Ozando no Chb

51 Eu Não Aguento Mais


Notas iniciais
Hey! Capítulo novo fresquinho pra vocês ;3 Aproveitem Laura Fagundes

–Meu Zeus! A minha amiga morreu! –berrou Sara quase chorando.

–Sara, se ela estivesse morta você também estaria. –respondeu Steve cheio de dores por todo o corpo.

–É... Faz sentido.

Sara suspirou pesadamente e levantou -se do chão já recuperada de seu breve “piti”. Seu corpo inteiro doía. Ela começou a sentir uma estranha pontada em seu tornozelo, o que era estranho já que ela não se lembrava de tê-lo machucado. Mesmo com o impacto da queda provocada pelo incêndio o peso de seu corpo foi todo para a parte traseira, bem longe de seu pé.

–Steve...?–disse a branca semideusa –acho que estou bugada.

Steve que ainda recuperava-se da queda se sentia tonto. Ele havia caído por cima de seu braço direito e a dor subia latejando por todo o ombro. Eram sintomas de fratura. A dor o deixou enjoado.

–Ei eu estou falando sério. –Sara o chamou novamente. –Você pode bater a bunda e doer o pé?

–Na verdade isso é possível sim. –respondeu Leo Valdez que a princípio não demonstrou muitos sintomas da forte queda. Suas roupas estavam chamuscadas e rasgadas como a de todos, porém seu corpo e seu psicológico estavam como o de costume. O semideus parecia acostumado com explosões.

–Mas eu não tenho bunda. –reclamou Sara.

–É... Então sim, isso é estranho.

Sara olhou para Leo sem entender. Ela deu um passo para se certificar da dor e acabou caindo no chão. Se antes estava doendo, acabou piorando com a queda.

–Meu Zeus! Eu vou morrer! –berrou a mesma enquanto chorava

Steve parecia ouvir a namorada gritar ao longe, pois estava ficando cada vez mais zonzo.

–Steve! Me ajuda! –berrou Sara mais uma vez.

Leo até tentou ajudar procurando ambrosia, no entanto tudo havia se perdido na explosão.

–É o caos. –anunciou Sara dramaticamente com as costas da mão sobre a testa e sentou-se no chão, não cometendo o erro de tentar se levantar novamente.

***
Peter fingiu desmaio. Isabela o acordou apenas com a potência de sua voz:
–Porra! Cadê meu Hephonestus?

E com uma agilidade e destreza que faria qualquer agente da CIA sentir inveja ela conseguiu farejar e localizar seu celular.

–Aí graças a Ares! Porque se fosse pra depender de você eu estava ferrada, uma donzela aqui precisando de ajuda e você deitado!

–Ah me poupe! Que donzela o que, eu que estou ferido e debilitado.

–Pra porra! Tu tá achando que é quem? Mal chegou aqui palhaço. –berrou Isabela


Peter começou a falar desesperadamente para se defender.

–Cala boca porra! Eu vou é te amarrar de você não se calar.

–Me amarrar o que minha querida? Tá ficando doida? Palhaçada! –interrogou Peter.

–Ah, vou não é? –berrou Isabela e foi pra cima de Peter, furiosa.

***
Laura tentou não focar nas dores que sentia e continuou a falar, quase chorando, o que era normal quando ela estava com raiva. O instinto dizia que ele devia interromper o discurso da filha de Poseidon com um beijo, quem sabe, mas ao contrário do que era provável ele ficou calado e estático. Connor estava em um conflito interno, pois pela primeira vez não sabia o que falar e não tinha o direito de questionar, já que tudo o que Laura estava falando era mais verdadeiro.

–É... –principiou o garoto. –Você... Terminou?

–Terminei. E você? Não vai falar nada mesmo Connor? –respondeu Laura em tom revoltado.

–Não tenho o que falar... Não ainda, pelo menos. –respondeu ele coçando a cabeça.

–Ok. Ótimo! –murmurou Laura com um nó na garganta.

Ela tentou andar e ir em direção aos outros, mas infelizmente não conseguiu. Uma vez liberada a adrenalina do momento em que Laura falava, as dores voltaram mais intensamente e estavam ficando insuportável. Odiou o fato de ter precisado de Connor para conseguir andar. Ela estava com raiva, muita raiva. Como era possível ela ter declarado tudo que sentia, falando quase sem pausas e Connor não falar sequer uma palavra significativa? Talvez ela estivesse sentindo uma pontada de arrependimento, mas sabia que era preciso. Pelo menos agora, se nada mudasse, ela já havia feito sua parte e tentado. Se Connor continuasse a agir como um babaca, tudo bem, ela superaria.


–Calma Laura... Segura aqui. –ofereceu ele.

Laura não estava em condições de recusar e assim, nesse clima de tensão os dois foram atrás dos outros amigos.

***

–Socorro! –berrou Peter incessantemente. –Eu vou ficar louco. Alguém tira essa cria do Tártaro de perto de mim.

–Cria do Tártaro? Ah mas você não tem medo da morte mesmo, né? Cala a boa garoto.

–Olha, você não me manda calar a boca. Quem deveria se calar é você que tem essa voz de gralha estridente.

Isabela e Peter Alphômega Fahrenheit de Mendonça continuaram discutindo incessantemente, o que não foi tão ruim assim, já que graças as vozes potentes dessa dupla os semideuses que se encontravam separados nortearam-se e enfim conseguiram reagrupar-se novamente. Estavam em trapos e farrapos, porém juntos. O tempo passou devagar e o incêndio ao longe foi extinguindo-se. Steve estava mais carrancudo e calado que o normal, tinha machucado-se serio com a queda ocasionada pelo incêndio, porém era "macho" demais para admitir. Sara percebeu e reclamou. Entretanto, desistiu, pois o filho de Ares era cabeça dura.

Connor e Leo foram explorar os arredores para procurar algo que ajudasse: loja com mantimentos, barracas perdidas, objetos que Leo poderia trabalhar... Laura não perdeu tempo e correu para perto de Sara aproveitando que Isabela e Peter estavam ocupados brigando. Ela tinha certeza que ninguém as ouviriam.

A julgar pela expressão fácil de Laura, Sara já parecia saber o que havia acontecido. Os olhos de Laura encheram-se de lágrimas, porém era mais revolta do que tristeza.

–Ai meu Zeus! É a hora do piti. –anunciou Sara.

–Eu odeio o Connor. Odeio.

–Laura você não odeia ele. Tenho certeza.

–Agora eu odeio. Nesse momento eu odeio. Me deixa que eu estou no meu direito.

–Certo, você está no seu direito de me contar. Pode começar, o que aconteceu?

–Ele é um idiota isso que aconteceu, fala sério, Sara como pode? Eu conversei com ele numa boa amiga, expliquei os fatos e até talvez possa ter citado levemente que gosto hm... dele. –ela hesitou.

–Sim...

–Mas ele ignorou. Simplesmente ignorou. Me encarou com cara de paisagem, como se estivesse em outro mundo, sabe? Pensando em assuntos totalmente aleatórios e não dando a mínima para o que eu falava.

E então as lágrimas da filha de Poseidon caíram sobre seu rosto livremente enquanto ela relatava toda sua conversa para a amiga. Sara nem se preocupou, pois ela sabia que eram lágrimas de raiva. Laura não costumava gritar ou brigar, era chorando que sua raiva ia embora. E além do mais Sara já sabia que tudo aquilo aconteceria mais ou mais tarde. Laura e Connor já já estariam bem de novo, agarrando-se em algum lugar sem saber definir sua relação e nem preocupando-se com isso.

–É isso realmente foi uma grande idiotice da parte dele, aliás você tem toda razão de estar com raiva, eu ficaria também. Mas, acho que ele ficou assustado, coisa de homens amiga é normal.

–Não Sara isso não é coisa de homens isso é burrice, retardo mental. “Terminou?” “Eu não tenho nada pra falar, pelo menos agora”. –falou Laura com uma péssima imitação da voz de Connor.

Sara riu e Laura acabou rindo também. A confusão de lágrimas e risos foi interrompida por um grito extremamente irritadiço de Peter Alphômega Fahrenheit de Mendonça:

–CHEGA! Eu não aguento mais por favor! Alguém me tira daqui?! Fui eu! Eu! Todos estão ouvindo bem? Eu sou o culpado, eu estava na loja, eu roubei as encomendas, eu sou o tal semideus que estão procurando, eu estou ajudando a deusa da discórdia. Sim, é ela mesmo que está por trás de tudo. Eu posso contar todo o plano. Só por favor, me tirem de perto da Isabela. –suplicou Peter enquanto chorava e movimentava-se abruptamente para longe da mesma, porém era falho já que a filha de Ares o tinha amarrado.

Notas finais
Acreditem eu já dei uma de Peter também kkkk Mas sempre voltava a ficar perto da minha miss pra porra, Isabela. Olha, eu até tentei fazer um capítulo maior, mas a Sara viajou e aí eu tive que concluir o capítulo sozinha e é ruim escrever sem ela, porém no próximo eu tento escrever mais e hm... postar na sexta. Sobre essa pequena demora pra postar esse cap eu só tenho uma palavra a dizer: Enem. Tudo culpa dele. Comentem e até a próxima! Beijos. Laura Fagundes