Notas iniciais
Demorei?
Mas saiu!
Gente não sei se vão gostar, admito que quando fiz tava com soninho e ainda estou (acabei de terminar este capitulo)
Boa Leitura (:
Ah e quem ainda não leu "Race", recomendadíssima!

O despertar

O aconchego do escuro e do torpor durou pouco, logo senti dores e estar realmente viva...

(...)

Abri meus olhos deparando-me com uma luz branda e calma muito bem conhecida por mim, nesses últimos tempos. Deixe que a turbidez passasse para assim procurar algo. O sinal de que eu não estava além da vida apitava irritantemente um Bip após o outro. Rocei minha mão no lençol áspero do hospital. Fiz então menção de levantar, mas quando inspirei o ar senti dor então movimentei minha cabeça para o lado, focalizei uma velha amiga que rezava de joelhos silenciosamente. Não quis interrompê-la, não era muito de ver Alice religiosa e sabia que minha amiga deveria estar muito nervosa.

Seus lábios se moviam em murmúrios tão baixos que era impossível compreender. Fitei a mesma até Alice erguer sua cabeça e me ver, seus olhos eram muito chorosos.

- Nessie! Oh minha irmã. – Alice abraçou-me e contrai com dor – Me desculpe.

- Alice... Desculpe-me te deixar preocupada comigo novamente.

Ela riu, mas não chegou aos olhos.

- É você tem um grande potencial para encrencas. – ela mordeu os lábios.

- Bem, agora acho que virá os sermões novamente... já estou esperando pela minha psicóloga e a Sarah... – interrompi-me – Alice onde está Jacob?

Alice olhou-me e abaixou a cabeça chorando. Tampei minha boca sentindo os soluços, meu aparelho disparava. Parecia que minutos haviam passado enquanto eu tampava minha boca e Alice desatara no choro.

- Alice me responda, por favor! – implorei aos gritos.

- Calma Ness, por favor...

- Alice, ele, ele...

Os enfermeiros entraram e colocaram algo na intravenosa, antes de eu ao menos protestar.

- Alice, ele... Por favor, me diga a verdade.

- Não, ele não está Ness. Ele está na cirurgia para retirada da bala...

Eu senti um cansaço e entendi logo o que eles aplicaram.

- Como ele está? É grave?

- Ele vai ficar bem Ness.

- é grave? – insisti mesmo sonolenta.

- Acertou perto do coração.

- Promete que se ele não resistir você me contará a verdade? – disse chorando.

- Ness... Ele vai ficar bem.

- Prometa Alice! – queria gritar, mas o sono me consumia.

- Prometo.

E assim deixei que a sonolência me levasse de vez.

(...)

Abri meus olhos pensando que seria algum pesadelo, mas encarei as velhas lâmpadas do hospital e suspirei de cansaço, frustração, agonia.

Olhei para o lado e vi que não era Alice que se encontrava sentada e sim Seth que me olhava.

- Ness! – ele gritou, mas não chegou aos olhos à alegria que ele transmitia na voz.

Olhei atônita para ele e eu sabia que deveria responder, mas meu corpo não fez, só o fitei atonitamente, debilmente.

Se Alice não estava ali era porque não queria me contar a verdade e colocou o irmão dele... Para fazer o serviço?

- Aaah Seth – comecei a chorar – Ah, não me diga! Oh ele morreu, não foi? Por isso que Alice não está aqui! Ela não quer me contar e evitar seria a melhor opção...

- Hey Ness! O Jakezão é forte, passou pela cirurgia e logo sairá da UTI, vai ver e Alice foi à cantina espairecer... Sabe ela viu vocês dois – ele fez uma pausa vendo minha expressão algo o fez continuar – semimortos. Ela viu tudo e mesmo que você tenha passado antes por duas quase mortes, ela viu e não consegue tirar a cena da cabeça. Ela ficou desesperada, pensou que estavam mortos... E realmente quase estavam. O projétil passou à milimetros do seu baço, se tivesse acertado...

O interrompi em uma choradeira.

- Eu sou uma sádica! – brandi aos gritos – Deveria ser eu a estar naquela UTI! Não ele. Eu deveria ter morrido com os meus pais ao invés de machucar os que eu amo.

- Ness, não diga isso! Minha mãe só não teve algo porque se apoiou em você porque ela sabe que Jake lutará enquanto saber que você vive!

- Ele nem sabe se estou viva! Como pode ter certeza disso?

- Jake sempre sentiu coisas inexplicáveis quando acontecia algo de bom para você e outras ruins. Ele deve saber de algum modo ele sabe. – disse Seth esperançoso.

Virei o rosto para o alto a fim de branquear minha mente. Como eu podia passar quase ilesa de todas as catástrofes que passei? Porque não era minha vez de partir e parar de fazer pessoas sofrerem com minhas imprudências? O que eu tinha a aprender com isso? E isso que tentei me perguntar, porém, não me vinha nada além do rosto de Jake ainda na praia perto do farol com sangue e... Não me deixei pensar mais nisso.

Uma médica do qual eu não sabia quem era veio me atender mas informou-me que Victor cuidava de Jake, o que me deixou um pouco aliviada.

- O projétil chegou a milímetros do baço mas em um local acessível, a retirada foi tranquila.

- Doutora... McCarty?

- Sim.

- O que aconteceu com Alec e Jane?

Ela respirou fundo.

- Senhorita deve descansar. Sua pressão está alta e isso não é bom.

- Eu preciso saber. Eu tenho que ter certeza que ele...

- Sim, ele se foi – ela disse por fim – E creio que não saiba, mas Jane pulou do farol...

-Oh meu Deus! – arfei – Tudo culpa minha! – brandi enquanto soluços ecoavam da minha boca – Que horror. Eu sou um horror...

- Senhorita peço que se acalme...

- Me acalmar?! Você quer que eu me acalme? Eu mato meu ex-namorado e sua irmã e... Jake que descobri ser realmente o amor da minha vida está na UTI. E você vem querer me calar?

Ela ficou tranquila enquanto rodava a cama a procura da entrada intravenosa.

- Eu não quero dormir! – gritei e a joguei enquanto sentia meus pontos se abrirem – Ai! – McCarty veio preocupada mas não queria – Não me toque!

- Temos que fechar isso Renesmee. Se não fizer isso por bem, serei obrigada a chamar alguém que a segure e dope enquanto dou os pontos.

Suspirei de raiva e de derrota.

- Eu é que deveria estar na cova. Alec era um bom garoto. Eu o usei.

A doutora chamou alguém enquanto estancava o sangue.

Alice entrou e vi a quão abatida estava.

- Quanto tempo estou aqui?

- Só um dia. – Alice respondeu dando passagens à enfermeiras.

- Alice foi culpa minha. Alec era um bom garoto.

- Não, não era. – Alice disse – Para com isso Cullen! Alec já tinha feito isso...

- Não é hora para confidenciar tais coisas à paciente, senhorita.

- É sim, ou se não ficarei mais nervosa do que estou! Diga Alice.

Alice me contou a matéria que ela tinha visto na revista e nessa volta resolveu pesquisar mais e descobriu que onde enterraram o corpo da menina, tinha cabelos louros igualmente de Jane mas não conseguiram comprovar já que não tinha raiz e assim não tinha como saber o DNA mas Alice disse que tinha certeza que ela ajudou o irmão pois segundo ela não duvidava depois de ter matado o próprio irmão e eu não poderia deixar de concordar.

Como tive que refazer os pontos me doparam de qualquer modo.

Quando acordei já estava à noite, a janela estava fechada e o quarto era iluminado com uma luz baixa e branca. Puxei o ar, sentindo as pontadas e as soltei, olhei para o teto sentindo as lágrimas descerem.

Nem sequer podia visitá-lo, dizer que estava bem e esperava que ficasse bom para continuarmos nossa vida sem nenhuma interrupção.

- Ness acordou? – Alice chamou-me nem reparei que soluçava alto – Ah não, venha cá. – disse me acolhendo em seus braços.

- Eu quero vê-lo. – disse ao me acalmar.

- Tudo bem, mas verei primeiro se você pode...

- Eu prometo. Prometo que se conseguir vou ficar mais calma, preciso pelo menos vê-lo.

Alice deu um sorriso tristonho e saiu porta à fora logo veio a Doutora McCarty e meu querido médico Victor.

- Quanto tempo Renesmee, como anda? – Victor disse com aquele sorriso.

- Acho que toda vez que o vejo não é na melhor das circunstâncias. Mas me agrada vê-lo.

-Tudo bem, eu entendo, mas vamos ao que interessa. – assenti – Jacob está em coma induzido e não sabemos se ele pode ouvir, optamos por deixá-lo assim porque devemos observá-lo e bem ele perdeu muito sangue mais que você. Ele tem probabilidade de estar bom em dias, a cicatrização dele evolui bem...

Ele continuou a contar os prós e os contras me dizendo para me acalmar na hora que vê-lo e não surtar, ele poderia estar ouvindo mas muito cansado para responder já que em alguns casos os pacientes não dormiam totalmente.

Tomei coragem e com muito cuidado me colocaram na cadeira de rodas, me dirigindo até a UTI que ficava no último andar.

Quando entrei lavei as mãos e me dirigi até o Box, quando cheguei, ele não estava entubado o que me tranquilizou, cheguei perto e reparei que estava um tanto amarelado, toquei seu lábio com o meu.

Controlei-me para não chorar.

- Jake estou bem e quero que você fique bem comigo. Por favor, melhore, volte pra mim. Eu te amo. – sussurrei em seu ouvido.

Fiquei alí acariciando os cabelos de Jake. Sua feição apesar de amarelada e fraca parecia descansar.

- Renesmee, temos que ir. – McCarty disse.

- Mas já?

- É, os procedimentos. Sinto muito.

- Jake, meu amor, eu terei que ir. Também estou me curando da bala e já acordei – um apito na máquina se deu.

- O que está acontecendo? – perguntei.

- Não é parada cardíaca! Ele está reagindo Ness, isso é muito bom. Vou comunicar ao doutor Victor.

Quando voltaram Alice estava junto com eles, me despedi enquanto eles conversavam sobre o futuro de Jake.

- Agora que viu o Jake, acho que devemos dormir não é? – Alice disse extremamente com sono.

- Sim, Lice. Vai para casa, você merece um belo descanso.

- Tem certeza? – perguntou.

- Estou melhor. Vá.

- Obrigada amiga. – ela disse e saiu.

(...)

- Renesmee, tenho uma boa notícia. Tiramos o remédio do Senhor Black e ele já se encontra acordado, mas não muito coerente, logo poderá visitá-lo. – Victor me informou.

Eu o abracei.

- Obrigado por ter cuidado dele.

(...)

- Jake? – disse na cadeira de rodas.

Ele sorriu para mim fracamente, ainda estava amarelado e fraco.

- Ness. – Jake me chamou para mais perto.

Alice rumou a cadeira de rodas até perto dele e ele fechou a feição em preocupação.

- Porque está de cadeira de rodas? – foi a primeira coisa que perguntou reparei que ele parecia-me preocupado. – Onde ele te acertou?.

- Um pouco abaixo do baço. Estou de cadeira de rodas pelos pontos.

- Ah. – ele soltou o ar.

- Bem, vamos Alice. Tchau Ness. – Victor disse.

- Obrigado novamente Victor.

- é meu dever. – e saiu.

- Ness? Que intimidade é esta? – Jake perguntou.

- Meu ciumento, ele foi o doutor que me tratou quando tive o acidente com meus pais. Agora ele está nesse setor então peguei outra doutora.

- Hm.

- Eu te amo! E estou tão feliz por ter voltado pra mim, meu amor.

- Eu também te amo Ness e nunca a deixarei só nem depois da morte.

(...)

O tempo foi passando e recebi minha alta do hospital. Jake teve que ficar mais um pouco e não gostava da aproximação de Victor tanto quanto eu dele com as enfermeiras mais novas e estagiárias que o paparicavam tanto que ele parecia um bebê recém- nascido, mas as colocava para fora e eu mesma cuidava. Sempre o amei e agora grito para todos escutarem meu amor.

Mas ainda me sinto triste. Quando tive alta a perícia liberou os corpos para o enterro que foi aqui em Forks, fui mesmo com os protestos de Alice. Encontrei com o pai, Alec Volturi, sentia-o frio perante o corpo de Alec mas quando se aproximou do corpo de Jane, alisou-a e distorceu seu rosto em dor mas não derramou uma sequer lágrima enquanto eu me banhava delas.

Não houve muitas pessoas, não passavam de dez, a cidade virará as costas e os gêmeos não tiveram padre no enterro. O dia demonstrava como aquilo era triste, o tom das nuvens era um cinzento, o vento era forte e gélido chegava a uivar quando passava em nossos ouvidos, a grama era seca e amarelada.

Os dois foram enterrados lado a lado em sincronia perfeita e no túmulo as descrições eram iguais.

“Dois irmãos que fariam loucuras pelo o amor que chegava a ser doentil.

Deixaram saudades por mais que tenham errado. São filhos de Deus, porém pecadores.”

Achei forte demais mas não tive coragem ou vontade de falar com o homem imponente que via os dois filhos sendo enterrados. Ao termino do enterro, o mesmo veio falar comigo.

- Desculpe pelos meus filhos, senhoria Cullen.

Somente assenti e o vi se afastar, o perdendo de vistas nem ao menos ficando para a ultima terra jogada onde jaziam seus filhos. Eu fiquei.

De uma coisa eu tenho certeza nunca saberei a história toda mas se um pai não teve como controlar o filho é porque tinha algo mais, eu deixei de lado porque não daria volta ao tempo mas eu sabia que se aquele homem pudesse, o faria.

Notas finais
O que acharam?
Bom, não tenho muito à dizer, é o anti penúltimo capitulo e ainda acontecerá uma coisinha boba.
Até a próxima babys e uma ótima semana e mandem energia positivas!