P De Punk

24 A orca de pelúcia


Notas iniciais
Finalmente postei esse capitulo, tem Diamonds arrancando os cabelos por esse capitulo, é só ter paciencia gente que ele vem. Diamonds, dia 10 foi aniversário da minha amiga Juliana então vamos todos dar parabéns pra Julinha, YEEY! E também para a Diamond Srta Malfoy que fez aniversário ontem dia 11 YEEEEY! Parabéns Diamond, eu queria ter postado no seu aniversário para dar parabéns no dia, mas não deu então vem uma hora depois dele ter acontecido. loverclose obrigada pela recomendação diva.

Percy’s POV

O pai de Annabeth me deixou ficar na casa deles, mas eu teria que dormir na sala, porque agora que eu e Annabeth éramos namorados ele achou meio estranho que eu dividisse o quarto com Annabeth. Ele até que está certo, mas do jeito que a Annabeth é tarada ela vai vir no meio da noite abusar do meu corpinho gostoso na sala mesmo.

O bônus de Annabeth me dar comida na boca não aconteceu, mas sobre ela me dar banho aconteceu. Eu estava tomando banho e como sou esperto esqueci que não estava em casa e que aquele não era o banheiro do meu quarto e deixei a porta aberta. Em um momento, ouvi a porta abrir, já fiquei congelado no lugar pensando que se fosse o pai da Annabeth eu ia perder o meu Pequeno Percy e não ia nem ter anestesia. Ao olhar para porta, eu suspirei aliviado e sorri, era a minha sabidinha. Ela estava com um roupão roxo e ao fechar a porta ela abriu o roupão revelando o corpo lindo que ela tem. A minha sabidinha entrou no box comigo, ela abraçou-me pelas minhas costas e começou a beijar a área e suas mãos acariciaram a minha barriga e desceram para o meu membro o qual ela começou a acariciar enquanto apertava seus seios nas minhas costas.

A água quente caia nos nossos corpos, a minha respiração já estava ficando mais rala e Annabeth continuava com os movimentos calmos no meu membro enquanto beijava as minhas costas. Eu gemia baixinho e a minha loira continuava os movimentos, quando meu gemido ficou um pouco mais alto, ela começou a aumentar o ritmo da mão, minha respiração falhou e Annabeth permaneceu com o ritmo alucinado até que eu gozei gemendo por Annabeth.

Virei-me para ela e fiquei beijando-a até percebemos que já tínhamos ficado no chuveiro tempo demais. Bem, não foi um banho realmente, mas foi gostoso, foi um bom banho, é bem melhor do que quando você próprio faz isso, então acho que eu saí ganhando.

Annabeth estava na sala comigo, fazendo carinho no meu cabelo enquanto assistíamos a um filme, eu estava deitado com a cabeça nas coxas dela e eu estava prestes a dormir definitivamente quando Annabeth me cutucou e pediu que eu me levantasse. Eu o fiz e meio sonolento perguntei:

– Por quê? O que aconteceu?

– Alguém bateu na porta. – respondeu ela indo na direção da porta e ao abrir, por ser tão pequena, eu conseguia ver desde o peito de Tyson – Oi, Tyson, entra.

Eu me levantei e Tyson veio na minha direção e acabamos nos abraçando, tínhamos ficado separados somente uma noite, mas eu estava com saudade.

– A gente precisa conversar. – Tyson disse ao me soltar.

– Eu vou deixar vocês conversarem, vou lá para o meu quarto. – disse Annabeth indo para o corredor.

– Não. – disse meio sofrido, era como se a Annabeth fosse a única coisa sólida que eu poderia me apoiar no momento independente do que Tyson queria de dizer – Ela pode ficar, Tyson?

– Pode. – disse ele.

Annabeth sentou-se no sofá, eu me sentei ao lado dela e o Tyson sentou-se em uma cadeira ao lado do sofá, era um pouco apertado por causa dos apoios de braço, mas ele ficou ali, e ele estava com uma sacola na mão, que ele colocou perto do próprio pé.

– Eu nem sei o que vou dizer por que o que eu tenho que contar é meio estranho, mas eu vou direto ao ponto: Percy, você tem que voltar para casa. – disse Tyson.

Agarrei a mão de Annabeth, nem sei por que, talvez para saber se ela estava ali ainda.

– Eu não vou voltar. – disse, firme.

– Mas, o pai…

– Ele não vai me aceitar depois daquele soco.

– Na verdade… – Tyson parecia que não sabia direito o que dizer – ele… ele gostou…

– Então se é assim eu vou lá encher ele de porrada, pronto.

– Não foi isso que eu quis dizer. – eu ia falar alguma coisa, mas o Tyson levantou a mão me impedindo de continuar – Ontem o pai ficou bêbado e ele começou a falar umas coisas.

– Quem ele disse que era um enfeite da casa agora? A Ella? – perguntei.

– No caso, a primeira pessoa que ele disse que parecia um enfeite era eu? – perguntou Annabeth, eu assenti, ela uniu as sobrancelhas – Eu que havia dito isso pra ele.

Olhei para o Tyson sem entender direito e Tyson apenas me olhou conformado.

– Como assim? – perguntei.

– Um dia – começou Annabeth –, eu estava esperando você na sala e ele apareceu foi para cozinha e não tinha falado comigo, eu achei que ele tinha me ignorado porque do jeito que você falava dele eu nem me incomodei. Mas quando ele voltou da cozinha, ele levou um susto ao me ver e depois riu e pediu desculpas por não ter me cumprimentado antes, ele disse que não tinha me visto, aí eu falei que ele não tinha me visto porque eu fico tanto na casa dele que eu já parecia parte da decoração, ele achou graça e depois conversou um pouco comigo.

– Conversou? – perguntei.

– É, ele perguntou se eu era a sua namorada e se eu queria beber alguma coisa, ele foi bem educado na verdade, e quando você disse que já estava chegando, ele se despediu e foi embora.

– Talvez ele estivesse sendo educado porque você era visita. – disse encolhendo os ombros.

– Deixe o Tyson contar o que ele quer contar. – pediu Annabeth.

– Obrigado. – Tyson suspirou – Na verdade, nosso pai foi educado porque ele é educado. – eu não sabia o que o Tyson estava querendo chegar – Eu cheguei em casa ontem a noite depois de ir na casa da Ella e o nosso pai estava jogado no sofá, ele tinha bebido metade de uma garrafa de uísque, eu cheguei e ele começou a chorar…

Tyson’s POV — Noite Anterior

Eu nunca tinha visto meu pai chorar, mas assim que eu apareci na porta e ele me viu ele começou a chorar, talvez era a bebida falando.

– Pai, você está bem? – perguntei um pouco assustado, aproximando-me.

– Eu sou um idiota. – murmurou ele fungando – Eu tive uma ideia idiota e nem faço ideia porque eu fui a diante com ela, mas você tem que entender, Tyson, eu estava assustado.

– Do que você tá falando, pai? – perguntei tirando o copo de uísque das mãos dele e coloquei ao lado da garrafa sobre a mesa de centro.

– Sobre a minha idiotice, uu não queria que ele fosse embora. – muito provavelmente ele estava falando do Percy.

– Então porque você fica falando aquelas coisas para ele? O Percy é um pouco…

– Inconsequente como eu. – eu ia dizer esquentado, mas pode ser – Por isso, você tem sorte, você parece com a sua mãe, ela foi paciente comigo até não aguentar mais.

– Aguentar o que, pai? – perguntei.

– Quando eu tinha a sua idade, filho… – era a primeira vez que ele me chamava de “filho”. Ele sorriu – Eu nunca tinha te chamado de “filho” antes… Enfim, quando eu tinha a sua idade, meu pai era um pouco exigente e nada que eu fazia era bom o suficiente e eu sempre tentava impressioná-lo mais e mais. Eu estou cuidando da empresa dele porque ele queria, não porque eu queria fazer isso. Eu ajo desse jeito com vocês porque … eu queria que vocês me odiassem. – ele soltou junto com o ar que prendia – Para que quisessem ser diferentes de mim. Eu sempre fiquei tentando orgulhar meu pai e não fiz metade das coisas que queria fazer. A mãe de vocês ia me contar que estava grávida, mas eu não queria falar porque estava ocupado fazendo o trabalho do meu pai pra deixar ele orgulhoso. Ela se foi porque eu gritei com ela para ela me deixar fazer meu trabalho. Eu não soube que tinha filhos até vocês fazerem 5 anos. – ele estava chorando de novo – Desde então eu faço cartas que eu queria enviar no aniversário de vocês dois, e eu nunca enviei, porque não sabia para onde devia mandar. Elas tão numa caixa dentro do meu armário.

Eu estava um pouco chocado.

– Mas, pai… – tentei dizer – O jeito que você age…

– Eu disse, eu quero que vocês sejam diferentes de mim, quero que vocês façam o que querem fazer ao invés de ficarem tentando me deixar orgulhoso. Eu já sou orgulhoso de ser pai de vocês. O jeito que você protege o seu irmão e o jeito que ele te protege me deixa tão feliz, todos os sorrisos que eu dou durante as brigas que eu tenho com o seu irmão, não são irônicos ou coisa parecida, são sorrisos de orgulho. Eu comecei a falar da mãe de vocês, de você e da namorada dele e ele me deu um soco na cara. Ele não tem medo de defender aqueles que ele ama. – ele riu e limpou a lágrima que descia pela bochecha – Eu sei que talvez deveria dar atenção a vocês porque meu pai nunca olhava para mim então ficava tentando chamar a atenção dele, mas eu tinha medo que vocês ficassem presos a mim de algum modo. Aquelas fotos que eu tenho de vocês mais jovens, eu recebi quando sua mãe morreu, eu fiquei chorando olhando para elas porque eu queria estar lá com vocês, ensinando alguma coisa que um pai deveria ensinar… sei lá, se barbear talvez… mas eu não estava lá porque estava ocupado querendo ser alguém que não era. Eu sinto muito, Tyson. O Percy teve que sair de casa para eu perceber o quão eu preciso de vocês aqui e o quão essa ideia toda foi ridícula. Mas acho que eu fui perceber um pouco tarde demais…

– Pai…

– Eu sinto muito, Tyson. – sussurrou ele – Eu sou um covarde… tive medo de ser pai, por causa do meu pai e acabei me tornando ele. Nunca dei atenção para vocês, fico preso naquele escritório o tempo todo e deixo vocês sozinhos… Do jeito que eu agi esses meses todos, se vocês dissessem que são órfãos não ia ser mentira porque a mãe de vocês infelizmente não está aqui e eu não fui o pai que eu queria ter. Se eu pudesse mudar tudo isso… eu faria qualquer coisa para poder mudar…

Quando eu percebi, eu também estava chorando. Meu pai apoiou a testa na mão, sentei-me ao lado dele e abracei os ombros dele, meio desajeitado. Segundos depois, ele veio na minha direção e me deu um abraço, ele apertou as minhas costas e ficou assim alguns segundos. Era a primeira vez que eu ganhava um abraço dele também.

– Perdão, Tyson, por ser tão estúpido. – disse ele – Eu amo você, filho.

...

Percy’s POV

Isso não podia ser verdade, como ele pôde querer fazer algo tão estúpido por um motivo tão estúpido?

– Mas… por quê? – perguntei, sem mais conseguir dizer nada.

– Pelo o que deu para entender, ele não queria que nós ficássemos ligado a ele do jeito que ele era com o próprio pai.

– Do jeito que ele é, eu nunca vou querer ser ligado a ele de maneira alguma.

– Por isso mesmo, Percy. – disse Annabeth – Eu sei que isso é um assunto de família e eu não devia me meter, mas… ele queria que você e o Tyson fossem independentes dele, ele não queria que vocês ficassem presos a tentar fazê-lo orgulhoso como ele ficou preso ao pai dele, foi por isso que a mãe de vocês deixou ele, ela não aguentava mais.

– Eu sempre achei que ele tinha deixado ela. – murmurei.

Tyson pegou a sacola que tinha perto de seus pés e entregou para mim.

– O que é isso? – perguntei.

– São as cartas que nosso pai queria ter enviado para nós nos nossos aniversários e natal e essas coisas. – respondeu Tyson, eu peguei a sacola – Essa são só as suas.

Estava pesado.

– Eu vou indo. – disse Tyson levantando-se – Leia elas, Percy, pelo menos a primeira, por mim.

Eu assenti e suspirei. Annabeth abriu a porta para Tyson e depois voltou para o meu lado. Ela deu um beijo na minha testa e falou que ia para o quarto dela e pediu para fazer o que o Tyson pediu. Quando ouvi a porta do quarto dela se fechar eu tirei o paco de envelopes da sacola e ainda tinha uma coisa ali, eu puxei e era uma baleia orca de pelúcia, e ela tinha um P em azul bordado na nadadeira. Peguei o primeiro envelope e abri.

Percy,

Você deve estar com cinco anos agora, eu não sei qual é o dia do seu aniversário, mas eu sei que está fazendo cinco. Você só vai ler isso quando for um pouco mais velho, mas mesmo assim queria escrever desde que descobri ter filhos, na verdade, nem sei se um dia você vai ler isso porque não sei onde você mora, contudo eu queria escrever, para, quem sabe, tirar um pouco da culpa que eu sinto por ter sido um idiota no passado e só descobrir agora pelo avô de vocês que vocês existiam.

Não interprete o “descobrir” errado, sua mãe só não me contou antes porque eu não permiti, eu não tinha tempo para prestar atenção nas coisas em volta e acabei perdendo algo que era a coisa mais importante do mundo para mim: a mãe de vocês e a ideia de que um dia formaríamos uma família.Eu estava muito ocupado criando um “eu” para agradar meu pai que acabei perdendo essa oportunidade de ouro.

Queria poder estar aí com você, mas não posso porque sua mãe não permite, e ela tem razão sobre isso, vocês precisam crescer sem mim e serem melhores que eu. Quem sabe um dia nós podemos nos encontrar e quem sabe eu posso fazer parte da vida de vocês. E apesar de nem conhecer você direito, Percy, eu já amo você.

Não sei direito o que escrever aqui, desculpa.

Eu comprei uma pelúcia para você e pro seu irmão, eu gosto de animais marinhos e pensei que uma baleia de pelúcia vocês pudessem gostar.

Eu te amo,

Papai.”

Eu funguei porque também estava chorando. Eu abracei a orca de pelúcia e agarrei o P que havia na barbatana dela, como será que ele sabia que minha cor favorita é azul? Talvez é a dele também. Eu me levantei e saí da casa de Annabeth e meio que involuntariamente bati na porta de casa, fiquei torcendo para meu pai estar ali, só desta vez.

Alguém abriu a porta. Os olhos verdes do meu pai me encararam, ele parecia cansado, muito cansado, e seu nariz estava coberto por gazes e um pouco da luxação escapava do curativo. Ele me encarou e depois olhou para a pelúcia em minhas mãos, eu estava abraçando aquela baleia de um jeito tão protetor, como se eu fosse mesmo uma criança e tivesse medo que alguma outra criança iria aparecer e tirar ela de mim.

Sem dizer nada, nos abraçamos. E foi um abraço forte, frustrado e nervoso e um pouco carente de ambas as partes.

– Desculpa, filho. – murmurou ele, dava para notar pela voz dele que ele estava chorando e eu também estava.

Ele ter me chamado de filho daquele jeito fez meu estomago esquentar de um jeito gostoso, nem sei quanto tempo ficamos abraçados só sei que só paramos quando Tyson apareceu e depois voltamos a nos abraçar fazendo um abraço em grupo. Quando eu vi nós três estávamos chorando e eu ainda estava grudado naquela baleia de pelúcia.

– Eu prometo que daqui para frente vai ser diferente. – disse meu pai – Você tem que voltar para casa, Percy, por favor.

Eu assenti.

– Eu vou voltar.

– Finalmente eu vou ter a minha família. – murmurou meu pai.

Acho que ele estava falando aquilo mais para si mesmo do que para alguém ouvir.

Notas finais
Então Diamonds? Gostaram? Acharam que ficou ridiculo e eu tenho que mudar? Me digam. Beijinhos Diamonds, amo vocês, até a proxima.