Notas iniciais
Oi pessoal?! Como vocês estão?
Sei que demorei mas lá vem mais!
Não digo nada desse capítulo à não ser lá embaixo!

Penúltimo Capítulo

O Rio corre

Véspera de Natal, Alice corria de um lado para outro pois os pais dela viriam é engraçado mas Alice sempre morou sozinha, os pais dela viviam praticamente viajando mas ela dizia que não se importava que os entendia e que sempre foram os melhores pais do Mundo mesmo que ausentes.

- Ness, Ness, me ajude a organizar esse enfeite, ele está torto! – Alice disse indignada – Imagina, hoje em dia contratamos pessoas para deixar tudo perfeito, mas homem é relaxado e ainda dizem que as mulheres são o sexo frágil... – Alice resmungava enquanto eu gargalhava.

- Seus pais nem vão perceber um enfeite pequeno desse Alice. Pare com esses nervos, se não sua sogra terá medo de você.

Era a primeira vez que Alice seria apresentada à sogra já que Jasper morava em uma casa junto com mais dois garotos, tipo uma república ou algo assim.

Alice desceu as escadas respirando fundo.

- Eu acho que é por isso que estou assim e s-se ela for daquelas sogras bruxas?

- Alice, todo mundo gosta de você.

-Eu não tenho dúvidas disso, mas com ela pode ser diferente. Pierre!!!

(...)

Desci do carro me encontrando com o amor da minha vida, nesses meses muitas coisas mudaram, de certa forma sentia que os Black agora é minha família se eles perderam um integrante da família ganharam outras duas. Carol e eu nós damos muito bem, ela mora em Port Angeles mas está trabalhando em Forks para alegria de Seth, apesar da diferença de idade (ela é mais velha que Seth) os dois continuam firmes e fortes no namoro que juro que dará em casamento. Seth pode ser até brincalhão e risonho mas com certeza é mais maduro do que eu e Jake na sua idade.

- E Alice está muito nervosa por conhecer a sogra? – perguntou Jake com o sorriso que me tira o fôlego.

- Nem imagina o quanto. Eu bem que tentei fazê-la acalmar-se mas sabe como Alice é, mas eu a entendo se eu não conhecesse a minha sogrinha maravilhosa... – eu disse enlaçando meus braços em seu pescoço e o beijando.

-Hm, hm. – Sara nós interrompeu e eu ainda corava toda vez que isso acontecia. – Poderia me ajudar na cozinha, hoje vai vim a família da Carol para cá e não quero fazer feio.

- Mãe você nunca faz feio. – Jake reclamou.

- Jake eu vou ajudar minha sogrinha linda. – eu disse o censurando que bufou.

- Ah, Jacob... Léah ligou ela quer falar sobre meu neto. – Sara fez uma careta, ela não tinha gostado nada de Léah e eu admito que toda vez que Jake ia eu ficava com ciúmes, principalmente depois que eu soube que seria um “garotão” como Jake diz.

- Vou ligar para ela, então mãe. – Jake bufou.

- é uma entrega aí de uma cópia de exames.

- Logo na véspera de Natal? Porque ela não entregou isso antes?

- Vai saber meu filho. Vá, não lhe fará mal algum além do mais ela só está com seis meses de gestação e o estado dela ainda não é muito boa. – e Sara saiu nós dando privacidade.

- Eu bem que tento Nessie. – ele disse como uma desculpa me beijou e saiu.

Entrei na cozinha calada e comecei a ajudar minha sogrinha.

- Ness, Jake te ama. Eu não escuto pela porta mas estava passando no corredor e ouvi a discussão de vocês. Sei que é difícil para você. Você é nova e ele também e isso dificulta quando tem um bebê de outra no meio de vocês, mas entenda meu filho está com você se ele te escolheu é com você que ficará.

- Eu sei. – eu disse segurando as lágrimas. – Mas não consigo segurar meus ciúmes e o que às vezes me faz pensar e me deixa louca que quando esse bebê vier a nascer não vá juntar os pais e me separar dele? – perguntei para mim mesma. – Eu sei que passamos muitas coisas juntos mas eu ainda tenho muito medo de perdê-lo. Muito. Eu o amo muito e acho que em parte eu tenho ciúmes desse bebê também, é insano, mas é como se esse bebê dividisse o amor que Jake sente por mim... o que quero dizer é que sinto mais ciúmes do bebê do que da mãe! – eu disse chorando. – É ridículo.

Sara me abraçou me confortando.

- Não deixe essas incertezas acabarem com você. Jake te salvou por amor não por piedade como você disse para ele. – ela disse se referindo a discussão que tivemos. – Vocês se amam desde pequenos. Erros são para a aprendizagem e não para cometer mais erros. Vamos errar sempre, mas errar a mesma coisa é burrice. Agora limpe essas lágrimas se Jake chega e te ver assim ficará preocupado.

- Tem razão. – sorri.

(...)

O Natal decorreu com tamanha alegria apesar de que teve alguma discussão, o pai de Carol nunca esqueceu o rosto de Jake mas Carol conseguiu contornar o pai dizendo que aquilo estava enterrado a sete palmas do chão.

Enquanto os mais velhos conversavam, montamos um Karaokê e começamos a cantar. Eu com Jake e Seth com Carol.

Escolhi a música Who Owns My Heart da Miley Cyrus. Gostei muito da letra e do ritmo da música.

Começamos a cantar juntos, Jake cantava tão mal e eu ria dele.

Creation shows me what to do

I'm dancing on the floor with you

And when you touch my hand

I go crazy, yeah

The music tells me what to feel

I like you now

But is it real by the time we say goodnight

I don't know if this is right

And I feel you (you) coming through my veins.

Am I into you (you) or is it music to blame?

Who owns my heart

Is it love or is it art

'Cause the way you got your body movin' got me confusin'

And I can't tell if it's the beat or sparks

(…)


Your eyes just blaze through me

Like fire in the dark

We're like living art

And it hits me

Like a tidal wave

Are you feeling me

E continuamos olhando um para o outro, eu ria quando ele desafinava e tentava imitar a voz da cantora que tinha a voz rouca, mas com timbre.

Depois de cantarmos, foi a vez do Seth e da Ca que deram um show, eu culpei Jake por desafinar tanto e rimos enquanto jogávamos conversa fora. O primeiro Natal sem meus pais foi divertido, dizer que não sentia saudades dele e assim que amanheceu eu não chorei é mentira. Fui visitá-los e conversei muito nas lápides dos dois enquanto dizia tudo, desabafa, ria e chorava.

Dois meses depois...

— Jake! – eu disse correndo com uma carta já aberta em minha mão. – Fui aceita também na UCLA– UCLA é uma das melhores universidades de Los Angeles e como Jake e Alice passaram nela...

Pulei no colo enquanto ria, mas não senti o abraço dele se apertar. Fitei seu rosto e sua expressão era de culpado.

— Ness, precisamos conversar.

— Jake o que houve? – eu disse eufórica ainda com a notícia.

— Sente-se aqui meu amor. – ele disse, eu me sentei e ele começou a acariciar meu rosto.

— Promete que vai ficar calma? – disse pegando em minha mão.

— Claro. – eu disse, mas eu estava um tanto nervosa e meu coração dizia que coisa boa não estava por vir.

— Ness, eu não vou fazer Universidade, pelo menos não esse ano.

— Como assim Jake? Você fez as cartas...

— Nessie, Nessie, acalme-se, por favor, é complicado.

— É complicado? – gritei – Jake sua mãe não vai deixar que você perca uma chance dessa.

— Ness ela já deixou.

— Como? Isso é uma brincadeira muita sem graça Jake pode parar com isso. – disse seriamente, mas ele me fitou.

Minha ficha caiu.

- Quando me pretendia contar isso? – disse já com as lágrimas teimando em cair.

- E-eu pretendia, só não sabia como, mas eu iria te contar como fiz agora. – ele balbuciou.

- Você só me contou porque se sentiu culpado. – acusei – Black, você não iria contar tão cedo que não iria para a faculdade!

- Eu estava com medo Renesmee dessa sua reação por que você nunca entende.

- É porque você sabia que eu diria para você que seria errado ficar aqui só para ver seu filho e o da Léah e babar por ele.

- Não é só por isso que irei ficar! – ele grunhiu já nervoso.

- E então é porque Jake? – meu olhar fulminava.

Como ele poderia mentir que não era isso?

- A empresa do meu pai. Seth é novo demais.

- Mas você não desmentiu que ficaria aqui pelo seu filho. – acusei.

- Poxa Ness, eu vou ser pai, eu vou ficar também por isso, mas se não fosse pela empresa do meu pai... Não posso deixar o Seth no último ano do segundo grau trabalhando, isso o atrapalhará e é só um ano.

- Só um ano, Jacob? Um ano pode mudar muita coisa não percebe? O que me... – eu parei ali porque Jake me beijou. Um beijo desesperado, um beijo com amor, paixão e tão surreal que existia só ele e eu e nossos corações que pareciam um só,

Deixei as lágrimas se misturarem ao beijo, enquanto arrepios que pareciam choques percorriam meu corpo.

- Eu. Amo. Você. Quantas vezes terei que te lembrar?

Eu sorri.

- E eu sempre amo quando você fala. – sussurrei com a cabeça baixa.

- Então não desista de nós. – ele disse e meu coração sangrou.

Junho de 2013.

- Nessie você tem certeza disso? Ainda há tempo para mudar de ideia. Eu sei que você vai sofrer com essa decisão. – Alice dizia do outro lado da linha

- É melhor para nós Alice. Eu não quero me despedir, já dói demais e sei que eu o amo mais que eu gostaria, mas eu não quero me decepcionar, ele é homem e se estamos longe ele tem todo direito e acredito que esse filho vai juntar aquela – bufei – A mãe do filho dele.

- Ness ainda acho tolo tudo isso, vocês passaram por coisa pior...

- Não, ele já baba pelo filho agora, ele chega dizendo o quanto Petric é um garotão.

- Te juro que quando a Léah ficou mal cheguei a pedir que ele fosse dado a você Ness, eu sei que é loucura, mas era para ser você a mãe do garoto.

- Foi o que teve que ser e a criança não tem nada a ver com o passado. Acredito que do jeito que o Jake diz tenha puxado a simpatia dele.

- Então é isso? Está decidida?

- Mais que decidida. Beijos Alice, até mais tarde.

Desliguei antes que a mesma tentasse mais alguma coisa. Já estávamos nesse dilema há horas, mas eu estava firme e forte na decisão, porém como dizer isso a ele?

Olhei para a escrivaninha e tinha um papel.

Que ótimo Nessie. Você é uma covarde! Não consegue dizer um acabou.

Mas era o jeito porque eu não era mais aquela Ness que conseguia mentir descaradamente.

Comecei a escrever deixando meu coração falar, tentei não molhar a folha com minhas lágrimas, mas caíram algumas.

“Jake, meu Jake. Desculpe-Me, me perdoe por sair assim sem me despedir, mas eu não aguentaria. Não aguentaria vê-lo com a Léah, uma família perfeitamente feliz com seu menininho Petric, é claro que eu sei que ele é um anjinho e de coração eu quero o bem dele e o seu já de Léah não posso dizer o mesmo. E sim, aqui é nosso ponto final, eu ainda o amo muito e cada letra e cada pensamento dessa carta rasga meu coração cada vez mais. Você foi o melhor da minha vida, você é meu sol quando estou perdida no calar da noite, você é meu céu, meu inferno, meu ar, minha base... minha alma gêmea e só estou aqui terminando porque eu não quero ser mesquinha e eu me sinto assim toda vez que você fica dividido em ir visitar Petric na casa da Léah. E mesmo que diga não eu sei que acabará cedendo aos encantos de Léah.

Dizer que não te amo mais seria como uma calunia sendo pronunciada, pensada ou escrita e eu fiz isso durante todo o ano passado. Então Jacob Black eu termino essa carta de despedida lhe dizendo:

Eu te amo com todo o meu ser.

Com amor,

Renesmee Carlie Swan Cullen.”

Guardei a carta em um lugar seguro e fui dormir com o Jake mas na verdade foi nossa noite de despedida sem ele saber. Nós amamos como nunca havíamos feito talvez fosse por que sabia que seria a última noite, ele dormiu logo depois que fizemos amor. Eu o empurrei com cuidado para não acordá-lo, ele se virou e resmungou, mas na acordou.

Dei um último selinho em seus lábios e vi o mesmo sorrir, o fitei com os olhos marejados o vendo dormir com a luz iluminando seu rosto.

- Eu te amo muito Jake, não se esqueça disso. – e uma lágrima solitária rolou dos meus olhos.

(...)

Fazia frio de manhã quando desci as escadas daquela casa tentando memorizar o cheiro e tudo em minha volta. Parei na mesinha de centro da sala e lá depositei a carta de agradecimento à Sarah e a todos que me acolheram naquele lar.

Peguei minha única mala e atravessei a porta da sala sem olhar para trás, um pouco afastado encontrava-se o carro dos Hale já que iríamos viajar, o meu já havia embarcado em um daqueles aviões especiais.

Entrei atrás junto com Alice cumprimentando o motorista.

— Está bem Nessie?

— Estou. – menti.

Alice balançou a cabeça em desaprovação, mas não disse nada e seguimos para o Aeroporto, nosso voo sairia às seis e meia da manhã e eram quatro horas.

(...)

“Senhores passageiros do voo 1107, por favor se dirijam para o portão de embarque 9”

— Tem certeza Ness? – Alice perguntou novamente.

— Sim. – ela respirou fundo.

Entramos e teve um pequeno atraso da parte do voo, mas logo começamos a nós mover, olhei pela janelinha e sussurrei com as lágrimas caindo:

— Adeus Forks, Adeus La Push... adeus Família Black, adeus meu amor Jacob Black.

Notas finais
Querem me matar por eu ter demorado e ainda ter feito um capítulo desse né?
Mas é preciso. Juro, juro que o final vai ser ... (risos)
Então, eu demorei por preguiça, porque tive que viajar e também porque não quero me despedir tão cedo da Owns ♥ :''(
Até a próxima! Gostou muito de vocês ♥