Pântano De Sangue
15 Capítulo 15 O portal é aberto
Notas iniciais
Capítulo narrado por Mike
Eu passo pelo arbusto de olhos fechados, e continuo assim por mais alguns segundos. Aqui é mais bonito que no pântano, parece mais uma floresta verde e grandiosa, mas não consigo ver muita coisa. E quase como ainda estar de olhos fechados, o que é estranho pois estamos no fim do verão, e é de tarde, mas depois do que anda acontecendo nos últimos dias, isso, é uma coisa normal.
Mas em meio á toda essa escuridão, há um único ponto de luz, é brilhante, cálida, e dourada, vem de uma árvore grande e esplendorosa a alguns quilômetros de distância, em suas folhas saem pequenos cipós que a ligam ás outras árvores. Ela faz tudo que há em sua volta parecer menor em sem importância, só consigo olhar para ela, e seu brilho, me faz sentir acolhido, mesmo a certa distância, algo me atrai para lá, sinto que se quisermos nos proteger, é para lá que devemos ir. Mas quando penso em me mexer, e me inclino alguns milímetros para frente, vejo uma fumaça preta passar rapidamente á minha frente, e ir para trás de nós. Eu me viro, e no mesmo instante ouço Cami soltar um ruído de espanto, me viro novamente e o vejo. O sombra co olhos cor de âmbar está a nossa frete cercado de outros como ele, só que com olhos vermelhos como sangue.
- Estava á espera de vocês! — ele sorri, mas de um jeito tão maligno, que um calafrio percorre todo o meu ser. Ele se vira para Cami — Olá princesinha, você não sabe o quanto anseio por esse momento... desde quando você era um feto, dentro da linda barriguinha da sua mãe! — apesar de ter feito elogios, a cada palavra no diminutivo, era como se xingasse Cami e sua mãe, Lucily, de "vadias".
- Fale logo o que você quer...e nos deixe em paz... por favor! — Ela fala em um tom baixo, que só pode ser ouvido por estarmos em total silêncio, ela mal consegue olhar nos olhos dele.
- Oh, não tenha medo de mim... — ele segura o rosto dela com uma das mãos, e lança para ela um olhar cortante — O que você achou? Que seria fácil assim? Você viria aqui, eu iria te pedir um favor, e você ia embora? Que pena... acho que você se enganou... — ele joga seu rosto para o lado e o solta, ao mesmo tempo — Eu criei esse vale! Tenho direito sobre ele! Roubaram-no de mim, e agora eu vou pegar de volta, e eu preciso de você... mas fique calma... apenas vou adentrar seu corpo, e matar a sua alma...
Ele e seus sombras se lançam em direção á Cami, quando percebo o que vai acontecer, me lanço a frete dela, de modo que fico entre os dois, de frete para Cami, e a aperto com força em um abraço, e sinto um formigamento no rosto e nas costas, e quando a solto vejo os sombras caídos no chão.
- Ah, mas que merda! Tinha me esquecido que esse idiota tinha o escudo... Pois então, acho que vou ter que me livrar de você primeiro...
Nesse exato momento sinto alguém agarrar meu pulso e me puxar com força para frente, é Lotte, ela se esforça muito mas mal consegue se mover, parece que há alguém impedindo que ela tenha vontade própria, mas a sua frente, e atrás de si, não existe nada além do ar pesado e carregado desse lugar. Ela também tenta puxar Cami. Nesse momento percebo que quanto mais ela se move, mais fraca a tatuagem, ou seja lá o que ela tem no pulso, fica mais fraca, mas também percebo, que ela não vai conseguir sair do lugar tão rápido assim, e que um pouco mais de esforço, e ela vai desmaiar, então a pego no colo e saio em disparada em direção á árvore, não sei para onde ir, mas lá me parece o lugar certo.
Cami corre ao meu lado, também a toda velocidade, mas não importa o quanto nos esforcemos, o sombras estão em todo lugar, e em míseros segundos, já nos cercam. Quando penso que tudo está perdido, que agora estou dando meu último suspiro, eu vejo acima de nós uma mulher, ela usa um vestido de seda branco com duas tiras verdes que se prendem ao seu pulso, e dançam livremente pelo ar, até se prender novamente ao vestido, cabelos loiros, e olhos verdes claríssimos como as tiras de sua roupa. Dela sai um brilho majestoso como o da árvore, seus braços estão abertos, e seus olhos fechados, parece estar concentrada. Não sei o que ela faz, mas o "corpo" escuro dos sombras começa a clarear, quando o líder percebe, sai correndo ás pressas para algum lugar no meio da floresta, seus servos ou seja lá o que são, o seguiram. Estava com tanto medo de morrer que até esquecera que ela aparecia no sonho para nos salvar.
A anja vem ao chão, e olha para nós de um jeito acolhedor, meio sinistro, mas ela nos salvou então, devo só estar assustado ainda por causa dos acontecimentos anteriores.
- Me desculpem por isso... ele tem essa mania irritante de tentar possuir os visitantes... — ela sorri.
Todos sabemos que ela só estava tentando "quebrar o gelo", e conseguir nos acalmar um pouco, mas possessão é o último assunto que queremos ouvir agora. Ela percebe isso, e fica meio desconcertada.
- Sou Angelique — ela aperta nossas mãos, seu toque é gelado e provoca calafrios nas minhas mãos — Odeio esses nomes de anjos... tão óbvios as vezes...
- Sou Mike — me apresento — essas são Camille — aponto com o polegar para ela — e essa Charlotte.
Ela olha para as duas, mas ela se demora mais em Lotte, com um olhar estranho.
- Muito bem, aposto, que vocês vieram aqui para vê-lo. — ela diz e junta as mãos.
- Ver quem? — indaga Cami.
- Não "quem"... Mas "o quê"...
Quando eu vou perguntar do que ela está falando, ela apenas se vira, e segue em direção á árvore, esfrega as mãos uma na outra, se concentra, fecha os olhos, e começa a erguer os braços, como fez anteriormente. O brilho que circunda a árvore fica cada vez mais intenso, até que fica ofuscante, e ela começa a se erguer e girar, o processo é lento, e apesar de meus olhos doerem por causa do brilho, não consigo parar de olhar, é lindo, majestoso. Angelique para de erguer os braços, e a árvove para aos seus movimentos, ou a falta deles.
No meio do tronco da árvore existe um portal, ao fundo posso ver vários seres passeando por aquele lindo vale com cores tão vivas, que nem parecem reais, faunos, sátiros, fadas de todos os tipos, feiticeiros, anjos, todos os seres imagináveis... vejo lindas casas e prédios, feitas de vidro, quando o brilho do sol bate nelas, brilham como se estivessem cheia de purpurina, e o sol, um milhão de vezes mais brilhante e grande que no mundo real, há magia em toda extensão daquele lugar. Angelique faz um sinal com os braços para que atravessemos o portal, nós vamos em um ritimo tão lento que uma lesma nos ultrapassaria. Ao estarmos todos dentro daquele lindo lugar, Angelique anuncia:
- Bem-vindos ao Pântano de Sangue!
Notas finais
Reviews please!!
(Aceito recomendações u.u)
Bjs pra todos que leem!
Ó para vcs ♥
Bjs, Biah!
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