Ozando no Chb

45 Antigas Cicatrizes


Notas iniciais
Meu cremosos *-* pelos deuses! Que saudades de vcs... Bom, eu iria posta ontem, mas não deu e aqui está mais um cap. e esse tem POV Steve, então aproveitem. Boa leitura! Sara Vasconcelos

POV Steve

– Porra, o Texas é tipo um criatório de mosquitos? -reclamou Sara enquanto coçava seus braços que já estavam cheios de picadas.

– E você é tipo uma fábrica de frescuras? -ataquei e continuei a andar, passando em sua frente.

– Vai se foder. -gritou Sara ficando para trás. — E olha aqui! Me espera seu idiota! Se eu desmaiar aqui atrás e um monstro me matar a culpa é sua.

Revirei os olhos e parei de andar, esperando que Sara me alcançasse. Eu já estava acostumado com a insolação dela, com os tantos tipos de cremes para a pele e com os seus milhares de dramas, portanto creio que ela também já estava acostumada com o meu modo de agir.

– Ah, vocês dois! Parem de brigar, que caralho! Nem depois de mais de um ano namorando? Tô cheia disso já. -interviu Isabela, marchando na minha frente com suas botas novas.

Havíamos nos dividido em grupos de três pessoas. Já que as meninas literalmente se intrometeram na missão, o jeito era ir se virando, adaptando os planos e modificando algumas rotas.

Um semideus atraí monstros. Seis semideuses juntos no Texas atraem muito mais. E eu simplesmente não entendia o porquê daquelas três loucas irem ao Texas se arriscar atrás da gente e muito menos como conseguiram chegar até nós vivas.

Fui vagando nesses meus pensamentos e quando Sara me alcançou, continuamos andando avistando Isabela ao longe.

– Pelos deuses! Sinto minha essência se evaporando, ô lugarzinho quente. -reclamava Sara enquanto se esforçava para andar.

– Você tá com óculos de sol, protetor solar, bandana na cabeça parecendo um gangster e uma garrafinha de água geladinha. Não reclama tanto assim. -falei, lembrando ainda da confusão que Sara e Laura fizeram em uma das lojas do shopping local para conseguirem essas coisas. Resolvemos até mesmo separá-las por esse período para evitar mais confusões. Por esse motivo, Laura estava junto com Connor e Leo realizando a outra tarefa da missão.

– Tá vendo! Isso porque você não me deixou usar aquele seu cartão e não visitamos outras lojas maravilhosas! Afinal, ser prevenida é tudo meu amor. -respondeu ela prontamente.

– Sara, se dependesse de você eu já teria vendido um dos meus rins para comprar essas tralhas.

– Olha aqui querido, eu persuadi o atendente tá. -defendeu ela arrumando sua bandana vermelha, que de acordo com ela protegia os cabelos.

– Persuadiu mesmo, uma pena ele não ter dado a mínima pra você. -debochei sorrindo. -Tá ligada que ele era gay né? Um ciclope gay. Que belo!

– Ué Steve, se eu falei que vocês o acharam maravilhoso, cativante e fabuloso é óbvio que eu sabia né?

– E depois disse que se ele nos desse aquela mochila de suprimentos básicos do semideus, o pobre ganharia um beijo meu. Você me ofereceu pra um ciclope Sara! Proposta bem legal. Beijo, cartão, meus órgãos... Tô feito com uma namorada dessa. -continuei.

– E como eu não divido o meu macho com viado nenhum ele morreu acidentalmente antes que isso acontecesse não é mesmo? -perguntou ela se aproximando de mim para se escorar. –Então, não reclama.

– Acidentalmente, é claro. -respondi abraçando-a.

– Você está suado. Don't touch me. Please. -reclamou Sara fazendo cara de nojo.

– Puta que pariu garota! Depois o grosso sou eu. Chego nem perto mais. -falei apressando o passo deixando-a para trás novamente e alcançando Isabela.

Olhei para todos os lados em busca de algum monstro, visto que já haviam se passado no mínimo uns dez minutos e nenhum havia aparecido. De acordo com os meus cálculos, eles davam o ar da desgraça em intervalos de cinco em cinco minutos. Aquilo era estranho, mas felizmente não vi monstro nenhum.

– Steve! Não me deixa para trás de novo, por favor. -disse Sara ofegante pegando no meu ombro.

– Eu estou suado Senhorita White, portanto não tocarei em você. Perdão por qualquer desconforto. –respondi secamente, só então me dando conta de que ela realmente havia ficado um bom pedaço para trás.

– Para de besteira Steve. Mas bem que você podia me carregar no colo viu... Suado ou não, você é gostoso do mesmo jeito... E se for suado na minha cama então. Ui! -disse Sara maliciosamente abanando-se com as mãos, e é óbvio que eu saí rapidinho da minha posição de orgulhoso.

Ela aproximou-se do meu ouvido ficando na ponta dos pés interrompendo por um instante nossa caminhada.

– Digamos que não precisa ser necessariamente na minha cama. -sussurrou ela e deu um beijo singelo no meu pescoço.

– Você não presta branquela... Mas sabe que eu sou bem pior do que você né? -respondi soando ainda mais malicioso que ela.

– PRA PORRA! QUE CARALHO. TAVAM BRIGANDO E AGORA JÁ QUEREM SE PEGAR? SE FODER, SE FODER VOCÊS! -berrava Isabela e resmungava indo em nossa frente, mas demos de ombro.

– Imagina que bela notícia na TV Hephestos: Um casal foi morto por um monstro no Texas. Uma testemunha pra lá de estressada, alega que os dois estavam se agarrando e não viram o monstro chegar. Uma Filha de Afrodite e um Filho de Ares. -brincou Sara dando ênfase no "Ares".

Imediatamente percebi que aos poucos ela estava ficando nervosa e tentava disfarçar, mas não comentei nada, apenas continuei a brincar também.

– Meu pai certamente ficaria muito orgulhoso. Um filho do deus da guerra deveria morrer lutando, mas... Por que não fazendo sexo? Bem mais gostoso. -comentei e caímos na gargalhada.

– Acho que minha mãe acharia uma morte digna. -disse Sara olhando para os lados.

Eu achava incrível a capacidade de conseguirmos falar besteira e rir quando a situação estava naquele estado crítico: sol escaldante do Texas durante toda a missão, certa falta de rumo e uma perseguição absurda de monstros... Definitivamente se eu estivesse sozinho, não conseguiria nada disso.

No entanto, o que vinha me preocupando ultimamente eram as constantes e desnecessárias brigas entre nós –mesmo estando há pouco tempo juntos em missão– e os motivos eram realmente banais. Isabela e eu estávamos mais estressados do que o normal, brigando com todos do grupo. As piadinhas clássicas do Leo e as ‘’artes’’ do Connor, rapidamente viravam motivo para longas discussões. E, Laura e Sara brigavam com o mundo, mas de forma alguma rolava algum desentendimento entre elas.

Isabela resmungou mais um pouco e nos apressou, porém agora a pressa tinha motivo. Por fim, Sara não conseguiu mais disfarçar sua preocupação com algo. Ela me deu um selinho rápido e com suas mãos trêmulas segurou no meu rosto:

– Steve, por favor, não morre antes de mim. Eu te amo idiota. -disse ela de súbito.

– Vou tentar enjoada. E eu também te amo. Mas pera aí não tô entendendo. Você falando que me ama assim do nada? -questionei arqueando as sobrancelhas.

Não foi necessária uma resposta. Minha antiga cicatriz nas costas começou a formigar intensamente e de repente ouvi uma voz cortante como uma lâmina afiada falar atrás de nós:

– Hora de terminar aquilo que eu já comecei. Steve, sua vez chegou, filho do deus da guerra. Dessa vez você não escapa.

Mais dois monstros aproximaram-se de Sara e Isabela. Foi quando eu não vi mais nada. Fui tomado de raiva e ódio por aquele monstro asqueroso me desafiar novamente e por aqueles outros dois ameaçarem a vida da minha namorada e de Isabela, minha irmã.

Todavia, a cicatriz nas minhas costas me incomodava e naquele momento fui colocado à prova. Perder vidas, ou salvá-las. Sem subafluentes e outras escolhas. Eu já havia perdido muitas pessoas importantes na minha vida e elas definitivamente não seriam as próximas.

Notas finais
E aí? Comentem! U.U Cap. escrito na roça gente (pois é, minha viagem pra TO e a falta de internet por lá foram úteis) Podem comemorar que aproveitei esse tempinho lá e acabei escrevendo mais dois capítulos, portanto... como eles já estão prontinhos há tempos, apenas esperando para serem encaixados no segmento da história, podem esperar que semana que vem sem falta postaremos mais um cap. pra vcs! PS: no próximo cap. tem POV Sara! Beijos e até mais! Sara Vasconcelos