P De Punk

9 P de Perna Quebrada


Notas iniciais
Voltei gente. Diamonds, o capitulo ficou uma droga, eu sinto isso, eu queria que ficasse fofo e bonitinho, mas assim sempre pode ser porque o Percy é o principal da fanfic e só de existir ele é fofo e bonitinho então contribui, só que eu não sei. Espero estar errada, espero que vocês gostem. Nayara Baggins Valdez obrigada minha diva pela sua linda recomendação. Vamos ao capitulo agora se não eu vou começar a falar dos trailers de PJO que tem mais e são fabulosos... olha só já comecei a falar. Vamos logo ao capitulo.

Annabeth’s POV

– Como assim? Ele está bem? O que houve? – perguntei exasperada.

– Calma, calma, calma, Annie. – pediu Tyson – Meu pai ligou para a escola para pedir que me avisassem. O Percy sofreu um acidente de moto, mas está muito bem. Arranhou algumas partes do corpo, quebrou a perna, mas fora isso, ele está bem, um pouco zonzo e lerdinho como sempre, mas nada de pior aconteceu. Meu pai já tirou ele do hospital, ele está em casa.

Tentei normalizar a respiração, porém não conseguia fazê-lo se meu coração não sossegava.

– Percy idiota. Eu falei para ele tomar cuidado com aquela moto! – disse nervosa.

– Calminha, Annie, pelo o que meu irmão diz, um carro mudou de faixa numa rua de mão dupla e foi para cima dele, ele foi obrigado a desviar, aí ele perdeu o controle da moto.

– Ele está bem mesmo, não está? – agarrei camisa de Tyson o puxando para mim, estava muito alterada, tão alterada que até consegui puxar Tyson na minha direção e aquele cara era um poste, nem um elefante o fazia se mover.

– Está ótimo, eu não mentiria.

– E porque está tão triste?

– Porque ele é meu irmão, Annie, eu não podia estar feliz, né? – soltei a camisa dele respirando fundo – E porque você está tão preocupada? – ele sorriu sugestivamente.

Olhei para Leo e depois de volta para Tyson.

– Porque ele é meu amigo, Tyson, me preocupo com ele.

– Certo, Annie. Estamos na última aula mesmo, depois você vai lá em casa. Vá para a sua classe agora. – pediu ele. E eu fui.

...

Nem comi direito quando voltei para casa, fiz um lanche só, nem mastiguei o lanche direito, não estava com fome, estava muito preocupada com Percy para comer. Queria vê-lo. Ver com meus próprios olhos que o meu cabeçinha de alga estava bem.

Percy’s POV

– É verdade que a Annabeth ficou toda preocupada? – perguntei esperançoso – Você não está zuando comigo não, né?

– Não estou zuando nada. – respondeu Tyson sorrindo – Ela ficou toda preocupada, é sério.

Sorri me sentindo um máximo.

– Ela gosta de mim, então. – disse vitorioso.

A porta do meu quarto abriu-se e meu pai entrou.

– Percy, tem uma amiga aqui querendo falar com você. Uma tal de Annabeth. – informou ele, eu nem parecia filho dele, parecíamos dois sócios de negocio, pelo jeito que ele falou parecia que Annabeth era uma nova empresa que “iríamos” comprar – Tyson, venha encaminhá-la que eu tenho de ir embora.

E assim ele saiu. Tyson ia atrás de Annabeth, porém o impedi segurando-o pelo braço.

– Eu estou com cara de doente? – perguntei apressado.

– Você quebrou o pé, não contraiu uma doença. – respondeu Tyson como se fosse obvio.

– Eu preciso da pena dela.

– Eu pensei que você não gostasse que sentissem pena de você.

– Mas por causa de pena, o pai da Annabeth me deixou dormir no mesmo quarto que ela na sexta.

Tyson sorriu malicioso.

– Meu plano deu certo. Coisas aconteceram não aconteceram? – perguntou.

– Coisas vêm acontecendo antes do seu plano.

Tyson riu e então me ajudou.

– Passe a blusa na boca, ela vai ficar seca, vai dar aparência de fraqueza.

Fiz o que ele mandou prontamente e ele saiu rindo do quarto. Ouvi-o conversando com Annabeth, ajeitei-me na cama, pendendo a cabeça para o lado direito, o contrario da porta, e fiz cara de quem estava sofrendo, com dores terríveis. Annabeth entrou toda quietinha e se aproximou da cama. Virei a minha cabeça devagar na direção dela.

– Annabeth, é você? – perguntei com a voz fraca. Quem ouvisse ia pensar que eu tinha ficado cego e não quebrado a perna.

Tyson segurou o riso e avisou que estava de saída, pediu para Annabeth cuidar de mim por algum tempo. Ótimo, ele iria me deixar sozinha com a sabidinha, tomara que eu ganhasse uns beijinhos para melhorar mais rápido. A loirinha sentou-se ao meu lado e pegou na minha mão.

– Você está bem, Percy? – ela perguntou toda preocupada.

– Estou, só quebrei a perna.

Meu rosto tinha sido ralado quando cai no asfalto e meu braço direito também, mas não iria falar, poderia parecer que eu queria chamar atenção, queria que ela sentisse pena por eu realmente esconder os fatos e parecer tão bom por não querer preocupar ninguém. Meu braço direito estava doendo, então não poderia me autobolinar por um tempo, olha que dó de mim. Será que ela aceitaria fazer isso por mim?

– Você quer alguma coisa? – perguntou ela prestativa – Quer que eu faça uma comida? Traga água?

– Não, eu estou bem, senta aqui do meu lado para a gente conversar. – pedi dando leves batidinhas na minha cama para que ela sentasse do outro lado, já que ela estava sentada só na pontinha da mesma e do outro lado havia bastante espaço para ela poder sentir pena de mim.

Annabeth continuou parada ao meu lado, parecia uma criança querendo pedir algo. Ela sorriu travessa.

– Posso escrever no seu gesso? – perguntou ela olhando para minha perna esquerda que estava sobre um travesseiro.

– Pode.

Ela pegou a minha mochila da escola que só não tinha esfarrapado porque estava dentro do banco da minha moto, ela estava jogada no chão no pé da cama, tirou uma caneta esferográfica preta lá de dentro.

– Como está a sua moto? – perguntou ela ajoelhando-se na minha cama aproximando-se de mim.

– Destruída. – choraminguei – Nem me lembre.

– É ótimo que ela esteja destruída, aí você deixa de ser imbecil e compra um carro. – resmungou ela.

– Querida, eu já disse que com um carro eu só estaciono fazendo cavalo de pau, é melhor eu ter uma moto, acredite.

Ela deu de ombros e se inclinou. Ai, não, não, não, não, não. Posição perigosa. Posição muito perigosa, a bunda dela estava empinada para cima e era uma visão divina. Eu já estava tendo pensamentos sórdidos, porém eles foram se dissolvendo quando ela jogou o cabelo para o ombro esquerdo para poder brincar com meu gesso. Senti que meu coração ia explodir de tão rápido que bateu. A parte da minha mente ninfomaníaca desligou dando espaço a outra parte da minha mente que nunca se fez presente antes, não que eu me lembre pelo menos, era a parte que libera ocitocina do meu cérebro. Ela estava tão linda, linda como sempre. As bochechas levemente rosadas, os olhinhos cinza concentrados no que ela estava desenhando ou escrevendo e os lábios dando um leve sorriso só para acabar de vez comigo.

– Porque ficou quieto de repente? – perguntou ela.

Balancei a cabeça acordando do meu transe pelo lindo rosto dela.

– Nada, só pensando.

– Você pensa? – ela me olhou com as sobrancelhas unidas, como se aquilo fosse novidade para ela.

Meus lábios abriram-se em descrença e em surpresa por ela ter coragem de me dar uma tirada daquelas.

– Eu não quero conversar com você. – disse fingindo-me de indignado.

Ela riu.

– É brincadeira, cabeçinha de alga. – afirmou ela.

– Ãh… Annabeth, seu pai ouviu alguma coisa? Na sexta-feira?

As bochechas da sabidinha logo começaram a corar.

– Ele não disse nada – respondeu ela –, mas tenho certeza que não ouviu, porque ele não teria dito o que disse quando contei que estava namorando.

– O que ele disse? – perguntei curioso a observando desenhar no meu gesso.

– Disse que sabia que eu e você tínhamos uma coisa.

– Ele achou que estávamos namorando?

– É.

Eu ri. Estava gostando ainda mais do pai dela. Muito, muito mais. Ele já devia estar gostando de mim então, até gostou da ideia de eu e da sabidinha termos uma coisa juntos. Contanto que ele não saiba das outras coisas que temos feito juntos, está tudo numa boa. Eu sou tão perfeito que fiz até o pai da minha loira gostar de mim. Ele nem se importou pelo meu modo de me vestir, talvez ele tenha visto além dos cabelos em pé e das roupas rasgadas. Ele viu que eu sou um garoto sensível, não ninfomaníaco e de muita boa índole (ri que é piada gente). Bom se ele viu isso, era melhor do que ele ver o verdadeiro Percy.

Apoiei-me nos meus cotovelos para poder me levantar um pouco. Queria ver o que tanto ela fazia no meu gesso. Estava a tanto tempo desenhando com a caneta preta, acho que estava fazendo a Mona Lisa na minha perna, e é bem capaz de ela fazer isso, do jeito que é talentosa. Ela canta, dança, desenha, sapateia. Sapatear eu não sei se ela sabe, mas deve saber, do jeito que é, não duvido muito.

Ela estava com a mão na frente de boa parte do desenho, a única coisa que consegui ver do que ela estava desenhando foi um P.

– É um P de Percy? – perguntei.

– Não.

– De perfeito? – ela riu e negou – De poderoso? – riu e negou novamente – De que então?

Ela olhou para mim e sorriu travessa.

– P de Punk.

Eu ri junto dela. Como eu não poderia me apaixonar por ela? Eu teria de me esforçar muito. Fazer uma lavagem cerebral extensiva e pesada para não me apaixonar por ela. Ficar em um quartinho escuro, amarrado em uma cadeira com coisas nos olhos para obrigá-los a ficarem abertos ouvindo uma voz do além dizendo que gostar da Annabeth era ruim passando fotos de assassinatos em um telão. Talvez desse certo, como talvez não, porque eu adoro quebrar uma regra ou fazer o contrario do que me dizem pra fazer. Mas também vejam pelo meu lado. Como não me apaixonar por aquele sorriso? Ou por aqueles olhos? Ou aquele cheirinho? Ou o som da risada dela? Ou a inteligência dela? Será que ela não conseguia se ver como eu via?

– Gostei, muito característico. – disse – E o que mais você está fazendo?

– Calma, curioso!

Ela ficou desenhando por mais uns quatro minutos então sentou-se sobre as próprias pernas e me olhou sorrindo. Eu não consegui olhar para o desenho, fiquei olhando para o sorriso dela. Ela foi quem teve de me acordar.

– Você vai ficar me olhando ou vai olhar para o desenho?! Você me apressou, agora vai ter que olhar! – exclamou ela.

– Calma, sabidinha, eu vou ver.

Olhei para a minha perna engessada e arqueei as sobrancelhas. Eu seria o cara com um gesso mais másculo do mundo. Em volta do grande P, havia coelhinhos. Você não leu errado. Annabeth desenhou três coelhos em volta do P, as carcaças pelo menos porque eles não haviam rosto ainda. Olhei para ela que riu da minha cara de débil.

– Porque coelhos? – perguntei resmungando – E eles ainda estão sem rosto.

– Eu sei, eu só queria que você visse esse pedaço, ainda não acabei realmente.

Ela saltou da cama pegou uma caneta vermelha na minha bolsa e voltou a sua antiga posição para terminar o desenho dos coelhos.

– Então… como vai o seu namoro com o Leo? – perguntei. Eu não devia perguntar, por que me machucava, mas eu precisava saber se ela estava feliz.

– Bem, ele é um garoto bem legal. – respondeu ela quem querer se prolongar.

– E… você está feliz?

– Sim, estou. Obrigada por perguntar.

– Os – suspirei desgostoso com a próxima palavra que iria dizer – amigos são para isso.

Ela me olhou e deu um sorrisinho de canto. Será que ela sabia que conversar sobre isso me feria? Ela não queria falar sobre isso direito, não queria falar que eu gostava dela, o medo da rejeição era muito grande. Em “Lost”, uma vez a Sun disse que as mulheres sempre sabem quando um cara gosta dela. Tomara que ela saiba, aí talvez se entregue completamente ao desejo lancinante que tem por mim.

– Pronto, agora acabou. – declarou ela se afastando da minha perna.

Olhei novamente o desenho. Agora sim a coisa tinha ficado mais máscula. Os rostos de dois dos coelhos estavam moribundos e um parecia que estava implorando para viver e, em vermelho, havia sangue em volta dos coelhos e dos pescoços e barrigas dele. Senti até pena dos coelhinhos. Eles eram fofinhos. (Ninguém precisa saber que eu pensei isso).

– Gostou? – perguntou ela ansiosa pela minha aprovação.

– Gostei muito. – respondi sorrindo. Ela tocou a minha bochecha não machucada e a apertou. Eu ainda não tinha ganhado pena suficiente, eu queria ser amado e abraçado e beijado e essas coisas legais que levam a outras coisas legais, se é que vocês me entendem – Ai, ai, ai. – fiz drama quando voltei a me inclinar para trás para poder me deitar.

Annabeth logo pareceu preocupada, avançou sobre mim, segurando meus ombros e me ajudando a deitar. Isso, agora eu quero um beijinho para sarar.

– Você está bem? – perguntou ela bem baixinho. Eu quebrei a perna, Annabeth, não estou com dor de cabeça, não precisa falar baixinho, mas você ainda é linda.

– Estou sim. – murmurei fingindo dor. Eu era tão bom ator que eu até sentia uma dor latejante (vocês não pensem safadezas, esse papel é meu) no meu braço.

O rosto dela estava próximo do meu, muito próximo. Os lábios dela estavam perto dos meus. Vamos, Annabeth, eu quero meu beijo, lembre-se que eu estou com os braços doloridos, você precisa vir até mim. Eu juro que não conto para o Leo, só me beija. Quando ela quase estava realizando meu pedido e me dando um beijo o celular dela começou a tocar. Ela pulou da cama, mais pelo susto de saber o que estava prestes a fazer do que por assustar com o celular. Ela tirou o celular do bolso de trás da calça e atendeu.

Depois de ela falar um pouco e desligar, ela me olhou dando um sorrisinho culpado. Ela tem que estar culpada mesmo, afinal, ela não me beijou, eu estou enfermo, necessitado, eu preciso de um beijo para melhorar.

– Quem era? – perguntei.

– Ãh… era… era o Leo. – respondeu ela, a cara dela parecia muito culpada.

Tentei sorrir.

– O que ele queria?

– Ele está na porta lá de casa, ele veio ficar comigo hoje.

– Ah, entendi, pode ir. Eu vou ficar bem. – eu tentei fazer cara de coitado para ver se ela sentia pena de mim e deixava o Leo plantado na porta da casa dela e continuava a cuidar de mim.

– Certo. Eu vou lá.

Droga! Ela acreditou que eu queria que ela fosse. Me esforcei para sentar na cama e alcancei minha muletas que estavam encostada na parede ao lado da mesma.

– Aonde você vai? – perguntou ela correndo ao meu lado para me ajudar a ficar de pé.

– Eu vou fechar a porta para você. Eu estou sozinho e não estou em condições de lutar se um bandido entrar e resolver me estuprar porque eu sou muito gostoso! – fiz-me de vitima e ela riu – Ai como eu sofro! A Rantula não gosta de lutar, ela é da paz.

Eu e Annabeth olhamos para a minha escrivaninha que ficava na outra extremidade do quarto e lá estava o viveiro da Rantula, a bicha subiu no vidro com a parte da frente do corpo e começou a bater nele com as patas dianteiras. Annabeth se grudou em mim.

– Ela quer me pegar! – sussurrou Annabeth, assustada. E quem não quer?

– Annabeth, eu não tenho força para segurar nós dois. – avisei e Annabeth me soltou pedindo desculpas.

Fomos juntos até a porta da frente. Ela foi com calma ao meu lado, andando devagar para conseguir acompanhar meus passos, com medo que eu caísse. Tentei fazer carinha de dor quando ela olhou para mim enquanto andávamos. Vai, Annabeth, manda o Leo embora e fica cuidando de mim. Ainda temos tempo. Se fizermos amor devagarzinho minha perna não vai doer.

– Bom eu vou indo. Você me liga se precisar de mim. – disse ela.

– Pode deixar.

Ela me deu um abraço e depois um beijo na bochecha. Nossos rostos ficaram próximos novamente. Meus lábios desceram para os dela, se ela não quisesse era só me empurrar que eu não insistiria. Porém para o meu doce prazer, ela permitiu que eu a beijasse. E ainda retribuiu. Eu senti falta daqueles lábios. Há quanto tempo não nos beijávamos? Acho que três dias. Vocês têm de concordar comigo que isso era demais. A língua dela enroscou-se com a minha e ambos soltamos um gemido baixo. As mãos dela tocavam com cuidado meu rosto para não machucar mais o ralado que eu tinha na bochecha.

– Não, não, espera. – disse apressada separando-se de mim – Isso é errado, Percy. O Leo está ali fora. – sussurrou ela.

– Eu sei, me desculpe. – sussurrei de volta, ainda estávamos com os rostos tão próximos – Tchau, Annabeth.

Ela deu um sorrisinho e destrancou a porta.

– Tchau, Percy. Tome cuidado.

Ela saiu e eu tranquei a porta. Eu queria mais um beijo, outro dia eu consigo. Ah, se consigo. Agora ninguém vai me tirar essa ideia da cabeça. A Annabeth vai ser minha. Lógico que vai. E eu vou conseguir, porque eu sou um guerreiro poderoso, não desisto nunca. Sou forte, sobrevivo, tá pensando o que? Sou poderoso com P de Punk.

Notas finais
Então? Gostaram? *voz de locutor de novela* Será que Percy Jackson conseguirá concluir seu plano de fazer Annabeth ser dele? Será que Tyson saiu com a sua namorada? Será que Leo irá se casar comigo? Será que meu coração vai aguentar até a estreia de Percy Jackson: Mar de Monstros? Confiram no próximo capitulo de P de Punk. Beijos minhas Diamonds.