Ozando no Chb
8 As destemidas meninas
Notas iniciais
–Precisamos de um achar um meio termo. –diz Leo já cansado depois de discutirem por mais de trinta minutos por causa de um convite.
– Poxa cara! Leo isso é uma festa de homem, olha só esses convites, tudo rosinha, meiguinho. –diz Steve pegando um dos convites com desdém.
– Olha esse aqui mano, que merda. — diz Connor pegando outro convite entres os sugeridos pelas meninas.
– Ninguém manda chamar a gente pra festa. –disse Isabela.
– Quem disse que chamamos vocês de livre e espontânea vontade? –disse Steve.
– Que bom que chamou, porque olha essa merda aqui ó. –diz Laura segurando um convite sugerido por Connor.
– Realmente tá caótico. –disse Sara.
– Nãm, já deu né. Tá irritando já. Já sei alguém segura a Laura ai, bora pra internet que é a melhor solução, depois do vai pra porra é claro. –disse Isabela
Isabela abriu um site com milhões de convites de mais variados estilos e finalmente escolheram o convite.
–Tá lindo esse. –disse Sara.
–Gente, convites escolhidos... Agora podemos ir dormir? –disse Laura.
– Ihhhh gente, é verdade, perdermos à hora. As Harpias já devem estar por ai. –disse Leo
– E agora? –pergunta Isabela- como vamos pro chalé? Preciso carregar meu celular, aonde tem tomada nessa merda aqui?
– Não vamos ué. –diz Steve.
– Querem dormir aqui não? –pergunta Connor com um sorriso malicioso.
– Não. Não queremos dormir aqui. –responde Sara.
– Então... Boa sorte ao voltar, to a fim de ser pego pelas Harpias não. — disse Leo.
–Como assim? Vamos ter que voltar sozinhas? Tudo bem, se morrermos estraçalhadas por Harpias a culpa vai ser de vocês. – disse Sara.
– Cadê o cavalheirismo de vocês? Trouxeram-nos aqui e tem a obrigação de nos levar de volta.
– Palhaçada! –disse Isabela- vou dar pra vocês não, então nem adianta me manter em cativeiro aqui.
– E quem aqui quer te comer Isabela? –pergunta Steve.
– Ó fica quieto aí! –responde ela.
– Que coisa! Vão levar a gente não? Então nos vamos. –disse Laura.
– Bora que eu não aguento mais. –disse Sara.
– Issae. –concordou Isa.
As meninas saíram confiantes por fora, mas em clima de cagaço(medo) por dentro. Enquanto os meninos apostavam em quantos minutos elas voltariam:
– Eu acho que 5 minutos! –disse Leo.
– 3 -disse Connor.
– 2 –disse Steve.
– Quanto? –perguntou Leo.
– Dois dólares. –respondeu Steve.
–Fechou então. –disse Connor.
Enquanto isso...
–Gentee, pra que lado que fica? – perguntou Laura olhando para imensidão negra a sua frente.
–Ué fia, você que tinha que saber tava aqui de manhã, estávamos contando com você. –disse Isabela.
–Então ferro. –respondeu Laura.
– Povo, Eu juro que ouvi um barulho. –afirmou Sara.
– Que tipo de barulho? –perguntou Isa com medo.
– Tipo um uivado. –respondeu Sara com um fio de voz.
As três arregalaram os olhos atentas, e ficam paradas em estado de choque até quando escutam os mesmos barulhos e saem correndo desesperadamente de volta ao chalé. Sara que estava na frente, escorregou fazendo com que as outras duas caíssem também. Isso que é espírito de semideus.
– SAAAAI DE CIMA DE MIMMMMM!
–AAAAAAAAAAAAAH MEU PÉ! TEM ALGO ME PUXANDO PRA MOOOORTE! SOCOOOOOORRO!
–ADEEEEUS MUNDO CRUEEEL! É HOJE QUE EU MORRO!!!
– TEEEM ALGO ATRAS DA GENTE LEVAAANTAAAAAA
–OLHAAA AQUELE VULTO GENTE!!
– É O BICHOOOOOOO! SOCOOOORROOOOOO!
Depois que finalmente conseguiram se levantar, Sara ficou pra trás ainda gritando que tinha algo puxando seu pé pra morte.
–COOOORRE PRO CHALÉ LAURA, PERDEMOS A SARA!
Laura e Isa chegaram ao chalé em pânico e Sara veio depois arrastando uma perna com o cabelo totalmente desgrenhado e afirmando:
– A CULPA É DE VOCES! TEM UM BICHO NO MEU PÉ! TIRAAA! EU SINTO MINHA ALMA SE ESVAINDO... TO MORRENDOOO AOS POUCOS! SOCOOORRO!
– TUUUDO culpa de vocês seus kengos, eu queria que eu tivesse morrido, só pra vocês conviverem com a culpa de minha morte nas costas! –disse Laura em prantos enquanto Sara ainda fazia seu discurso de pré-morte.
– Alguém tira aquele galho do pé dela, por favor! –disse Isa.
– Como assim isso é um galho? –disse Sara menos desesperada arrancando o galho de sua perna.
– Só pra você ver o tanto que vocês são destemidas... –provocou Steve.
–Hahaha ganhei. -disse Connor- Exatos 3 minutos! Passa a grana pra cá.
– AHH então apostaram o tempo que voltaríamos? Apostaram também quem morreria primeiro? –disse Sara já recuperada.
– Isso é uma ofensa a nos, mulheres! Olha o tamanho do machismo de vocês –disse Laura.
– Muito bonito pra cara de vocês! Pois agora nos vamos! E esfregaremos na fuça de vocês o quanto somos corajosas seus viados! –disse Isa
As meninas saíram pisando firme e bateram a porta do chalé. Os meninos começaram a rir.
–Eai, vamos apostar novamente? –perguntou Steve.
–Claro, eu ainda estou ganhando. –responde Connor.
– Por enquanto meu caro, por enquanto. –disse Leo.
Um estrondo chamou a atenção deles.
–O que foi isso? –perguntou Leo.
– Cara, não sei, mas acho melhor dar uma olhada. –disse Steve indo até a janela a tempo de ver a silhueta de um grande monstro caminhado no rumo das meninas.
–Ih, ferrou. –disse Connor.
Vendo que agora a porra ficou séria, os meninos armaram-se.
– Nossa vei! Pra que fomos trazer elas mesmo? –indagou Leo.
–Sei não, foi o Connor que trouxe- disse Steve olhando feio pro Connor.
–Ah cara foram elas que se ofereceram, eu sou um cavalheiro- defendeu-se Connor.
Uns rugidos seguidos de gritos escandalosos deixaram os meninos em estado de choque.
–AI MEU ZEUSSS- disse Connor com as mãos na cabeça
– Ahh cara ferro, ferro! Vê se isso é hora de morrer? –disse Leo.
– Morrer? Não vei tá doido? Elas são indeterminadas e estão no meu chalé... Ou seja, a culpa da morte delas vai vim pra mim. –disse Connor.
–Então parem de conversar e vamos! –ordenou Steve.
– Não! Pera –disse Leo ofegante forçando os meninos a pararem- precisamos de um plano!
– Tá certo, mas temos que ser rápidos. –disse Connor.
– Ok, nos separamos e cada um vai pra um lado cercando o monstro...
Leo não terminou de falar, pois foi interrompido por três gritos horripilantes e histéricos.
Os meninos respiraram fundo e seguiram de encontro as meninas.
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