Notas iniciais
Oi pessoas O/ Tudo bem? Muitos me pediram para postar rápido, e foi o que eu fiz; mas o capítulo não ficou muito grande, espero que vocês não se importem. Eu queria agradecer às duas lindas e maravilhosas que recomendaram: Gabriele e Babi, MUITO OBRIGADA suas lindas, de verdade *u*. Também quero agradecer a todos que comentaram, sem vocês a história não seria nada (: Só quero pedir que vocês leiam o capítulo até o final okay? NÃO PAREM A LEITURA NO MEIO! Obrigada *u*

You give the strength to me

A strength I never had

I was a mess you see

I'd lost the plot so bad

You dragged me up and out

Out of the darkest place

There's not a single doubt

When I can see your faces


Give Me Strenth — Snow Patrol

***

Damon apoiou-se na estante e ofegou. Os olhos vermelhos e inchados já se mostravam apáticos, e ele sequer conseguia manter-se de pé. Um soluço escapou por entre seus lábios trêmulos e ele não pôde respirar. Damon virou-se e gritou. Sua garganta arranhava, e seus ossos pareciam ter sido triturados lenta e dolorosamente. Ele apertou o copo de uísque e ofegou.

As cortinas estavam fechadas, e não havia uma alma viva sequer ali. Seus filhos estavam com Caroline e Damon encontrava-se mergulhado em sua própria dor. Apertou o copo com mais força e quis gritar. Atirou o copo contra a parede e arfou. Sentiu seus joelhos cederem e caiu no chão, sentindo o impacto contra seu corpo. Passou a mão envolta do próprio corpo e pendeu-o para frente, tentando minimizar o que sentia, sem muito sucesso.

Não soube quanto tempo ficou ali, naquela posição. Encontrava-se completamente encolhido, em posição fetal, enquanto as lágrimas escorriam pelos seus olhos azuis. Havia a perdido... Para sempre. Ela não voltaria mais, não alegraria os dias dele com suas piadas bobas e com seus sorrisos fáceis... Não o faria carinho à noite e não iria mais voltar do hospital para contar sobre seu dia. Ele nunca mais a veria, nunca mais a sentiria por perto. Todo seu interior contraiu-se e ele soluçou, desejando apenas que aquela dor cessasse...

Elena era a mulher da vida dele. Nunca amou ninguém como a amava. Nunca amaria ninguém como a amava. Aquela chama sempre queimaria, sempre permaneceria acesa em seu coração, impedindo-o de ceder a dor que parecia querer tirar-lhe o oxigênio. Ele ainda tinha uma parte dela em cada um de seus filhos, ainda tinha neles a visão da mãe...

Fechou os olhos e apoiou a cabeça na parede. Por que ela o deixara? Por que partira daquela maneira, deixando-o tão sozinho? Damon sentia-se perdido. Era a segunda vez que ele provava daquela dor, e já não sabia quanto mais poderia aguentar. Elena o deixara e ele sentia-se o ser mais incompetente por não tê-la salvado. Se apenas... Se tivesse feito algo, qualquer coisa que fosse, talvez ela ainda estivesse com ele.

Damon não sabia o que fazer. Sentia-se completamente perdido. Seu coração doía, e ele já não sabia o que fazer para livrar-se daquela sensação horrível que o dominava. Era como se estivesse se afogando, e não houvesse ninguém lá para o salvar. O que seria dele sem Elena? Como conseguiria criar cinco filhos sozinho? Como iria viver sem o amor de sua vida? Não conseguia encontrar as respostas, e naquele momento, tudo o que ele desejava era dormir e não acordar mais.

Damon abriu os olhos. Ele estava ofegante, não conseguiu respirar por alguns segundos, mas após algumas tentativas, sentiu o ar adentrar em seus pulmões. Algumas gotículas de suor caíam de seu rosto e ele lutava para se restabelecer após mais um pesadelo. Elena estava ao lado do marido e suspirou quando ele virou-se para ela:

— Mais um pesadelo? — Questionou preocupada. Ele assentiu e ela respirou fundo, acendendo o abajur que se encontrava sobre o criado-mudo ao seu lado. Sentiu seu coração comprimir ao deparar-se com os olhos assustados de Damon o abraçou com força. Ela não queria pressioná-lo, mas queria saber sobre o que eram os sonhos. Damon agarrou-se a esposa com força e soluçou ao sentir o odor de rosas dela.

Não era real. Repetiu aquilo algumas vezes até que tivesse cem por cento de certeza daquilo que falava. Elena apertou-o contra ela e afagou os cabelos do marido, tentando acalmá-lo. Desde que ela voltou do hospital, com suas duas filhas, Hope e Grace, Damon vem tendo pesadelos, que tornavam-se cada vez mais frequentes.

— Está tudo bem — ela sussurrou afagando os cabelos negros de Damon, que chorava copiosamente no colo da esposa. Ele sentia tão mal, tão consumido por aquela sensação de que podia perdê-la a qualquer hora... Mal conseguia manter-se focado, estava sendo tomado por uma paranoia que sequer era capaz de compreender. — Eu estou aqui — a mulher disse calmamente. Apenas queria tomar todo o sofrimento dele para si, só para vê-lo melhorar.

Depois de alguns instantes, Damon finalmente se acalmou. Ele se ajeitou no peito da esposa e fechou os olhos, ouvindo o coração dela bater. Aquele som fez com que todos os seus temores sem sentido perdessem o valor. Ouviu as batidas ritmadas e um sorriso surgiu em seus lábios, molhados graças às lágrimas que ele derramara. Ouvir o coração dela batendo o fez sentir-se em casa, o fez perceber que seu lugar era ali, ao lado daquela grande mulher...

— Eu amo tanto você — disse afundando o rosto no vão do ombro de Elena, inalando um pouco mais do perfume que tanto amava. A morena sorriu diante das palavras e disse, erguendo o rosto dele e o encarando:

— Eu também te amo, Damon Salvatore... Nunca pensei que amaria alguém como amo você — disse honestamente. Sua vida mudara após conhecer Damon, e ela não conseguia mais se arrepender de nenhuma das decisões que tomara. O amava com todas as forças de seu ser, não conseguia mais imaginar viver longe dele. Ele foi o homem que deu a ela tudo o que ela sempre sonhou e ela faria tudo novamente se apenas pudesse estar com ele no final.

Elena o amava mais do que pensou que seria capaz de amar alguém. E em sua lista de prioridades, Damon e seus filhos estavam no topo. Suspirou e continuou a acariciar os cabelos do marido, que se sentia em paz com aquelas carícias suaves. Ela o olhou carinhosamente e perguntou, segurando as mãos dele com força:

— Com o que sonhou? — Sua voz suave saiu baixa, e Damon olhou-a sem saber o que responder. Em seus olhos, uma angústia tangível fez-se notar, e ela apertou a mão dele com um pouco mais de força:

— Com você... — respirou fundo e prosseguiu: — Morrendo — a voz dele falhou um pouco e Elena suspirou. Damon respirou fundo algumas vezes e sorriu ao sentir as carícias da morena contra seu rosto. — No hospital eu... Eu realmente achei que tinha te perdido — assumiu fechando os olhos.

— Ei, olha para mim — ela pediu levantando a cabeça dele: — Eu estou bem, okay? Você não irá conseguir se livrar tão cedo de mim — disse sorrindo, em uma tentativa de animar o marido. — Eu estou aqui, e sempre estarei — disse o olhando com intensidade.

— Eu sei... Não sei o que deu em mim, desculpe — pediu se reestruturando. Ele nunca fora sentimental, mas diante da eminência de perder Elena, todos os sentimentos que ele guardada à sete chaves foram desenterrados, voltando para fazê-lo perceber que ela era e sempre seria sua maior fraqueza, e seu maior vício.

— Eu amo você — ela falou dando um selinho rápido.

— Eu também te amo — ele murmurou olhando-a. Ajeitou-se na cama e abraçou a esposa por trás, aquecendo-a. Logo, Elena adormecera novamente, enquanto Damon permanecia acordado, encarando a mulher a sua frente. Afagou o rosto dela com cuidado e a beijou na bochecha, fechando os olhos e adormecendo logo em seguida.

Notas finais
>LEIAM POR FAVOR: E então? Vocês gostaram? Eu quis mostrar um pouco da fragilidade de Damon quando se trata das pessoas que ele ama, e espero que eu tenha conseguido... Me perdoem por ter feito o que fiz, mas ia ficar muito mais emocionante se eu fizesse isso, então decidi arriscar! No próximo, teremos a primeira discussão séria do nosso casal maravilha (além de outras coisas), mas ainda não conseguimos descobrir pelo quê eles irão brigar, então sinta-se à vontade para sugerirem coisas okay? É isso,