Ozando no Chb

50 Senta e me Escuta


Notas iniciais
Hey! Capítulo 50! ♥ Tudo bem que era pra esse capítulo ir ao ar na sexta, mas nem demorou tanto assim, certo? Espero que gostem foi escrito com carinho, aproveitem! Laura Fagundes.

O choque da explosão provocou nos semideuses uma reação em cadeia. Os gases acumulados na atmosfera devido ao calor extremo juntaram-se aos gases poluentes de todos os veículos e atos anti-ambientais do local. Leo ajudou nessa fervente mistura com fogo grego e outras substâncias presentes em sua duvidosa armadilha que talvez, apenas Hefesto soubesse como funcionava ao certo.

O resultado foi desastroso. Uma enorme massa quente destruindo e esquentando ainda mais o clima local, tornando a sensação térmica insuportável aos mortais e aos não mortais também. A essa altura do acidente, vários carros de bombeiros estavam no local tentando encontrar o foco do incêndio, porém sem muito sucesso. Não se sabe o que os pobres mortais estariam vendo, mas estavam apavorados.

A força da explosão arremessou longe os semideuses livrando-os de morrer queimados. Seriam os deuses? Talvez.

–Estou com fome. –anunciou Laura com um corte sagrando na testa.

–Meu Santo Hermes! Você está com uma ferida enorme na testa e fica pensando em comida? –questionou Connor incrédulo enquanto mancava.

–Claro querido! Está na hora do almoço. Você acha o que?

–Eu acho que deveríamos ir atrás dos outros.

Laura olhou ao redor procurando seu grupo de amigos, parecendo só agora ter sentido a falta dos mesmos.

–Onde eles estão? Estavam aqui agorinha. -ela passou a mão na testa cansada e pareceu confusa ao trazer sua mão suja de sangue. Seu corpo estava muito dolorido.

–Ao sermos arremessados pela explosão nos separamos, mas eles não devem estar longe. –ele explicou.

A filha de Poseidon surpreendeu-se com a seriedade do mesmo, pois ele costumava ser brincalhão o tempo todo. Ela ficou preocupada. A situação era realmente séria.

–Como vamos achá-los? –questionou ela.

–Não se preocupe. Leo dará um jeito... Espero que estejam todos vivos.

Laura forçou um sorriso, mais por desespero do que por graça.

–Claro que estão vivos. Foi uma piada né? Você realmente acha que há o risco deles estarem mortos?

Connor não respondeu. Seguiu andando para o lugar onde ele presumiu que os amigos estariam, entretanto estava totalmente desnorteado e tonto, o que não o ajudava muito. Ele olhou para trás e com uma voz letárgica disse:

–É Laura... Acho que você nunca tem noção do verdadeiro perigo, gata.

–Como assim Connor? –questionou Laura.

–Nada. Esquece... Mas acho que a natureza também não tem noção do verdadeiro perigo.

–Ah não Connor! Meu Zeus tá pegando mais fogo? –perguntou Laura muito assustada.

–Ou seria Afrodite mesmo? –indagou o filho de Hermes com uma expressão divertida no rosto, embora estivesse cheio de arranhões e dores.

–Querido, eu não estou entendendo essa palhaçada... –disse a garota já ficando impaciente.

Connor chegou mais perto e a olhou de forma maliciosa, como em resposta.

–Não, não e não. Ainda não entendi, filho de Hermes ridículo!

Ele chegou ainda mais perto e olhando diretamente para a boca de Laura ele sussurrou:

–Seja a natureza com esse incêndio e explosões ou Afrodite, não seria coincidência demais a gente ficar junto depois dessa explosão?

–Rimou. –comentou Laura e deu uma risada.

–Pô, assim você quebra o clima né Laura?

– Que clima garoto, a gente quase morreu.

–Somos semideuses, estamos constantemente “quase morrendo”.

Connor imprensou Laura em uma árvore qualquer e aproximou-se perigosamente a ponto de beijá-la.

–Isso significa que temos que aproveitar ao máximo cada oportunidade. –completou ele com sussurros nos ouvidos de Laura, o que a fez estremecer.

Laura fechou os olhos. Ele era bom, muito bom e beijava bem também. “Claro, tinha muita prática” ela pensou. Melhor não. Afinal, tinha prometido a si mesma que não ficaria com Connor até o mesmo resolver seus casos amorosos, ou seja, resolver-se com todo o acampamento meio-sangue. Certo que após essa promessa ela foi parar em uma barraca sozinha com o mesmo em um forte e significativo amasso. É, foi bom... Mas por algum motivo estava incomodada. Sara insistia em dizer que ela gostava de Connor, porém Laura negava veementemente. Sara não entendia que eles apenas se pegavam, não era nada demais, seria como essas amizades coloridas de hoje em dia. Nem Laura sabia definir direito sua relação com Connor. Bem, do jeito que estava ela era só mais uma de suas “peguetes”. Só mais uma... E era isso que ela não gostava.

Depois dessa chuva de pensamentos, Laura o deteve. Lembrou-se de certos estresses que Connor havia proporcionado a ela, mesmo sabendo que desde o princípio fora avisada que o garoto era um verdadeiro cafajeste. Então virou o rosto negando seu beijo.

–Sério? –perguntou Connor impaciente. Detestava ser cortado.

Laura fingiu uma tosse.

–Esse ar está ficando poluído, deve ser a fumaça, né? –disse ela nem ligando para a desculpa esfarrapada continuando a tossir. Acabou por algum motivo começando a tossir de verdade, não sabendo se havia engasgado com a própria saliva ou se era por conta da fumaça.

Connor levantou uma sobrancelha como se dissesse “Sério isso? Mesmo?”, porém deu uns tapinhas nas costas de Laura para ajudá-la.

–Algum problema?

–Sim, temos que encontrar nossos amigos. –Laura respondeu prontamente afastando Connor e principiando uma caminhada.

A filha de Poseidon, entretanto, esqueceu-se que seu tornozelo estava debilitado e iria tomar uma linda queda de cara no chão se não fosse por Connor, que a segurou a tempo. O Stoll agiu naturalmente como se aquele comportamento de Laura fosse normal.

–Eu perguntei se tinha algum problema em relação a mim. –o filho de Hermes questionou passando o braço de Laura ao redor de seu pescoço para a mesma apoiar-se.

Começaram a andar e Laura permaneceu em silêncio.

–E então...? –Connor insistiu.

–Talvez... –Laura respondeu quase sussurrando.

Outro silêncio se instaurou no local onde só se conseguia ouvir o som dos passos do casal amassando as folhas que estavam no chão. Connor esperou Laura continuar, mas ao contrário do que ele pensava, ela não continou.

–Então você tem um problema comigo e não quer me dizer qual é? Terei que descobrir?

–Sim, é o que os homens fazem.

–Laura, na boa... Pode falar logo. Prometo que se a resposta for convincente eu não te perturbo mais. –ele falou sério.

–Já disse. Isso é papel dos homens.

Connor revirou os olhos e ambos prosseguiram o caminho, mesmo com dificuldade.

–Poxa... Fala alguma coisa. –insistiu novamente o garoto.

–Connor, por favor. Cala a boca. –atacou Laura, talvez com certo ressentimento.

Ele, por incrível que pareça, obedeceu. Afinal, não tinha o direito de exigir respostas e tinha plena consciência disso, então cansou de insistir. No entanto, Laura sabia que aquela era a chance dela desabafar. A garota gostava dele e de ficar com ele, mas se ela sempre o aceitasse sem hesitações, acabava se igualando as putas que ele costumava pegar e definitivamente não era isso.

Por fim, cansou de pensar. Deteve-se fazendo Connor parar.

–O que foi? É o tornozelo? Tá doendo? –perguntou ele preocupado.

–Não, não é o tornozelo... Não que ele não esteja doendo, mas o problema Connor, o problema é você. Se acha que vou ficar contigo sempre que quiser e sanar os teus desejos momentâneos, está muito enganado. Eu não sou qualquer uma e você sabe.

Connor gelou. Ele não estava acostumado a se sentir intimidado com garotos, já que sempre dava um jeito de contornar a situação. Olhou aflito para Laura que o encarava seriamente.

–Ok. Nossos amigos estão vivos... Pode falar então... –disse ele gaguejando.

–Pode falar então? Ok. Senta e me escuta. –disse Laura decidida, ignorando os fatores externos que a incomodavam.

Notas finais
Huehuehue Curiosos? Momento Lauronnor! Keep calm que no próximo capítulo vocês saberão todo o conteúdo dessa conversa. Próximo capítulo apenas será postado se houver comentários. Estamos postando toda semana direitinho, acho que merecemos, né? Enfim, até semana que vem! Laura Fagundes