P De Punk

3 “He’s a Dream”


Notas iniciais
Mais um capitulo, olha que delícia, hoje terá um pouco de Percabeth moments que todos queremos o/
Boa leitura ^^

Annabeth’s POV

Leo sentou-se ao meu lado, colocando a mão sobre a minha. Eu logo senti minhas bochechas esquentarem. Ele sorriu como um moleque travesso e me entregou um convite cor-de-rosa. Eu já estava na escola há um mês e a cada dia eu gostava mais de ter Leo ao meu lado, ele era tão bonzinho para mim sempre, além de parecer um elfinho fofo. O convite cor-de-rosa era dela, da Diva Drew. Era aniversário de dezesseis da boneca e ela daria uma festa a fantasia, não sei por que ela queria me convidar, ela me odeia publicamente. Ajeitei-me envergonhada na cadeira do refeitório porque o Leo estava muito perto de mim.

– Porque ela me convidou? Ela me odeia. – afirmei.

– Ela só quer esfregar na sua cara, não só na sua, na nossa também, que tem mais by Text-Enhance\">dinheiro e pode fazer uma festa digna de atrizes de Hollywood. Ela convidou a escola toda. – disse Leo – Mas é uma festa, comida de graça!

– É um bom argumento. É uma festa a fantasia. O que eu faço sobre isso? – perguntei.

Bianca, mais uma das amigas de Leo que ele me apresentou, senhorita Di Angelo, sentou-se na minha frente com uma bandeja de refeição nas mãos.

– Põe uma capa e um capuz vermelho e fala que é a Chapeuzinho Vermelho, pronto. – ela disse sorrindo.

Ela era muito boazinha, gostava muito dela. Muito dela e do irmão dela, Nico, que havia acabado de chegar. Nunca pensei que em NY era tão fácil fazer amizades, e, melhor ainda, com pessoas legais! Eu estava chocada. Até a líder de torcida que estava com Drew e riu do que eu disse para ela no dia que nos conhecemos, a Silena, tinha virado minha amiga. Os professores tinham aprendido a me amar, principalmente o Professor Quíron que era um amante de arquitetura também.

– Eu só vou porque a Juliana também vai. – disse Nico, ele tinha olheiras tão roxas que parecia que tinha levado dois socos de um lutador de Box, mas era muito magrinho e branco demais por isso que eram tão grandes.

Bianca, Leo e eu sorrimos.

– Como meu irmãozinho é fofo apaixonadinho! – Bianca apertou a bochecha de Nico.

Ele riu forçado.

– É, é, muito fofo. – disse com mau gosto.

– Então vocês vão à festa? – perguntei, pegando a minha maçã.

– Sim. – eles três responderam uníssono.

Dei de ombros e disse que também iria. Olhei de para o canto do refeitório e vi o senhor Percy Jackson. Não tínhamos nos falados mais desde a detenção na biblioteca, mas isso não o impedia de me irritar constantemente. Ele passou a participar das aulas de educação física só para poder puxar eu rabo de cavalo no meio do jogo. Éramos colegas de bancada no laboratório de química e mesmo assim não nos falávamos, não era necessário, eu fazia os experimentos e respondia as coisas, ele fingia estar fazendo algo e depois copiava de mim, seria ótimo se ele ficasse só assim. Ele apertava minha cintura rapidamente para me assustar, empurrava meu cotovelo enquanto eu mexia com os produtos químicos ou tentava colocar delicadamente um no outro. Se explodíssemos o laboratório não seria uma surpresa para mim. Entre tantas outras coisas inconvenientes. Ele só me fazia odiá-lo mais ainda. Porque ele não podia ser sempre aquele garoto que havia me falado da mãe? Só esse mesmo. Ele parecia que era fácil de se desapegar das coisas. Porque um garoto que ficava fazendo piadinhas infames, olhando para a minha bunda e peitos, eu acho que queria longe. Ele era um garoto bom preso na carcaça de um delinquente, uma hora a cigarra muda de casca. (AI PELOS DEUSES QUE METÁFORA BESTA! Como eu me odeio, ainda bem que só pensei isso). Mas não sei se queria ele por muito perto.

A festa seria naquele dia e eu ainda não tinha ideia do que poderia usar. Se a Bianca tinha dado a ideia da Chapeuzinho Vermelho era porque ela estava pensando em usar uma coisa daquelas, então eu não iria usar também. Eu tinha que pensar. E talvez precisasse de ajuda. Pedi ao meu pai se ele tinha alguma ideia para fantasia, ele disse que eu poderia ir de Indiana Jones, mas isso já era de se esperar, meu pai ama aquele filme, só não fale que você gostou do quarto filme, ele vira uma tartaruga mutante ninja com direito a nunchakus e tudo (ele gosta do Michaelangelo).

Enfim, fucei no meu armário em busca de algo que pudesse se transformar em uma fantasia ou pelo menos dar ideia para uma. Eu ia fazer birra, não tinha ideia do que vestir.

Quando estava completamente perdida no meio das minhas roupas, meu celular tocou. Atendi rapidamente. Era o Leo.

– Então, Annie? – perguntou sem nem dizer oi – Já conseguiu arrumar uma fantasia?

– Não, e você? – perguntei ainda fuçando nas minhas roupas.

– Ainda estou pensando.

– Porque você não vai de Frodo? – perguntei.

– Porque eu deveria ir de Frodo?

– Porque você tem orelhinhas pontudas e cabelo naturalmente encaracolado, é meio caminho andado agora é só pegar umas roupas que velhos britânicos usam, e pronto.

Ele riu.

– Isso é bullying só porque eu tenho orelhas estranhas. – disse ele, fingindo de ofendido.

– Eu gosto. – afirmei e logo fiquei vermelha por imaginar o sorrisinho que ele deveria estar dando pela minha revelação. Eu tinha que começar a controlar minha língua – Eu acho fofinha. – disse pigarreando.

– Eu sei que você me ama, pode vir aqui em casa e me amar. Venha, vamos fazer filhos.

– LEO! – o repreendi rindo – Agora, se me der licença, preciso procurar algo para me fantasiar. Tchau, Leo.

Ele se despediu e eu continuei a procurar. Eu vou fazer mais birra. Porque aquela vaca da Drew entregou o convite no último dia? Acho que aquela vaca queria estar mais bonita que as outras garotas, mas eu não deixaria. Porque eu sou bonita? Não. Porque eu iria pisar na cabeça dela mesmo. Até que eu vi aquele vestidinho branco delicado, com duas pregas debaixo da linha da cintura formando um triangulo com o mesmo pano macio sobsaindo àquele. E um corpete da mesma cor era a parte de cima do vestido do qual saiam duas mangas compridas. O corpete me apertava um pouco os seios agora que eles cresceram um pouco mais, porém era a coisa mais perfeita que eu podia achar.

Corri para o banheiro e comecei a me aprontar, peguei meu celular no caminho e coloquei uma música para me animar. Tomei um banho, lavei meus cabelos loiros. Apenas coloquei a minha calcinha porque não precisava de sutiã por causa do corpete do vestido, coloquei meu roupão e comecei a me arrumar.

Sequei meus cabelos, encaracolei mais ainda meus cabelos por ser necessário. Passei maquiagem e sombra marrom opaca nos olhos além de rimel e somente um brilho labial, eu estava até bonita. Coloquei meu vestidinho e como eu não tinha capacidade de andar de salto, afinal eu sou uma tapada, coloquei uma rasteirinha bonita, marrom embaixo com tiras brancas em cima com fios de couro compridos que eram para ser cruzados nas pernas e amarrados. Eu estava bonita até, ou o espelho só estava querendo virar meu amigo. Tomara que eu estava bonita mesmo, porque eu queria que o Leo gostasse. Peguei uma pequena bolsa branca que eu tinha e coloquei meu celular dentro. (Vou confessar, se meu vestido e bolsa não fossem brancos eu acho que não teria nada para ir para festa, porque aquele vestido era o único que eu tinha, usei uma vez na vida. E só tenho mais uma bolsa, e era preta e grande, não sou de comprar muito essas coisas).

Quando cheguei na sala dizer que para meu pai que já estava pronta. Ele parou de assistir Tartarugas Ninja – eu também estaria assistindo se não fosse sair – e se levantou. Quando me encarou sorriu abertamente e parecia que ia chorar de emoção.

– Você está linda, Annie. – disse ele.

– Obrigada, pai.

– Está pronta para ir então? – perguntou ele, passando a mão pela mesinha de centro e pegando a chave do carro.

Peguei meu celular e olhei.

– É. O Leo mandou uma mensagem dizendo que já está lá, então pode me levar.

Meu pai me levou na festa e me deixou na porta e disse que eu podia ligar a hora que quisesse que ele viria voando me buscar e com bônus, voando de super-man. Mas o lugar era tão perto de casa que nem precisava do super-man. Eu ri e saí do carro.

Percy’s POV

Eu fui na festa da Drew meio que a contra gosto. Meu irmão queria ir e acabou me convencendo, e também me deu cem dólares, ele é meu irmão, eu faria de graça (MENTIRA!). Eu nunca tinha me sentido mais feliz por ter sido comprado pelo meu irmão. Eu me virei para me fantasiar e estava aceitável, e muito sexy, obrigado. Ao contrário do personagem ao qual me vesti, não tinha cicatrizes ou era deformado em alguma parte do rosto. Mas poderia ser, como eu vivo perigosamente sempre, bem que poderia ter muitas cicatrizes e essas coisas legais.

De qualquer forma, eu fiquei feliz porque me vendi para meu irmão porque Annabeth havia ido à festa também. A menina não conversava comigo desde o dia da detenção e isso era muito triste, me deixava triste, mas isso não me impedia de quase explodir a escola durante a aula de laboratório e dar umas beliscadas em certos lugares quando ela dá certas abaixadinhas básicas perto de mim, acho que vocês até já sabem onde. E não só era bom que ela estivesse na festa, o bom era como ela estava vestida. Parecia que tínhamos combinado. Eu estava de Fantasma, mas não de qualquer Fantasma, eu era o Fantasma da Ópera, Erik, e a minha linda sabidinha era a parceira do meu personagem, aquela pela qual ele era pirado por. Acho que eu e meu personagem tínhamos ganhado uma semelhança, não eram cicatrizes, era a paranoia que tínhamos pela Christine, no meu caso era Christineth. Bonito, né? Eu sou ótimo para inventar nomes. O nome da minha filha com a Annabeth vai ser Christineth, eu vou ser um ótimo pai, ou será Pitchalina, minha filha ia me amar tanto.

Calma, me deixe voltar aqui, me perdi. Do que eu estava falando antes de começar a já castigar eternamente a minha filha com a Annabeth que nem nasceu? Lembrei, eu e Annabeth já estávamos formando um casal que era predestinado a ficar junto, ou tacar fogo em um teatro, o que vier primeiro. Ela estava perto do balcão de bebidas com o Leo, ele estava com um paletó roxo, com uma blusa de botões amarela por baixo e gravata borboleta verde e tudo com cores extremamente berrantes, estava iluminando o local de roxo, amarelo e pequenos pedaços verdes. A cara maquiada como uma Drag Queen pirada, os cabelos pintados de verde penteados para trás. Ele era o Coringa do Batman para quem não se familiarizou com a minha explicação filosófica de como ele estava se vestindo. Ele olhou para mim e arqueou as sobrancelhas pintadas de verde. Acho que estavam falando de mim porque a minha Christine olhou para mim. Por todo e qualquer deus que quisesse me ouvir, que linda que ela estava.

Annabeth’s POV

– Você combinou sua fantasia com alguém? – perguntou Leo com as sobrancelhas arqueadas.

– Não, eu arrumei essa fantasia de última hora, eu peguei o único vestido que tinha e me ajeitei e vim. – respondi – Nem sabia se descobririam que eu queria me parecer com a Christine.

– Então... Eu não sei o que houve aqui. – ele apontou o queixo para um lugar atrás de mim.

Olhei para trás. Podia ser qualquer um, até o professor Quíron, mas Percy Jackson estava vestido de Erik, ou seja, ele era meu par. Que ódio! Ele estava tão lindo com aquele olho verde misterioso me encarando por sob a máscara branca que escondia metade do seu rosto bonito. Ele percebeu que eu o olhava e sorriu para mim. Como eu posso odiar se ele estava lindo e ainda era o meu par, por ironia do destino, não tínhamos combinado nada.

– Eu nem sei como ele descobriu. – disse – Acho que é coincidência.

Leo não parecia nada alegre com a coincidência, parecia até com um pouco de raiva, ou talvez a maquiagem estivesse fazendo isso com o rostinho dele.

– Oi, gente! – disse Bianca, eu a olhei e ela estava tão sorridente como sempre.

Eu achei que ela viria de Chapeuzinho Vermelho, mas não. Ela estava muito fofinha de Dorothy. Usava um macacão com saia xadrez azul e branco sobre uma blusa branca, meias brancas e um sapato imenso vermelho brilhoso, até deixava alguns brilhinhos por onde ela andava, e o cabelo dela estava preso por duas fitas azuis, e havia uma cestinha pequena da qual saia um cachorro de pelúcia preto de dentro.

Depois de alguns segundos, surgiu a criança, eu fiquei espantada, não achava que o Nico se vestiria de um personagem tão alegre como o Chapeleiro Maluco com direito a xícara e bule de chá, só que ele era o Chapeleiro do desenho antigo da Disney, não o do Johnny Depp, acho que ele não queria fazer uma maquiagem como aquela. Depois a Juliana chegou e eu notei porque ele era o Chapeleiro do desenho. Ela tinha cabelos negros, mas eles estavam escondidos sob uma peruca loira lisa com um laço preto atrás da franja, um vestido azul com um negócio branco por cima (posso chamar de avental?) e sapatos pretos com meias brancas. Eles sim haviam combinado.

– Vocês estão fofos combinandinho assim. – disse a Nico e Juliana.

– Eu vou com a Ju pegar uma mesa para nós. – disse Nico.

Assentimos e eles se foram, no meio do caminho, disfarçadamente o Chapeleiro pegou na mão da Alice, que bonitinhos.

– Esse “nós” acho que é eles dois. – disse Leo.

Pouco tempo depois, Jason e Piper deram o ar da graça, não queria falar nada, mas a boca de Jason estava suja de batom vermelho e o batom de Piper estava borrado. Ele estava vestido de Sweeney Todd, um barbeiro demoníaco com batom vermelho na boca, muito assustador. E a Piper... bem ela me deixou confusa. Estava cheias de pintas pretas no rosto e ele todo branco, uma sobre o nariz, orelhas com manchas pretas e um vestido com pintas pretas.

– Você é uma vaca, Piper? – perguntou Leo, era a mesma coisa que eu achei.

– Não! Eu sou um dálmata. – respondeu ela sorrindo.

Um dálmata de batom vermelho borrado, que coisa mais estranha, os cachorros de bombeiro nunca irão ser os mesmos para mim, toda vez que eu olhar para um, vou imaginar o coitado com batom borrado na boca como se tivesse sido violentado. Que coitadinho.

Percy’s POV

Eu estava com inveja do Leo, pela primeira vez na minha vida, eu estava com inveja daquele elfo magrelo. Ele estava lá com a Annabeth e a fazia rir e ela não parecia querer sair de perto dele, como parecia querer quando estava comigo. Quando o Jason e a Piper foram embora, Leo disse algo no ouvido dela e depois pegou na cintura dela quanto eles riam. Eu rosnei. Aquela cintura era minha! Eu só precisava dizer para a dona da cintura que EU era o dono.

De repente aquele salão que estava com uma luz ambiente amarelada, ficou cor-de-rosa e uma música altíssima começou a tocar, eu dei um pulo naquele sofá de couro que quase parei agarrado no teto. No palco do outro lado do salão, uma fumaça surgiu acho que do submundo e quando abaixou, Drew surgiu no meio do mesmo. E acho que a fumaça foi mesmo trazida do submundo, porque Drew estava de vestido vermelho brilhante, um vestido que eu chamaria de “vestido da arcada” porque na primeira abaixada veria toda a arcada dentaria dela, poderia até fazer um exame e ver se ela tinha caries. Dois chifres vermelhos brilhosos cresciam entre seus cabelos e ela segurava um tridente vermelho, além de usar uma meia calça preta e sapato vermelho. Que traição, ela disse que era uma festa a fantasia e ela não estava fantasiada (BA DUM TSS! Eu sou um piadista! E qual é o problema com comida de avião?). (Chega).

– OI, GENTE! – gritou a Drewmonia. (Eu disse que era um dom!) – Quero todo mundo se divertindo bastante. Amo vocês!

Legal, eu jurava que ouvi grilos. A menina pulou e acenou como se alguém fosse acenar de volta. A criatura começou a andar pela festa agradecendo a todos por terem vindo, até me abraçou, quando me deu as costas para ir atrás de outras pessoas, eu vi o rabo vermelho com a ponta triangular preso no vestido.

Ela foi até Annabeth e Leo, abraçou-o sorrindo, mas ao olhar Annabeth, fez cara feia acho que porque ela estava com inveja porque a Annabeth parecia um anjo e estava muito mais linda que ela, sem ter que mostrar um pedaço da perna ou do resto do corpo. Devo dizer que a sabidinha tinha um decote bonito, aquele vestido apertava tanto os seus seios, poderia ser um problema se eu continuar olhando. As duas pareciam que estavam discutindo, então Drew bateu o pé no chão e puxou Annabeth para o palco. Pegou um microfone para ela e para a minha loira, a música parou e ela falou com o DJ e foi pulando para a frente do palco enquanto a Annabeth ficava esperando.

– Gente! – chamou a louca – Eu fiz um desafio a Annabeth aqui. – ela parou de sorrir e rosnou olhando de canto para a Annabeth – Ela estava provocando. – e depois voltou a sorrir – Então vamos fazer um concurso de canto. Vamos cantar uma música juntas, dois versos cada uma e vocês decidem quem ganha.

– ANNABETH! UHUL! – alguém gritou.

Drew franziu o lábio.

– Ainda nem começou, engraçadinho.

Ela fez um sinal para o DJ e ficou diante de Annabeth. A música começou, dedos estalavam na musica e Drew fez o mesmo, sensualizando de algum modo que ela achava que era sensual. A minha loira estava para olhando para ela com um sorrisinho e estava mais sensual que a Drew que estava baixando a pomba gira.

“He doesn't mean a thing to me
Just another pretty face to see
He's all over town, knocking 'em down, honey
I'd never let him next to me”

Drew começou a cantar, rebolava enquanto cantava. A voz dela até que não era ruim, pelo menos não agredia os ouvidos.

“Oh he's the kind of guy who thinks he's smart
He's the type that always looks the part
He's on the make, it's undertake, honey
An' I never let him touch my heart”

Annabeth a olhou como se o desafio fosse muito bem aceito e jogando o cabelo começou a cantar. Meu queixo caiu, a sabidinha conseguiu me surpreender mais uma vez, ela tinha uma voz linda e não era nem um pouco tímida, rebolou fazendo todo mundo, que estava em silêncio até agora, começar a gritar.

“Right now, ask me if I care
Look, it's coming closer
Oh, I'll swear
He's got to be the toughest guy I've ever seen
I can't believe he's lookin' at me

He's a dream

He didn't mean to catch my eye,
well he's lucky, he just walked on by
'Cos he hasn't met a girl like me, are you kiddin'
Well I tell him that I'd rather die”

Eu não acreditava. Ela estava rebolando cantando, basicamente tudo o que a Drew fez, mas muito melhor. O quadril dela era mais solto, a voz era mais bonita e ela era maravilhosa. Ela tocava o próprio corpo, estava se divertindo cantando, só. Não estava se mostrando. Drew ficou para olhando, absorta. Acho que ninguém tinha ganhado dela em um concurso de canto, porque ela estava muito surpresa. Tão surpresa que nem parecia que ia continuar. Então a minha loira o fez. Quando chegou ao final da música quando o refrão iria se repetir duas vezes, ela foi para frente do palco, fez mais um bate cabelo e voltou a cantar, rebolou, desceu até o chão e subiu maravilhosamente mostrando seu traseiro para quem quisesse ver, o problema era a parte “quem quisesse ver”, porque, como a cintura, aquele traseiro também é meu!

O que quebrou meu coração foi o que houve no último “He’s a Dream” da música. A Annabeth se inclinou para frente, olhou para Leo que havia surgido ali do nada, devia ter se movido enquanto ela dançava, por isso não vi, piscou para ele, e cantou aquela parte descaradamente para ele. E EU?! Eu sou o sonho por aqui, sabidinha. Eu que era o Erik dela! Vocês não concordam comigo? Quem deveria receber o “He’s a Dream” seguido de um sorrisinho deveria ser eu ou o Leo? Lógico que eu!

...

Eu estava cansado de ficar parado na festa. Fiquei no mesmo sofá parado por muito tempo, muito mesmo. Fazia mais de duas horas que eu estava ali. Mas era por um bom motivo, eu estava vigiando Annabeth e seu novo amigo com a mão boba que ficava tocando o tempo todo a cintura da minha loira e no cabelo dela. Que ódio. E ela ainda estava rindo com ele! E que sorriso lindo que ela tinha.

De repente, Leo se levantou e foi até o DJ. Eu aproveitei e fui até a sabidinha. Ela ficou surpresa por me ver surgir e dizer:

– Você canta muito bem, my angel of music. – ela sorriu e eu ganhei meu dia.

– Como você sabia que eu viria de Christine? – perguntou ela.

– Eu não sabia. Acho que é o destino. – eu sorri – Você está linda.

Ela sorriu um pouco envergonhada.

– Obrigada. Você está bonito também.

– Obrigado, eu sei.

Ela deu um sorrisinho. Uma música começou a tocar. Era “The Phantom of The Opera” em versão de violinos. Isso tinha caído como uma luva.

– Quer dançar comigo, my angel? – perguntei.

– Eu acho que o Leo escolheu essa música por minha causa, para poder dançar comigo.

Leo de novo?

– Mas eu sou o Fantasma por aqui. Depois você dança com ele.

– Eu já liguei para o meu pai me buscar e ele queria dançar essa última comigo. – disse ela.

– É só um pedaço da dança, eu juro. Na metade eu te deixando dançando com o Leo. – estendi a mão para ela e quando ela aceitou eu sorri, a puxei para a pista e comecei a dançar com ela lentamente pondo uma mão sob a sua e a outra na sua cintura – Posso te fazer algumas perguntas, sabidinha?

– Se quiser. – ela deu de ombros.

– O que você fez para a Drew te desafiar a subir no palco? – perguntei girando pela pista com ela.

– Eu disse que ela mentiu porque não estava fantasiada e isso não era legal. E ela não gostou.

Eu ri.

– Pensei a mesma coisa. – ela não parecia nada confortável por dançar comigo – Você gosta do Leo?

– Lógico que sim. Ele é meu amigo.

– Gostar não como amigo.

Ela olhou por cima do meu ombro. Acho que olhava para Leo.

– Não. Porque acha isso?

– O jeito que você fica com ele é o jeito que eu gostaria que ficasse comigo.

– Que seria? – ela não estava gostando de conversar muito não.

– Sorridente, falando, rindo, envergonhada. E principalmente com aquele olhar, eu queria que olhasse do jeito que olha para ele, olhando para mim.

Ela revirou os olhos, ia separar-se de mim, mas a segurei.

– Porque você me odeia? – perguntei.

– Por causa do que você representa.

– Que seria?

– O cara que se acha fodão e que só quer sexo!

– Uau! Você foi longe. Porque acha que eu sou assim?

– Porque você parece assim! – a girei depois espalmei minha mão nas costas dela – Você vive fazendo piadinhas infames, eu queria ser sua amiga, mas você parece problema, e fica falando essas coisas e me faz acreditar que eu sou sua próxima vitima. Eu não quero sofrer, Percy. A primeira vez que te vi foi quando o diretor te arrastou para a sala depois de você tentar queimar seus registros escolares, nem imagino o que deveria estar escrito. E depois, conversamos a primeira vez na detenção onde você ficou descaradamente passando a mão em mim e dizendo coisas.

– Desculpa se passei essa impressão. – eu estava com meu ego seriamente ferido agora – Mas eu não sou o tipo de garoto que você está pensando, Annabeth. Eu só tive uma namorada e ela foi para São Francisco.

– E todas as garotas que você deve ter feito coisas e depois jogado fora?!

Ela queria muito sair de perto de mim.

– Quem te disse que eu fiz isso?

– Eu que acho que faz. Tenho certeza. E eu já disse, não quero me machucar, Percy. Se você não fosse de seu jeito comigo, poderíamos ser amigos.

– Olha, Annabeth, eu faço piadinhas mesmo, sempre fiz, não é porque eu pareça um delinquente quer dizer que seja um cafajeste.

Ela parecia que ia chorar.

– Você pode me soltar? – ela tentava se soltar de mim, eu ainda tentava dançar, contudo ela não queria, ficava me empurrando.

– Annabeth, eu me abri com você. Ninguém sabe sobre o acidente da minha mãe. Meu irmão não sabe aquilo que aconteceu, ele não sabe que ela ligou dizendo que amava ele, só você sabe!

– Eu não quero saber, eu não vou contar para ninguém, eu juro. Só me solta!

Ela se desvencilhou e fugiu para a porta da frente. Eu a segui, no caminho ela mexia no celular, passou pela porta de entrada, encostou-se na parede ao lado da mesma e ficou lá. Tirei minha máscara e fiquei de frente para ela.

– Porque você está fugindo? O que eu fiz? – perguntei.

– Percy, eu conheço garotos como você, são bonitos e sem coração.

– Como você já diz isso se nem me conhece direito? – perguntei indignado com a sua conclusão apressada sobre mim.

– Eu não gosto de ser pressionada! Nem abandonada! – e dito isso, ela começou a chorar.

Agora eu havia entendido. Ela achava que eu iria deixá-la como a mãe dela fez. Eu confesso que o que sinto por ela é mais uma atração física do que outra coisa, mas não iria magoá-la. Pelo menos acho que não, eu posso ser bem rude às vezes.

– Annabeth…

Não terminei, segurou o rosto dela e a beijei. Estava resistindo há muito tempo. Precisava daquilo. E como ela tinha os lábios doces, eram viciantes. Quando seus lábios tocaram os meus, senti meu coração acelerar, não consegui aprofundar mais aquele beijo como queria. Ela bateu no meu peito, obrigando-me a soltá-la. Eu não queria. Tentei dar outro beijo nela, só que ela me deu um tapa. Ela limpou as lágrimas e segundos depois, um carro parou na porta da festa. Ela entrou batendo a porta com força e se foi. Toquei meus lábios. Nunca tinha gostado tanto de um beijo. Eu tinha que arrumar um jeito de provar para ela que não a abandonaria. Era uma conclusão muito precipitada. O medo dela de ser deixada, estava a deixando com pré-conceitos errados dos outros. Eu gosto de fazer piadas, como o Leo, só que eu sou um pouco mais malicioso, sempre fui, porém não era mal, não era um cafajeste. Eu tinha que provar isso para ela.

Notas finais
Então será que o Percy consegue provar que só tem a mente um pouco sexy? Veremos no próximo capítulo, tchau gente diva.