajoelhada em sua frente, ele apontava uma arma para sua cabeça... Bastou alguns segundos e ele disparou fazendo um jorro de sangue jorrar! O olhar de Gale desvia da tela.
–Vou matar esse desgraçado!
* * *
Os flashs e sirenes brilhavam atravez das janelas do salão principal de Arkham, os reféns ainda gemiam e choramingavam nós corredores. Apenas Cinna estava amarrado e amordacado no salão principal, um dos homens estava atento com o cano colado na cabeça do moreno que exibia um rosto espancado. Um caos entre jornalista e policiais se formavam do lado de fora enquanto Peeta caminhava por um dos corredores até chegar em uma das janelas do fundo de Arkham, a chuva caia insistentemente do lado de fora.
Os olhos azuis se fecham por alguns instantes, a imagem do corpo bem desenhado de Katniss lhe vem a cabeça... "Aquela foi a sua chance! Porque não apertou o gatilho" porque ele não atirou? Era como se ele tivesse perdido o controle sobre si mesmo naquele momento.
Peeta nunca havia sentido dó, compaixão ou qualquer outra coisa... Então porque ele não atirou? Seus pensamentos estavam confusos demais para entender tudo o que estava acontecendo.
Afinal, o que estava acontecendo?
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