PET - Pokemon Estilo De Treinador (1 T)
3 Capitulo 3 - Encontros: Com o Inicial
Capitulo 3 — Encontros: Com o Inicial, Com a Inexperiência e com o Medo
Chegamos a Pallet não muito tempo depois, afinal era pertinho, fomos de carro apenas porque minha irmã iria vendê-lo para que eu e ela pudéssemos ter algumas reservas financeiras para os primeiros meses de jornada.
Julia Maerd, 16 anos. Eu amo a minha irmã e faria qualquer coisa por ela. Naquele momento eu sabia que ela não havia planejado me acompanhar na jornada. Ela realmente acreditava que eu ia ser selecionado para o grupo, dizia que eu tinha puxado a teimosia de papai, mas a doçura de mamãe. E eu me perguntava o que isso tinha haver com inteligência.
O certo não era ir com ela em uma jornada. E eu não iria. Não podia privá-la de seguir seus planos até o topo e sei que ela já os tinha. Um bom irmão sabe e o faz. Até porque seria humilhante ser tratado como o irmão menor da treinadora em ascensão. Seria mais humilhante ela abrir mão de algum pokémon maneiro só para que eu ficasse com ele. Seria mais... Certo. Eu confesso. Eu não queria ser treinador mesmo.
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Na cidade de Pallet não havia mais nada de interessante além do laboratório. Havia sim, uma espécie de arena de batalha pokemon construída em homenagem a Gary e Ash. As pessoas organizavam diversas batalhas naquele lugar, mas nada de muito espantoso acontecia ali. Tanto que o asfalto só constava na rua de acesso ao laboratório.
– Eu esperava por vocês! — O Professor Carvalho recebia-os na porta do laboratório.
– Oi! Quanto tempo tio Sam. — Dizia Julia.
Sempre de jaleco branco, agora com os cabelos completamente grisalhos, mas com o mesmo ar confiante. Era o professor Carvalho em pessoa.
– Não vai me cumprimentar? — Pergunta o Professor a Kevin ao perceber sua indiferença.
– Me da logo o pokemon que eu quero sair daqui. — O rapaz nem queria descer do carro. Mas, a irmã o puxou para fora. Exigia dele o mínimo de educação, afinal quem o criou nos últimos anos fora ela. Ela não podia passar por uma má educadora.
– Ah! O mesmo durão, hein? — O professor imaginava que o jovem não estaria feliz.
– Ele ainda não aceitou que você deixou papai e Yve sendo atacados por aquele Tentacruel gigante em alto mar. — Ri Julia. — Também não aceitou a ideia de passar na seleção e ser dispensado. Mas, logo ele vai estar com o humor da mamãe. — A menina abraçava-o, mas a intenção era de contê-lo.
Kevin fez uma careta para o Professor Carvalho.
– Aiai! Vai ser uma assessoria muito dura. — Diz o professor coçando a cabeça.
O pai de Kevin, que era pesquisador, durante uma pesquisa em alto mar acabou desaparecendo. Tempos depois uma equipe encontrou os ossos do pai.
No barco estavam dois outros pesquisadores. Yve, uma pesquisadora das Ilhas Laranjas e o Professor Carvalho. Ninguém sabe muito bem como as coisas lá ocorreram. Um estranho e gigantesco pokemon marinho atacou o barco. O Professor Carvalho foi forçado por Maerd e Yve a abandonar o barco enquanto os dois tentavam conter o pokemon. Yve após isso conseguiu escapar, infelizmente Maerd nunca saiu do barco.
Desde então Kevin Maerd Junior acusa o Professor Carvalho de ter abandonado seu pai a própria sorte. Julia sabia que não era para tanto, mas não era fácil colocar algo na cabeça de Kevin. Ele era jovem, nunca conheceu a mãe, perder o pai trazia alguns transtornos.
Dentro do laboratório Kevin e o professor não trocavam muitas palavras. O professor bem tentava, mas o jovem era teimoso.
– Bem... Aqueles garotos, os classificados, receberão um pokemon cada. Exatamente os pokemons que pediram. — O professor resolveu tentar puxar assunto. Imaginava que talvez ele fosse querer saber com qual pokemons os outros cinco iriam começar, mas Kevin se quer deu-lhe atenção.
O professor ia começar a transferência no momento que a família Maerd havia chegado ao laboratório. Demorou poucos instantes e todas as cápsulas que continham os pokemons foram transferidas.
Os pokemons podiam ser teleportados se estivessem dentro das pequenas cápsulas chamadas pokebolas. Era uma tecnologia fantástica. Mas, Kevin não dava muita atenção ao que ocorria no laboratório. Ele queria pegar o pokemon e dar o fora.
Ele estava pronto para sua jornada, mesmo que não estivesse muito animado para o mesmo. Uma camisa verde, bermuda marrom. Calçados da mesma cor da bermuda. Em sua mochila tinha um pouco de comida, dinheiro, as famigeradas pokebolas e algumas mudas de roupa. Era o que ele levava com ele. Nada além do essencial como a irmã lhe havia instruído. Claro um bom saco de dormir, pois ninguém é de ferro.
“Em uma jornada você carrega o peso do seu conforto.” A irmã repetia isso várias vezes. Chegava a ser chato, as pessoas gostavam de repetir para Kevin a mesma coisa, várias vezes. Ele chegava a se perguntar se alguém imaginava que ele era retardado.
– Pediram-me para lhe dar um pokemon bem especial, para lhe recompensar pelo transtorno. — Diz o Professor que sorriu para Kevin estendendo uma pokebola para ele.
– E já que ele é amigo da família... — Diz Julia que nem sequer foi escutada pelo irmão. Kevin não gostou quando a irmã mencionou “amigo da família”, mas não iria responder a irmã, mas não prestou atenção no que ela dizia a partir dali.
O professor se aproximou com a pokebola de Kevin que pegou-a e a observou.
– Tudo bem... Saí, seja lá o que for... — Kevin joga a pokebola liberando um pokemon.
De estatura pequena, batendo talvez na altura dos joelhos de Kevin. Visivelmente era um pequeno cãozinho. Possuía pelos marrons caídos para beje. Muitos pelos por sinal. Um olhar simpático e uma aparência animada.
– O que acha? — O professor orgulhoso do pokemons esperava que Kevin gostasse.
– Eu... Tinha algo diferente não? — Kevin contraria o professor mesmo que ele tivesse lhe dado um pokemon já treinado e muito forte.
– Oras... Ele possui sete linhas evolutivas. É um achado! Assim você pode decidir com calma o que quer que ele seja. — O professor ficou surpreso com o descaso de Kevin. — Por sinal, seu pai começou com um desses, assim como sua mãe e sua irmã também. -
A irmã riu. Não teve como segurar a risada. Os dois pareciam que jamais se entenderiam. Ela viu o pokemon se aproximar de Kevin e começar a se encostar-se a ele.
– Aqui mano! — A menina estendia para ele um aparelho vermelho e retangular. — Acho que conhece a PokeAgenda. -
A PokeAgenda. Uma pequena enciclopédia eletrônica que continha informação sobre a maioria dos pokemons existentes. Havia algumas outras utilidades básicas naqueles aparelhos. Tinham frases de incentivo e reflexão. Uma das funções mais importantes era identificar a pessoa como treinador ou o que ela fosse no mundo pokemon. Sim, a agenda era a Carteira de Identidade das pessoas.
Kevin já havia visto a irmã utilizá-la. Rapidamente apontou o pequeno aparelho retangular para o pokemon que estava encostado em suas pernas.
PodeDex: Eevee. Pokemon do tipo normal. Este pokemon canino é amigável e uma ótima companhia. Consegue aprender diversos truques e possuí uma linha evolutiva ramificada.
Kevin balançou a cabeça. Agora sabia. Seu pokemon era um Eevee.
– Ta... Eu acho que tudo bem. — Diz Ele olhando para o Eevee que o lambeu.
O professor revirou os olhos. “Tudo bem?” Aquela de longe era a resposta que ele esperava. Cuidar dos pokemons que Kevin capturasse não iria ser uma tarefa fácil.
– Kevin tenho um presente para você! — O pokemon levou a mão no bolso. — Acho que assim pelo menos vamos evitar brigas. — O professor procurou algo nos bolsos. — Aqui... Um cartão de transferência. Se quiser trocar de especialista que cuidará de seus pokemons, você pode fazer isso com ele. — Diz o Professor.
Aquilo Kevin conhecia muito bem. Seu pai era um pesquisador pokemon. Um especialista, assim como o professor Carvalho. Uma de suas atribuições era dar o primeiro pokemon para os treinadores iniciantes, algumas instruções e cuidaria dos pokemons desses treinadores quando os mesmos fossem mandados para o laboratório. Ou seja, Kevin começando em Pallet teria o Professor Carvalho como especialista.
Aquele bonito cartão que o professor oferecia a Kevin era uma oportunidade única. Quando o pai de Kevin e Julia morreram, todos os treinadores que iniciaram a jornada em TIM, tiveram de trocar de especialista pokemon, e usavam cartões como aquele.
– Sério? De verdade? — Kevin se anima. Os olhos dele estavam radiantes com aquilo.
– Melhor que seus pokemons fiquem com alguém confie, não? — Disse o professor.
– É... — Kevin parou olhando o cartão e olhou a irmã que parecia sorrir. — Pensando bem... Papai confiava em você... Os pokemons de papai estão aqui ainda... O que me admira... Os de Julia também estão... Então... — Ele parte o cartão. — Fico com você. Não perderia a oportunidade de ficar te lembrando que você abandonou meu pai para morrer. -
– Ele podia só ter devolvido. Isso custa caro. — Diz o professor recolhendo os pedaços na intenção de colar.
Kevin odiava aquele lugar, estava doido para se ver livre da presença do Professor Carvalho o mais rápido possível. Mas, também confiava em seu falecido pai. Se o pai e Julia confiavam no Professor Carvalho para ser o especialista que cuidaria de seus pokemons, ele também confiaria. Além disso, pessoalmente só conhecia aquele velho, alguns antigos amigos do pai apenas de nome e relance.
Kevin saltou para fora do laboratório. Mochila nas costas. Cabelos ao vento. Eevee na pokebola. Era 12:00. Por sorte haviam almoçado antes de passar no laboratório. Kevin planejava correr para longe dali.
– E quais são seus planos? — Perguntou o professor ao garoto animado do lado de fora.
Kevin parou hesitante. Ele não havia planejado nada. Apenas ia ficar rodando sem destino. Aprender um pouco e quem sabe fazer algumas batalhas. Nem mesmo a irmã havia falado de plano com ele. O professor havia tocado no X da questão.
– Ahn... — Kevin parou pensando no que iria fazer. — Acho que posso sair desafiando alguns treinadores, eu sei lá. -
– Daqui a dois anos vai acontecer a Edição da Copa Kanto. A Liga Pokemon de nossa Região(País). Acho que poderia tentar participar. — O professor foi interrompido por Kevin que começou a gritar com ele.
– Seu velho tapado! Obtuso! Matusalêm. — Kevin para pra pegar fôlego. — Se é daqui a dois anos, porque vou me preocupar agora? -
– Calma... — A irmã começou a rir. — Para participar da liga, tem de provar que merece. Lembra dos ginásios que visitamos algumas vezes nas férias? — Julia sorriu observando que o irmão tinha uma vaga idéia.
– Ok! — Kevin acalmou-se. — Vou me preparar nesses dois anos. — Ele não tinha ideia do que significava aquilo. Ele lembrava-se vagamente de que deveria passar por várias cidades atrás de alguns bons treinadores que lhe presenteariam com um símbolo brilhante caso saísse vitorioso. O nome desses treinadores era líderes de ginásio. No entanto, Kevin iria deixar para se preocupar com isso em outro momento.
– Eu vou ficar aqui para estudar com o professor. E aqui é algo que é sua vez de usar. — Diz Julia esticando um livro antigo.
– Ah! Eu que pensei que ia ter chance de lê-lo finalmente. — Diz Sam desconsertado.
– E o que é? — Pergunta Kevin franzindo a testa. Tinha certeza de já ter visto o livro, mas não sabia do que se tratava.
– Um diário que papai escreveu durante sua vida, felizmente no dia do acidente, ele não havia levado. — Diz Julia.
– Mas... Não entendo o que está escrito. — Diz Kevin que o folheia.
– Seu pai escrevia tudo em códigos, tem um pequeno código na primeira pagina, vai ter de decifrar para saber os segredos pokemons. — Diz o professor.
– Mais essa... Primeiro sou dispensado do que é a grande chance de qualquer treinador. Depois tenho de aturar o Professor Carvalho. Ainda agora, me dão um livro em códigos... Aposto que serei atacado na floresta. — Diz Kevin saindo sem se despedir.
– Tchau! — Dizem os dois.
Ele caminha com pressa, observa tudo a sua volta. Ele sentia que ali era o começo de tudo. E que finalmente tinha tomado um rumo, mesmo que não soubesse onde aquilo iria levá-lo.
Pallet e Tin eram vizinhas, mas eram cidades pequenas. A cidade grande, mais próxima que possuísse um ginásio, era Veridiana. Aqueles arredores e caminhos Kevin conhecia bem. Apesar de normalmente seguir pela estrada, poucas vezes passando pelas trilhas em meio a mata, ele sentia-se seguro quanto ao caminho que estava seguindo, por isso pouco sentia o tempo passar enquanto caminhava.
– Ei, você! — Uma voz gritava Kevin.
Kevin estava no meio da floresta. Estava indo a caminho da primeira cidade de sua parada, Veridiana. Imaginou que lá poderia encontrar pessoas para conversar e lhe dar algumas informações interessantes. No entanto, alguém parecia querer falar com ele. Kevin viu um garoto, provavelmente de sua idade, moreno e com uma mochila nas costas.
– Olá! — Saudou Kevin tentando entender o que o jovem queria.
– Está a caminho de Veridiana, certo? — O rapaz parecia cansado. Respirava e ofegava bastante. Seu tom de pele escuro permitia que Kevin observasse o suor com bastante perfeição. — Volte e fique em Pallet. Parta apenas no dia seguinte pela manhã. — Disse o rapaz.
– Oras... — Voltar e ficar com o professor? Kevin jamais faria isso. Aquilo o irritava profundamente. — Posso saber por quê? — Kevin questionou.
– Estou apenas dando um conselho. — Diz o rapaz moreno. — São 16:00. Não vai conseguir chegar a Veridiana, ou em algum lugar seguro, antes do anoitecer. Os pokemons são perigosos, além dos ladrões estarem por toda a parte. — O rapaz olhou relógio. — Estou perdendo tempo com você. Aposto que é um iniciante bem cabeçudo por estar indo rumo à cidade uma hora dessas. — Disse o rapaz começando a correr na direção contrária a Kevin.
– Como é? Ei volte aqui! — Kevin não conseguia fazer o rapaz parar! — Eu vou derrotá-lo em uma batalha da próxima vez que nos... Ah! — Kevin bufou e deixou de lado aquilo. — Eu devo ta doido mesmo. Deve ter sido a presença do professor. Nunca batalhei... Como é que eu ia desafiar o um doido daqueles? -
Kevin deu dois passos. Olhou para traz, já não podia mais ver o rapaz moreno que havia intercalado-o. Lembrou das palavras dele e teve receio de prosseguir, mas o professor Carvalho era mais perigoso na opinião de Kevin.
– Hum... Acho que caminhar vai fazer bem. — Diz ele libertando Eevee.
– Eevee. -
– Ola! Vamos... Caminhar vai ser um ótimo exercício... Também pode me fazer companhia! — Kevin estava incerto do que dizer ao Eevee naquele momento.
Ele seguiu conversando com o pokemon que o tempo todo o escutava. Logo anoitece, e eles ainda estão na floresta. Assim eles montam um acampamento e ascendem o fogo colocando salsichas para o jantar.
– Quase bom. — Diz Ele a Eevee.
– Eevee... -
– Acho que tá na hora. — Ele começa a tentar decifrar o bendito diário. O tempo avança, e as salsichas ficam prontas, mas ele está concentrado no diário.
– AH! Consegui formar uma frase, parece que cada palavra é na verdade uma letra... Papai era meio doidinho. — Kevin sacudiu a cabeça rindo. — Aqui diz que a vitória é definida desde a captura do Pokémon. Se o treinador for treinador, tudo pode acontecer, assim como se o amigo for o treinador... — Kevin franziu a testa sem entender. — Fora isso ta escrito não subestimar a ninguém aqui nas primeiras folhas, mas ta escrito normal. -
– EEVEE? -
– Eu também não entendi nada... Ei... -
Um pokemon pegava as salsichas e saia correndo. Kevin só notou por ter olhado na direção da fogueira e depois perceber um vulto.
– Ah não! Eevee atacar. -
Eevee intercepta o pokemon. Eevee saltou na frente do pokemon bloqueando sua passagem. Kevin olhou o pokemon que ainda segurava as salsichas com a boca. De cor meio azulada. Do mesmo tamanho que Eevee, ou ligeiramente menor, quadrúpede parecia que seus pelos eram bem ralinhos.
– Deixa eu ver... — Kevin sorriu sacando a agenda.
PokeDex: Nidoran femia. Um pokemon no primeiro estágio. Vive em florestas e nunca anda sozinha, a não ser que tenha se perdido. Do tipo venenoso é uma pequena capivara.
Kevin olhou para o pokemon que saltou as salsichas e ficou em posição de ataque.
– Ta legal! Vai lutar pela comida, ou desistirá e sumirá de minha vista? — Pergunta Kevin encarando o Pokémon juntamente com Eevee.
Após alguns instantes o pokemon azul, nidoran, deu um passo para traz indo em direção ao mato. Ele estava desistindo de levar a comida.
Eevee trazia de volta as salsichas todo triunfante.
– Bom trabalho garoto. — Kevin afaga os pelos de Eevee parabenizando-o pelo empenho em defender a comida. — Mas... Pensando bem... — Kevin olha o diário e olha a Nidoran se afastando. Depois olha a Pokeagenda relembrando o que havia sido falado sobre Nidran.
Ele pega e joga uma salsicha próxima a ela.
– Sirva-se perdida. E vá com Deus. — Diz ele sentando-se novamente. Assim a Nidoran logo pega a salsicha e se vai.
– Eeevee! — Ele grita rosnando sério.
– O que foi? Não gostou do que eu fiz... Eu sei que eu estava bravo com isso no inicio. Mas, se ela estava sozinha, significa que não tem ninguém para ajudá-la. E ela te olhou cheia de medo... — Kevin é agarrado por traz.
– Medo é o que deve ter! Eu levarei seu pokemon, nem tente me impedir... AHH! — O agressor de Kevin é atacado por Eevee que usa o ataque investida.
Kevin caiu no chão. Engatinhou rápido para longe dele. Levantando-se olhou o homem encarando-o.
A escuridão não ajudava muito, mas entendia que tratava-se de um ladrão. Uma roupa, parecida com o macacão, completamente cinza. Uma mascara preta no rosto. Botinas pretas e algo que parecia uma toca, também cinza, escondendo o cabelo. Era uma visão um tanto estranha, mas com a escuridão dava certo medo.
– Ah! Só em seu sonho... Lute para conseguir... — Diz Kevin. — Você escolheu o dia errado para vir me provocar, senhor ladrão! -
:: “Sou um menino muito corajoso. Estou arrumando mais uma confusão. É melhor eu passar a ir com calma.... Claro depois que eu descontar minha raiva nesse ladrão de uma figa...”:: Kevin estava surpreso consigo mesmo.
– Calma ai... Ladrão? — Kevin percebe o que estava fazendo e fica paralisado.
– Eu sou da Estilo de Poder. — O ladrão se identificava.
– Azar o meu? — Com os olhos arregalados Kevin tenta se afastar um pouco mais, mas percebe que se afastando perdia a iluminação da sua pequena fogueira. Pensou em correr, mas sentia que suas pernas tremiam.
– Vai Marowak. -
– Que? Assim eu vou... — Kevin tremia de medo. Não conhecia muitos pokemons. Mas, aquele ele conhecia. Marowak era um Pokémon já evoluído. Bípede com uma mascara de osso revestindo sua cabeça, atacava principalmente usando um porrete de osso que levava consigo. Aquele por sinal parecia ser muito forte, pois media quase um metro de altura. Seu pequeno Eevee, não deveria ter mais do que quarenta centímetros.
Kevin sabia, estava sem chances de vencer. Mas, sem poder fugir, achava melhor perder lutando. Talvez um milagre acontecesse.
– Não fraquejar. Não subestimar a ninguém. Eevee. Vamos lá. — Kevin se enchendo de coragem mesmo sabendo que não tinha chances.
– Isso vai ser fácil osso merangue. -
Marowak lança o osso girando. Era o ataque osso merangue. Ele consistia em acertar as adversárias duas vezes. Uma vez quando era lançado. Então o osso girava pegando um efeito para retornar a mão do seu dono. Nesse retorno ele acertava o adversário pela segunda vez.
O ataque acertou Eevee na ida e na volta. O ataque era mesmo um bumerangue. Lançado uma vez contra o pokemon, o osso derrubava seu adversário com força. Enquanto tentava se levantar o osso estava voltando para a mão de seu dono e acabava por atingir o adversário uma segunda vez.
– Eeevee. -
– Agora ataque cortante. -
– Desvie... -
Mas, eevee é acertado mais uma vez, além de ser lançado aos pés do Estilo de poder.
O ataque cortante levou eevee a nocaute. Era um ataque feito com energia concentrada no porrete. Lançado pelo ar parecia que o seu alvo havia sido cortado. Pelo menos era essa a sensação que se tinha.
– Eu disse... — O capanga da estilo do poder sorriu maliciosamente para Kevin. — ... Talvez pudesse ter comandado um ataque de areia, para tentar eliminar minha precisão. Era a melhor estratégia para o seu pokemon no nível que ele se encontra. Um ataque mordida surtiria mais efeito do que a investida. — O ladrão riu. — Mas, parece que você não tem idéia dos movimentos que seu pokemon pode fazer. -
– Não... — Kevin não sabia o que fazer. Estava tão paralisado de medo e sem saber o que poderia fazer. Além disso, o ladrão já havia identificado que ele não tinha experiência nenhuma.
O membro da Estilo de Poder abaixa para pegar o pokemon, mas leva uma agulhada na mão.
– Ai! Seu fedelho.. Eu vou... — Ladrão olhara para Kevin enfurecido.
– Mas eu não fiz nada. — Kevin no chão assustado com a visão que tinha do membro da equipe de ladrões não entende o que havia acontecido.
Das moitas surgia um pokemon quadrúpede de pelos azulados. Tratava-se de Nidoran femea. A mesma a quem poucos minutos atrás Kevin havia dado comida. A nidoran havia usado o movimento de agulha de veneno.
Após sair da moita correu com força derrubando o ladrão com um ataque investida. Com isso Eevee caiu e Kevin levantou-se correndo para pegá-lo.
– Eevee... -
O ladrão sentia que realmente havia veneno nas agulhadas que levou na mão. Mas, iria terminar o que começou. Levar o pequeno Eevee.
– Marowak. Osso merangue! -
O osso foi contra Nidoran que foi derrubada e caiu inconsciente com apenas o primeiro ataque. O retorno ia na direção de Kevin desta vez, mas do nada o osso parava no ar girando.
– Ahn??? — Kevin olha Nidoran caída atrás do ladrão e olha Eevee ferido em seus braços.
– O que aconteceu? Como fez isso? — Pergunta o ladrão.
A escuridão do local era diminuída pela fogueira que Kevin havia feito. No entanto era nítido que não era o suficiente para iluminar muito. O ladrão sabia. Se não viu Nidoran chegar. Outro Pokémon ou outra pessoa também poderia ter surgido.
– Um Kadrabra é poderoso assim. Kadabra é um pokemon psíquico que pode controlar diversas coisas com o poder de sua mente. — Um homem todo de preto se faz presente na sombra da noite.
– O que? Quem é você? Saia das Sombras. — O ladrão parecia ser realmente confiante. A nenhum momento demonstrava um único traço de fraqueza.
– Já acertou metade... Sombra... Agora eu digo a outra. Caçador... — A voz ainda era difícil de identificar a localidade. Mas, Kevin já podia ver o homem de vestes negras.
– O que? — Kevin e o ladrão ficam perplexos.
Kevin ainda agachado agora tremia de medo. Era a primeira vez que teve tanto medo em sua vida.
– Kadabra o teletransporte agora! -
– Kadabra! — Assim o ladrão e seu marowark desaparecem.
– Ai! E agora? — Apavorado. Kevin assustou-se ao ver a técnica do teletransporte ser feita em sua frente. A técnica consistia em transportar a pessoa ou objeto, por meio de poderes psíquicos, para algum outro lugar de sua escolha, caso fosse poderoso o suficiente para definir bem o local.
Kevin fica meio apreensivo e surpreso. Estava tão apavorado que não conseguia reagir.
– Agora hipinose... — A voz do Caçador das Sombras saiu como uma arma. Comandando seu Pokémon psíquico, que se quer pode ser visto nas sombras da noite, para mais um ataque psíquico. Agora um poderoso hipnose que fazia seu adversário adormecer por meio de ondas psíquicas.
Assim, quando Kevin acorda pela manhã, ele vê Eevee curado e ao lado de Nidoran dormindo.
– Mas... Ai... Que noite louca. Ainda bem que está amanhecendo. Só eu mesmo... Depois de tanta coisa ruim, ainda encontro dois ladrões. — Kevin acordava com dificuldades. Demorou para lembrar todo o ocorrido. Mas, logo tudo veio como um raio.
– Nido? -
– Eevee? -
Os pokemons pareciam despertar também.
– É... Eu sei que o tal Caçador das Sombras me ajudou, mas... Era só por que eu não tinha nenhum raro? — Kevin parou pensando por alguns instantes. — Ele veio atrás daquele membro da Estilo de Poder. Certamente levou-o para algum lugar para torturá-lo atrás de informações. Mas, por que será que os curou? — Kevin parou olhando bem os pokemons. — Ou será que vocês se recuperaram com a noite de sono? -
Os pokemons nada entendem.
– Por falar em ajuda... Obrigado pela sua nidoran. -
– Nido... — O Pokémon pareceu confirmar que aceitava o agradecimento.
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Eu não gosto do Professor Carvalho. Ele e meu pai eram amigos. Em uma expedição eles foram atacados e o cretino fugiu, deixando meu pai para morrer. Eu odeio aquele homem, apesar dele me tratar bem. De certo que minha raiva vem diminuindo bastante. Acho que por ver que Julia não o culpa, eu não deveria culpá-la. Acho que agente amadurece, né?
Mas, é complicado entender como eu fui atacado pela Estilo de Poder e pelo Caçador das Sombras. Ninguém deve ter tido um inicio de jornada tão turbulenta quanto a minha. Pelo menos sobrevivi e consegui um pokemon.
O diário de meu pai ajudou bastante. Sabe, eu não iria ter ajudado a nidoran se no diário não falasse de amizade. E se eu não tivesse tentado lutar, certamente o Caçador das Sombras não teria chegado na hora para me salvar.
O que será que o Caçador das Sombras queria? É claro, a Estilo de Poder sabia que eu receberia um pokemon e foram atrás de mim por isso. O Caçador das Sombras deveria imaginar que a escolha de pokemon que eu tinha recebido da seleção era algo raro. Bom, Eevee não é raro, ou é? Afinal o que é um pokemon raro?
Notas finais
Explicação de como se calcula o Nivel do Treinador no episódio 11.
Explicação de como se calcula o nível de Raridade no episódio 30.
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Nome: Kevin Maerd Junior
Cidade Natal: Tin na região de Kanto
Ocupação: Treinador
Nível: J
Idade: 12
Qtd. Pk: 1
Pokemon: Eevee - Nível de Raridade 4
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Nome: Caçador das Sombras
Cidade Natal: ???
Ocupação: Caçador e Ladrão de Pokemon Raros
Nível: A/S
Idade: ??
Qtd.: ?? (+2)
Pokemon: Noktow Dourado - Nível de Raridade 9 (Roubado de Ash)
Pokemon: Kadabra - Nível de Raridade 11
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Nome: Membro do Capitulo 3 da Estilo de Poder
Cidade Natal: ???
Ocupação: Ladrão de Pokemon Membro da Estilo de Poder
Nível: ??
Idade: ??
Qtd.: ??
Pokemon: Marowak - Nível de Raridade 7
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