P.O.R.T.A.L.L.E.R. - Reworked

9 Portais da Memória - Parte Dois


Notas iniciais
ATENÇÃO: Este capítulo não está na ordem cronológica correta, pois se passa depois do atual torneio Night Fight. Este capítulo tem como objetivo unicamente explicações dos capítulos anteriores. Aproveitem :3

[...]



Todos estavam tensos com as palavras que Raiko disse terem saído da boca de seu próprio mestre. Julie olhava para os semblantes de Ox, Raiko e Maggie, todos cabisbaixos e em silêncio, vendo a dureza daquelas lembranças em suas faces. Ela não consegue deixar de pensar em como foram tempos difíceis. A pequena Walker toma coragem para quebrar o silêncio:

— Raiko, se quiser, não precisa continuar a...

— Não, Julie. — Raiko interrompe a garota no meio da frase. — Eu quero falar. Cheguei muito longe para parar agora. Você está certa. Você tem o direito de saber.

Ela se cala. Raiko fecha os olhos e suspira pesadamente. E então os abre para continuar a sua história.


FLASHBACK / ABRE

— M-mas... Como assim mestre? Ir embora? — A pergunta veio de Milo, o segundo mais novo daqueles presentes, de apenas 10 anos de idade.

— Dois anos se passaram. Vocês se conhecem bem. Sabem as fraquezas e vantagens um do outro. Ou seja, podem competir de igual pra igual. — Kaito fala com seriedade e um olhar vago.

— Mas... — Lyra tenta falar algo.

— Não há "mas", Lyra. É só isso. Formem suas equipes. — Ele sai do pedestal para sentar num banco de pedra, a frente do mesmo e já numa visão da arena principal de combate, plana, sem crateras ou irregularidades. — Primeiro vocês, Twister e Jecko.

E assim se seguiu o pior dia da vida de muitos deles, até então. A medida que as crianças iam perdendo, as mesmas iam embora, com nada além da roupa no corpo. Era cruel. Amizades de anos sendo quebradas como se nunca tivessem existido. A face da derrota nunca foi tão brutal e intensa quanto nesse dia. E a face da vitória não era nem um pouco reconfortante. Até aqueles que venciam não sentiam o prazer de vencer. Qual o prazer de ser o culpado por fazer a pessoa que treinou com você, por dois longos anos, simplesmente ir embora? As batalhas mais emotivas certamente foram as últimas.

Numa batalha que Raiko não esqueceria jamais, num último esforço, ele vencera Tenma, usando seu ataque máximo que o próprio havia desenvolvido com ajuda do amigo, Secret: Wings. Kaito nem se despediu de Tenma. Nem mesmo olhou em seus olhos. Apenas o deixou ir, enquanto Raiko desfrutava das lágrimas amargas de uma vitória que ele nunca quis.

Maggie e Lyra mal tiveram uma luta. Por mais que Maggie não quisesse admitir, foi verdade. Lyra não estava preparada para aquele choque, não lutou com a força que deveria. E como poderia? Como poderia viver com esse fardo? Ela já não sabia se era a tão citada na profecia na Anima Stone. Ela seria forte? Nunca saberia. Nem teria coragem de tentar descobrir. Saiu em prantos do retiro.

Mas, sem sombra de dúvidas, a batalha mais marcante foi entre Ox e Akira.

Ambos eram como um, numa luta entre irmãos. Um espetáculo que seria maior do que todas as performances de Ox em toda sua carreira. Akira e Ox, ambos dedicados pelo mesmo estilo de luta, o pugilismo. Ao fim da luta, com a derrota do menino que não enxergava, ambos se despediram com apenas um soco no punho fechado do outro. E então Akira foi embora. Mas Ox nessa luta viu que valeu apena treina-lo. O porque era simples. Akira vivia de olhos vendados. Vivia.

FLASHBACK / FECHA

Ox interrompe a narração:

— Akira... ele vivia de olhos vendados.

— Mas por que? — Questiona Lana.

— Vou contar o que ele me disse uma vez... isso foi a cerca de um ano antes daquele dia...

FLASHBACK / ABRE

Ox estava batendo num saco de pancadas, treinando o pugilismo e a força de seus golpes. Estavam na metade do ano, e faltavam dez meses para a revelação do mestre. Akira chega sem fazer barulho, apenas escutando o amigo realizando suas sequências no alvo. Ox parecia em um transe enquanto focava no seu oponente imóvel. Ox se assusta quando ele finalmente se revela.

— Akira? Nossa, que susto, a quanto tempo está me olhando? — Fala Ox em um tom descontraído e sem foco.

Akira fica em silêncio depois de ouvir a gafe que o pugilista havia acabado de soltar.

— PERA! NÃO FOI ISSO QUE EU QUIS DIZER, AKIRA! — Ox se desespera, finalmente percebendo que seu amigo usava uma venda nos olhos. — ME PERDOA, NÃO FOI DE PROPO-

— Ox. Se lembra quando eu disse que poderia ou não te contar sobre meus olhos? — Akira fala num tom sério. A expressão do Masamuri se fecha.

— Sim, lembro-me. — Ox também coloca uma entonação séria na voz, se focando no rapaz.

— Bem, vou te contar um pouco. Sabe, mestre Kaito me contou uma vez sobre Sísifo. — Ox estranha o nome.

— Sísifo? — Pergunta o pugilista de cabelos azuis.

— Sim. Ele foi o sacerdote que condecorou Aurora, a primeira Portaller, como alta conselheira de Elrades, cidade que precedeu o nosso país naquele tempo. Sísifo pertencia a um grupo de sacerdotes que rezavam pela vinda de duas entidades. A Anima e o Caos. Eles viriam para libertar o homem de seus pecados, tanto pelo bem quanto pelo mal, criando um novo mundo onde os humanos seriam substituídos por suas formas ascendidas e puras. E Sísifo era seu líder. — Akira dá uma pausa, pensando no que diria a seguir.

— Por favor, continue. — Diz Ox.

— Sim. Como mestre nos contou, Anima encontrou o... Orichalcum.

— Realmente, lembro vagamente que o mestre nos disse isso. E disse que ao entrar em contato com o Orichalcum, ocorreu uma super mutação em Aurora que a fez se dividir em duas personalidades. Uma pura e outra caótica.

— Exato. Aurora usufruiu do Orichalcum, que era uma pedra considerada sagrada, tornando a pedra negativa devido ao esgotamento de suas propriedades positivas. Para selar a energia negativa, Aurora prendeu o Orichalcum caótico num pilar chamado de Anima Stone.

— Disso eu já sei, Akira. Espero que esteja dando sequência ao seu pensamento.

— Estou. O importante é que a pedra precisava de tempo para deixar de vazar energia negativa. E antes disso se concretizar, Sísifo tocou na Anima Stone, a prisão do Orichalcum caótico. E a energia negativa se impregnou em seus genes. E seus olhos mudaram. Passara a ter uma íris roxa com um estranho símbolo no lugar da pupila. Diferentes pessoas ao longo da história foram reconhecidas como profetas ou loucos. Na verdade, todos tinham algo em comum. Eles tinham a visão de Orichalcum. O descontrole que é conviver com o passado e o futuro.

— Akira...

— E eu herdei os olhos.

"Os olhos de Sísifo"

FLASHBACK / FECHA

— E essa é a história dos olhos de Akira. Ele disse que só os revelaria para quem merecesse. E ele me escolheu para ser o primeiro a merecer vê-los, em nossa luta. Foi a maior honra de minha vida. — Ox parecia prestes a derramar uma lágrima. Todos naquela sala sentem um peso na alma.

— Então... posso continuar? — Raiko quebra o clima de uma forma péssima.

FLASHBACK / ABRE

3 meses depois das lutas...

Não havia mais Tenma, Lyra, Akira, Jecko, Milo... Todos foram derrotados. Twister não aguentou ficar sem seu único amigo de vida, Jecko, indo embora também alguns dias depois. O clima naquele lugar nunca mais foi o mesmo. Aqueles que antes amavam aquele homem de cabelos brancos que os adotaram, agora se não nutriam ódio, ao menos tristeza havia em seus corações. Não haviam mais conversas descontraídas ou treinos fervorosos. Todos se sentiam vazios. Sem respostas para suas perguntas. E sem perguntas para suas respostas. Não havia mais nada.

Certo dia, o mestre Kaito disse que sairia e voltaria em dois dias. Passou-se duas semanas. E passaram-se três. E o mestre não retornava. Todos, querendo ou não, estavam desesperados, ainda que a admiração por aquele homem houvesse praticamente se extinguido.

Passaram-se quatro semanas. E ele voltou. Embora não do jeito esperado.

Numa tarde de chuva, a porta do refúgio foi aberta. O mestre de cabelos brancos, chegara pálido, coberto de sangue, cuspindo fluidos corporais como um enfermo a beira da morte. Ox correu para ajuda-lo. Mas ele desabou sobre o chão.

— Mestre! Mestre! Pessoal! Aqui! Vem ajudar! MESTRE!! — Maggie foi a primeira depois de Ox a chegar, tentando checar o seu pulso. Mas estava muito nervosa. Raiko chega para ver, seguido de outros garotos e garotas.

Raiko mede sua pulsação. E fica branco.

— Ele... está... — Raiko abaixa a cabeça.

— ELE ESTÁ O QUE, RAIKO?? — Grita Maggie.

Num misto de um sorriso psicótico e desesperado, a próxima palavra proferida por Raiko deveriam ter sido inaudíveis de tão baixas. Mas o mundo naquele momento parecia estar mudo, comparado àquela última palavra. Kaito Leviathan estava...

"...morto."

FLASHBACK / FECHA

— Ele chegou assim? Sem mais nem menos? Como ele andava naquelas condições? E... — Julie se afundava em perguntas.

— Ele não era um humano qualquer, Julie. Ele era um grande Portaller. Um dos portallers mais influentes do planeta. Ele não foi andando naquele estado somente para morrer conosco. Ele tinha uma mensagem. Ou alguém tinha. E por dias eu não conseguia dormir pensando o que seria esse recado. Ou de quem seria... — Fala o jovem de olhos vermelhos, abaixando a cabeça e olhando de relance pra Maggie, de forma quase imperceptível .

— Sim... — Pensa a Bittencourt, ponderando algo. Pensando num dia que ninguém nunca se lembraria.

Exceto por ela e Raiko. Mas principalmente, ela.

FLASHBACK DE MAGGIE / ABRE

Ele seria enterrado com honra. Do jeito que sonhou. Morreria ao lado de seu elemento, e com ele, passaria a eternidade.Em conjunto com seu portal. Em conjunto com a água.

Seu caixão fora colocado nas águas de um rio cristalino. Ox não parava de chorar. Assim como céu, com a chuva caindo interpretando lágrimas divinas, como se o próprio destino quisesse marcar aquela cena na água para sempre. Primeiro o mestre separava eles de seu amigos e depois o destino tirava o mestre deles. Mesmo com tudo o que fez, ele era o mestre deles. Aquele que sofreu por eles, lutou por eles. Aquele que viveu e morreu por eles.

Em meio ao clima triste e cinza, Raiko nota Maggie se retirando. Ele a segue em meio ao descampado ao redor do rio. Tropeçando entre pedras, galhos e poças d'água, ele finalmente consegue a alcançar. Ela estava chorando. Tão fortemente que era facilmente distinguível das gotas de chuva. Seu cabelo ruivo molhado era um contraste fortíssimo com toda a neutralidade cinza do resto do cenário.

— Maggie, o que houve? — Raiko pergunta preocupado.

— O Mestre Kaito... ele... ele está morto... ele... — Ela soluçava sem parar.

— Maggie, calma. Respira. — Raiko se aproxima mais da ruiva para tentar acalma-la.

— Raiko... eu... eu não aguento mais. Isso tudo. Porque com nós, por que não fomos no lugar deles? Por que ganhamos aquela porcaria de luta, qual é o mérito daquilo? Por que o mestre morreu, por que? POR QUE?!

Raiko num rápido movimento abraça Margareth, colocando-a contra o seu peito. Ele segura a cintura da ruiva. A chuva nesse momento parece acompanhar o batimento cardíaco de ambos, numa orquestra de existências e pensamentos que jamais poderia ser projetada novamente. Ele a olha nos olhos. E por alguns segundos, suas auras se tornam uma.

A jovem Bittencourt, estasiada, deixa cair de suas mãos um papel, que a mesma havia encontrado nas roupas do mestre quando foi verificar seu pulso assim que ele chegou no retiro. O papel voa pela chuva e ela seria a única pessoa que saberia as palavras ali inscritas. Palavras afogadas no mesmo rio que seu mestre foi enterrado. Escritas a sangue, elas eram mais do que qualquer um deles seria capaz de suportar. Ou entender.

"Culpem o mascarado."

As vezes, pensa Bittencourt, é preciso saber interpretar.


FLASHBACK DE MAGGIE / FECHA

Maggie sai de seus pensamentos, pensamentos estes que ela nunca revelaria a ninguém. Raiko retoma a história:

— Pouco tempo depois, acho que uma semana depois, Milo retornou ao retiro onde Kaito nos treinou. Não sabiamos pra onde ir e ainda haviam suprimentos, então ficamos lá até conseguir achar um lugar melhor pra cada um. E Milo não chegou com boas notícias.

FLASHBACK / ABRE

Milo estava arfando. Visivelmente abatido e com uma expressão de terror no rosto. Ele não conseguiu falar nada nos primeiros dez minutos depois de chegar no retiro. Todos se juntaram pra tentar acalmar o antigo caçula. Quando finalmente relaxa o suficiente ao ponto de conseguir se comunicar, mesmo que gaguejando e ainda em lágrimas, ele explica:

— E-eu... eu, Tenma, Lyra e os outros tinhamos conseguido nos instalar numa casa abandonada d-da aqui na cidade baixa. A gente soube do que aconteceu do mestre Kaito e queriamos vir aqui p—pra falar com vocês sobre. — Milo começa a chorar. Todos estavam extremamente apreensivos. — A gente tinha se programado pra fazer isso e eu sai pra arrumar comida. Quando eu voltei, umas horas depois...

Uma pausa. Milo olha diretamente nos olhos de Raiko. Um olhar de desespero seguido de palavras que ele teria sonhos obscuros no futuro onde essa frase se repetiria infinitas vezes.

— Todos eles estão mortos. Todos.

A ficha não cai imediatamente. Todos ficam confusos por que as palavras não faziam sentido. Mortos? Lyra? Twister? Tenma? Como eles teriam morrido? Se alguém tentasse ataca-los eles com certeza conseguiriam se defender.

— Como assim, Milo? — Questiona Maggie, um pouco hesitante. — Eles foram atacados?

Milo ascena a cabeça negativamente enquanto chora copiosamente. Não. Eles não haviam sido atacados.

FLASHBACK / FECHA

A gente foi até o prédio que eles tinham usado como abrigo provisório. E quando abrimos a porta... — Ox não conseguia olhar ninguem nós olhos enquanto falava.

— Eu não consegui me segurar diante daquilo. Tudo que tinha no meu estômago foi pra fora naquele momento. Acho que todos nós nunca vamos esquecer daquela cena doentia. — Maggie, assim como Ox, parecia extremamente triste e desconfortável .

— Gente, vocês estão me assustando... — Julie fala, temerosa com o rumo que a história estava tomando.

— Eles tinham se matado, Julie. Todos os nossos melhores amigos, mortos e pendurados no teto da sala de estar. Não tinha um inimigo que pudesse mata-los todos juntos. Aquela era a única explicação. No desespero, não conseguimos pensar em todas as possibilidades. Mas não tinhamos pensado em uma variável. Mas enfim. O resto vocês já sabem.

— Fora isso, só nos encontramos algumas vezes depois. Resolvemos nos separar de vez e seguir nossos caminhos. Ox conseguiu bicos lutando e mostrando sua técnica de pugilismo entre bares da cidade baixa. Eu encontrei a Tia Donna e ela me deixou ficar no Bar Men e cuidar da Arena. Raiko... bom, acho que ninguém sabe o que Raiko fez nesse último ano. — Diz Maggie. O Tamashiro dá de ombros. — Desde que te encontraram, Julie, fazia alguns meses que os rapazes não iam lá no "Bar Men". Apareciam só de vez em quando, quando precisavam da Tia Donna ou algo do tipo, lutavam na Arena pra conseguir uns trocados ou treinar... Enfim.

— Essa é a nossa história, Julie e Lana. Felizes?

— Não há como ficar feliz Raiko. Não com essa história. Estou somente... satisfeita.


*************************

[Continuação do Cap. 07]

— Tenma, Lyra... Mestre Kaito... vivos? — Questiona o Tamashiro com princípios de lágrimas em sua face.

— Sim, Raiko. Tanto eles como os portallers elementais. E eles vão cumprir sua missão. Vão se reunir. E lutarão ou pelo bem. Ou pelo mal. Cada um pelo próprio ponto de vista, em busca da mesma coisa. Este é o destino dos elementais. — Raiko se levanta do chão.

— Um minuto. Você disse que... Lyra, Tenma e o mestre estão vivos...

— Sim...

— Mas, e Akira? — Raiko ao falar isso, percebe que não havia olhado verdadeiramente para o homem em nenhum momento.

E o olha.

Ele tinha uma roupa muito parecida com a dele, também preta, porém, com detalhes roxos e dourados. Tinha também cabelos negros, mas usava uma máscara, feita com tons de ouro velho, dando por visível somente os olhos. Olhos estes que eram a coisa mais chamativa de seu visual. Eram olhos de um púrpura brilhante e caleidoscópico, girando numa roda mística de símbolos hipnotizante que mudavam de forma continuamente.

— Akira? Hehehe... — O homem se vira, dando algumas risadas irônicas e começando a andar em direção ao nada. — O destino é mesmo engraçado não é, The Mask?

— A... kira...? — O semblante do The Mask congela.

— Você não deveria estar com o Ox, Raiko? — Ele diz numa voz sinistra, ainda sem se virar. E como impossível, ele some numa círculo caleidoscópico, deixando Raiko sozinho e desnorteado.

*******************

Julie aparece correndo na janela. Vê Raiko em pé sem reação e aparentemente assustado, com o braço direito tentando segurar algo que não estava ali. Ele recolhia vagarosamente o braço.

— Raiko, o que você está fazendo?! Vem logo! — Ela grita, afobada.

— Algum motivo especial? — Ele sai do transe em que estava, como se tivesse acabado de acordar de um pesadelo.

— Tenho dois! Primeiro, você vai me contar quem eram Tenma, Lyra e esse tal de Kaito! — Raiko fica chocado pelo conhecimento da menina.

— V-você...? — Ele fala, surpreso. — Bom... eu... e o segundo motivo?

— O segundo motivo? Er... bem...

"Agora é a sua luta no Night Fight."