PET - Pokemon Estilo De Treinador (1 T)
4 Capitulo 4 - O Sentido em Capturas
Notas iniciais
Existe algum motivo em particular para se fazê-lo?
Capitulo 4 — O Sentido em Capturas
Foi completamente estranho quando seguia caminho para Veridiana. A floresta entre ela e Pallet era para se atravessar em 3 dias a pé. Algumas pessoas, no entanto, desafiavam-se a cruzá-la em apenas um dia. Naquele momento, eu tinha me desafiado a sair daquele mato ordinário em questão de minutos. Não queria ter que passar tanto medo quanto passei durante a noite.
Estilo de Poder e Caçador das Sombras em uma mesma noite. Certamente vieram atrás de meu Eevee. Ao menos o ladrão Estilo de Poder. Já o Caçador das Sombras deve ter vindo atrás do membro da Estilo de Poder.
Fico imaginando em que tipo de mundo estou me metendo. Virar um treinador de pokemon em jornada com alguém querendo meu pokemon atrás de cada árvore que encontro deve ser algo bem incomodo.
Na verdade, que espécie de mundo é esse onde uma pessoa não pode mais sair de casa sem se preocupar se na próxima esquina encontrará alguém que tentará roubar-lhe?
Eu só queria sair daquele lugar.
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A floresta era densa. Kevin corria, queria sair daquele lugar perigoso. Mas, sentia algo estranho. Uma sensação esquisita de que havia deixado algo para traz. Ele tinha a certeza de que colocou tudo de importante na mochila. A pokebola do eevee estava na mão para não ser surpreendido por um ladrão novo ou pokemon agressivo.
Kevin parava de correr após sair da floresta. Ele arfava com as mãos nos joelhos. Olhou para traz e viu a floresta. Havia realmente conseguido sair dela.
– Você está fugindo de Beedrils? — Uma risada baixa podia ser escutada.
Kevin olhou em volta. A frente da floresta havia um rio, aonde se encontrava uma jovem sentada a beira. Ela estava com uma roupa de mergulho, possuía cabelos ruivos, uma pele meio rosada e parecia ter a idade de Kevin. Ao lado da jovem estava uma mochila estranha, parecia ser revestida de plástico, provavelmente a prova d’água.
– Beedrils? — Kevin parou pensando no que seria Beedrils, ou seriam Beedrils. Ele estava cansado até para pensar direito.
Após alguns instantes lembrou ser o nome de um pokemon inseto. Com ferrão e asas. Um tamanho regular, talvez com um metro de altura. Normalmente com cores amarelas e pretas. Era uma abelha poderosa e muito arisca.
Kevin, para confirmar, pegou sua pokeagenda e olhou para ela consultando-a. Era um aparelhinho difícil de mexer de inicio. Era tão simples quando o pokemon estava em sua frente, bastava apontar o leitor e esperar a identificação da criatura. Mas, manualmente, ainda não havia feito aquilo. Demorou bem menos do que ele esperava. Confirmou a premissa. Era mesmo um pokemon e realmente era a abelha que ele pensava.
– Aqui! — Kevin sorriu ao encontrar o pokemon que procurava no aparelho.
– Já vi que é um novato nesse negócio. — A menina deu uma pequena risada. — Se estiver indo para Pallet siga o rio nessa direção. — A menina apontou para a direita, na direção que o rio seguia. — Agora se estiver indo para Veridiana, siga o rio nesta outra direção. Encontrará uma casa alaranjada. Ao lado há a uma estrada que dará na cidade. -
Kevin sorriu. Realmente estava perdido. Ele possuía um mapa, mas não tinha a menor noção de onde ele estava. Se você tem um mapa, mas não sabe aonde está, o papel não vai adiantar de muita coisa. Aquela fora uma das questões que Kevin sabia ter errado na prova de seleção de Gary.
A menina voltou a olhar o rio. Observou-o atentamente e então voltou a olhar para Kevin que estava parado. Ela franziu a testa. Não sabia se ele ainda estava pegando fôlego ou era algum retardado, ou pior, um tarado.
– Ahn? — Kevin percebeu que a menina o encarava. — Desculpe... Foi sua roupa de mergulho... É... Esqueça é uma história triste. — Kevin sacudiu a cabeça tentando afastar as lembranças de seu pai. A roupa de mergulho era um dos itens que seu pai havia colocado na bagagem para a excursão que fez e não mais voltou. — Meu nome é Kevin Maerd Júnior. Muito obrigado por me mostrar o caminho. — Kevin sorriu.
– Hum... — Os olhos da menina se arregalaram. Mas, logo a menina esboçou um sorriso. — Agora entendo a questão da minha roupa. Seu pai desapareceu e provavelmente usava uma dessas. — A menina viu o ar interrogativo de Kevin. — Calma! Seu pai era um grande pesquisador. Eu acompanhei pelo noticiário o ocorrido. Bom, já faz tempo, mas eu sei devido querer ser uma pesquisadora pokemon, apesar de no momento ser uma treinadora em jornada. -
Kevin sorriu. Não achava que alguém ainda fosse falar do seu pai. Ele era tão grande quanto ele achava. Jovens pesquisadores estavam a querer espelhar-se nele.
– Vamos esquecer isso! — A menina sorriu. — Eu sou Melani Meldari da cidade de New Bark, região de Jotho. -
A menina falou olhando para o rio. Kevin ficou curioso. O que ela estava esperando. Era nítido que ela estava com atenção voltada para o rio.
– Ahn... — Kevin guardou a pokebola do Eevee que ainda estava na sua mão e aproximou-se. — O que há de especial nesse rio? -
A menina sorriu e levou a mão a mochila que estava ao seu lado. Era uma pokeagenda, que após alguns botões serem pressionados emitiu uma voz. Kevin olhou com interesse a velocidade com que a menina mexeu no aparelho.
Gyarados: Um pokemon dragão, ou serpente, de água. Com um corpo alongado lembrando uma serpente marinha, suas escamas são resistentes como aço. Muito agressivo esse pokemon é encontrado em alto mar.
Kevin ao escutar aquilo ficou confuso. Ali era um rio, como poderia haver um gyarados?
– Há três dias encontrei um treinador. Ele disse que um Magikarp evoluiu para um gyarados na nascente desse rio. — A menina falava sem tirar os olhos do rio. — Não é normal magikarps de rio, ou de água doce se preferir, evoluírem. Então corri para cá. Encontrei o pokemon na nascente. Mas, lá eu não tinha espaço para batalhar contra ele, pois ele estava muito agressivo. — A menina levantou-se e colocou a mão na água puxando uma corda que estava submersa.
Kevin sorriu. A menina queria capturar o pokemon para estudá-lo. Ou pelo menos era isso que ele deduzia.
– Sei que ele vai descer o rio procurando espaço. Coloquei essa rede para que ele não passe deste ponto. Então vou enfraquecê-lo e capturá-lo. — A menina respirou fundo. — Esse pokemon está completamente desnorteado. Como não a outros igual a ele, está mais agressivo por estar confuso e sozinho, do que por sua própria natureza. — A menina parou por alguns instantes. — Acho que alguns pokemons ficam esperando que algum treinador o encontre para capturá-lo. Deve ser muito triste viver sozinho. — Ela sorriu. — Na verdade, acredito que todos os pokemons enquanto não encontram um parceiro que traga para fora todo o seu potencial, sentem-se sozinhos. -
– Hum... — Kevin ficou pensando e lembrou-se da Nidoran. A pokemon que o ajudou a noite passada estava sozinha. Questionou-se, mais de uma vez, se aquele sentimento de que esqueceu algo não seria por não ter capturado Nidoran.
Lembranças:
Kevin havia recolhido suas coisas e via que Nidoran estava ainda próximo a ele. Kevin olhou pelos lados tentando se lembrar por qual lado veio e para qual lado ia antes de sua pausa, nada agradável, na noite anterior.
Ao identificar, recolheu Eevee na pokebola e deu alguns passos. Olhou Nidoran que ficou a olhá-la. Alguns segundos se passaram. Uma pequena eternidade para ambos.
– Vou indo! Obrigado pela ajuda... — Kevin preparou-se para correr. — Fique longe de confusões que farei o mesmo.- Kevin então correu pela floresta no intuito de sair de uma vez daquele lugar que lhe havia propiciado o maior medo que já havia tido até então.
Fim das Lembranças:
Os pensamentos de Kevin foram quebrados por um urro que vinha das águas. Era chegado a hora que Mellani tanto esperava.
– Chegue para o lado Kevin. Isso vai ser meio complicado. Magnamite saia! — Mellani usava uma pokebola.
Kevin rapidamente levou a pokeagenada a sua frente.
Magnamite: Pokemon mineral e elétrico. Esse pokemon possui uma grande força magnética. Vive procurando por eletricidade.
O pokemon de Mellani flutuava e tinha a aparência ser uma bola com dois imãs grudados nele, um oposto ao outro.
Uma grande quantidade de água subiu do rio. Um pokemon azulado e de corpo alongado se mostrou. Era algo assustador Kevin deu alguns passos para traz admirado e ao mesmo tempo assustado. Gyarados era realmente assustador. Seu tamanho era o que mais impressionava.
– Onda do trovão! — Mellani comandou o primeiro ataque de Magnamite. O ataque acertou o pokemon que pareceu se enfurecer mais, mas enquanto uma descarga elétrica azul acertava-o, o pokemon parecia ter diminuído seus movimentos.
– Acho que ele não está enfraquecendo. — Gritou Kevin para Mellani.
Mellani deu um pequeno riso.
– Onda do Trovão é um ataque para paralisar o pokemon. Não causa dano realmente. Como gyarados são muito fortes e agressivos vou reduzir os movimentos dele primeiro para poder enfraquecê-lo antes que ele fuja. — A menina sorriu. — Afinal, eu estou detendo o caminho dele com uma rede. Quanto tempo isso poderia durar? -
Kevin ficou admirado. A menina realmente sabia o que estava fazendo. Olha que eles tinham a mesma idade. Ele viu ela comandar um novo ataque. Agora vinha um ataque choque do trovão. O pokemon parecia não conseguir se mover. Mas, mesmo sendo atingido começou a mergulhar para fugir de seu oponente.
Uma grande quantidade de água foi jogada contra Mellani. A menina com roupa de mergulho manteve-se firme sem sair do lugar. Kevin agora entedia para que a roupa de mergulho. Ele chegou a imaginar que a menina iria mergulhar atrás do pokemon, mas viu que a idéia era uma loucura. Mergulhar atrás de um gyarados selvagem não parecia ser uma tarefa para alguém da idade deles.
Mellani estava firme em seu lugar, mesmo recebendo grandes quantidades de água contra o seu corpo. Havia um olhar determinado que Kevin não deixava de admirar.
– Magnamite, não deixe que ele fuja! Prepare para usar o raio do trovão ao meu sinal. — Mellani parecia apreensiva. A rede logo arrebentaria. Ela correu desamarrou a rede da beirada. Viu o pokemon subir novamente, agora com a rede enrolada, parcialmente, nele.
– Agora! -
Um ataque elétrico foi até o pokemon marinho que urrava começando a cair. Sem conseguir mover-se devido a paralisia e tendo a rede retendo ainda mais os seus ataques, ele ia caindo pouco a pouco devido ao ataque que recebia.
– Minha chance vou... — Mellanie olhou em volta. Não encontrava sua mochila.
Ela olhou no rio, lá estava ela começando a descer lentamente o rio.
– Mellani. — Kevin gritou para a garota. — Use essa! — Kevin arremessou para ela uma de suas pokebolas.
Mellani agarrou a pokebola sorrindo. Não demorou e lançou a pokebola contra gyarados e a pokebola se fechou, porém a mesma caiu dentro da água.
– Kevin, foi um prazer e muito obrigada! — A menina fazia sinal da Magnamite a seguir. Ela já corria na direção que o rio corria. — Te devo uma pokebola. Agora deixa eu pegar minha mochila e o gyarados antes que eu os perca de vista. -
Kevin apenas acenou. Foi uma reação instantânea já que a menina parecia querer sair correndo atrás das suas coisas o quanto antes. Logo ele estava sozinho na beirada do rio.
– Então rio acima é o meu caminho... — Kevin deu um passo, mas parou. Abriu um sorriso e virou-se para floresta adentrando-a correndo.
– Ei nidoran! Eu quero que venha comigo! Me deixa capturar você! Aparece! — Kevin gritava floresta adentro atrás da pokemon que havia deixado para traz naquela manhã.
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A emoção de pegar o primeiro pokemon. Eu só entendi que a sensação de ter esquecido algo era por não ter trazido a Nidoran comigo quando vi a felicidade e o sorriso que Melani deu ao capturar gyarados. Claro que as palavras dela, antes da captura, ajudaram bastante, mas o sorriso eu entendi. Era satisfação.
Claro que quando encontrei nidoran não foi tão difícil fazê-la vir comigo. Não tive que enfraquecê-la. Eu fui tão tapado que joguei a pokebola assim que a vi, e só depois percebi que ela queria vir comigo. Acho que apenas não me seguiu porque eu sai correndo e ela não conseguiu me acompanhar.
É interessante pensar nas pokebolas. Uma bola colorida com tecnologia para expandir-se. Normalmente do tamanho de uma bolinha de gude, e de repente pouco maior que uma laranja. Dentro um mistério de como um feixe luminoso consegue absorver pokemons, que chegam a ter o tamanho de um arranha-céu, e reduzidos a pequenas partículas que na bola colorida se depositam.
Uma tecnologia impressionante. Fico me perguntando quem a criou. Mas, acho que isso não importa realmente. Não preciso saber de todas as coisas do mundo. Apenas que Pokebolas são ferramentas para capturar novos pokemons e transportá-los, com segurança, durante as jornadas.
Como será ficar dentro de uma pokebola? Será que algum pokemon se incomoda com isso?
Notas finais
Explicação de como se calcula o Nivel do Treinador no episódio 11.
Explicação de como se calcula o nível de Raridade no episódio 30.
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Nome: Kevin Maerd Junior
Cidade Natal: Tin na região de Kanto
Ocupação: Treinador
Nível: J
Idade: 12
Qtd. Pk: 1
Pokemon: Eevee - Nível de Raridade 4
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Nome: Melani Meldari
Cidade Natal: New Barkna região de Jotho
Ocupação: Treinadora / Pesquisadora
Nível: G
Idade: 12
Qtd. Pk: ?? (+2)
Pokemon: Magnamite - Nível de Raridade 9
Pokemon: Gyarados - Nível de Raridade 9
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Obs.: Gyarados foi recolocado como um pokemon agua voador. No entanto considero tendo um terceiro elemento na história. Propriedades draconianas. Essa propriedade será explorada no decorrer da fanfic.
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