P De Punk

10 A Garota Punk


Notas iniciais
Oi, minhas Diamonds, para as antigas e para as novas claro porque todas são divas. Hoje teremos uma revelação do porque a Annabeth é tão insegura e não aceita o estilo do Percy, eu adogo revelações. Bom minhas divas, vamos ao capitulo.

Annabeth’s POV

O Percy já tinha voltado no outro dia para a escola, o que era bom porque isso significava que ele não estava tão mal. Porém nada me impediu de ficar perto dele para poder tomar conta dele. Em todas as aulas que eu tive que não tinha Percy como companheiro de classe, eu me atrasava porque estava levando o cabeça de alga para a sala dele. Leo não ficou muito feliz com toda a atenção que Percy estava tendo de mim.

– Se eu quebrar a perna eu ganho atenção também? – perguntou ele enquanto andávamos pelo corredor.

Eu ri parando, logo ele parou também.

– Para de ser ciumento, Leo. O Percy é meu amigo, eu preciso ajudar ele.

– O Percy não tem amigos.

– Eu e o Percy viramos amigos fazendo o trabalho de história. Não fique com ciúmes. O Percy é meu amigo, você é meu namorado.

Leo sorriu como uma criança feliz.

– Eu gosto de ouvir você falar isso.

– Você é meu namorado, elfinho. Então pare de ciúmes porque isso é bobagem. – disse dando um selinho nele. Leo estava sorrindo como um bobo, até que olhou pelo meu ombro e seu sorrisinho fofo sumiu. Também olhei, lá estava Percy, andando com as suas muletas, ele nos viu, deu um aceno meia boca afinal não podia soltar as muletas e sorriu.

Percy’s POV

Leo desgraçado, se eu não achasse que esse moleque era aprova de fogo, jogaria gasolina e um fósforo aceso nele. Eu estava ganhando a pena de Annabeth e estava amando, ela estava me levando para todo lado, eu conseguia me virar bem com as minhas muletas, não era tão pateticamente otário assim, conseguia andar, porém ela insistiu em ajudar. O que eu ia dizer? Não? Só se eu fosse demente. A mãozinha dela ficava segurando minhas costas, não estava ajudando em nada para ser franco; mas apreciava a iniciativa. Se eu por acaso tombasse para trás, íamos os dois para o chão, Annabeth não tinha força para tudo isso.

Contudo, todos temos um Leo em nossas vidas. Aquele “Continua...” no final do capitulo de um seriado muito bom. Aquela falta de talheres e pratos limpos quando se está com fome e com preguiça de lavar alguma coisa e resolver fazer um sanduiche de faca suja mesmo. Aquele momento que você sabe que está prestes a ganhar a garota e ela lembra que o Leo é o seu namorado (olhe o Leo aparecendo novamente, elfo do Hades vestido de Papai Noel).

– Como está o meu casal favorito? – perguntei. Eu queria rir, eu realmente sou um ótimo ator. Casal favorito? Meu casal favorito é Percabeth.

– Bem. E você, Percy? Está conseguindo andar direitinho? – perguntou Annabeth.

– Estou, eu tinha dito isso quando você começou a querer me ajudar.

– Viu, Annie? Eu disse que o Percy estava bem. – afirmou Leo.

Cala a boca, Leo, só eu posso falar se estou bem ou não, você não tem direito a falar nada. Ela tem que achar que eu sou um coitado que não gosta de fazer os outros se preocuparem.

– Mas o Percy gosta de falar isso. – disse Annabeth, me olhando feio, como se fosse errado o que eu falava – Ele fala que está bem e fica fazendo cara de dor.

– É mentira, Annabeth, eu nunca fiz isso.

– Ele deve fazer de propósito. – eu e Leo respondemos ao mesmo tempo e respectivamente coisas diferentes.

Eu e Leo nos fuzilamos com olhar. Annabeth percebeu, logo tentou atrair as atenções para ela, não deu certo, eu não pararia de encarar Leo intimidadoramente, queria que ele sentisse medo de mim, que deixasse Annabeth para que ela pudesse ser minha. Mas se ela chamasse meu nome toda manhosa, eu olharia para onde ela quisesse.

– Está na hora da nossa aula, Leo, vamos para a sala. – Annabeth me olhou – Você consegue ir para a sala sozinho, Percy?

– Consigo. – respondi sorridente. Eu queria era choramingar, ela tinha que ir comigo. Eu sei fazer pirraça muito bem, sou pior do que uma criança, mas não ficaria bem fazer isso na frente dela.

– Então, certo. Tchau, Percy. – ela sorriu e puxou Leo pela mão. Ele nem se despediu, que mal educado. Porque Annabeth namorava esse mal educado? Eu me despediria de Leo. Eu devia ter me declarado para ela antes de Leo. Ele era destemido, devia jogar Slender virando a lanterna de um lado para o outro sem medo, eu fico virando os corredores com tanta calma, mas sempre o desgraçado me pega.

...

Quando eu cheguei em casa, eu tinha uma surpresinha sentada no meu sofá, duas botas de couro estavam na frente da porta, quase eu tropecei nelas que pertenciam a minha ex-namorada, Thalia. A menina branquinha com sardinhas no nariz e cabelos pretos curtinhos com mechas azuis-claros como brilhos de raios e olhos tão claros quanto estava esparramada no meu sofá. As roupas pretas estavam rasgadas, as calças nos joelhos e a blusa nas mangas. A cabeça dela estava para fora do sofá olhando para a TV de ponta cabeça. Quando me viu, levantou-se e sorriu correndo na minha direção. Você pensa que a punkinha não se jogaria em mim. Mas ela se jogou. A desgraçada quase me derrubou no chão.

– Oi, Percy! – disse ela, feliz da vida – Tyson comentou que você sofreu um acidente então eu vim te ver. – ela me soltou e começou a me bater no braço – Porque – bateu com força – você – mais forte – não – mais forte – me avisou? – e meteu a mão no meu ombro e quase me fez cair novamente.

– Não queria te preocupar. – respondi indo na direção do sofá, era melhor apanhar ali, se eu caísse, não seria uma queda tão grande.

– Acho que tem alguém cuidando de você por mim. – afirmou ela sorrindo de canto. Thalia era uma menina muito bonita, contudo tinha uma mão de ferro bruto, pesada demais para uma menina tão bonita.

– Eu não disse nada. Você quem adivinhou.

Thalia sorriu mais ainda.

– Como vai o Luke? – perguntei.

– Ótimo, que bom você ter puxado esse assunto. – lá vem, estou até vendo – Luke?

Um garoto loiro alto com uma cicatriz no rosto saiu da cozinha depois que Thalia o chamou. A menina punk correu até Luke e o puxou. Ele parecia ser forte, tão forte quanto eu, porém aquela era a Thalia a única que ganhou de Tyson em uma queda de braço. Thalia sorriu.

– Esse é Luke, eu tive que trazê-lo, afinal, não viria nessa viagem clandestina sem ele.

– Você não pediu para seu pai, não é? – perguntei.

Luke riu.

– Lógico que não. – respondeu Thalia.

– Você aprendeu a conviver? – perguntei a Luke.

– Gosto de viver perigosamente. – respondeu ele acariciando o queixo de Thalia a puxando para ele.

Eu senti que eles estavam se beijando, mas não fiquei olhando. Era meio deprimente. A Thalia tinha o Luke e a Annabeth estava com Leo. Sabia com o fundo do meu cerebrozinho lerdo que os dois estavam quase deitando no chão, pelo canto do olho era capaz de ver Luke inclinando Thalia para trás. Sexo aqui em casa não, pelo menos não quando são outras pessoas e na minha frente, pornografia só na internet.

– Vocês podem parar de se comer na minha casa? – perguntei, contrariado.

– Perdão, Percy. – pediu Thalia, olhei para eles e a boca de Luke estava suja de batom vermelho. Eu balancei a cabeça, eu não merecia ver essas coisas, sou inocente como uma criança.

Eu ia falar alguma coisa sobre que eu não aceitava ménages, desde que conheci Annabeth, só quero fazer amor com ela, porém Thalia disse algo na minha frente.

– Então, quem é que está cuidando do meu peixe? – perguntou ela vindo com Luke sentar-se no sofá ao lado do meu.

– O nome dela é Annabeth.

Quando terminei de falar, Thalia e Luke se olharam com as sobrancelhas unidas. Eles pareciam um pouco nervosos. A campainha tocou, mandei Thalia ir abrir. Ela pulou o sofá e me olhou enquanto ia até a porta.

– E como é essa Annabeth? – perguntou, abrindo a porta.

– Ela é… – olhei por Thalia e lá estava a minha sabidinha – Ela está aí.

Thalia e Annabeth se encaram, os olhos de Annabeth começaram a abrir com espanto por ver Thalia. Peguei minhas muletas e me levantei para poder me aproximar primeiro porque achei que devia apresentar as minhas duas garotas, contudo mudei de motivo para me levantar. Porque Annabeth parecia tão assustada? Annabeth olhou para a sala, olhando direto para Luke, começou a respirar com força, parecia que tinha visto o próprio Cronos. A minha loirinha cobriu a boca e correu para a esquerda, indo na direção do próprio apartamento. Olhei para Luke e depois para Thalia que fechava a porta, me olhando como quem queria explicar algo.

– O que está acontecendo aqui? – perguntei sem entender.

Porque a minha sabidinha fugiu da Thalia? A Thalia não era tão assustadora. O Luke tinha aquela cicatriz imensa cortando o rosto, mas não era tão mal, era amigável até, só sei que nunca perguntaria como ele a ganhou, parecia ser pessoal demais sair por ai perguntando sobre as cicatrizes alheias. Eu gostaria de ter uma cicatriz, eu ia ficar mais másculo, tão majestoso, parecendo um pirata gostosão…

– Percy! – Thalia me chamou impaciente, olhei-a – Você está boiando.

Eu voltei a me sentar no sofá e Thalia pulou no sofá que dividia com Luke e começou a enchê-lo de tapas.

– Eu te odeio por me fazer amar você! Você viu a cara que ela fez quando me viu?! Eu te odeio tanto! – exclamava ela descendo o braço nele. Estava doendo em mim, eu queria fazer com que ela parasse, só que eu não sou doido, depois eu acabo apanhando também. Os estalos dos tapas era tão altos, faziam minha mente pervertida entrar em ação. Pervertimento, agora não! Eu tenho uma coisa importante para tratar aqui!

– Para, Thalia! – mandei, pedi na verdade, vai que ela ficasse ofendida por eu ter mandando, então eu digo que só pedi – O que houve? Se vocês não falarem eu vou ter que ir atrás da Annabeth. Eu não estou bom para pular a varanda e tenho certeza que a porta ela não abre.

– Bom, quando eu mudei para São Francisco a primeira companhia que eu tive foi o Luke. Lembra que eu contei que namorar ele foi um problema no começo? – disse Thalia, assenti.

– Não era por causa do seu pai? – perguntei, era o que eu tinha achado.

– Não, foi porque esse imbecil – ela meteu um pescotapa estalado nele, Luke estava quieto, parecia que sabia que estava merecendo esses tapas, e também tentar parar Thalia é pior – começou a se envolver comigo e nem me avisou que estava namorando. Eu enchi ele de porrada quando descobri, fiquei perseguindo esse babaca pela casa toda, ele acabou com o coração da pobre garota.

– Espere, acho que entendi. – disse.

– Duvido. – murmurou Thalia querendo fazer piada.

Ignorei o comentário.

– A Annabeth uma vez comentou que tinha se mudado de São Francisco, e ela disse que achou melhor assim. É por isso que ela é tão insegura e não aceita o meu estilo. – olhei para Thalia – Pinheirinho – esse era o apelido que eu tinha dado para a Thalia, ela tinha cheiro de pinheiro –, trás esse desgraçado para cá, vou bater nele com as minhas muletas, você derruba ele no chão e me segura em pé que eu bato nele. Você fez a minha Annabeth sofrer, seu desgraçado! Vai logo, pinheirinho, trás ele aqui, eu estou entrevado.

– Ele apanhou tanto de mim, Percy, você nem sabe. Eu era colega da Annabeth na aula de matemática. Ela apareceu na casa do Luke e eu também estava lá – ela pigarreou –, estava acontecendo coisas, a cara que ela fez. Eu nem sabia, só soube do relacionamento dos dois naquele dia. Tentei explicar para ela, mas ela não quis saber, até entendo. Eu fiquei uma semana sem falar com o Luke, aí ele veio atrás de mim, eu estava apaixonada, o que eu podia fazer, eu amo esse babaca. Ela chorou na minha frente. – essa última sentença, ela murmurou triste.

– O que você tem a dizer em sua defesa, Luke? – perguntei.

– Olha, eu não sou um cafajeste. Eu ia terminar com a Annabeth quando comecei a me envolver com a Thalia, mas no dia que ia fazer isso, a Annabeth chegou e me contou que a mãe tinha ido embora e deixado o pai e a ela. – Luke suspirou – Eu não tinha como fazer isso com ela, não tinha como abandonar ela como a mãe havia feito.

Thalia meteu outro pescotapa nele.

– E invés disso deixou a menina descobrir sozinha para acabar com os sentimentos dela de vez. – Thalia rosnou – Eu queria conversar com a Annabeth, mas ela não queria saber e foi embora pouco tempo depois.

– Eu tenho que falar com ela. – afirmei, levantando-me.

– Ela mora aqui perto? – perguntou Luke.

– Ela é minha vizinha.

Esse mundo é realmente muito pequeno. Peguei meu celular e comecei a digitar uma mensagem, sabia que atender, ela não atenderia, teria que mandar uma mensagem e torcer para ela responder. Mandei o casal ficar na minha casa e fui para a frente da casa de Annabeth.

“Annabeth Chase, você vai abrir a porta agora. É uma ordem. Eu estou aqui parado na sua porta, e estou com a PERNA QUEBRADA.”

Enviei a mensagem e esperei, eu tinha que usar essa chantagem emocional, precisava ir conversar com ela. Tinha certeza que a minha menininha precisava de mim. Depois de dois minutos parado na frente da porta dela, já estava ficando cansado, ela resolveu abrir. Suspirei aliviado e entrei. Annabeth fechou a porta e fiquei olhando para ela, a sabidinha cruzou os braços e esperou para que eu dissesse algo. Os olhos dela estavam úmidos e começavam a avermelhar.

– Vamos para seu quarto, é melhor. – disse.

Ela assentiu e fomos ao quarto dela. Nos sentamos na cama dela e a encarei segurando as mãos dela.

– De onde você conhece a Thalia e o Luke? – perguntou ela fungando.

– A Thalia é minha ex-namorada, o Luke só veio junto dela. – respondi, então acariciei o rosto dela – Eles me explicaram o que houve, Annabeth. Não fique triste. A Thalia deve ter feito o Luke virar o Barney de tanto socos que deu nele.

Ela deu um sorrisinho.

– Ele podia ter me dito, eu queria o bem dele, eu gostava muito do Luke, nunca ia ficar triste por ele estar feliz com outra. – disse ela chorosa.

Limpei uma lágrima que descia do rosto dela e dei um beijo na bochecha dela.

– Ele não terminou com você, Annabeth, porque quando ele foi fazer isso você contou sobre sua mãe. E ele disse que não ia conseguir fazer isso com você.

– Me machucou ainda mais descobrir depois.

– Foi o que a Thalia disse enquanto descia o cassete nele. Você não precisa ficar insegura por causa que o idiota do Luke te traiu, Annabeth.

– Eu não sou insegura.

– É sim, Annabeth. E agora eu entendo qual é o seu problema com o meu estilo. Só para você saber, a Thalia é uma das garotas mais direitas e com bom caráter que eu já conheci. – ajeitei-me na cama e suspirei – No começo, aceitar a morte da minha mãe não foi fácil, eu fiquei meio doido. Eu só tinha quinze, comecei a namorar a Thalia e adotei o estilo dele — gostei bastante até -, mas eu também fiz outras coisas. Eu traí a Thalia com outras três meninas, as usei mesmo, me arrependo de ter feito isso, pelo menos a Silena não guarda magoa, não iria suportar perder a amizade dela. Eu bebia como se tivesse trinta anos. Quando a Thalia descobriu tudo isso… ela disse que eu era um irresponsável e que beber como um imbecil e contrair uma DST não iria trazer a minha mãe de volta. Ela disse que isso magoaria a minha mãe. Ela abriu meus olhos, a Thalia é uma boa pessoa. Ela quis conversar com você, mas você não quis ouvi-la. Ela não sabia que você namorava o Luke. E se ela disse isso, eu acredito nela.

Ela ficou quietinha por um tempo, deixando as lágrimas caírem antes de continuar a falar.

– Eu não tenho problema com o seu estilo, Percy.

– Você achou que eu sou um cafajeste sem nem me conhecer, eu tenho certeza que por causa de Luke ter te traído com uma menina punk você achou aquilo de mim. – afirmei convicto.

– Eu sinto muito se demonstrei isso. – pediu ela fungando – Mas você é um cafajeste sim.

Minha boca abriu-se com o espanto.

– O que?! – perguntei exasperado.

– Exatamente o que o senhor ouviu. Eu estou namorando o Leo e não quero fazer com o Leo o que o Luke fez comigo, porque ele é bonzinho para mim e não merece sofrer, mas você é um problema.

– Como eu posso ser o problema? – eu acho que até sabia, só que queria ouvir dela.

– Você me provoca, Percy, você praticamente me obriga a trair o Leo. – continue Annabeth, agora diga que eu sou gostoso, e que você quer fazer amor comigo agora mesmo – Só que... eu gosto de ser tocada por você e ser beijada por você. É difícil resistir e você fica me agarrando, me beijando, eu não quero machucar o Leo, Percy.

– Eu sei, eu sei. É que é difícil resistir a você. – suspirei exausto. Eu já queria agarrá-la para ela esquecer a tristeza, mas eu não podia. Se ela queria ficar com o Leo, a faria querer a mim com carinho, não a agarrando.

– Olhe, vamos parar de falar nessas coisas tristes e faremos assim. Eu finjo que não odeio o Luke e que não estou magoada. Você sossega e guarda as suas mãozinhas nos bolsos e ficamos todos bem. – ela deu um sorriso.

– Você não quer conhecer a Thalia? Ela é muito legal, Annabeth.

– Não, eu ainda não estou pronta.

Abracei-a e beijei a testa dela.

– Tudo bem.

Eu queria que Annabeth entendesse o meu ponto de vista, eu não conseguia ficar longe dela e manter-me sossegado por causa das coisas que sentia. E se ela gosta de ser tocada e beijada por mim, porque insistia naquele magrelo do Leo? Eu não iria traí-la, nem que eu fosse louco. Esse pensamento me deixa mal, porque eu gosto muito da Thalia também, eu era apaixonado por ela na época que namorávamos, mas mesmo assim eu a traí, eu acho que me sentiria muito pior se ela não tivesse me perdoado.

...

Bom, na escola no dia seguinte, eu tinha um assunto a tratar com Leo. esperei que o corredor estivesse vazio, só comigo perseguindo Leo por ele para poder conversar. Peguei o menino pela blusa, usei minha muleta para me ajudar, prendendo ele nos armários usando a muleta para segurá-lo ali.

– O que você está fazendo? – perguntou ele espantado.

– Olhe aqui, seu ajudante de Papai Noel, você vai ser bom para a Annabeth não importa o que aconteça. Vai dizer para ela todos os dias que ela é linda e o quanto ela é importante para você. Estamos entendidos? – apertei a muleta no pescoço dele.

– Porque...?

– Nada de perguntas, você só vai fazer o que eu disse. Você vai, não vai? – ameacei-o com o olhar.

– Vou sim. – afirmou.

Tirei a muleta do pescoço dele e fui para a minha sala de aula. Eu tinha que fazer aquilo, ninguém mais iria magoar a minha Annabeth. Tinha que cuidar do coração dela até ela aceitar que me ama. Tomara que isso seja logo, eu queria pelo menos que fosse logo, precisava dela para mim.

...

Annabeth’s POV

– Annie? Annie ? Você está longe. – meu pai disse.

Olhei-o e suspirei. Estava pensando em Percy e em como ele tinha sido fofo comigo. Será que ele tinha razão? Será que eu tinha sido tão preconceituosa com ele por Thalia ter o mesmo estilo dele e ter sido com ela que Luke me traiu? Eu queria poder dizer que não, mas acho que foi sim. Aquilo acabou completamente comigo, então eu acho que fiquei meio traumatizada pelo fato de Thalia ser punk assim como o Percy. Eu tinha que parar de julgar as pessoas pelas aparências delas. O Leo podia parecer um duende fofinho, mas ele podia ser mal. Ainda bem que ele não era.

– Desculpa, papai, estava pensando em outra coisa. O que você disse? – perguntei.

– Eu pedi desculpas porque não iria poder mais ir para aquele chalé em Montauk com você, eu vou ter que dar uma aula extra no sábado. – disse ele parecendo decepcionado.

– Não tem problema, podemos ir outro dia. – afirmei sorrindo.

– O problema é que eu já paguei a nossa estada. Você não quer convidar um amigo?

Eu acho que meu pai é um cara muito inocente ou meio tapado, não acho que os outros pais que cuidavam das filhas sozinhos deixariam as filhas irem para um chalé com um amigo, se ele tivesse dito para eu convidar uma amiga, até entendia, tudo bem, mas ele disse um amigo. Eu nem sei qual é a do meu pai, talvez ele queira ser legal, por minha mãe ter ido embora, acho que ele queria fazer de tudo para que eu gostasse de ficar com ele. Meu pai não precisava fazer tudo isso, eu já iria ficar com ele de qualquer jeito.

– Vou ver se o Leo pode ir. – disse cautelosa.

– É, veja. – disse ele sorrindo.

Tudo bem, isso é um pouco estranho. É melhor eu deixar quieto e só conversar com o Leo.

Eu liguei para ele. Leo disse que não poderia ir porque iria visitar a avó dele em outra cidade e ia passar o final de semana com ela. Torci o nariz. Comentei com meu pai que o Leo não poderia ir e logo ele surgiu com uma ideia.

– Chame o Percy. – ele sorriu – Eu gosto muito daquele menino.

Eu acho que só falei para meu pai que Leo não iria para ele dar a ideia de chamar o Percy, eu podia chamar a Reyna ou a Piper, mas eu queria muito ir com o Percy, porém não poderia transparecer que queria tanto, vai que meu pai voltava atrás sobre poder levar um amigo.

– Vou chamar. – falei sorridente.

Liguei para Percy. Ele nem queria saber aonde iríamos, ele logo disse que queria quando perguntei se ele queria passar o final de semana comigo, ele estava tão animado. Pelo menos eu não iria ficar sozinha.

Notas finais
Ai, ai, ai o que será que acontecerá nesse chalé. Será que o chalé tem o número 69? Seria muito sugestivo, mas nunca se sabe. Então? O que acharam minhas Diamonds? Beijinhos e até a proxima.