P De Punk

21 Meu bebê


Notas iniciais
#Ai #Divei #Nessa #Porra. Cheguei Diamonds com mais um capitulo fabuloso, quer dizer é mais triste que fabuloso. Boa leitura gente.

Percy’s POV

Eu acho que está tudo bem agora. A Clarisse está com uma barriguinha muito adorável, três meses é a coisa mais fofa, quando a Clarisse não está vomitando é claro. A Annabeth ficava um pouco triste por ter que me dividir com a Clarisse, apesar de ela não dizer, dava para ver nos olhinhos dela. Mas o que eu posso fazer? Ficar acariciando a barriga da Clarisse é legal, eu já falei com o bebê uma vez, eu deitei a cabeça na barriga da Clarisse e conversei com ele ou ela.

- Olha – eu disse à barriga de Clarisse –, se você for um menininho vou ensinar você a ser o garanhão igual ao papai… – espera, eu não sou o pai – ãh, igual a mim pelo menos… e se você for uma menininha, nada de garotos pra você! Ai, ai, ai. Você vai ficar longe dos garotos porque eles são uns imbecis metidos a garanhões, a minha menina merece o melhor.

Clarisse ria.

Certo, estava tudo tecnicamente bem porque o cara que era pai dessa criança ainda não tinha apanhado de mim. Eu tinha conseguido arrancar sem querer o nome dele da Clarisse, era Chris, ela não disse o sobrenome. Como eu sou um gênio fui persegui-lo na escola de Clarisse, Goode alguma coisa, só sei que eu fui lá, levei Annabeth comigo e entrei de penetra da escola.

- Podemos entrar? – perguntou Annabeth, me seguindo – Não é melhor esperar a Clarisse sair?

Annabeth primeiro achou que eu só ia buscar a Clarisse como havia dito, depois comecei a perseguir esse Chris como um doido pela escola, ela só me seguia. Todos respondiam quando eu perguntava onde ele estava. Pessoas educadas, é isso que eu gosto de ver.

Eu achei um garoto moreno que era mais baixo que eu e apesar de Annabeth me impedir eu cheguei intimidando porque eu sou muito poderoso.

- Você é o Chris? – perguntei.

O garoto moreno me olhou sem entender.

- Sim, por quê? – perguntou ele curioso.

- Eu gostaria de saber se você não tinha um compromisso com uma garota grávida? – perguntei cruzando os braços parecendo muito intimidador.

- Quem é você, moleque? – perguntou ele sem paciência.

Quem estava sem paciência ali era eu. Annabeth pegou meu braço e pediu para a gente só levar a Clarisse para casa, eu assenti e quando ela se afastou joguei meu punho fechado contra o rosto dele. Então começou o quebra-pau mais másculo da história, porque eu estava nele, óbvio. O nariz de Chris começou a sangrar por causa do primeiro soco que eu havia dado. Depois ele tentou dar um soco em mim, por puro reflexo desviei porque eu sou o Chuck Norris nas horas vagas e dei um soco na barriga dele. No momento que eu preciso aprendo até a lutar.

A coisa foi bem feia, os adolescente em volta apenas ficavam olhando, nenhum deles estava disposto a apartar. Houve bastante sangue, mais do Chris do que meu. Ele me deu um soco no olho, ia ficar roxo, mas não tinha problema, eu quebrei o nariz do desgraçado.

- Como você tem coragem de deixar a Clarisse? – perguntei gritando de raiva e voltando a dar um soco no rosto dele, eu segurava sua gola que provavelmente já tinha esgarçado.

- Percy! Para! – pediu Annabeth. Ela era tão linda quando estava preocupada, mas eu estava ocupado acabando com a raça do Chris para poder olhá-la e apreciar sua beleza e fofura.

- PERCY! – ouvi um grito vindo da minha esquerda, desta vez não era Annabeth. Olhei para a direção da voz, era Clarisse, parada no topo da escada, estava assustada, com os olhos arregalados.

Eu sorri para ela, Clarisse não parecia querer sorrir de volta. Eu voltei a dar um soco no rosto de Chris que estava mole sendo segurado por mim pela gola da camisa. Então… eu ouvi o grito… e o baque… Annabeth berrou atrás de mim… meu coração comprimiu-se com tanta força… meus dedos soltaram Chris que desabou no chão.

Olhei na direção das escadarias, as pessoas abriam caminho para Annabeth passar. Ela estava exasperada e assustada, eu também estava assustado e, diferente dela, eu não conseguia me mover. Clarisse estava caída ali, na base da escada com um pouco de sangue no nariz e a bochecha bem vermelha. Não, não, não, não, pensei desesperado.

Finalmente minhas pernas resolveram se mover e corri até Clarisse, ela estava meio zonza, seus olhos abriram-se, porém não conseguiam focar-me ou Annabeth. Eu sentia que Annabeth estava falando comigo e eu não queria deixá-la falando sozinha, mas não conseguia pensar direito, já era meio difícil pensar normalmente imagine em um momento como esse. Annabeth agarrou meu braço e chacoalhou. Há quanto tempo ela estava me chamando? Cinco minutos? Uma hora? Alguns segundos? Eu não sei.

- Percy, vamos levar ela pra um hospital. – afirmou Annabeth, eu ainda estava atônito – AGORA! – gritou Annabeth acordando-me.

Peguei Clarisse no colo e Annabeth foi na minha frente usando sua voz poderosa para tirar as pessoas da frente para eu poder passar. Ainda bem que agora meu pai me deu um carro já que a minha moto está descansando em paz em uma autoestrada bem perigosa no céu. Coloquei Clarisse no banco de trás do carro, Annabeth ia para o outro lado do carro para ficar com Clarisse enquanto eu dirigia. Clarisse segurou meu braço.

- Não vai embora. – pediu ela com a voz baixa e meio lenta.

- Eu não vou. – prometi, eu tentei me afastar, mas ela continuou a segurar meu braço.

- Você disse que… que não ia embora. – disse ela.

- Eu não vou…

- Clarisse – disse Annabeth acariciando o cabelo de Clarisse – o Percy tem que ir dirigindo, ele não vai embora, ele quer ajudar você. – a voz calma de Annabeth pareceu relaxar Clarisse e ela soltou meu braço.

Foi apressado ao banco da frente, logo já estava cantando pneu. Eu fui mais rápido do que deveria e isso me custaria algumas multas, mas isso não era importante e se tornou menos importante ainda quando Annabeth disse:

- Ela tá sangrando, Percy.

A voz dela estava chorosa, eu também sentia que ia chorar. Annabeth e Clarisse tinham desenvolvido um vinculo nessa época que tinham passado juntas, tinham virado amigas, e faziam piadinhas as minhas custas por causa das minhas lerdices, tudo estava tão bem.

Finalmente estava na porta do hospital, eu saí do carro com tanta pressa que quase caí de cara no chão por meu pé ter enganchado no cinto de segurança. Abri a porta do banco de trás e peguei Clarisse no colo e corri para dentro do hospital, nem fechei o carro só esperei Annabeth perto da porta porque eu não sabia o que fazia.

- Minha barriga tá doendo, Percy. – murmurou Clarisse ela estava muito zonza.

- Eu sei, eu sei. Calma que daqui a pouco vai passar. – afirmei beijando a testa.

Annabeth correu para uma bancada onde uma enfermeira ruiva estava, Annabeth estava desesperada, a enfermeira mandou que ela se acalmasse e deu um relatório.

- Ela não pode esperar, moça! – disse Annabeth.

- Eu digo se ela pode ou não esperar, “moça” – disse a enfermeira com desdém – Preencha os relatórios. – ordenou ela apontando para os papeis saindo dali.

Annabeth me olhou com desespero e se apressou em fazer o que a enfermeira queria, o mais rápido que podia, se a enfermeira tivesse continuado ali teria perdido um pedaço do cabelo e do couro cabeludo.

Estava impaciente, batia o pé incessantemente no chão, o hospital estava meio vazio, tinha algumas senhoras sentadas do outro lado da sala. Clarisse estava meio dormindo e seu jeans estava sujo de sangue. Aquilo só me dava mais agonia.

- Senhora Gray, pode vir. – disse um médico atrás de mim, eu reconhecia aquela voz.

Virei-me e pasmei.

- Stephany? – perguntei um pouco em voz alta.

O gay purpurinado e pomposo que tinha achado Tyson e eu “tesudos” estava ali e pareceu um pouco surpreso em me ver e um pouco assustado por eu ter dito esse nome em voz alta. Ele se aproximou de mim e mandou a velha ir para a sala dele e esperar.

- Na verdade, é Júlio César. – disse ele baixinho, que nome mais másculo, eu queria ter um nome assim, na hora da chamada no primário a escola ia tremer ao pronunciar meu nome – Aqui as pessoas não aceitam a minha… “condição”.

- Perdão, eu fiquei surpreso.

Ele olhou para meus braços,

- O que houve? – perguntou ele.

Eu tentei explicar em curtíssimas palavras e ele logo entendeu.

- É a enfermeira ruiva? – assenti e Annabeth se aproximou – A Rachel é uma vaca, não curto a existência dela, deleta. – ele estalou os dedos e fez biquinho, mas logo se recompôs – Venham comigo, eu vou ajudar vocês.

Júlio César ou Stephany, sei lá, levou nós três para um corredor e andou apressadamente por ele, virando para um lado e para o outro até chegarmos a um coredor com uma grande porta dupla no final escrito numa placa a baixa da janela da esquerda que havia na mesma “Por favor, silêncio”. Ele pediu que esperássemos e entrou pela porta, logo ele apareceu com dois enfermeiros e uma maca, eu coloquei Clarisse ali e logo a levaram.

- Percy, não vai embora! – chamou Clarisse desesperada enquanto a levavam pela porta dupla.

Eu tentei ir atrás, mas Júlio me segurou e negou com a cabeça.

- Você não pode ir, não agora. Depois que tudo estiver bem, eles te chamarão. Agora sente e espere. – Júlio Stephany disse já indo embora.

- Ela vai ficar bem? – perguntei sentindo um aperto imenso na garganta.

- Eu não sei. Perdão, mas eu não sei. – e dito isso ele partiu.

Eu desabei na primeira cadeira que tinha ali, Annabeth sentou-se ao meu lado. Pela primeira vez desde que entramos no hospital eu olhei no rosto dela. Ela estava chorando, se controlava muito para não soluçar, e tentava manter-se firme por nós dois, porém as lágrimas desciam mesmo ela tentando dar um sorriso consolador.

Aquilo era culpa minha. Annabeth havia dito para só levarmos a Clarisse para casa, disse para esperarmos lá fora. Eu não ouvi. Fui lá esmurrar o babaca do Chris e acabei machucando a Clarisse, ela se assustou por minha causa e foi descer as escadas para me fazer parar e caiu. Será que ela…? Será que…? Que o bebê…? Eu nem queria pensar, minha garganta doía demais e meus olhos ardiam, meu cérebro estava se contorcendo, meu coração batia tão rápido. Foi culpa minha.

- Não foi culpa sua. – afirmou Annabeth com a voz chorosa como se estivesse lendo meus pensamentos, olhei-a – Eu vi, tinha uma coisa na escada e a Clarisse escorregou, não foi culpa sua.

- Ela nunca teria descido a escada sem perceber e não teria caído se eu não estivesse lá brigando com aquele imbecil. – disse entre dentes.

- A Clarisse é distraída…

Ela parou de falar assim que a primeira lágrima desceu pelo meu rosto. Ela me abraçou com força e logo estava chorando no ombro dela, só o abraço da minha Annabeth me fazia sentir seguro em um momento como aquele. Eu nem sei quanto tempo fiquei ali, abraçado a ela chorando. É que doía muito, ainda mais por me lembrar de…

- Não vai embora.

- Percy, não vai embora!

Eu queria estar lá, segurando a mão dela, confortando-a. mas eu tinha que ficar ali, esperando, impotente.

- Onde a Clarisse está? – perguntou um garoto atrás de mim.

Separei-me de Annabeth e logo me levantei limpando as lágrimas. Peguei Chris pela gola da camisa e o puxei para mais perto.

- O que você está fazendo aqui, seu babaca? – perguntei.

Annabeth segurou meus ombros.

- Calma, Percy. – pediu ela.

Por ela, respirei fundo e soltei a gola da camisa dele. O desgraçado ajeitou a blusa e me olhou torto.

- Eu sou o pai da criança, eu tenho que estar aqui. – afirmou ele.

Olhei-o com nojo.

- Você nunca esteve “aqui” quando a Clarisse precisou, ela veio procurar a minha ajuda e eu aceitei, você não tem que estar aqui, seu lugar não é aqui, então vai embora!

- E o que você vai fazer se eu não for? – perguntou ele cruzando os braços.

Eu já ia partir pra cima dele, porém Annabeth ficou entre nós e apertou meu braço.

- Por favor, só vá embora. – pediu ela delicadamente, Chris aceitou.

Voltei a me sentar e fiquei ali, nem sei quanto tempo, Annabeth ficou segurando a minha mão e a acariciando segurando os soluços com força para se manter forte, contudo ela estaca chorando e muito, fungava o tempo todo e suspirava tentando se controlar. Eu não conseguia chorar, não mais, estava doendo demais… tudo estava doendo demais.

- Você acha… que o bebê… o bebê…? – tentei perguntar.

Annabeth só me deu um rápido e salgado selinho para me calar.

- Shh, fica quietinho… só espere…

Ela pediu. A voz dela estava até estranha, muito nasal. Eu tentei me concentrar em outras coisas para ver se os minutos passavam mais depressa, só que era difícil, eu não conseguia.

Quando ouvi a porta dupla a nossa direita se abrir, me levantei num pulo e encarei um médico loiro. Ele deu um sorrisinho consolador.

- Oi, sou o doutor Apolo. Você é o Percy? – perguntou ele.

Assenti sem conseguir responder. Clarisse deve ter ficado chamando por mim.

- O que houve, doutor? A Clarisse está bem? – perguntou Annabeth por mim, abraçando meu braço, apesar de ela estar desmontando de tanto chorar, era mais forte do que eu.

Ele suspirou.

Notas finais
Continua...
#Choray, sério Diamonds, eu dei uma choradinha porque eu sou demente e me torturo, eu vou fazer uma coisa dessas e ponho uma musica triste de fundo, eu faço isso lendo também, se é uma cena triste, tem uma musica triste de fundo.
DIAMONDS comecei outra fanfic:
http://fanfiction.com.br/historia/430335/Minha_vida_com_voce/
E se acalmem eu vou tentar postar todas nos finais de semana, mas as vezes não dá, sejam pacientes.
Comentem o que acharam diamonds, beijinhos com glitter e arco-íris. Amo vocês. Até semana que vem.