Pântano De Sangue

16 Capítulo 16 Ravenna


Notas iniciais
Só pra deixar claro, nunk tomei tequila,mas me falaram que é bom, e eu não queria colocar vinho pq seria mto sem graça... (vcs vão entender qndo lerem) Nos vemos lá em baixo

Capítulo narrado por Mike

Eu fico maravilhado com aquele lugar desde o momento em que boto os olhos nele, é uma beleza inumana, nenhum lugar da terra, chega perto do que é esse lugar, não tem cores tão vivas, floresta tão ampla, casas de um vidro brilhante e reluzente.

- O que acharam? — pergunta Angelique ao meu lado — Lindo não?

Nenhum de nós se pronuncia, ela não precisa que nós nos pronunciemos para sabermos que achamos o vale lindo, nossos olhares já nos entregam.

- Vou chamar alguém para mostrar tudo á vocês — ela fecha os olhos e segundos depois, vejo no céu uma anja vindo até nós á toda velocidade.

Ela é apenas um borrão vermelho em meio ao céu azul claro, ela para á minha frente, e suas asas antes enormes e lindas no céu somem, e ela parece alguém normal. Eu não consigo desgrudar os olhos dela, seu cabelo é tão vermelho quanto o de Charlotte, mas enquanto os cabelos de Lotte são cheio e cacheado e ela é baixa, com pele morena, desengonçada, com traços rígidos, a garota á minha frente tem cabelos ondulados, é branca como neve, alta e com movimentos leves e precisos, e traços curvelíneos. Assim que percebe que a encaro com um olhar maravilhado, praticamente o mesmo com que olhava para o vale antes da chegada dela, ela me encara também, me olha de cima á baixo e depois me lança um sorriso.

- Olá, sou Ravenna — ela se pronuncia, sua voz é suave, não é nem fina nem grossa, chega a parecer um canto — Sou irmã de Angelique.

- Oi! — diz Cami — Sou Camille, essa é Charlotte — aponta para Lotte que está a sua direita — e este é Mike — ela aponta para mim, e segue meu olhar, ela vira a cabeça pra Ravenna, e depois para mim várias vezes, e depois me chama e me sacode — Mike!

- O que foi Cami?

- Você estava aí pensando na vida! Acorda!

- Deixe ele... é difícil ver esse lugar e não ficar maravilhado... — diz Ravenna — Porque me chamou Anggie?

- Quero que você apresente o vale a eles... Você pode fazer isso?

- Claro — ela força um sorriso, mas dá pra ver que não está contente em fazer isso — Vamos? — ela olha para nós.

Ela segue andando reto, e nós a seguimos.

- Querem visitar algum lugar específico primeiro?

- Nós não sabemos que tipo de lugar tem aqui... — eu me pronuncio pela primeira vez.

- Não? Por que vocês vieram aqui se não é pelo vale?

- Um Sombra da Vingança meio que nos obrigou a vir aqui...

- Ah, entendo... É raro, mas acontece... Bom, acho que vou levar vocês primeiro ao bar, é meio longe, porque ele não deveria existir...

Depois de vinte minutos caminhando chegamos em uma rua estreita, com lojas bem pequenas ao lado e em volta, parece que nem é mais o vale, as cores ficam mais fracas por aqui, e ao em vez de prédios e casas de vidro, são chalés, ou simplesmente casa e lojas feitas de concreto.

Ravenna entra em um dos chalés. Lá dentro a iluminação é ruim, as paredes são cercadas prateleiras com bebidas de todos os tipos, as mesas são redondas com duas cadeiras e madeira em cada e lá na frente há um balcão onde um garoto tem um boné tapando o rosto, ele está recostado em uma cadeira com os pés no balcão, mesmo sentado é fácil ver que ele é alto, os cabelos de um preto intenso. Atrás do balcão tem uma porta, provavelmente uma dispensa ou algo do tipo.

- Ah... Adoro quando isso acontece! — ela bate palmas, vai para trás do balcão e passa pela porta, volta com um tipo de corneta, posiciona ela na orelha do garoto e sopra. Mesmo estando um pouco longe dos dois o barulho ecoa em meus ouvidos, é alto e dói a cabeça só de ouvi-lo.

O garoto da um grito e pula da cadeira, aí percebo seus dentes, ou melhor dizendo, presas, e seus olhos tão pretos quanto os cabelos.

- Venny! — ele grita enquanto Ravenna gargalha — Você nunca cansa de fazer isso não é? Qualquer dia ainda fico surdo por sua causa... — ele bate forte com uma das mãos do lado oposto da cabeça onde Ravenna soprou a corneta — o que você quer? — ele parece impaciente.

- Nossa calma! Foi só uma brincadeirinha Simom! — ela põe a mão sobre o peito onde fica o coração e faz uma cara exagerada como se estivesse magoada — Esses são Mike, Camille e Charlotte, acabaram de chegar ao vale estava mostrando algumas coisas á eles...

- E começou pela rua mais feia? É, se tratando de você isso era esperado... O que vão querer?

- Eu quero uma tequila! E vocês? — Ravenna se vira para nós.

- Não podemos beber — respondemos em coro.

- Bom vou falar pra vocês uma coisa muito legal — diz Simom — aqui vocês podem beber até quando crianças! Mas tem que misturar a bebida com água... Mas como estou vendo que vocês não sabem nada de bebidas, vou trazer uma tequila pra cada! — Ele passa pela porta.

- Sentem aqui no balcão... e vamos conversar! — nós nos sentamos, eu fiquei no meio de Cami e Lotte e Ravenna ficou atrás do balcão — querem saber algo daqui? Qualquer coisa, podem perguntar!

- Quem era esse cara? — pergunta Lotte.

- Simom, é um vampiro, ele e eu treinávamos juntos, no campo lá em cima de uma das montanhas... depois mostro a vocês... pode-se dizer que somos amigos... -ela não demonstra emoções ao falar.

- Você bebe muito ou hoje há um motivo especial? — é a vez de Cami perguntar.

- Não posso beber sempre porque eu ajudo a tomar conta do Pântano de Sangue, Angelique é a "soberana" daqui, ela quem manda, eu seria no caso sua principal assistente, é como se eu fosse uma assistente de pedreiro, e ela o pedreiro, ela manda, eu faço... Quando estou muito estressada eu passo aqui, converso com Simom, bebo um ou dois copos, e volto ao trabalho... Mas eu não beberia tanto se não tivesse tanto trabalho a fazer, eu nem chego a ficar tão bêbada a ponto de ficar maluca, é só mais para aliviar um pouco a tensão...

- Você realmente é irmã da Angelique? Vocês não se parecem em nada... — Eu me pronuncio.

- Sim, somos irmãs por parte de pai... O fato de não nos parecermos é uma coisa que acontece bastante entre os anjos... era mais constante antigamente. Alguns anjos poderosos, que nem Anggie pode mandá-los, fazem um tipo de "arem", juntam várias mulheres que sentem atraídas por ele, e deita com cada uma delas para usarem os filhos como seu exército, mas algumas coisas melhoraram, antes as mães só davam comida, e as crianças que se virassem, aos cinco anos eram levadas para treinar e nunca mais viam os pais... hoje apesar de isso ainda acontecer, essas crianças, como eu, Anggie, somos como qualquer outra criança, vivemos com a mãe, só o pai que acabamos não vendo muito, nós vamos ao campo de batalha mas só na adolescência...

- Quantos anos você tem? — a interrompo e ela me lança um olhar frio, mas logo sorri, dessa vez não parecesse forçado.

- Tenho 17.

- E já cuida daqui? — me espanto, sei que aqui não é nosso mundo, mas ainda parece que ela é muito nova para trabalhar assim como ela descreve, principalmente se a irmã dela é soberana daqui.

- Sim, eu quis... é irônico eu sei, eu não gosto de trabalhar, e quis trabalhar, mas eu não queria cuidar do pântano, na verdade, eu quem fiz esse bar... mas Anggie me encheu até eu aceitar ser sua assistente, e agora não posso deixar o cargo porque, sinto que eu preciso cuidar daqui, é estranho, mas... não sei como explicar...

- Voltei! Podem se curvar diante de mim! — Simom volta com cinco garrafas de tequila — Trouxe cinco garrafas cheias de felicidade!

- Tequila, Tequila, Tequila! — Ravenna ergue os braços.

Ele nos serve, e deixa nossas respectivas garrafas á nossa frente, Encaro o copo por alguns segundo antes de pegá-lo, e levá-lo á boca, ao beber o gosto é ótimo, e deixa um frescor na boca, queima um pouco ao passar pela garganta, mas só esse copo, tenho que admitir que me deixa um pouco mais leve. Ao olhar ao meu redor vejo que Simo e Ravenna já estão no segundo copo, enquanto Lotte bebeu o seu e nem tocou na garrafa depois disso, e Cami está no terceiro, quando vai pegar o próximo, Ravenna a para.

- Você é iniciante, é melhor parar... Bom, não podemos ficar mais aqui, vou mostrar o resto do lugar a vocês... Simom podemos dormir aqui?

- Você fez o bar, e você me deu esse emprego, faça o que quiser! Tem uma beliche lá atrás e a minha cama, eu durmo no sofá, você na minha cama, e eles dão um jeito de se ajeitar lá na beliche!

- Ótimo! Depois eu arranjo uma casa para vocês... Agora vocês tem cinco minutos, uma última pergunta?

- Por que esse nome, "Pântano de Sangue"? — Indaga Cami.

- Pergunta típica — ela apoia os cotovelos no balcão, e junta as mãos — Bom Esse lugar foi criado por um anjo caído, eu sei, é estranho que um deles mesmo sendo perverso tenha criado um lugar tão lindo, mas mesmo sendo mal, ainda tinha sangue de anjo, e anjos tem beleza natural, ele derramou seu sangue na montanha mais alta, e de lá começou a correr um rio de sangue, que deu vida ao lugar, mas a questão é que, entrar em contato com a água do rio é mortal, por isso quanto mais perto dele, mas feio o pântano fica, aqui é o lugar mais perto de lá que tem, e mesmo assim fica á mais de 50 quilômetros...

- Já sabemos o próximo lugar que queremos visitar... — Diz Cami.

Notas finais
Huehuehue fico grandinho, e eu só falei do bar!! (dps eu prometo que tento resumir mais)
Espero que gostem!!
Obg a quem ta lendo!!
Reviews please!!

Bjs, Biah!