Ozando no Chb

46 Correr ou Morrer


Notas iniciais
Olá cremosos! Não, nós não morremos, não abandonamos a fic nem nada... É a falta de tempo mesmo, mas apesar da demora, aqui est´mais um cap. pra vocês da nossa incrível missão o/ Sara Vasconcelos

POV Leo

Posers! Ah, por favor! O Texas nem é tão quente assim como falam. Quando chequei novamente a temperatura por insistência de Laura, o termômetro da minha mais nova melhoria marcava 39°C. Ok, talvez seja quente, mas não para tanto drama. O que era maravilhoso mesmo era o meu incrível hipersônico Hephonestus 7, que claro, não é um simples Hephonestus... Foi customizado e aperfeiçoado em cada detalhe por mim.

– Meu Zeus! I can’t! Eu cansei. Não quero andar mais não! Eu estou derretendo aqui nesse inferno. Aliás, inferno seria elogio para esse lugar! Estou sentindo a minha essência se esvair aos poucos! –reclamou Laura em estado de fadiga extrema.

Ela colocou as mãos na testa dramaticamente. Connor a imitou e suspirou tão alto, que fez a atuação de Laura ficar amadora.

– Sua essência está se esvaindo? A minha já se esvaiu faz muito tempo! Passa o gelo da água aí vai. –falou Connor.

– Não! Tira a mão do meu gelo seu filho de Hermes intrometido! –disse Laura dando um tapa nas mãos de Connor. –Nem essência você tem mais!

– Tenho sim! É claro que eu tenho. –rebateu ele.

– Querido, você já comeu tanto que perdeu qualquer resquício de essência dentro de você. –atacou Laura.

– Perdi mesmo... Mas foi com o Leozinho! Esse Bad Boy Supremo! –respondeu Connor me apalpando por trás.

– Saí ou! Tá me estranhando: –respondi me afastando de Connor.

– Amém meu Zeus! Um macho ainda resta. –falou Laura e sentou-se na calçada, porém, imediatamente ela levantou decepcionada: a calçada estava demasiadamente quente.

Connor me olhou com um digno olhar de ‘’cachorro sem dono’’. Coloquei minhas mãos em seus ombros, olhei no fundo de seus olhos e falei:

– Amor, sou eu quem come na nossa relação. Começamos a rir loucamente. Era uma brincadeira antiga nossa. Laura revirou os olhos assim como da primeira vez que viu nossas demonstrações de afeto e suspirou:

– Ah não! Os dois vão começar a se agarrar de novo?

– Nós revezamos. –respondeu Connor ignorando Laura.

Não podemos evitar. Coitadinha da Laura, mas nós somos implicantes natos. Irritar as pessoas é o nosso dom que não pode ser desperdiçado.

– Nossa meu amor... Tava pensando aqui sobre a gente, e esse calor do Texas nem se compara com o fogo que tem dentro de mim quando eu te vejo! –declarei e Laura intensificou sua cara de abuso.

– Luz pujante do meu viver... –respondi Connor em tom dramático. –Eu já estou entrando em ebulição por ti. Minha libido sexual já está pulsante dentro de mim, ou melhor, fora.

Um casal de turistas passou por nós e a expressão deles me fez acreditar que eles ouviram destacadamente a parte do ‘’ebulição por ti’’ e ‘’libido sexual. Eles franziram o cenho, comentaram alguma coisa e saíram.

Envergonhada, aos poucos Laura foi afastando-se de nós, como se não fizesse ideia de quem fossemos.

– Hum... Com licença. –comentou ela com um sorrisinho sem graça para quem olhava pra nós.

Connor e eu recomeçamos com nossas brincadeiras de longa data e não vi a Laura se afastar. Acho que tudo isso durou no máximo uns cinco minutos até que fomos interrompidos por nossa filha de Poseidon:

– Socorro! Bicho! Bicho! Muitos bichos! -berrava ela desesperadamente enquanto corria de volta para perto de nós.

Encarei o Connor e minha mente ainda cogitou a possibilidade de Laura estar enganada, já que ela havia se assustado muitas vezes com um simples galho no chão, um vento forte demais, uma buzina, um cachorro, ou algo assim.

Laura corria em nossa direção berrando. Não percebi o tanto que ela tinha se afastado. Como assim ela se afastou tão rápido? É por isso que gosto das minhas maravilhosas invenções, elas só variam a velocidade se eu programá-las para isso.

Meu devaneio sobre máquinas e humanos foi findado por um grito estridente e desesperador de Laura:

– Que merda! Eu tô falando sé... -falou e foi bruscamente interrompida por uma queda.

Nós não conseguimos nos conter e caímos na gargalhada. Laura levantou tão rápido quanto caiu e continuou a correr.

– Eu não vou falar mais! Idiotas! -brigava ela e praguejava.

– Ai meu Zeus! Essa queda foi muito boa! -falou Connor entre risos.

Recuperei o fôlego e falei:

– O que será que ela confundiu com um monstro dessa vez? Por Zeus essa queda devia ter sido filmada!

E continuamos a rir desesperadamente.

Quando levantei os olhos, nossa crise de risos finalmente teve fim. Laura berrava e acenava:

– CORRE!!!

Eu e Connor nos entreolhamos sem entender. Quando abrimos a boca para perguntar qual era o problema de Laura, aproximadamente dez monstros gigantescos nos mostraram que eles eram o problema.

Nós estávamos em uma rua principal, tudo em busca do tal semideus que Seymor havia falado. Steve, Isabela e Sara, não deviam estar muito longe de nós...

– Corre porra! Olha lá mano! Tem mais dez em cada lado. -berrou Connor desesperado.

A rua principal possuía mais a frente duas bifurcações de ruas menores e eram exatamente dessas ruas que saíam mais e mais monstros. Nem com todos juntos conseguiríamos matar aquela quantidade de monstros! E se me preparei para a batalha?

– COOOORRE NEGADA! -e foi a coisa mais sensata que o Connor falou.

Ultrapassamos a Laura em questão de um segundo. O que era estranho já que ela tinha ganhado uma vantagem muito boa. E eu não sou um bom atleta nem nada.

– Ah não gente, me espera! Não me deixa aqui sozinha com esses bichos... -suplicou ela, porém nós, os heróis másculos corajosos e super héteros já estávamos alcançando uma rua segura.

– Olha, se eu morrer aqui a culpa é de vocês que estavam ocupados demais se agarrando e não prestaram atenção na chegada dos monstros para me alertar. Eu! Uma pobre caloura que acabou de descobrir que era uma semideus. Ok! Não foi tão recente, mas eu ainda não me acostumei. A questão é que eu não quero morrer abandonada aqui... -ela fez uma cara de choro e uma voz dramática tão convincente que paramos para esperá-la. — Bora minha filha, eu não tenho o dia inteiro. -Connor a apressou.

Laura colocou as mãos no joelho em posição de descanso e suspirou fundo.

– Gente, sirvo pra essa vida corrida não, pera aí. -disse ela tentando recuperar o folego, só que não tínhamos tempo pra isso, porque talvez assim quem sabe por pura coincidência, tinha uma legião de monstros atrás de nós!

Connor ficou impaciente.

– Santa sedentarização! Laura você não deu nem vinte passos.

– Meu pé dói... -ela reclamou recomeçando a andar com dificuldade.

Os monstros estavam realmente muito perto, se nossa querida filha de Poseidon continuasse a se mover naquela velocidade logo, logo viraria parte da refeição do bando. E nós teríamos o mesmo destino por esperá-la.

– Par... -Connor começou.

– Nem vem com essa história de par ou ímpar. Eu sou só mecânico aqui, se vira.

Connor resmungou um pouco, mas aceitou a sina. Correu de volta e parou ao lado de Laura e começou a puxá-la.

Laura que estava literalmente sendo arrastada chutou Connor. Ele não sentiu nem cócegas e continuou a arrastá-la.

– Me solta! Você tá fazendo o braço doer também, já basta meu pé.

Connor a soltou, tirou o tênis da garota e começou a examiná-la. Eu observava tudo com muita raiva, será que ele não poderia simplesmente examiná-la em algum lugar livre de monstros assassinos? Monstros os quais estavam a menos de 15 metros de distância? Laura soltou um grito de dor quando Connor pegou em seu pé.

– Acho que você torceu. -ele disse simplesmente e se levantou.

–Torci? Mas como? Eu nunca quebrei nem torci nada em toda minha vida. Será que dói muito? O que vou fazer da minha vida agora? Serei igual aquelas mocinhas de filme de terror que morrem por monstros horríveis porque não conseguem correr graças aos seus tornozelos torcidos. -ela fez um bico e cara de choro que com certeza deve ter tocado o Connor, pois o mesmo hesitou antes de falar.

– Deve ter sido a queda, gênia. Vem rápido que eu te carrego, mas não acostuma não.

Laura abriu os braços feliz da vida achando que iria ser carregada igual uma noiva entrando em seu leito nupcial, Connor porém, tinha uma ideia diferente de como carregar uma garota. Ele a pegou pela cintura e a jogou nas costas como um saco de batatas. Esse cena eu não resisti e confesso que tive que gravar um pouco, mesmo correndo risco de vida. Onde mais eu iria consegui um vídeo com aquela cara de ofendida/magoada/orgulho-ferido da Laura?

– Connor, por Zeus, olha a minha roupa! Minha blusa subiu, meu sutiã está aparecendo... E tira a mão da minha bunda, por favor! Não é assim que se carrega uma dama. Estou quase pelada aqui...

– Ah Laura por favor! Até parece que eu já não vi isso tudo antes.

Notas finais
Eu estava com uma saudade imensa de escrever que vocês nem imaginam, sinto muito pela demora de verdade, não passaremos mais um mês pra postar, juro pelo estige! Sei que não posso cobrar, mas sinto falta dos comentários, eles motivam e como não tínhamos comentários acabamos demorando pra postar... Eu demorei pra postar poque *cof cof* a Sara arranjou um macho *cof cof*... Até o próximo cap! Laura Fagundes